Tuesday, September 13, 2011
Sumários e tepecês
TPC — Dá uma vista de olhos a Gaveta de Nuvens (o suficiente para relanceares critérios de avaliação, resumo do programa e perceberes como irei reportando o que se for fazendo em aula).
TPC — Escreve um «Alfabeto pessoal». (Repara no exemplo a seguir, feito há cerca de sete anos. Em alguns dos parágrafos não me revejo, mas mantenho o que então escrevi e me parece agora um pouco artificial — além de egotista, o que um alfabeto destes tem de ser.) Evita que as frases sirvam apenas para declarar aquilo de que gostas ou de não gostas. Boa solução é não te limitares a qualificar o que escolhes («é bom», «mau», «gosto de», etc.) e usares antes uma redação «de comentário» aos temas que destaques no alfabeto.
Repara também que a palavra que é escolhida pode nem ser o exato assunto, servindo afinal como pretexto para se aludir ao tema que importa mesmo.
Podes ir alternando letras tratadas em algumas linhas (3 ou 4) com outras que desenvolvas apenas numa frase. Não escrevas texto maior do que o que serve de exemplo. E talvez possas contemplar o k, o w e o y (não o fiz eu na tentativa que se segue, porque o alfabeto pré-acordo não obrigava à sua inclusão).
A, de Automóvel. Irrita-me a importância que em Portugal se dá aos automóveis, sempre prejudicando quem usa os transportes públicos (e os passeios, paisagens, etc.).
B, de Benfica. Foi em 1983 a primeira vez que dei aulas na Secundária de Benfica. Antes de a escola ser construída havia aqui uma quinta e a casa dos meus pais era do outro lado do muro.
C, de Capitu. Capitu é o hipocorístico de Capitolina, personagem de Dom Casmurro, de Machado de Assis, um dos meus livros preferidos.
D, de Dona Leonor. O liceu onde andei a partir do 5.º ano (o atual nono). Foi em 1974-75, o que explica que nada tivesse sido convencional (aliás, salvo erro, no ano anterior o liceu ainda era exclusivamente feminino). Recordo um dos hábitos de então: saindo das aulas, à tarde e no inverno, o grupo dos que moravam em Benfica ia apanhar o autocarro a Entrecampos, compartilhando as castanhas assadas compradas no caminho.
E, de Escolas públicas versus privadas. Ao contrário do que a imprensa e a televisão acabam por fazer crer, os rankings provam que as escolas públicas são melhores do que as privadas. É que, tendo em conta que aquelas acolhem alunos de todas as classes sociais e que para as escolas privadas que estão no topo da lista vão apenas os alunos de classes pelo menos remediadas (e sabendo-se como as origens sociais e culturais influenciam as capacidades básicas de leitura, escrita, etc.), era de esperar que as médias das escolas privadas contrastassem fortemente com as do ensino público. Não acontecendo isso, significa que as privadas preparam mal os alunos.
F, de Futebol. Passei boa parte da minha infância a jogar à bola na rua. A minha primeira bola a sério (dizíamos de «catechumbo», por caoutchouc) foi roubada por uns ciganitos que estavam então acampados cerca de onde fica agora a Avenida do Colégio Militar.
G, de Gonçalves. Apelido de duas excelentes professoras que tive na Pedro de Santarém, e com quem nem sempre fui justo: Odete Gonçalves, de História; Adelaide Gonçalves, de Português.
H, de Hector Malot. O francês Hector Malot (1830-1907) é o autor de Sem Família, o primeiro livro de certa extensão que me lembro de ler. O romance conta a história de Remy, órfão e depois comprado por Vitalis, que, como músico ambulante, vai percorrendo parte da Europa.
I, de Inglês. A primeira língua estrangeira que aprendíamos era o francês. Ainda hoje não domino como gostaria a língua inglesa, o que é óbvia desvantagem.
J, de Janela. Pelas janelas da minha casa vejo a escola e descubro que, escondido pelas árvores, já não se percebe o desenho de mão espalmada que faziam os cinco blocos. Sobressai apenas a Escola Superior de Música (onde a Catarina T., com quem acabo de me cruzar na rua, conseguiu entrar). [Parágrafo escrito há pouco.]
L, de Letras. Não havia então esta pirosice de se querer ir para Medicina porque sim. Os melhores alunos da minha geração são hoje, em geral, professores.
M, de Mourinho. Intriga-me o ódio que as pessoas mais simples têm a José Mourinho, que é comprovadamente competentíssimo. [Note-se que isto foi escrito quando Mourinho acabara de sair de Portugal.]
N, de Natação. Ainda é o desporto que vou fazendo (se se pode chamar «natação» ao meu estilo tão peculiar).
O, de Oz. Não o filme O Feiticeiro de Oz (e nem mesmo a célebre música que ouço agora em telenovela brasileira), mas o livro, e sobretudo a sua capa, que eu estranhava por ter um leão que se via logo ser um actor mascarado de leão. O mesmo se passava com o Homem de Lata e com o Espantalho.
P, de Pessoa. Não sei dizer se Fernando Pessoa é o poeta que prefiro, mas pelo menos foi sobre ele que mais escrevi. E nasci exatíssimos vinte e cinco anos depois da sua morte (ao dia, e quase à hora, embora não no Hospital de São Luís dos Franceses).
Q, de Queijo. Um dos alimentos de que mais gosto, o que deve ter que ver com o facto de ser também de Francês, que aliás não dou há muitos anos.
R, de Rubianes. Carlos Rubianes, amigo durante a adolescência, inteligente, criativo, culto, tão cedo desaparecido num estúpido acidente de carro.
S, de Santiago. Santiago de Compostela será, talvez com Paris, a cidade que mais me agrada. Já agora: na Galiza, podemos falar português (que o galego é muito semelhante); não fazer como Herman José que respondeu em espanhol a Júlio Iglésias, que lhe falara em galego.
T, de Televisão. Estou a trabalhar com a televisão ligada, como quase sempre. Não percebo como pode um telejornal, e do canal público, abordar durante tempo o funeral de Fialho Gouveia (que, sim, foi decerto bom profissional e excelente pessoa). Ainda mais impertinente é dar-se tanto destaque ao facto de ter sido benfiquista.
U, de Ulurus. Porque não me lembrando de mais nada, fica o nome do poeta inventado por Antero de Quental, e que alguns, entre os quais Luciano Cordeiro, aceitaram como verdadeiro e genial.
V, de Vestimentas. Ora aí está uma coisa que não me preocupa. Por exemplo, nunca usei uma gravata.
X, de Xadrez. Quando os alunos me perguntam de que clube sou, digo que sou do Boavista (o que não é bem verdade, mas serve para explicar que não gosto dos três grandes); há muito tempo era da CUF, que nesses anos era uma espécie de Boavista. [Entretanto, o Boavista desceu à divisão não sei quantas]
Z, de Zahovic. Dá-me jeito para poder dizer mal do Benfica. Não tanto do clube em si, mas de como em Portugal se beneficiam os clubes grandes, a igreja, os partidos, a construção civil, os hipermercados, ...
TPC — Completar, melhorar, o texto diarístico começado em aula (trazendo-me a mesma folha). Ainda aceito o «Alfabeto Pessoal» (ver Sumários e tepecês, aula 2) na próxima aula.
TPC — O texto reproduzido em baixo pertence à secção «Pequenos Prazeres», uma coluna que havia no Jornal de Letras, Artes e Ideias. Nesta secção, intelectuais ou figuras públicas eram convidados a revelar situações de que gostavam.
Repara que os parágrafos variam bastante na extensão e estilo. (O primeiro, à esquerda, não é grande exemplo do que pretendo.) Nos segundo, terceiro e quarto, os do meio, temos linhas quase fílmicas, que tentam agarrar, por pinceladas, um dado ambiente de que se gosta ou uma sensação que se quer rememorar. Os parágrafos à direita são breves, em cada um se sintetizando um motivo de pequena felicidade (por vezes, o importante é um pormenor apenas).
Escreve tu também alguns parágrafos assim, com os teus «Pequenos Prazeres».
Aula 5 (29 ou 30/set) Correção dos questionários de compreensão do escrito agora entregues. Leitura de «Realidade duríssima» (p. 124), de José Saramago, para seleção de sinónimos de palavras no texto. Preenchimento de quadro com características do género ‘memórias’ (versus ‘diário’ e ‘autobiografia’), guiado por definição na p. 124. Redação de incidentes-anamneses.
Assistência a mais um trecho de A história da minha vida (para preenchimento de quadro sobre os livros em foco no filme). Correção.
TPC — Prepara a leitura em voz alta dos seguintes textos (no fundo, incluo o que já lemos nesta secção 3 e os textos ensaísticos de apoio): «Espelho» (108); «Um jogo contínuo de espelhos» (108); «Ao longo do caminho» (109); toda a p. 114; página de diário de Vergílio Ferreira (116); «Diário» (117); «A memória» (120-121); «Realidade duríssima» (124); «Memórias» (124).
Aula 6 (30/set, 3 ou 7/out) Pré-pré-eliminatória de apuramento para a Liga dos Campeões de Leitura em voz alta (1.ª parte). Exercícios em torno de flexão de formas verbais (com atenção especial a formas imperativas e a tratamentos), a partir de sketches. Assistência a mais uma sequência de A história da minha vida.
TPC — Com as iniciais dos teus nomes, escreve formas verbais nas pessoas e tempos que indico a seguir (só escolhi tempos simples). Se, por teres um nome grande, a lista de tempos se esgotar, continua com infinitivos impessoais. No exemplo, usei o nome completo de Fernando Pessoa e só lancei os verbos para as três primeiras letras.
Escolhe sempre verbos diferentes e, de preferência, que tenham alguma coisa a ver contigo (ainda que saiba que será difícil cumprir sempre este critério). Faz o trabalho numa folha solta (deixarei de anunciar isto: assume-se que os tepecês se fazem sempre em folhas entregáveis).
F 3.ª pessoa do singular do Futuro do Indicativo // Fará
E 1.ª pessoa do singular do Presente do Indicativo // Escrevo
R 2.ª pessoa do singular do Presente do Conjuntivo // Reajas
N 3.ª pessoa do plural do Imperfeito do Indicativo // N
A 2.ª pessoa do singular do Perfeito do Indicativo // A
N 1.ª pessoa do plural do Condicional // N
D 2.ª pessoa do plural do Perfeito do Indicativo // D
O 2.ª pessoa do plural do Imperativo // O
A 3.ª pessoa do plural do Mais-que-Perfeito do Indicativo
N 1.ª pessoa do plural do Presente do Conjuntivo
T 2.ª pessoa do plural do Imperfeito do Conjuntivo
O 3.ª pessoa do singular do Imperfeito do Conjuntivo
N 3.ª pessoa do singular do Futuro do Conjuntivo
I 3.ª pessoa do singular do Condicional
O Gerúndio
N Particípio Passado
O 2.ª pessoa do plural do Infinitivo Pessoal
G Infinitivo Impessoal
U 1.ª pessoa do plural do Futuro do Indicativo
E 3.ª pessoa do plural do Presente do Indicativo
I 2.ª pessoa do singular do Imperativo
R 1.ª pessoa do plural do Imperfeito do Indicativo
A 1.ª pessoa do plural do Perfeito do Indicativo
P 3.ª pessoa do plural do Condicional
E 1.ª pessoa do plural do Futuro do Indicativo
S 2.ª pessoa do singular do Presente do Indicativo
S 3.ª pessoa do plural do Presente do Conjuntivo
O 1.ª pessoa do plural do Imperfeito do Conjuntivo
A 1.ª pessoa do singular do Perfeito do Indicativo
Por exemplo, o meu tepecê ficaria (dou só o começo):
L 3.ª pessoa do singular do Futuro do Indicativo // Lerá
U 1.ª pessoa do singular do Presente do Indicativo // Ultra-romantizo
I 2.ª pessoa do singular do Presente do Conjuntivo // Impacientes
S 3.ª pessoa do plural do Imperfeito do Indicativo // Subscreviam
A 2.ª pessoa do singular do Perfeito do Indicativo // Agudizaste
N 1.ª pessoa do plural do Condicional // Nadaríamos
[o (An)tónio, que é o meu segundo nome, prosseguiria, é claro, com o T, o O, etc.; depois, viriam os apelidos — notem que não desperdicei nenhuma das indicações de flexão, apesar de ter feito um espaço entre os dois nomes]
Aula 7 (6, 7, 12/out) Leitura de «Escrever um diário» (p. 115), de José Saramago, para escolha de melhores sinónimos de várias palavras dadas. Leitura em voz alta (2.ª parte da pré-pré-eliminatória). Resolução de exercício em torno de flexão do pretérito perfeito, a partir do sketch «Castigadores da parvoíce». Assistência à conclusão de A história da minha vida.
TPC — Faz a ficha sobre pontuação no Caderno de Actividades (pp. 4-6). (Não é preciso trazeres-ma; há correções no final do caderno.)
Aula 8 (7, 10, 14/out) Leitura de «25 de Abril» (p. 118), para acrescentar preposições em falta (texto fora dado com lacunas); preenchimento de quadro com preposições e contrações. Assistência a sketches em torno de questões relacionadas com preposições e regências, para preenchimento de sínteses. Redação paralela a um «Um dia bem passado», crónica recente de Miguel Esteves Cardoso (‘Ainda ontem’, Público, 2-10-2011).
TPC — Recorrendo, ou não, a um dicionário, encontra um verbo interessante (pouco usual, complicado, engraçado na sua sonoridade, extenso, etc. — enfim, um verbo que, por algum motivo, consideres simpático ou original). Escreve toda a sua flexão, incluindo tempos simples e compostos. Aproveita para veres bem a folha com um modelo de flexão («Fazer») dada na aula 6 e para te ires familiarizando com a conjugação dos verbos. Transcreve também o essencial do verbete do dicionário relativo ao verbo escolhido.
Aula 9 (13, 14, 19/out) Leitura de «Duas ou três coisas que sei sobre mim» (p. 112), texto autobiográfico de João Caraça, para responder a questionário de escolha múltipla. Preenchimento de respostas a exercícios da p. 113 (sobre o mesmo texto). Tarefa sobre sinais de pontuação (abordando, parcialmente, os conteúdos da ficha 1 do Caderno de Actividades pedida como tepecê duas aulas antes). Assistência ao início de Amor ou consequência.
TPC — Ler nas páginas castanhas do manual uma série de definições, em revisão de matérias recentes: Preposição (p. 305); Grupo preposicional (306); Vocativo (308); Modificador [de frase] (307), [de verbo] (309), [apositivo de nome] (310); Orações assindéticas (311); Oração explicativa (312); Orações subordinadas adverbais (313).
Aula 10 (14, 17, 21/out) Leitura nas páginas castanhas de definições e resolução de exercício sobre protótipos textuais. Assistência a sketches (Série Barbosa) para escolher protótipos textuais que lhes correspondem. Redação de fragmentos (exemplificativos dos vários tipos textuais, todos relacionáveis com o próprio autor). Mais um trecho de Amor ou Consequência.
TPC — No livro, pp. 330-332, lê as definições mais completas dos sete tipos textuais.
Aula 11 (20, 21 ou 26/out) Correção do questionário de compreensão sobre texto autobiográfico de João Caraça. Leitura de «História Incompleta» (p. 122), autobiografia de Isabel Ruth, para responder a perguntas do manual (3.2; 5) e a perguntas que aproveitam o facto de o original do texto ser maior. Leitura de autobiografias similares (uma por cada aluno) publicadas também no Jornal de Letras, para leitura em skimming (preenchimento de tabela).
TPC — Durante as próximas semanas, evitarei passar tepecês. Por um lado, devem aproveitar para, no imediato, rever conteúdos de gramática estudados (proximamente, faremos algum trabalho sobre essas matérias). Por outro lado, estas semanas sem tepecê também se justificam porque lhes quero pedir uma tarefa mais longa, fundamentalmente de expressão oral, a entregar daqui a um mês (ao longo de todo, ou quase todo, o novembro; definirei depois uma data limite, mas a mim até me convém que os trabalhos me vão sendo entregues logo que fiquem acabados [essa tarefa está explicada aqui: Instruções sobre microfilmes]). Finalmente, um pouco mais à frente, e sem um prazo definido (a poder começar em breve mas a aproveitar também as férias de Natal e a continuar depois), combinarei convosco a chamada «leitura contratual» (não gosto desta designação; no fundo será: ‘leitura de livros, mais ou menos ao gosto de cada um, ainda que com mínimo controlo pelo professor’).
Aula 12 (21, 24, 28/out) Compreensão oral de trecho de biografia de Manoel de Oliveira (p. 111). Preenchimento de texto lacunar sobre verbos defectivos, impessoais, unipessoais, abundantes. Assistência a dois sketches da série Lopes da Silva («Debate sobre malbaratar»; «Não faleci nada»), para resolução de ficha sobre tempos primitivos e derivados. Assistência a mais um trecho de Amor ou Consequência.
TPC — [Repito o que já pus na aula anterior:] Durante as próximas semanas, evitarei passar tepecês. Por um lado, devem aproveitar para, no imediato, rever conteúdos de gramática estudados (proximamente, faremos algum trabalho sobre essas matérias). Por outro lado, estas semanas sem tepecê também se justificam porque lhes quero pedir uma tarefa mais longa, fundamentalmente de expressão oral, a entregar daqui a um mês (ao longo de todo, ou quase todo, o novembro; definirei depois uma data limite, mas a mim até me convém que os trabalhos me vão sendo entregues logo que fiquem acabados [essa tarefa está explicada aqui: Instruções sobre microfilmes]). Finalmente, um pouco mais à frente, e sem um prazo definido (a poder começar em breve mas a aproveitar também as férias de Natal e a continuar depois), combinarei convosco a chamada «leitura contratual» (não gosto desta designação; no fundo será: ‘leitura de livros, mais ou menos ao gosto de cada um, ainda que com mínimo controlo pelo professor’).
Aula 13 (27, 28/out ou 2/nov) Leitura do texto da p. 110, para resolver o ponto 1. Criação de séries por associação de ideias (para «biografia»), a partir de exemplo dado (de «medida»). Redação em «logo-rali» (parágrafo acrescentado ao texto lido, com inclusão obrigatória de seis palavras antes aleatoriamente reunidas). Amor ou Consequência.
TPC — Em Gaveta de Nuvens, toma conhecimento das Instruções para microfilme, trabalho a entregar lá para fins de novembro. Mais no imediato, revê assuntos gramaticais dados até agora. Passada esta fase, porei também informação sobre como organizaremos as leituras de livros.
Aula 14 (28, 31/out ou 4/nov) Resolução de ficha sobre campo lexical, campo semântico, família de palavras, hiperonímia e holonímia. Leitura de «Na prisão escrevem-se cartas» (p. 127), para redação de continuação em lipograma (de A; e, numa segunda fase, de E). Resolução da pergunta 7 da p. 128. Assistência à conclusão de Amor ou Consequência.
Aula 15 (3, 4, 9/nov) Questionário sobre conteúdos gramaticais dados até agora. Exercício de redação-completamento de carta (com apoio no texto expositivo na p. 129) tirada do filme Malena. Leitura de síntese, para introdução-revisão a conceitos narratológicos, acerca de todo o filme. Assistência ao início de Malena.
TPC — Ir fazendo tarefa «grande» (microfilme autobiográfico), cujas instruções estão há já vários dias em Gaveta de Nuvens. Prazo máximo para a entrega: 10.º 4.ª (24/nov); 10.º 3.ª (24/nov); 10.º 9.ª (25/nov); 10.º 1.ª (30/nov), 10.º 6.ª (30/nov). Porém, convém-me que alguns possam ir entregando até um pouco mais cedo.
Aula 16 (4, 7 ou 11/nov) Leitura rápida de livros de cartas para preencher dados relativos a objectivo e perfis de remetentes e destinatários. Redacção de adaptação de carta desses modelos à actualidade. Assistência a um segundo trecho de Malena.
[TPC — Continua o espaço destinado a irem fazendo os microfilmes de género autobiográfico. Em Gaveta de Nuvens, ver Instruções (e alguns exemplos de anos anteriores). Lembro as datas-limite: 10.º 4.ª (24/nov); 10.º 3.ª (24/nov); 10.º 9.ª (25/nov); 10.º 1.ª (30/nov), 10.º 6.ª (30/nov).]
Aula 17 (10, 11 ou 16/nov) Correção do questionário de gramática. Questionário de compreensão de carta de Régio a Jorge de Sena (p. 131). Audição, para completamento de texto, de canção «Carta», dos Toranja. Resolução de duas perguntas sobre o texto em causa. Exercício de pontuação de carta retirada de Malena. assistência a trecho de Malena (40-54).
TPC — Prepara a leitura em voz alta das cartas nas pp. 131 (carta de José Régio a Jorge de Sena) e 132 (carta de texto ficcional).
Aula 18 (11, 14, 18/nov) Resolução de exercício sobre deíticos. Leitura em voz alta. Audição de «Postal dos correios» (Rio Grande) e transposição como carta. Assistência a trecho de Malena.
Aula 19 (17, 18, 21/nov) Correção de questionário de compreensão em torno de carta de Régio a Sena. Leitura em voz alta (ainda a mesma carta e a da página seguinte). Audição de carta de Rómulo de Carvalho a Jorge de Sena, para responder a questionário de compreensão oral (V/F). Leitura de carta de Renato a Scordia, para redigir duas respostas (verosímil e inesperada, embora em registo formal). Resolução de síntese lacunar a propósito de tempos, tempo da história e do discurso, fecho de encaixe e, sobretudo, deíticos, nas últimas falas em Malena. Conclusão de Malena.
TPC — Prepara leitura em voz alta (com certa expressividade) destes dois trechos de António Lobo Antunes: «E aqui está...» (p. 135); «Retrato do artista quando jovem» (pp. 140-141).
Aula 20 (18, 21, 25/nov) Leitura dos textos «E aqui está...» (p. 135) e «Retrato do artista quando jovem» (pp. 141-142), para responder a algumas das perguntas sobre esses textos no manual. Leitura em voz alta. Questionário de compreensão oral de uma crónica de António Lobo Antunes lida pelo próprio escritor. Assistência a sketch dos Gato Fedorento («O talhantezinho») para responder a fichas sobre o uso do diminutivo. Assistência a sketch dos Gato Fedorento («[Kunami]») para responder a fichas sobre o uso do diminutivo.
TPC — Enquanto revisão, no manual lê a secção ‘Relações semânticas entre as palavras’ (pp. 314-316). Depois, no Caderno de Actividades, e talvez durante toda a semana, vai resolvendo — desportivamente, digamos — os exercícios relativos a ‘Relações entre as palavras’ (pp. 28-37), cujas correções estão na p. 90.
Aula 21 (24, 28, 30/nov) Explicação sobre diminutivos, adjetivos relacionais/qualificativos e tepecê em curso. Resolução de exercício a partir do discurso de Bean sobre a «A mãe de Whistler», em torno de deíticos (também textuais), transcrição do oral versus escrito, antecedentes de pronomes. Redação ‘ao estilo de Bean’, relativa à pintura da p. 134. Assistência aos referidos trechos de Bean, Um autêntico desastre.
TPC — A aula de hoje fora, para algumas das turmas, a data combinada para entrega dos microfilmes autobiográficos. Começarei hoje a publicá-los no blogue e, decerto a ritmo mais lento do que as entregas, a juntar comentário meu. (Quem não entregou ainda, que o faça sem demasiado atraso.)
Aula 22 (25, 28/nov, 2/dez) Resolução de perguntas sobre pontuação e comparações em torno de trechos de Bean em férias. Leitura de «Autorretrato com a musa» (p. 146), com indicação do assunto de cada quintilha e a métrica. Redação de «autorretrato» também em hexassílabos, sem rima, em quintilhas, segundo idênticos assuntos. Assistência a trechos de Bean em férias.
TPC — Completar ou melhorar o autorretrato começado em aula.
Aula 23 (2, 5, 7/dez) Correção do questionário de compreensão oral sobre crónica de Lobo Antunes. Audição de retratos (líricos) de Cecíla Meireles e de Ruy Belo. Compreensão de soneto de Bocage (p. 147) «Camões, grande Camões», através de itens fechados. Assistência a anúncios publicitários a banco (Banif) e aos sketches «Mofo ou bafio?» e «Político discursa» (Lopes da Silva), para resolver texto lacunar sobre conotação, denotação, polissemia, monossemia, étimo, convergência, homonímia. Assistência a anúncio de Meo («verão»/«virão») e explicação sobre paronímia (e homofonia, homografia). A propósito da relativa incompatibilidade entre máxima da qualidade e princípio da cortesia, assistência ao trecho inicial de A invenção da mentira.
TPC — Continua a rever a gramática. No mesmo estilo que recomendei para a parte sobre ‘Relações semânticas’, vai experimentando o Caderno de Actividades, pp. 38-41 (‘polissemia’); e, no manual, vê a p. 314 (‘significação lexical’).
Aula 24 (9/dez, 12/dez) Correção do questionário de compreensão (sobre soneto de Bocage); audição de gravação do mesmo soneto. Resposta a questionário de escolha múltipla sobre conteúdos de gramática. Leitura de «Quero» (p. 76), de José Luís Peixoto, para redação de conclusão em moldes mais cronísticos. Assistência a trecho de A invenção da mentira.
TPC — Prepara a leitura em voz alta de «Quero» (pp. 76-77) e de «Autorretrato» (p. 146). Procura ir tendo o caderno de Português devidamente arrumado, com todas as folhas e trabalhos, para o caso de querer eu vê-lo ainda este período.
Aula 25 (12/dez, 14/dez, 15/dez) [No 10.º 3.ª, esta aula incorporou já o essencial da aula 26, que esta turma não teve — ficando como tepecê de férias a narração de uma «história de/vida» e abreviando-se muito o final do filme a que as outras assistiram na aula seguinte] Leitura em voz alta («Quero», crónica de José Luís Peixoto, na p. 76). Assistência a sketch com analogias com o texto citado («Concurso de empregados de mesa», Meireles). Leitura em voz alta (dois autorretratos), precedida da pontuação do soneto de Ary dos Santos. Redação de «História De/vida», depois de ouvido clip de «histórias devidas» lido por Miguel Guilherme. [No 10.º 9.ª: Visionamento (e resposta a questionário sobre) de documentário em torno de José Luís Peixoto — tendo ficado como tepecê a redação da história de/vida.]
TPC — Completar, e melhorar, o texto que começámos em aula e trazê-lo. Trazer o caderno de Português (ou lá como lhe chamem). Quero apenas ver se nada está perdido; e se folhas e trabalhos feitos estão acessíveis e legíveis.
Aula 26 (16/dez) [No 10.º 3.ª, esta aula foi incorporada na aula 25] Explicação de algumas perguntas do trabalho de gramática que se devolvia. Assistência a resto de A invenção da mentira, enquanto se procedia a apreciações individuais, com cada um dos alunos, acerca do seu trabalho ao longo do 1.º período.
TPC — (1) Durante as férias, porei no blogue «contrato de leitura» (isto é, como proceder em termos de leituras mais ou menos combinadas com o professor); (2) trazer também este trabalho de gramática que devolvi agora, para o corrigirmos no reinício do ano letivo; (3) [só para o 10.º 3.ª e para os das outras turmas que não o tenham feito em aula: redigir a «História devida»]:
Faz o relato escrito de um episódio (interessante, relevante, engraçado) que tenhas vivido (ou testemunhado). Há três indicações suplementares:
o texto é para ser lido à turma — por ti, sem improvisações;
a leitura em voz alta não deverá demorar mais de dois minutos (cento e cinquenta segundos, no máximo);
o texto, embora entregue por escrito, será avaliado na altura da sua leitura em voz alta.
(Nestas «histórias de vidas», ou «histórias devidas», cabem: «[...] histórias curtas, concretas e reais [...] episódios cómicos, tristes e brutais; gaffes hilariantes e mágoas profundas; pequenos e grandes dramas; coincidências bizarras e inesperadas; sonhos, pesadelos, pressentimentos, intuições ou premonições; mas também histórias sobre a velhice e sobre a infância, sobre a amizade, o ódio e o amor. Muitas têm a forma de diálogos, narrativas e pequenos relatos; algumas são escritas num estilo seco, outras num estilo irónico ou sincero [...]». Podes ver a seguir um exemplo de história de vida, embora mais longo do que o que pretendo.)
TPC — [Recuperação de trabalhos anteriores (para quem não os tenha feito):] (1) completar ainda trabalho de microfilme autobiográfico; (2) fazer história de/vida.
TPC — Ainda antes da próxima aula, espero pôr no blogue o anunciadíssimo texto sobre «leituras» [sim, está aqui].
TPC — Fazer exercícios sobre ‘Atos ilocutórios’ no Caderno de Atividades, pp. 60-62.
TPC — Aproveito só para lembrar os dois últimos tepecês: (i) estudar/fazer as pp. 60-62 do Caderno de Atividades, sobre atos ilocutórios; (ii) ler o que escrevi sobre ‘leituras’ em Gaveta de Nuvens e ir avançando para algum livro, ou continuando o que já se estivesse a ler. (Recordo, enfim, que quem, em novembro/dezembro, não entregou o microfilme autobiográfico deveria fazê-lo agora.)
TPC (a entregar nas próximas duas ou três aulas) — Para efeitos do concurso «Eu conto...», escreve um conto subordinado ao tema «Cooperação/Solidariedade», com de três a cinco páginas A4, em Times New Roman, a corpo 12, com entrelinha de dois espaços.
(Na versão em papel que me entregares, eu lançarei emendas, que introduzirás depois na versão final — não percas, portanto, o ficheiro.)
TPC — Na próxima aula, deves trazer o conto relativo a cooperação/solidariedade. Por favor, não uses nada da net. Como se trata de uma primeira versão, ainda a melhorar, podes, se preferires, usar entrelinha mais apertada e, portanto, poupar papel.
TPC — Quando puderes, experimenta fazer os exercícios do Caderno de Atividades nas pp. 65-67 (anáfora, catáfora, correferência).
TPC — No teu ficheiro com o conto, lança as correções que fiz à versão agora devolvida (traz-me depois ambas, para eu verificar se emendaste tudo bem).
TPC — Escreve uma carta suscetível de concorrer ao concurso «A melhor carta», cujo regulamento ponho a seguir e no blogue (no blogue porei também o do concurso «Eu conto!», sobre solidariedade e cooperação, que temos vindo a preparar).
O essencial da indicação é: «Escreve uma carta a um atleta ou figura desportiva que admires, contando o que pensas dos Jogos Olímpicos». Cumpre o género ‘carta’, 500 a 1000 palavras (por mim, preferiria mais perto das quinhentas do que das mil, mas apostando mais na originalidade e na revisão).
Podes trazer-me a carta à mão ou a computador, embora, para efeitos depois de envio eventual aos CTT/ANACOM, me pareça conveniente a escrita em computador. Como tenho dito a propósito de outros trabalhos, considerarei falta grave «picarem-se» coisas da net ou de outros lados. Evitem também demasiadas ajudas de adultos.

(Haverá alguns a quem devolvi hoje os contos sobre cooperação/solidariedade. Como já dissera, lancem as emendas e entreguem-me depois as duas versões, para eu verificar se foi tudo corrigido. Infelizmente, não conseguirei decerto entregar hoje todos os contos que tinha comigo.)
TPC — Continuação do anterior.
TPC — Desenha/Compõe uma capa do conto que escreveste recentemente. No concurso em causa («Eu conto!»), o texto é avaliado conjuntamente com uma capa («que deverá estar relacionada diretamente com aquele e será também avaliada do ponto de vista da expressão plástica»). Presume-se que esta cumpra o habitual numa capa de livro — embora com o título do próprio conto.
TPC — Para a próxima aula prepara a leitura expressiva, ou tendencialmente expressiva, destes sonetos de Camões. Os números entre parênteses rectos reportam-se aos números dos alunos. Cada número aparece duas vezes, o que significa que cada um terá de preparar a leitura de dois poemas (um já estudado em aula; outro, ainda por estrear). No caso dos sonetos novos, além do ensaio em voz alta, bastante repetido, aconselha-se uma prévia compreensão do texto, ainda que, naturalmente, superficial.
[1, 5, 9, 13, 17, 21, 25, 29] / «O dia em que eu nasci, moura e pereça» (p. 148)
[2, 6, 10, 14, 18, 22, 26] / «Erros meus, má fortuna, amor ardente» (p. 155)
[1, 6, 11, 16, 21, 26] / «Grão tempo há já que soube da Ventura (p. 158)
[2, 7, 12, 17, 22, 27] / «Busque Amor novas artes, novo engenho» (p. 159)
[3, 7, 11, 15, 19, 23, 27] / «Amor é um fogo que arde sem se ver» (p. 160)
[3, 8, 13, 18, 23, 28] / «Tanto de meu estado me acho incerto» (p. 161)
[4, 9, 14, 19, 24, 29] / «Leda serenidade deleitosa» (p. 164)
[5, 10, 15, 20, 25] / «Um mover d’olhos, brando e piadoso» (p. 164)
[4, 8, 12, 16, 20, 24, 28] / «A fermosura desta fresca serra» (p. 170)
TPC — (i) Aproveitem os próximos tempos para prosseguir/iniciar leituras livres de livros. (ii) Para a entregar para o concurso, tragam-me a versão limpa do conto + capa.
Português / 10.º 1.ª, 3.ª, 4.ª, 6.ª, 9.ª / Escola Secundária José Gomes Ferreira / 2011-2012
(O nome do blogue aproveita título de um livro do patrono da escola.)

