Sunday, September 10, 2023

Aulas (21-40)

Aula 21-22 (24 [1.ª], 25 [3.ª], 26 [4.ª], 27/out [5.ª]) Correção de introdução e conclusão de texto de opinião sobre o Padre Vieira.

Segue-se um resumo do capítulo III do «Sermão de Santo António aos Peixes», tirado de um livro para crianças (Padre António Vieira, Sermão de Santo António aos Peixes, adaptado para os mais novos por Rui Lage; ilustrações de André Letria; Quasi, 2008) e completado por mim num dos parágrafos. Lê o resumo e completa o quadro no verso.

[p. 34, ll. 1-4] Apenas de alguns de vós, irmãos peixes, falarei agora.

[pp. 34-35, ll. 4-35] O primeiro tem lugar na Escritura, é o peixe de Tobias. Ia Tobias pela margem de um rio, quando um peixe enorme veio na sua direção para o comer. O anjo Rafael disse a Tobias que arrastasse o peixe pela barbatana e lhe retirasse as entranhas, já que o fel (a bílis) lhe seria útil, para curar a cegueira, e o coração, para vencer os demónios. Com efeito, o fel serviria para aplicar nos olhos do pai de Tobias, que, sendo cego, logo recuperou a visão. Quanto ao coração, queimada uma sua parte, fez afastar um demónio que assaltara o próprio Tobias.

[pp. 35-36, ll. 36-64] Quem haverá que não louve e admire muito a rémora, peixinho tão pequeno no corpo e tão grande na força, que, não sendo maior que um palmo, quando se pega ao leme de uma nau da Índia a prende e amarra mais que as próprias âncoras? Oh, se houvesse uma rémora na terra que tivesse tanta força como a do mar, menos perigos haveria na vida e menos naufrágios no Mundo!

[p. 36, ll. 65-89] Não menos admirável é a tremelga, ou raia elétrica, a que os latinos chamaram torpedo. Cá a conhecemos mais de fama que de vista. Mas com as grandes virtudes é assim: quanto maiores são, mais se escondem. O pescador segura a cana na mão e deixa o anzol ir ao fundo; mal a raia morde o isco, começa a tremer-lhe o braço. De maneira que passa a força da boca do peixe ao anzol, do anzol a linha, da linha à cana e da cana ao braço do pescador. Oxalá aos padres, pescadores da terra, lhes tremesse assim o braço do esforço de tanto pescarem almas! Tanto pescar e tão pouco tremer!

[p. 38, ll. 1-34] Navegando daqui para o Pará, vi correr pela tona da água, aos saltos, um cardume de peixinhos que não conhecia. Disseram-me que lhes chamavam quatro-olhos, e na verdade me pareceu que eram quatro os seus olhos, em tudo perfeitos. «Dá graças a Deus», disse a um destes peixes, pois às águias, que são os linces do ar, deu-lhes a natureza somente dois olhos, e aos linces, que são as águias da terra, também dois; e a ti, peixinho, quatro.

A razão dos quatro-olhos é a de que estes peixinhos, que andam sempre na superfície da água, não só são perseguidos por outros peixes mas também por aves marítimas que vivem na costa. Como têm inimigos no mar e inimigos no ar, dobrou-lhes a natureza as sentinelas e deu-lhes quatro olhos. Ensinou-me esse peixinho que tanto devo olhar para cima, onde há o azul do céu e nuvens que passam, cheias de sonhos, como para baixo, onde há terra, respeitando a natureza e vivendo em harmonia com bichos e homens.

[manual omite] Por fim, irmãos peixes, dou-vos graças porque ajudais os mais pobres. Elogiem-se na mesa dos ricos as aves e os animais terrestres com que se fazem esplêndidos banquetes, mas vós, peixes, continuai a alimentar os pobres, e sereis recompensados. Tomai o exemplo das irmãs sardinhas. Porque cuidais que as multiplica o Criador em tão grande número? Porque são sustento de pobres. As solhas e os salmões são raros, porque se servem à mesa dos reis e dos poderosos, mas o peixe que sustenta a fome dos pobres, a esse, Cristo o multiplica e aumenta.

Peixe

Característica boa (que deve servir de exemplo aos homens)

Peixe de Tobias

As suas entranhas deitavam um fel que _______________.

Rémora

Apesar de pequeno, fixando-se ao leme de um barco, _______________.

Torpedo (raia elétrica)

Quando toca no isco, ______________.

Quatro-olhos

Os seus quatro olhos permitem que _____________.

Sardinha

Serve de _____________.

Resolve este exercício sobre pontuação, que se centra no caso das vírgulas:

A(s) vírgula(s) pode(m) ser usada(s)

1. para assinalar a elisão (isto é, a omissão) de um elemento.

2. para separar os vocativos.

3. para separar modificadores (no início ou no meio da frase).

4. para separar elementos que desempenham a mesma função sintática.

5. para separar orações coordenadas assindéticas (as sem conjunção) e, até, as sindéticas.

6. para separar alguns conectores.

7. para separar os modificadores apositivos.

8. para separar uma oração adverbial (principalmente, quando colocada antes ou no meio da subordinante).

9. para separar orações subordinadas adjetivas relativas explicativas.

Atribui às frases uma das explicações (1-9) do uso de vírgula(s) inventariadas em cima:

___ Diogo Jota, o internacional português do Liverpool, marcou dois golos.

___ Comi uma alface, quando a conheci.

___ Stor, dê-me a fatia do bolo rançoso.

___ Bebi sangria, aguardente, bagaço, vinho tinto, chá.

___ Ela tem uma das melhores memórias; ele, uma das piores.

___ Ontem, comi uma alface de estimação.

___ Não voteis na lista Z, votai na lista de vinhos.

___ Não creio, contudo, que sejas parvo.

___ Combinava, por vezes, uns assaltos.

___ E, se tudo correr bem, encontramo-nos em Paris.

___ Porque estava frio, despi a camisola.

___ A iguana, que estava lindíssima, beijou o iguano.

 




O recorte em cima, de «banco», permite-nos ver que o trocadilho com «banco» no anúncio do Banif (Paulo Alves) ou da CGD (Scolari) aproveita duas aceções de «banco»: a segunda no verbete, ‘instituição financeira’, e a _______________, ‘móvel para as pessoas se sentarem’ (embora, num dicionário mais completo, decerto figurasse ainda o sentido específico de ‘banco de suplentes’). Estamos, portanto, no domínio do campo _____ {lexical / semântico / relvado} de uma única palavra. Estamos perante um fenómeno de polissemia.

Já «canto» (‘ângulo’) e «canto» (‘ato de cantar’) não são aceções de uma mesma palavra. São duas palavras diferentes, como se conclui do facto de estarem em verbetes próprios e confirma o terem étimos diferentes (____ e cantu-). São palavras ____ {homónimas / polissémicas / maluquinhas / homógrafas / homófonas}. São exemplos de um fenómeno de homonímia.



A propósito de «Mofo ou bafio?» e «Primeiro-ministro discursa» (série Lopes da Silva):

A relação que há entre os dois verbos «mofar» cujos verbetes (do Dicionário da Língua Portuguesa, Porto, Porto Editora, 2011) te apresento é de _____ {polissemia / homonímia}. São palavras _____ {iguais / homónimas / homógrafas / homófonas}, como se infere de terem origem diferente: o étimo de «mofar» é o germânico «____» (‘estar mal-humorado’), enquanto «mofar» virá de «mofo» + «____».

A estas palavras, que, tendo étimos diferentes, vieram a coincidir (mas apenas na aparência gráfica e fonética) chamamos também, numa perspetiva histórica, palavras _____ {divergentes / convergentes}.

Este processo nada tem que ver com o da ______: aí, temos uma mesma palavra original a ganhar vários sentidos (várias aceções), num fenómeno de enriquecimento semântico (seja por ______ do sentido inicial, seja por redução).




Quanto a «mofo» e «bafio», são palavras ______ {polissémicas / monossémicas}, mesmo se os sentidos de «bafio» não estão numerados. Aliás, têm uma aceção comum a ambas, ‘____’, e uma outra em que o significado dado remete precisamente para o outro elemento do par de aqui se trata. Há depois uma aceção popular, coloquial, de «mofo», correspondente a ‘_______’, mas já distante das outras.

Ou seja, a diferença que no sketch se queria encontrar não está dicionarizada. A diferença percecionada pelos dois amigos dever-se-ia a uma _______ {denotação / conotação / homonímia} de ordem puramente subjetiva.




Nos verbetes de «maniatar» e de «bloquear» reconhecemos a aceção em que o político usava as duas palavras; a aceção n.º __ de «maniatar» e a n.º __ de «bloquear». No entanto, as pessoas que ouvem o discurso parecem atribuir a «maniatar» ______ {conotação / denotação / polissemia} diferente da que dão a «bloquear».

Esse matiz mais ofensivo talvez esteja contemplado na aceção n.º __ do verbete, marcada com a abreviatura que assinala sentido _____: ‘tolher a liberdade’.

Porém, também pode ser que a aversão a «maniatar» se relacione com o facto de esta palavra, na aceção 2, incluir expressões do campo lexical da ‘polícia’: «______», «______». A multidão interpretaria «maniatar» nesse sentido, sinónimo de «algemar».

No sketch «Parvoíce em torno de sinónimos» (série Meireles) também se brinca com subtis ______ {conotações / denotações} atribuídas a cada palavra, confirmando-se, se acreditássemos sempre nos contrastes usados — «fez»/«efetuou»; «parece-me que»/«dá-me a sensação de que»; «permite»/«possibilita»/«torna possível»; «preciso»/«exato»; «entrevista»/«conversa amena», etc. —, que não há sinónimos perfeitos.

Prepara dois argumentos (com os respetivos exemplos) para:

Estado deve apoiar quem tenha animais de estimação.

Estado deve desincentivar (dificultar) que as pessoas tenham animais de estimação.

[Escolhe só uma das posições. A tinta.]

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TPC — Em Gaveta de Nuvens lê, ou revê, «denotação, conotação; polissemia; hiperonímia, holonímia; campo lexical, campo semântico». Entretanto, não te esqueças de resolver na Classroom a pergunta com um pedido de texto (com cinco funções sintáticas).

 

 

Aula 23-24 (25 [1.ª], 30 [3.ª, 5.ª], 31/out [4.ª]) Sobre critérios de avaliação (ver Apresentação).





A 23 de setembro deste ano, no Público, na sua coluna «Ainda ontem», Miguel Esteves Cardoso publicou a crónica «Contra a obediência». Quanto à crónica «Senhor Gato, dá licença?», saiu a 24 de março, também de 2023. Sintetiza cada uma das crónicas e, ao mesmo tempo, relaciona-as com o cap. II do «Sermão de Santo António», do Padre António Vieira (concretamente, com o parágrafo na p. 31 do manual). Usa menos de cem palavras.

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Em menos de cinquenta palavras, sintetiza cada uma das duas crónicas de MEC que te terei distribuído (além das reproduzidas na fotocópias):

Na crónica «________», . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .

Na crónica «________», . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .

Escolhe um animal. O teu texto louvá-lo-á, permitindo, possivelmente também através de metáforas, concluir da sua vantagem relativamente aos homens (e mostrando como poderia constituir um bom exemplo).

[Exemplo:

Quem haverá que não admire o camelo? Tem este curioso habitante dos desertos do Saara virtudes que não encontro em outro animal.

Nas suas bossas, armazena água, providencialmente, sabendo que o caminho será longo e penoso. Oxalá fôssemos todos assim, como o previdente camelo, e pensássemos a tempo na velhice, e rebeubéu pardais ao ninho.

Não tem o pachorrento mamífero uma, mas duas bossas. Rejeita a unicidade, prefere a tal tal tal]

. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .

TPC — Nas pp. 38-39 do manual, estuda o questionário resolvido sobre o passo do «Quatro-olhos» (do cap. III do «Sermão de Santo António»).

 

 

Aula 25-26 (31 [1.ª], 2 [4.ª], 3 [5.ª], 6/out [3.ª]) Correção de louvor a animais (cfr. Apresentação).

Vai até às páginas 40-42 e, à medida que fores preenchendo o que ponho a seguir, vai lendo o cap. IV do «Sermão de Santo António», sem preocupação de percorrer tudo.

Como o Padre António Vieira já anunciara (cap. II, p. 30, l. 14), este capítulo vai ser de _______ dos peixes. São dois os motivos dessa crítica:

1. {l. 3} os peixes __________;

2. {ll. 77-84} os peixes investem _____ ao isco.

E o orador mostra que os homens incorrem nos mesmos erros:

1. os homens são comidos por outros homens, quando ______ {ll. 22-29} e quando ________ {ll. 31-40};

2. os homens seguem cegamente os seus engodos por vaidade, quando combatem {manual omite} e quando se deixam explorar em troca de _______ {ll. 85-93}.

Responde às seguintes perguntas, completando os meus esboços:

1. Explica como funciona a identificação entre peixes e homens neste cap. IV.

Traça-se uma analogia entre os peixes, que se comem (os maiores comem os mais pequenos, o que aliás torna o caso mais grave), e os homens, que também estão sempre a procurar «comer» o seu semelhante (entenda-se ‘_______’). Infere-se que entre os homens são igualmente os mais ______ a prejudicar os mais frágeis.

2. Identifica os usos polissémicos do verbo «comer» neste ponto do sermão.

Quando se diz «peixes, [...] vos comeis uns aos outros» (ll. 4-5), a aceção de «comer» que se pode considerar mais próxima é ‘______’ {‘devorar’ / ‘ter relações sexuais com’ / ‘enganar, trair, explorar’}; quando se pergunta «Cuidais que só os Tapuias se comem uns aos outros?» (ll. 17-18), «comer» equivale a ‘______’ {‘devorar’ / ‘ter relações sexuais com’ / ‘enganar, trair, explorar’}; em «andarem buscando os homens [...] como se hão de comer» (ll. 21-22), «comer» tem o sentido de ‘______’{‘devorar’ / ‘ter relações sexuais com’ / ‘enganar, trair, explorar’}.

3. Comenta a referência, no contexto da pregação, ao «sertão» (l. 16) e aos «Tapuias» (l. 17).

No contexto do sermão — pregado no Maranhão, em 1654, a uma audiência de _____ —, a referência ao sertão e aos índios, dizendo aos ouvintes que não julgassem serem os índios aqueles que o orador estava a _____ («Para cá, para cá; para a Cidade é que haveis de olhar»), visava culpabilizar os _____ e aludir à _____ que exerciam sobre os nativos.

Depois de vermos o trailer de Tudo pelo vosso bem, responde ao item 1.2 da p. 40:

. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .

Nas pp. 346-347 estão sintetizados os Valores modais e aspetuais (faltam só os temporais). Para as categorias tempo, aspeto, modo (modalidade) concorrem a flexão, os verbos auxiliares, informação lexical, advérbios e grupos preposicionais:

valores temporais: anterioridade («passado»), simultaneidade («presente»), posterioridade («futuro»);

valores aspetuais: perfetivo, imperfetivo, habitual, iterativo e o «não-aspeto» genérico;

valores modais: de apreciação (modalidade apreciativa), de permissão/obrigação (modalidade deôntica), de probabilidade-certeza (modalidade epistémica)

Nas quadrículas, destaquei as expressões que conferem alguns dos valores citados. Preencherás a lacuna com o valor que esteja em causa, como fiz na primeira frase.

Trecho de «Debate com o Super-Homem» (série Barbosa)

Tempo

Aspeto

Modalidade

Ó Joaquim Barbosa, você vai ter de moderar este debate com mais isenção.

vai ter de... (ir + inf [«futuro próximo»])

posterioridade

 

ter de moderar (ter de + inf)

deôntica (obrigação)

Quem nos está a ouvir em casa deve estar com a ideia de que o meu adversário é o Super-Homem

está (presente e estar a + inf)

_____

está a ouvir (estar a + inf)

_____

deve estar (dever)

_____

Mas, repare, o seu adversário é o Super-Homem.

 

é

_____

repare (imperativo)

_____

Proponho-me criar, durante esta legislatura, 150.000 postos de trabalho.

proponho-me criar (lex.)

_____

durante esta legislatura

_____

 

Não me interrompa, por favor!

 

 

não me interrompa

______

Vou também criar estágios para licenciados. | Vou também limpar o Rio Alviela. | Vou fazer aquilo de que a nossa economia precisa. | Vai usar que super-poder? | Vou telefonar ao governador do Banco de Portugal.

Vou criar/limpar/...

ir + inf («futuro próximo»)

_____

 

 

Temos que apostar no turismo.

 

 

temos de apostar (ter de + inf)

_____

Vou pegar no planeta Terra e girá-lo para que o Sol possa incidir sobre o nosso país oito meses por ano.

Vou pegar / vou girá-lo (ir + inf)

_____

oito meses por ano

_____

possa incidir

_____

Isso é lamentável!

 

ser

_____

adjetivo, entoação

_____

Eu salvo o planeta entre duas a três vezes por semana.

 

salvo [...] duas a três vezes por semana

_____

 

Eu salvei o planeta uma vez.

salvei (pretérito)

_____

salvei uma vez (perfeito)

_____

 

Você fartou-se de me interromper.

fartou-se (pretérito)

_____

fartou-se (lex)

_____

interromper (lex)

_____

 

Na quinta parte (ou capítulo) do «Sermão de Santo António», o Padre António Vieira critica alguns peixes especificamente, o que lhe serve para tipificar vícios encontráveis também nos homens. Peço-te exercício idêntico com outros animais, prosseguindo a lista que já comecei:

O que tenho contra vocês, gatos, é serem esquivos, escapulindo-se-nos sempre que tentamos aproximar-nos. Também os homens padecem dessa característica. Quando os outros precisam deles, quantas vezes não fogem às suas responsabilidades, preferindo concentrar-se nos seus interesses. Ao contrário, Santo António acudiu sempre a todos e prontamente.

O que tenho contra vocês, cães, é serem desleixados e sujos, defecando na rua sem hesitação, fazendo que escorreguemos nos vossos cocós pegajosos e nojentos. Contudo, os homens assim procedem igualmente, quando cospem para o chão ou deixam lixo por toda a parte. Já Santo António, nunca poluiu a natureza e até o seu burel e corda eram, além de limpíssimos, recicláveis.

. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .

Público, «Ípsilon», 27-9-2019, p. 15:



Depois de relanceares de novo a apreciação crítica a Parasitas («O cheiro a rabanete velho», Ípsilon, por Luís Miguel Oliveira), acrescenta-lhe um curto parágrafo. Seria o penúltimo parágrafo, depois de «absolutamente literal» e antes de «Retrato corrosivo e devastador».

Procura que o estilo de escrita não destoe muito do resto. Já a posição que tomes não é obrigatório que seja favorável ao filme — podes, se quiseres, adotar uma perspetiva menos elogiosa (numa apreciação crítica, pode haver trechos que apontem falhas, mesmo se a obra em análise é globalmente valorizada).

. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .

TPC — Chamá-los-ei a alguma tarefa na Classroom.

 

 

Aula 27-28 (6 [5.ª], 7 [1.ª, 4,ª], 8/nov [3.ª]) Correção das apreciações críticas a cartoon de Gargalo (cfr. Apresentação).



Vai lendo «Ler é maçada», de Pedro Mexia, e, em cada item, circunda a alínea com a melhor solução. Se precisares, lê também o verbete de best-seller ou bestseller, que copiei acima.

 

O título, «Ler é maçada», é

a) síntese das ideias defendidas no texto acerca dos livros muito comerciais.

b) citação de verso de Fernando Pessoa, que se torna irónico dado o contexto.

c) crítica aos grandes livros, como o Dom Quixote de La Mancha.

d) caracterização de qualquer situação de leitura.

 

Em «Ler é maçada», o sujeito é

a) «é».

b) «maçada».

c) «é maçada».

d) «Ler».

 

Segundo o que lemos no primeiro período (ll. 1-3), caracteriza as «bestas céleres» serem

a) livros maus, pequenos e que se vendem depressa.

b) livros grandes e mal escritos, que se vendem depressa e que não são complexos.

c) animais rápidos.

d) duplas enormidades.

 

A qualificação «Livros escritos para o momento e não para o futuro» (l. 6) serve para

a) contrastar o caráter transitório de um best-seller com a perenidade de uma verdadeira obra literária.

b) vincar o imediatismo dos best-sellers e o seu afastamento de temas como a ficção científica.

c) elogiar a preocupação com a atualidade que revela a maioria dos best-sellers.

d) valorizar os livros classificados como «best-sellers» por se focarem no presente.

 

A Bíblia e o Dom Quixote de La Mancha são evocados (ll. 7-10) como exemplos de

a) «bestas céleres».

b) bons livros que se venderam muito num dado momento.

c) livros que sempre tiveram e hão de ter mercado por serem «bestas céleres».

d) livros «a sério» que, no entanto, se vendem muito e sempre.

 

O sujeito «o romancista» (l. 11) tem como referente

a) os bons autores.

b) os romancistas em geral.

c) os bons romancistas.

d) os autores de best-sellers.

 

«existências» (l. 11) reporta-se a

a) ‘livros à venda’.

b) ‘vidas dos leitores’.

c) ‘perceção que os leitores têm acerca da vida das personagens dos livros’.

d) ‘seres humanos’.

 

O quarto parágrafo (ll. 12-17) serve para

a) indicar as características dos romances que se tornam grandes êxitos comerciais.

b) assumir que os livros que muito vendem são verdadeiros cocós de cão.

c) assinalar as preferências dos autores de ficção popular.

d) tentar definir os géneros e os temas que são apropriados pelas «bestas céleres».

 

Na l. 17 o período podia continuar depois de «também», mantendo o seu sentido, desde que se seguisse

a) «temas polémicos».

b) «são temas polémicos».

c) o predicado do período anterior.

d) o sujeito do período anterior.

 

O caso de Dickens (ll. 18-20) serve como exemplo dos

a) autores comerciais.

b) muitos bons autores que vendem bem e depressa.

c) escritores de mérito que, apesar disso, conseguem vender bem e depressa.

d) autores que raramente vendem muito.

 

Os autores que o cronista considera terem sido «escritores a sério que foram bestas célebres» (ll. 20-21) são referidos enquanto

a) maus escritores mas que se tornaram célebres.

b) escritores não-comerciais mas muito vendidos por motivos circunstanciais.

c) bons escritores que se tornaram maus escritores porque a isso foram obrigados.

d) maus escritores que se tornaram bons escritores dada a sua biografia.

 

«fazer sociologia de bolso ou metafísica aguada» (ll. 29-30) é observação que

a) considera benéficas certas estratégias de divulgação adotadas pelos best-sellers.

b) olha criticamente as abordagens simplificadoras das «bestas céleres».

c) descreve com neutralidade, sem juízo de valor, abordagens típicas dos livros que se vendem muito.

d) salienta o caráter popular e acessível de assuntos tratados nos best-sellers.

 

Entre as orações «Nenhuma besta é célere» e «se for difícil» (ll. 30-31),

a) deveria haver uma vírgula, porque a segunda oração é uma subordinada condicional.

b) aceita-se que se dispense a vírgula, porque a oração condicional está depois da subordinante.

c) não pode haver vírgula.

d) a falta de vírgula é um erro.

 

«Nenhuma besta é célere se for difícil» (ll. 30-31) quer dizer que

a) uma condição para um livro ser besta é ser célere.

b) uma das características de um best-seller é ser de fácil leitura.

c) se leem mais facilmente os livros que vendem muito.

d) nenhum animal rápido é difícil.

 

Na l. 31, o constituinte «difícil» é

a) predicativo do sujeito.

b) predicativo do complemento direto.

c) complemento direto.

d) difícil.

 

A crónica que leste, de Pedro Mexia, é predominantemente

a) narrativa.

b) instrucional.

c) expositiva.

d) descritiva.

Resolve aqui o item 3 da p. 43 (escreve mesmo as palavras das melhores alíneas):

Um dos objetivos da oratória é movere, ou seja, persuadir. Para o alcançar, nas linhas 15 a 21, entre outros processos, Vieira recorre às frases _______ (a) e ao modo ______ (b). Também a repetição de palavras do campo lexical de _______ (c) e a _________ (d) contribuem para convencer o auditório.

Vamos falar de antropónimos. Para já, não dos nomes de batismo (os primeiros nomes), mas dos apelidos.

Boa parte dos apelidos começaram por ser patronímicos (= ‘nomes de pai’): o primeiro Marques era filho de um Marco; o primeiro Simões, filho de um Simão; o primeiro Lopes, filho de um Lopo. (Estes apelidos terminavam em -z, porque o morfema que se afixava ao nome de batismo do pai era -ici, que evoluiu para -iz, -ez ou -z e, com a reforma ortográfica de 1911, para -s.) Atrás de muitos apelidos terminados em -s estão, portanto, primeiros nomes de homem.

Na tabela seguinte, deduz os patronímicos ou os primeiros nomes (alguns destes eram comuns na Idade Média mas caíram em desuso depois).

Nome

Patronímico

Sancho

 

Soeiro

 

Estêvão

 

Gonçalo        

 

 

Dias

 

Mendes

Nuno

 

 

Martins

Telo

 

 

Anes

 

Peres / Pires

 

Vasques

 

Álvares / Alves

Paio / Pelágio

 

 

Antunes

 

Moniz

Porém, nem todos os esses em final de apelido se devem àquele -ici. Por exemplo, os apelidos Reis e Santos celebram datas do calendário cristão: o Dia de ______ e o Dia de Todos os _______.

De qualquer modo, além de patronímicos e de nomes de invocação religiosa, há ainda mais duas origens comuns dos apelidos: topónimos (nomes de lugares) e alcunhas.

 

Na quinta parte (ou capítulo) do «Sermão de Santo António», o Padre António Vieira vai criticar alguns peixes especificamente, o que lhe serve para tipificar vícios encontráveis também nos homens. Peço-te exercício idêntico com outros animais, prosseguindo a lista que já comecei:

O que tenho contra vocês, gatos, é serem esquivos, escapulindo-se-nos sempre que tentamos aproximar-nos. Também os homens padecem dessa característica. Quando os outros precisam deles, quantas vezes não fogem às suas responsabilidades, preferindo concentrar-se nos seus interesses. Ao contrário, Santo António acudiu sempre a todos e prontamente.

O que tenho contra vocês, cães, é serem desleixados e sujos, defecando na rua sem hesitação, fazendo que escorreguemos nos vossos cocós pegajosos e nojentos. Contudo, os homens assim procedem igualmente, quando cospem para o chão ou deixam lixo por toda a parte. Já Santo António, nunca poluiu a natureza e até o seu burel e corda eram, além de limpíssimos, recicláveis.

. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .

O filme O Discurso do Rei interessa-nos a vários títulos. Sobretudo, far-nos-á reconhecer a importância da oratória, neste caso ilustrada por peripécias verídicas: as dificuldades de fala de Jorge VI, a terapia da sua expressão oral, o decisivo discurso com que anunciou a II Guerra Mundial.

Entretanto, no início do filme há várias referências ao onomástico (aos nomes próprios), mais concretamente, a antropónimos (os nomes de pessoas) e é esse o tópico que nos vai mobilizar por enquanto.

________ — nome que talvez não esteja na moda tão cedo — foi um grande orador grego. Ter seixos na boca enquanto ensaiava os discursos, episódio sempre citado, era uma das estratégias a que recorrera para vencer a gaguez de que padecia.

O apelido do original terapeuta da fala, cujo primeiro nome é Lionel, quase parece inventado propositadamente. Com efeito, «______» assemelha-se ao radical grego ‘logo’, que significa ‘discurso, palavra, razão, estudo’ (cfr. «logorreia», «logótipo», «logogrifo», «logopedia», «logograma»).

Também é interessante o apelido usado pelo futuro rei, quando pretendia passar incógnito: _____ é decerto um dos apelidos mais comuns em Inglaterra e é um patronímico (significa ‘____ de John’, sendo equivalente ao português Anes, ao russo Ivanov, ao sérvio Jovanović, ao holandês Jansen, ao dinamarquês Jensen, ao sueco Johansson, ao galês Jones, etc.). Outro apelido com origem patronímica é o da presidente da Sociedade de Terapeutas da Fala, que teria recomendado Lionel, a senhora Eillen ______ (onde adivinhamos um antepassado escocês filho de um Leod).

A certa altura alude-se aos nomes de batismo do então Duque de Iorque. Chamava-se ele «Alberto Frederico Artur Jorge», embora o tratassem familiarmente pelo hipocorístico ___ (< Albert). Mais à frente se verá o motivo de, aquando da coroação, ter preferido o nome _______, em detrimento dos outros.

Uma última menção se pode fazer. Surgem, ainda crianças, as princesas ______ e Margaret. A primeira é a recém-falecida rainha. É a responsável pela relativa popularidade deste nome em Portugal há mais de sessenta anos, já que visitou o país em 1957. É um caso curioso, porque sempre fora muito corrente um outro nome que é seu cognato: «_____». Também _____ e Jaime são divergentes de um mesmo étimo, Iacobu.

 

 

Aula 29-30 (8 [1.ª], 9 [4.ª], 10 [5.ª], 13/nov [3.ª]) Correção de questionário de compreensão do escrito sobre «Ler é maçada» (ver Apresentação).

O capítulo V do «Sermão de Santo António» (pp. 49-54) aborda o que o orador tem contra quatro tipos de «peixes». Deter-nos-emos nos três verdadeiros peixes, (pp. 49-53, ll. 1-149), deixando para a próxima aula o polvo (já nas pp. 53-54, ll. 150-211).

Relanceando o texto, marca as linhas em que começam e em que acabam os trechos sobre cada um dos animais (incluindo as comparações com os homens):

os roncadores: ll. 2-____; || os pegadores: ll. ____-____;

os voadores: ll. ____-____; || o polvo: ll. 150-211.

Transcreve o passo em que está a queixa principal sobre cada um dos peixes:

Peixe

Repreensão

Linhas

roncadores

«É possível que sendo vós . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .»

3-4

pegadores

«sendo pequenos, não só se chegam a outros maiores, mas de tal sorte . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .»

40-41

voadores

«. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Pois porque vos meteis a ser aves?»

94-95

Os três peixes de hoje (e o polvo) servem para se aludir a pecados humanos. Outros casos históricos confirmam esses defeitos dos homens. Ao contrário, Santo António seria um bom exemplo a seguir. Preenche:

 

Peixe

Característica dos homens que está a ser criticada

Outros maus exemplos

 

Linhas a consultar

O bom exemplo de Santo António

 

 

 

roncadores

 

 

 

_______

São Pedro «roncou», porque asseverara ser o único constante na sua fé, mas logo negou Cristo quando interpelado por uma ____. Também adormeceu, apesar de se ter comprometido a vigiar o horto.

Caifás alardeava o ____. Pilatos exibia _____.

8-22

 

 

 

31-34

Apesar do seu saber e poder, nunca deles fazia alarde, preferia _____.

34-36

 

 

 

 

pegadores

 

 

 

 

_______

Não parte um vice-rei ou um governador sem que vá acolitado por uma série de _____.

Morto Herodes, também morreram os que dele dependiam (como acontecerá aos peixes que se não despeguem do _____ que parasitam).

46-51

 

 

57-64

Pegou-se apenas a Deus, como costuma ver-se na imagem tradicional, em que Santo António surge com _____ ao colo.

70-73

 

 

 

voadores

 

 

 

_______

O mago Simão disse ser filho de Deus e anunciou quando subiria aos céus, mas não só se viu privado de asas, para voar, como de _____, para andar.

Por querer voar, Ícaro se _____.

119-131

 

 

132-133

Tendo «asas» — a sabedoria — para «subir», preferiu _____: apagar-se, passar por leigo e sem ciência.

134-149

Faz corresponder os trechos/sketches/personagens a um dos peixes repreendidos no cap. V do «Sermão de Santo António» (roncador, pegador, voador, polvo). Depois pensa em personagens/pessoas suscetíveis de ilustrar na tabela algum dos peixes criticados:

«Eu conheço o Lopes da Silva»

Pegadores, pelo parasitismo, pelo oportunismo

«Mães à compita»

Roncadores, pela bazófia, pela vaidade

Dédalo & Ícaro

Voadores, pela ambição irrazoável

Georgina Rodríguez, Kátia Aveiro (e decerto muitos outros do círculo de Cristiano Ronaldo)

 

Jorge Jesus (em qualquer conferência de imprensa ou entrevista)

 

Ângelo Rodrigues (ator que esteve em risco de vida por tomar produtos para ficar musculado)

 

Familiares de políticos que ascendem a lugares no governo, gabinetes ministeriais, autarquias

 

Maneira de ser a que alude o provérbio «Quem te manda a ti, sapateiro, tocar rabecão?»

 

Família de gémeas que obteve «cunha» através de nora de Marcelo Rebelo de Sousa

 

Famílias pobres de Parasitas

 

«Fachada» (de Tiago Bettencourt)

 

Hank (À procura de Dory)

 




Escreve uma apreciação crítica ao conjunto dos cartazes na p. 48. Cerca de 150 palavras. A tinta.

. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .

TPC — Lê nas pp. 46-47 «Aprender» sobre ‘Dêixis e referência deítica’. Tenta também resolver «Praticar» (p. 47).

 

 

Aula 31-32 (13 [5.ª], 14 [1.ª, 4.ª], 22/nov [3.ª]) Correção do tepecê; correção da apreciação crítica entregue (cfr. Apresentação).

O que fizemos na última aula para os três peixes que são criticados na primeira metade do cap. V do «Sermão de Santo António» — roncadores, «pegadores», voadores — fá-lo-emos agora para o peixe (na verdade, um molusco cefalópode) abordado nas pp. 53-54, o polvo. Assim, vai preenchendo as tabelas:

Peixe

Repreensão

Linhas

polvo

«Se está nos limos, ________; se está na areia, _________; se está no lodo, _________; e[,] se está em alguma pedra, como mais ordinariamente costuma estar, __________»

158-160

Volta a surgir a analogia entre características do animal e vícios dos homens, ilustrados com peripécias bíblicas e contraditados pelo bom exemplo de António:

Peixe

Característica dos homens que está a ser criticada

Outros maus exemplos

Linhas a consultar

O bom exemplo de Santo António

polvo

_________

Judas abraçou Cristo mas foram outros que o ______ (o polvo abraça e, com os próprios braços, faz as _______).

162-168

António foi o mais puro exemplar de ______; nele nunca houve _______.

181-184

Sobre as características que o Padre Vieira critica no polvo (ll. 151-162):

retrato do polvo

que o faz assemelhar-se a.../ ou fingir

capelo (na cabeça)

_____

_______ (braços)

estrela

falta de ossos ou de espinha

_____, mansidão

Desta aparência modesta, desta «hipocrisia tão santa», resulta ser o polvo o maior traidor do mar:

por malícia, muda de cor conforme o ambiente (como, mas apenas por _____, faz o camaleão)

lança os braços e prende os _____ e os desacautelados

Indica os recursos expressivos assinaláveis nos passos seguintes. Usa:

metáfora [duas vezes]| apóstrofe | comparação | antítese | interrogação retórica | anáfora

a) «O Polvo, com aquele seu capelo na cabeça, parece um Monge» | ________

b) «E debaixo desta aparência tão modesta, ou desta hipocrisia tão santa, [...]» | _________

c) «Consiste esta traição do Polvo primeiramente em se vestir ou pintar das mesmas cores de todas aquelas cores a que está pegado» | _________

d) «Se está nos limos, faz-se verde; se está na areia, faz-se branco; se está no lodo, faz-se pardo; e, se está em alguma pedra, [...] faz-se da cor da mesma pedra» | ________

e) «E daqui que sucede?» | ________

f) «[...] e o salteador, que está de emboscada dentro do seu próprio engano, lança-lhe os braços de repente» | ________

g) «Vê, peixe aleivoso e vil, qual é a tua maldade [...]» | ________

Em À procura de Dory, o polvo (Hank) tem algumas das características atribuídas aos polvos no «Sermão de Santo António» mas revela outras em que o Padre Vieira não pensara. No filme — de que veremos sobretudo as partes em que intervém Hank —, o polvo começa por parecer interesseiro e rezingão mas, progressivamente, vai-se tornando quase frágil e simpático. No «Sermão de Santo António», o percurso é o contrário: realça-se a aparência de santidade do polvo, para se vincar depois a hipocrisia, a maldade.

Na tabela, podes usar alguns destes adjetivos ou outros que te pareçam pertinentes:

dedicado | irritável | irritadiço | esforçado | receoso | prestável | derrotista | sensível | afectuoso | individualista | solitário | persuasivo | influenciável | introvertido | afável | delicado | astucioso | manhoso | carinhoso | otimista | calculista.

Comportamentos do polvo Hank

Caracterização (por adjetivos)

Disfarça-se de gato, de parede, de planta, de corrimão, etc.

Escondido, dissimulado, ocultado (mas sem se conotar nada disto com a psicologia)

Tenta convencer Dory a dar-lhe a etiqueta.

Insinuante, ______, quase malicioso, ____, _____, astuto; ligeiramente interesseiro, _____.

Mostra-se diligente a conduzir Dory nos seus percursos, a ajudá-la, mesmo contrariado.

Solidário, solícito, ______, ______, prestimoso, _____.

Esconde-se e disfarça-se para não ser tocado pelas crianças, de quem tem pavor.

Medroso, timorato, ______ (talvez por estar ainda traumatizado por ter perdido tentáculo).

Chega a gritar com Dory, impaciente por ela não lhe dar a etiqueta, quase lha tirando à força, mas acaba por se retrair e controlar-se.

Primário, _____, _____, mas, no fundo, com boa índole.

«Não quero ninguém com quem me preocupar. Tu tens sorte: sem memórias, sem problemas».

Pessimista, cético, _____; _____, _____, associal, ______.

Não gosta de conversas nem de perguntas. Quer viver dentro de caixa de vidro, sozinho, sem ter de conversar com ninguém.

[no momento da separação:] «Vai ser difícil eu esquecer-te, miúda»; «Estás bem?».

Meigo, ______, ______, terno, cordial, _____, ______, ______.

Preferia ficar preso, em exposição, mas deixa-se conduzir por Dory (e, já antes da insistência dos outros peixes, aceitara fugir a seu pedido).

Inseguro, ______.

[quase no final:] «Dou-me bem com a loucura!».

Entusiástico, arrebatado, ______.

Destas características de Hank assinala apenas, circundando-as, as que seriam aplicáveis ao polvo de Vieira:

dedicado | irritável | irritadiço | esforçado | receoso | prestável | derrotista | sensível | afetuoso | individualista | solitário | persuasivo | influenciável | introvertido | afável | dissimulado | insinuante | malicioso | astuto | interesseiro | solidário | solícito | prestimoso | medroso | timorato | primário | pessimista | cético | meigo | terno | cordial | inseguro | entusiástico | arrebatado

Escreve um comentário que aborde — em conjunto — o que é perguntado nos itens 1.1 e 1.2 de «Letras prévias», na p. 49 do manual.

«Fachada» (Tiago Bettencourt, 2019. Rumo ao eclipse, 2020):

Não queiras sair sempre a ganhar
Se a derrota o que te dá deformas
O que te transforma o lado mais fraco
E em tempo incerto saber confiar

Não queiras sair sempre a ganhar
Não escondas a pele por trás do medo
Coração sincero não disfarça a cor
Não mudes de assunto para parecer melhor

Como escada vais subindo
Cada dia descobrindo
Qual o plano que se segue
P’ra que a escada não se quebre

O teu corpo já cansado
Deste jogo disfarçado
Consumido pelo fеl
Teu castelo de papеl

Não passes por cima de quem te fez bem
Não deixes que a gula guie os teus passos
Respira na sombra, pensa melhor
Não finjas ser reto quando te convém
Não passes por cima de quem te quis bem
Pessoas já olham e falam baixinho
Não mudes de assunto, não juntes veneno
Assume o desvio enquanto é pequeno

Como escada vais subindo
Cada dia descobrindo
Qual o plano que se segue
P’ra que a escada não se quebre

O teu corpo já cansado
Deste jogo disfarçado
Consumido pelo fel
Teu castelo de papel

Queres passar a frase certa
P’ra acalmar a ferida aberta
Dizes que não viste nada
Mas eu sei que é só fachada
Como quem nunca viu nada
Mas eu sei que é só fachada

. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .

TPC — No final desta aula, serão chamados à Classroom.

 

 

Aula 33-34 (21 [1.ª, 4.ª], 24 [5.ª], 27/nov [3.ª]) Correção de texto com repreensões a animais (cfr. Apresentação).

Do manual Palavras 11 (Maria João Pereira e Fernanda Delindro; Porto, Areal, 2016), p. 48:



Vai lendo «O cérebro dos golfinhos» e circundando a melhor alínea de cada item. (Por favor, não consultes nada além do texto em causa.)

 

O verbo no primeiro período do texto (l. 1) tem o valor aspetual

a) imperfetivo.

b) perfetivo.

c) habitual.

d) genérico.

 

«[...] debatem há várias décadas o seu significado» (l. 3) apresenta valor aspetual

a) imperfetivo.

b) perfetivo.

c) iterativo.

d) genérico.

 

No terceiro período, a oração adjetiva relativa «que escutam todos estes sons» (l. 3)

a) devia estar delimitada por vírgulas, porque se trata de um modificador apositivo.

b) não está entre vírgulas, porque o seu sentido é restritivo.

c) não poderia nunca estar entre vírgulas, porque estas separariam sujeito e predicado.

d) deveria ter uma vírgula apenas (antes de «que»).

 

As aspas — as do texto, note-se — em «“linguística”» (l. 4)

a) assinalam o sentido porventura denotativo da palavra.

b) marcam uma citação.

c) vincam a riqueza dos sons.

d) atenuam o sentido, deixando perceber um valor conotativo.

 

Quando Justin Gregg lembra que «Também não existem provas de que os golfinhos não possam viajar no tempo, não consigam dobrar colheres com a mente, nem sejam capazes de disparar raios laser pelos espiráculos» (ll. 13-15), pretende

a) defender que não se deve descartar a existência da linguagem dos golfinhos só por não haver provas dela.

b) sublinhar que não é razoável prosseguir com a crença de que os golfinhos têm uma linguagem.

c) assumir como possíveis as três situações que refere, ainda que lhes falte comprovação.

d) vincar que, ao contrário das situações improváveis que menciona, há evidências de os golfinhos terem uma linguagem.

 

Na linha 13, «exasperados» é

a) complemento direto.

b) predicativo do sujeito.

c) modificador restritivo do nome.

d) complemento indireto.

 

Justin Gregg considera que o lugar comum ‘há muita coisa que desconhecemos’ (l. 16)

a) é pertinente.

b) tem servido para dar fôlego a ideias sem base científica.

c) está presente em todo o lado.

d) tem-se introduzido pela porta dos fundos.

 

O itálico em «golfinhês» (l. 17) deve-se

a) ao seu valor conotativo.

b) ao facto de se tratar de um neologismo.

c) ao facto de ser uma palavra polissémica.

d) à intenção de ironizar e mostrar descrença na existência de uma linguagem dos golfinhos.

 

Na linha 20, «de o»

a) deveria estar contraído em «do».

b) está bem escrito, porque se inicia aí uma oração (infinitiva).

c) deveria ser substituído por «de que o».

d) evidencia um erro de coesão frásica (cfr., por exemplo, «pelo o»).

 

Para Stan Kuczaj (cfr. quarto parágrafo), a falta de comprovação científica de haver uma linguagem dos golfinhos adviria

a) da inexistência do «golfinhês».

b) da metodologia e instrumentos usados nas investigações.

c) da inépcia dos cientistas.

d) do pouco investimento nas investigações.

 

No primeiro período do quarto parágrafo (ll. 18-21),

a) falta uma vírgula depois de «investigadores» (l. 19) e poderia haver vírgulas a delimitarem «para Justin Gregg» (l. 18).

b) não há falha de coesão gramatical indiscutível.

c) apenas faltam vírgulas a delimitarem «para Justin Gregg» (l. 18).

d) a vírgula depois de «certa» (l. 20) está errada.

 

O segmento «um dos maiores mistérios da ciência por resolver» (l. 25) é

a) sujeito.

b) complemento direto.

c) uma oração.

d) predicativo do sujeito.

 

As reticências na linha 25 visam

a) traduzir desconhecimento da situação real.

b) enfatizar, quase ironicamente, a possibilidade de estarmos perante um equívoco.

c) mostrar hesitação, ignorância acerca da hipótese correta.

d) evitar a redundância, omitindo o que já ficara suficientemente claro.

 

A referência bibliográfica (l. [27])

a) está correta.

b) estará imperfeita, porque falta o título do artigo.

c) está incorreta, porque «National Geographic» devia estar entre aspas.

d) devia incluir, depois do título da revista, o título do artigo.

 

Tem valor deítico

a) «aquilo» (l. 18).

b) «aquele» (l. 22).

c) «nos últimos dois ou três anos» (l. 23).

d) «estes sons» (l. 3).

 

Trata-se de um texto

a) narrativo e instrucional.

b) descritivo e argumentativo.

c) expositivo.

d) narrativo.

 

Sabendo nós que «delfim» vem do latim delphinu- (e tem entre as suas aceções precisamente a de ‘golfinho’) e que «golfinho» vem também do latim delphinu- (entretanto, terá havido, no percurso da palavra, alguma contaminação com «golfo»), podemos dizer que

a) «delfim» e «golfinho» são palavras homónimas.

b) «delfim» e «golfinho» são palavras divergentes.

c) «delfim» e «golfinho» são palavras convergentes.

d) «delfim» e «golfinho» são palavras parónimas (isto é, parecidas).

Lê estes itens de exame (2014, 1.ª fase, Grupo I, B) tratavam do passo dos Voadores:

Com os Voadores tenho também uma palavra, e não é pequena a queixa. Dizei-me, Voadores, não vos fez Deus para peixes? Pois porque vos meteis a ser aves? O mar fê-lo Deus para vós, e o ar para elas. Contentai-vos com o mar e com nadar, e não queirais voar, pois sois peixes. Se acaso vos não conheceis, olhai para as vossas espinhas e para as vossas escamas, e conhecereis que não sois ave, senão peixe, e ainda entre os peixes não dos melhores. Dir-me-eis, Voador, que vos deu Deus maiores barbatanas que aos outros do vosso tamanho. Pois porque tivestes maiores barbatanas, por isso haveis de fazer das barbatanas asas? Mas ainda mal, porque tantas vezes vos desengana o vosso castigo. Quisestes ser melhor que os outros peixes, e por isso sois mais mofino que todos. Aos outros peixes do alto, mata-os o anzol ou a fisga, a vós sem fisga nem anzol, mata-‑vos a vossa presunção e o vosso capricho. Vai o navio navegando e o Marinheiro dormindo, e o Voador toca na vela ou na corda, e cai palpitando. Aos outros peixes mata-os a fome e engana-os a isca, ao Voador mata-o a vaidade de voar, e a sua isca é o vento. Quanto melhor lhe fora mergulhar por baixo da quilha e viver, que voar por cima das entenas e cair morto.

Padre António Vieira, Sermão de Santo António (aos peixes) e Sermão da Sexagésima, edição de Margarida Vieira Mendes, Lisboa, Seara Nova, 1978, pp. 102-103

4. Caracterize o tipo humano que o peixe voador simboliza, tendo por base o excerto transcrito.

5. Explicite as consequências do comportamento do peixe voador, fundamentando a resposta com citações textuais pertinentes.

. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .

Do Dicionário Houaiss da língua portuguesa, Rio de Janeiro, Objetiva, 2001:



Depois de ler o seu discurso de Natal de 1934, Jorge V, querendo incentivar o filho, sublinha-lhe a importância da comunicação nos tempos que corriam:

«Este aparelho altera tudo. Outrora bastava a um rei fazer boa figura fardado e não cair do cavalo. Agora, temos de entrar na casa das pessoas e ser-lhes simpáticos. Esta família está reduzida a imitar a mais baixa das criaturas: tornámo-nos atores.»

Vê também, à direita, o cartoon «O líder», de Angel Boligan.



Escreve um texto expositivo-argumentativo, com cerca de 150 palavras, que trate o tópico comum à citação de Jorge V e à imagem.

Sem que sejam o foco primeiro do teu texto — portanto, apenas enquanto ilustração do que defendas —, podes incluir alguma alusão à frase de Jorge V (e ao caso dramático de Jorge VI) e ao cartoon.

. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .

No final do trecho de hoje do Discurso do Rei, o futuro Jorge VI usa uma série de imprecações. Esses termos soltos — de registo muito popular — não desempenham qualquer função sintática, exprimindo sobretudo uma emoção. Em termos de classes de palavras são integráveis nas interjeições (no manual, estão na p. 340). Nota que o quadro em baixo — que tirei de Da Comunicação à Expressão. Gramática Prática — não contém todas as interjeições, já que se trata de uma classe de palavras aberta (como a dos nomes ou a dos adjetivos; e ao contrário das preposições ou das conjunções).

Em que fila entrariam estas expressões do Duque de Iorque: «M[...]a!» (= ‘cocó!’), «F[...]-se!» (= ‘faça-se amor!’)? E o «berdamerda!» que ouvimos há pouco (ou ouviremos ainda)?

Reações expressas

Interjeições

Locuções interjetivas

dor

Ui!, Ai!

Ai de mim!, Pobre de mim!

alegria

Ah!, Oh!

 

espanto, surpresa

Hi!, Ah!, Olá!, Ena!, Caramba!

Essa é boa!

advertência

Cuidado!

 

desejo

Oxalá!

Deus queira!, Quem dera!, Bem haja!

dúvida

Hum!, Ora!

 

encorajamento, animação

Eia!, Coragem!, Força!, Avante!, Vamos!

Para a frente!

aplauso

Bis!, Bravo!, Viva!

Muito bem!

impaciência, aborrecimento

Ui!, Bolas!, Poça!, Arre!, Apre!, Irra!, Hem!

Raios te partam!, Ora bolas!

resignação

Paciência!

 

chamamento, invocação

Ó! Psiu!, Pst!, Alô!, Olá!, Eh!, Socorro!

Ó da guarda!, Aqui d'el-rei!

[pedido de] silêncio

Psiu!, Chiu!, Silêncio!, Caluda!

 

reclamação, repulsa, rejeição

Hei!, Abaixo!, Safa!, Fora!, Arreda!

 

suspensão

Alto!, Basta!

Alto lá!

indignação

Oh!, Homessa!

Essa agora!

medo, terror

Oh!, Ui!, Uh!, Credo!, Jesus!, Abrenúncio!

Valha-me Deus!

cansaço

Uf!, Ah!

 

TPC — Em Gaveta de Nuvens lê o que está em ‘Classes de palavras’ sobre Interjeições. (Não esqueças tarefas na Classroom: texto sobre escola com dez funções sintáticas; leitura de contos.)

 

 

Aula 35-36 (22 [1.ª], 23 [4.ª], 27 [5.ª], 29/nov [3.ª]) Correção de apreciação crítica de cartoon sobre mass media; e ainda outros esclarecimentos (cfr. Apresentação). Audição de cap. VI do «Sermão» (leitura de Luís Lima Barreto) [últimos cinco minutos da grvação a seguir:]

O capítulo VI do «Sermão de Santo António» corresponde à peroração, a última parte de um discurso. Vai ouvindo a excelente leitura em voz alta de Luís Lima Barreto e, na parte final, olhando também o manual (p. 58), que corta parte deste capítulo (só estão no manual os passos de que indico as linhas). Depois, preenche o que falta no quadro.

linhas

expressão no «Sermão»

expressão equi-valente ou que usaríamos hoje

comentário

1

despido

_______

O Padre Vieira usa a forma verbal mais antiga da 1.ª pessoa do Presente do Indicativo de «despedir», mas a forma que usamos atualmente resulta de analogia com as de outros verbos (cfr. «posso», «meço», «peço»).

 

vades

[para que vos vades consolados]

_______

É esta a forma da 2.ª pessoa do plural do Presente do Conjuntivo de «ir»; no entanto, se tivermos em conta que se usaria agora a 3.ª pessoa do plural (porque o tratamento seria «vocês» e não «vós»), a forma comum seria «_____».

 

outro

[não sei quando ouvireis outro]

outro sermão

Lembremos que o Padre Vieira ia partir para Portugal (aliás, em parte, para defesa dos índios), pelo que aquele seria, durante tempo, o último sermão que lhe ouviriam os _______.

 

mui

[mui antiga]

_______

O advérbio «mui» resulta de uma ______ (supressão do som final) de «muito» (como «São» resulta de apócope de «Santo»).

 

ficastes

_______

É esta a 2.ª pessoa do plural do Pretérito Perfeito, embora, como quase já não usamos esta pessoa, a forma nos pareça incorreta (se tivéssemos em conta que usaríamos hoje a 3.ª pessoa do plural — «vocês, peixes» —, teríamos a forma «______»).

 

habitadores

_______

Os peixes são os habitantes do elemento que é matéria do primeiro sacramento (cfr. infra), a água.

 

primeiro sacramento

batismo

Os sete sacramentos são Batismo, Confirmação, Comunhão, Penitência, Extrema unção, Ordem, Matrimónio («a matéria» do Batismo é a ______).

 

pregara

[se eu lhes pregara]

_______

Até tarde o Pretérito Mais-que-perfeito serviu em casos em que hoje temos de usar o Imperfeito do Conjuntivo.

 

Oh

[Oh quantas almas chegam (...)]

_______

É a interjeição (não é a expressão que se apõe a um vocativo), mas, hoje, usaríamos a seguir uma vírgula ou um ponto de ______.

3

alvedrio

_______

Hoje, preferiríamos a outra palavra do par de divergentes resultantes do lat. arbitrium (a palavra que hoje mais usamos é a que nos chegou por via erudita; a palavra usada por Vieira é a da chamada «via ______»).

10

do seu divino acatamento

de ______

«Acatamento» é a presença ou vista de pessoa divina a quem se deve reverência.

12

de um homem, que tinha as minhas mesmas obrigações,

de ______

Este apóstolo tinha as mesmas obrigações de Vieira e traiu-as (por isso Vieira diz correr também esse risco).

Num livro, o Paratexto é o que não é o texto propriamente dito. Inclui categorias da responsabilidade do autor (título, dedicatórias, epígrafes) e outras da responsabilidade do editor (capa, contracapa, orelhas, sobrecapa, cintas). Há ainda prefácio ou posfácio, notas, índices, bibliografia, ilustrações, que podem ser quer da responsabilidade autoral quer da do editor.

Verificarás as partes do livro que te calhar, completando o que se segue (preenche as linhas e risca ou circunda as alternativas dentro das chavetas):

Capa

A capa, além do logotipo da editora (Tinta-da-China), terá o nome do autor (______) e o título da obra (abreviado, se o título completo for grande).

Os livros desta coleção, ‘Literatura de viagens’, têm capas com uma única cor de fundo, que vai variando de obra para obra, e uma ilustração a negro. A autora da capa, a capista, é ______ (como podemos ler na ficha técnica, que está no verso do frontispício). Às vezes, os autores das capas usam fotografias ou ilustrações de outros artistas, cuja referência figurará também na ficha, mas não é o que sucede neste caso.

Na lombada, se descartarmos as ilustrações, temos os mesmos elementos que na capa: título (abreviado), ______, logotipo da editora.

Na contracapa há uma citação de ________ (o conhecido Santo Agostinho), que percebemos serve de lema a toda a coleção, e {um/dois excerto(s)}, tirado(s) do {livro propriamente dito e/ou do prefácio}. Vem também {o nome do tradutor, o nome do coordenador da coleção, o código de barras}.

Os livros desta coleção não têm badanas (orelhas), porque são de capa dura. As badanas usam-se em livros de capa mole ou nas sobrecapas. O que costuma estar escrito nas badanas pode ser uma notícia biobibliográfica sobre o autor, o elenco de outros livros da coleção, uma lista dos livros do mesmo autor, até uma sinopse do livro.

Uma característica especial desta coleção é estarem coladas nos versos da capa e da contracapa, e funcionando também como primeiro resguardo das folhas do livro, cartolinas de cor com o mapa das _______ de que trata a obra.

Folhas

Páginas não numeradas ímpares (pp. [1], [3], [5], [7]), de rosto, portanto

guarda (folha em branco ou só com o logotipo da editora)? {Sim / Não}.

anterrosto (página que terá só o título, talvez até abreviado)? {Sim / Não}.

Quanto ao frontispício (portada ou página de rosto), que contém {autor / título completo (e subtítulo) / tradução / cidade, editora, ano / coordenador da coleção}, é a página mais importante de qualquer livro, e é por ela que se faz a referência bibliográfica.

Em alguns dos livros desta coleção, antes das páginas numeradas vem o índice.

Páginas não numeradas pares ([2], [4], [6], [8]), de verso, portanto

Qual das páginas tem a ficha técnica? {O verso do anterrosto / A contraportada, ou seja, o verso do frontispício}. Que elementos aí vemos? {Endereços da editora / título original (se o livro for uma tradução) e autor da tradução / autor do prefácio / responsáveis por capa, revisão, composição / depósito legal / data da edição}.

Páginas numeradas mas ainda antes do texto propriamente dito

Deverá haver um Prefácio, escrito por alguém que não é o autor do livro. Neste caso, o prefaciador foi ___________.

Em alguns dos livros, já na parte da responsabilidade do autor, pode haver páginas de dedicatória {Não tem / Tem, a _________}, alguma epígrafe (citação, máxima) {Não / Sim, e é uma frase do autor / é um provérbio / é uma citação de outro autor / _________} e até algum prólogo ou introdução {Não / Sim}.

Páginas do texto principal

No cabeçalho, nas páginas ímpares, vem o título corrente (o título do livro, talvez abreviado) e, nas pares, o nome do ______).

notas de rodapé (pé de página)? {Não / Sim, do autor / tradutor / editor}.

Páginas depois do texto principal

Creio que, como em todos os volumes desta coleção, haverá uma Nota biográfica (acerca do autor), da responsabilidade da editora. {Confirma-se / Não}.

Ainda antes, pode haver algum Posfácio ou Nota à edição, mas é raro.

Nos livros desta coleção não há secções que aparecem em outras obras, como bibliografia, cronologia, índices toponímico (lugares) ou onomástico (nomes), lista de ilustrações. {Confirma-se que não há / Há: ______}.

Na última (ou penúltima) folha há o colofão (ou colofon): «[Título] foi composto em caracteres [fonte] e impresso na [tipografia], em papel [marca e gramagem], em [data: _____]».

Por vezes, surge ainda a lista de obras na coleção. {Neste caso, não / Sim}.

Relanceando agora também o miolo da obra, tenta perceber o exato género do livro, sabendo-se já que todas as obras da coleção cabem na classificação abrangente de ‘literatura de viagens’. (Nota que alguns dos géneros seguintes podem até coexistir — nesse caso, terás de selecionar mais do que um item.)

É um livro de {crónicas / relato de viagem / narrativa(s) de ficção / narrativa(s) autobiográfica(s) / diário / reportagem / reflexões político-sociológicas sob a forma epistolar (isto é, em cartas) / memórias / ensaio / [outro: _______]}.

 

Pensa numa obra (que inventarás). Tanto pode ser biografia ou autobiografia, como coletânea de crónicas, livro de viagens, romance, antologia de contos, ensaio, etc., mas sempre de autor por ti criado. Desse livro inexistente escreverás o seguinte paratexto.

Anterrosto:

. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .

Frontispício (página de rosto ou portada) {Põe os diversos elementos em linhas diferentes}:

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Texto para contracapa:

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Curta biografia do autor para badanas (orelhas):

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Lista de obras da mesma coleção (para orelhas ou para páginas finais):

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Índice (bastarão cinco entradas; dispenso a indicação das páginas):

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TPC — Completa e melhora (e, depois, traz-mo) texto iniciado em aula.

  


Aula 37-38 (28 [1.ª, 4.ª], 4/dez [3.ª, 5.ª]) Correção do questionário de compreensão de «O cérebro dos golfinhos» (cfr. Apresentação).

Vai até à p. 60, onde temos o discurso de João Miguel Tavares no dia de Portugal de 2019. Segundo o próprio diz, foi o primeiro filho da democracia a presidir às comemorações do 10 de junho (ou seja, foi quem primeiro presidiu às comemorações do Dia de Portugal tendo nascido já depois de ______).

O texto no manual não reproduz dois minutos e meio que ficariam entre «liberdade.» (l. 12) e «Os portugueses» (l. 13). Ouvi-los-emos, para tentares depois responder à pergunta que ponho a seguir (aproveita para emendar a citação, que, na transcrição no manual, tem um erro):

Qual é, para o orador, a diferença essencial entre a geração dos pais e a sua? Relaciona essa diferença com a tese defendida no discurso («Não é fácil saber ______ é que estamos a lutar hoje em dia», l. 16; precisamos que nos deem algo em que acreditar).

. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .

Responde ainda, agora a propósito dos primeiros dois parágrafos (ll. 5-12), ao que é perguntado no item 1.1 da p. 61 (relacionar deíticos com a função desta parte do texto).

. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .

Há uma característica inevitável da língua: a maneira como ela é diferente conforme a idade das pessoas, os sítios que frequentam, os seus interlocutores. Esta característica tem o nome de variação. E tem um resultado: a língua de quem vive em determinado tempo é sempre muito diferente da dos seus antepassados. A isso se chama mudança linguística.

As duas tabelas mostram um caso de variação e mudança no campo particular das escolhas de nomes de pessoas. Excecionalmente, até podemos trabalhar com referência a poucas décadas, porque, sendo uma área da língua muito exposta às vaidades humanas e influenciada por acontecimentos diretos — telenovelas, surgimento de vedetas de futebol, etc. —, o ritmo das mudanças é anormalmente elevado.

Nas colunas já preenchidas estão os nomes mais populares em cada década (a fonte dos dados é a 3.ª Conservatória do Registo Civil de Lisboa). À direita, deixei espaço para tentares completar o top dos nomes dos nascidos o ano passado.

Nomes femininos

 

1960

1970

1980

1990

2000

2022 (segundo tu)

1.º

Maria

Maria

Ana

Ana

Ana

 

2.º

Ana

Ana

Carla/Maria

Joana

Maria

 

3.º

Isabel

Carla

Sónia

Sara

Inês

Leonor

4.º

Anabela

Paula

Sandra

Andreia

Beatriz

Matilde

5.º

Teresa

Sandra

Cláudia

Cátia

Mariana

 

6.º

Helena

Isabel

Susana

Inês

Joana

Carolina

7.º

Cristina

Anabela

Andreia

Catarina

Catarina

Beatriz

8.º

Elisabete

Elisabete

Patrícia

Cláudia

Sara

Margarida

9.º

Fernanda

Elsa

Marta

Vanessa

Carolina

Francisca

10.º

Luísa

-----------

Cátia

Maria

Daniela

 

 

Nomes masculinos

 

1960

1970

1980

1990

2000

2022 (segundo tu)

1.º

José

Paulo

Ricardo

João

João

 

2.º

António

José

Pedro

Tiago

Diogo

 

3.º

João

João

Nuno

André

Pedro

 

4.º

Luís

Luís

João

Pedro

Tiago

Tomás

5.º

Carlos

Carlos

Bruno

Ricardo

André

Duarte

6.º

Pedro

António

Carlos

Diogo

José

Lourenço

7.º

Paulo

Rui

Paulo

Fábio

Miguel

Santiago

8.º

Fernando

Pedro

Rui

Nuno

Francisco

Martim

9.º

Manuel

Nuno

Hugo/Luís

Bruno

Gonçalo

Miguel

10.º

Rui

Jorge

Tiago

Miguel

Ricardo

 

Em 1990, o nome «Vanessa» foi o nono mais escolhido (por influência estrangeira, decerto relacionada com estarem então na moda a atriz inglesa Vanessa Redgrave e a cantora francesa Vanessa Paradis). Quanto a «Albertina», há décadas que não está na moda; mas, por exemplo, uma minha tia-avó chamava-se «Maria Albertina».

Isso leva-nos à canção «Maria Albertina», que, composta por António Variações, em 1983, foi depois recriada em 2004, pelos Humanos:

Maria Albertina

 

Maria Albertina, deixa que eu te diga:

Ah... Maria Albertina, deixa que eu te diga:

Esse teu nome eu sei que não é um espanto,

Mas é cá da terra e tem... tem muito encanto.

Esse teu nome eu sei que não é um espanto,

Mas é cá da terra e tem... tem muito encanto.

 

Maria Albertina, como foste nessa

De chamar Vanessa à tua menina?

Maria Albertina, como foste nessa

De chamar Vanessa à tua menina?

 

Maria Albertina, deixa que eu te diga:

Ah... Maria Albertina, deixa que eu te diga:

 

Esse teu nome eu sei que não é um espanto,

Mas é cá da terra e tem... tem muito encanto.

 

Esse teu nome eu sei que não é um espanto,

Mas é cá da terra e tem... tem muito encanto.

 

Maria Albertina, como foste nessa

De chamar Vanessa à tua menina?

Maria Albertina, como foste nessa

De chamar Vanessa à tua menina?

 

Que é bem cheiinha e muito moreninha

Que é bem cheiinha e muito moreninha

Que é bem cheiinha e muito moreninha

Que é bem cheiinha e muito moreninha

David Fonseca, Manuela Azevedo, Camané, Humanos, Lisboa, EMI — Valentim de Carvalho, 2004

Escreve um comentário a «Maria Albertina». Nesse comentário (com, pelo menos, cem palavras [100-150 palavras]), explicitarás em que medida a letra da canção apresenta uma crítica à escolha de nomes no nosso país. Inclui, pelo menos, uma citação. A caneta.

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TPC — Lê no manual as páginas sobre «Coesão textual» (pp. 368-371); na p. 368, podes também rever o que já sabemos sobre «Coerência textual».

 

 

Aula 39-40 (29 [1.ª], 30/nov [4.ª], 6 [3.ª], 11/dez [5.ª]) Correção de argumentos sobre animais de estimação (cfr. Apresentação).

As páginas 368-371 do manual — que pedira lesses em casa — tratam de Coerência, que estudámos há semanas, e de Coesão textual, que abordaremos agora.

Especificamente sobre a coesão textual, a tabela a seguir agrupa erros (encontrados em escritos de turmas do 11.º ano) que exemplificam o incumprimento dos vários mecanismos a que devemos recorrer. Na coluna do meio, corrigirás o que retirei de redações e que evidencia alguma falha nas estratégias que tornam os textos coesos.

Coesão frásica

trecho agramatical

trecho corrigido

fonte do problema

conhecido pelo o nome

conhecido ___ nome

 

ortografia

à [á] tempos encontrei o José

__ tempos encontrei o José

o facto de haverem nomes portugueses

o facto de ___ nomes portugueses

 

concordância

o grupo mais numeroso dos apelidos vêm de

o grupo mais numeroso dos apelidos __ de

prefiro isto do que aquilo

prefiro isto ____

 

 

 

regência

os políticos aperceberam-se que

os políticos aperceberam-se __

a convicção que Lionel era bom médico

a convicção ___ Lionel era bom médico

o aspeto que chamei a atenção

o aspeto ____ chamei a atenção

a parte que mais gostei

a parte ___ mais gostei

chamou a filha de «Maria Albertina»

chamou a filha «Maria Albertina»

o rei Jorge VI que era gago, tinha de discursar

o rei Jorge _____ tinha de discursar

 

função sintática (e pontuação que implica)

«Maria Albertina» cantada agora pelos Humanos foi escrita por Variações

«Maria Albertina» ________ foi escrita por Variações

como por exemplo a telefonia

_________ a telefonia

Coesão interfrásica

terminou o discurso continuando a

terminou o _______ a

 

 

 

 

reconhecimento de subordinação ou coordenação

 

A letra foi criada por Variações, e a música foi modernizada pelos Humanos

A letra foi criada por _______ a música foi modernizada pelos Humanos

Sendo que

[Frase anterior], sendo que

Pois o rei gaguejava.

_________

Estando o rei cada vez mais gago.

Estando o rei cada vez mais gago, [subordinante]

o facto da Albertina ter uma filha

o facto __ Albertina ter uma filha

apesar do rei sofrer de gaguez

apesar __ rei sofrer de gaguez

Concluindo,

Ou seja,

Como já referi,

Hoje em dia,

Nos dias de hoje,

Na minha opinião,

 

ø

 

 

 

banalização de articuladores

 

Direi então que

______

Coesão temporal

Bertie não discursou no Natal mas, antes, falou em Wembley

Bertie não discursou no Natal mas, antes, ______ em Wembley

 

 

correlação dos tempos verbais

Antes de ter conhecido Lionel, Bertie experimentou várias terapias

Antes de ter conhecido Lionel, Bertie _______ várias terapias

não falava com Lionel meses

não falava com Lionel _____ meses

Não acho que será correto

Não acho que ______ correto

modo exigido pela negativa

Agrada-me que escolheste um bom nome

Agrada-me que ______ um bom nome

modo exigido pela subordinação

Coesão referencial

O surgimento da rádio foi o azar de Bertie. Porém, ele venceria a rádio

O surgimento da rádio foi o grande azar de Bertie. Porém, ______

anáfora e elipse

António Variações critica o novorriquismo nos nomes. António Variações refere a

_______ critica o novorriquismo nos nomes. António Variações refere a

 

catáfora

Bertie ficou angustiado. Ele falara pouco mais do que

Bertie ficou angustiado. Falara pouco mais do que

______

O filho de Jorge V era pai de Elisabeth e Margaret. Ele tinha aquelas duas filhas

O filho de Jorge V era pai de Elisabeth e Margaret. ____ tinha aquelas duas filhas

correferência não anafórica

O rapaz [de] que o pai era Jorge V

O rapaz ____ pai era Jorge V

pronominalizações diversas

O século passado, onde nasceu a telefonia,

O século passado, ______ nasceu a telefonia,

Coesão lexical

a citação que faz Jorge V

a _____ que faz Jorge V

 

pertinência do termo

o cartoon demonstra

o cartoon _____

o cronista fala que

o cronista ______ que

A rádio acabava de surgir. Foi a rádio que

A rádio acabava de surgir. Foi a _____ que

sinonímia

a escolha dos nomes mostra que os portugueses têm pouca criatividade. Essa não originalidade

a escolha dos nomes mostra que os portugueses têm pouca criatividade. Essa ______

 

antonímia

A rádio acabava de surgir. Foi a rádio que

A rádio acabava de surgir. Foi _______ que

hiperonímia

coisas do género

[termo mais específico]

______

À medida que fores vendo os sketches, escreve nas quadrículas ainda vagas o foco da caricatura, isto é, o traço característico de debates ou discursos políticos que se pretende criticar. (Procura não te ficares pela situação concreta, demasiado ridícula, mas encontrar os aspetos típicos de que ela possa ser o emblema caricatural).

Sketch com discurso de político

Autores

O que se pretende caricaturar

Palavras

Porta dos Fundos

 

 

Deputado dirige-se à Assembleia

Gato Fedorento

Formalismo da oratória política

Lições sobre política, futebol e afins

Gato Fedorento

 

 

Faltas dos deputados

Gato Fedorento

 

 

Escândalo na cantina

Gato Fedorento

 

 

Grupo parlamentar de palhaços

Gato Fedorento

 

 

Vota Lopes da Silva

Gato Fedorento

Recurso a palavras e entoações apenas para suscitar aplausos (como espetáculo sujeito a um protocolo entre orador e claque)

Primeiro-ministro discursa

Gato Fedorento


Sketch com debate

Autores

O que se pretende caricaturar

Debate quente

Porta dos Fundos

 

 

Debate político insultuoso

Gato Fedorento

 

 

Desculpe, o sotor usou um argumento

Gato Fedorento

 

 

Ó sotor

Gato Fedorento

 

 

Completa, no estilo das frases que já lancei, usando o que saibas acerca do «Sermão de Santo António [aos Peixes]», do Padre António Vieira, de oratória, de aspetos históricos. Podes ir «flanando» pelo manual, mas evita transposições sem criação tua.

S     olho (esturjão) — e não «solha» — e salmão são peixes que Vieira opõe às sardinhas.

E     xórdio. Constitui a abertura dos discursos; corresponde-lhe o capítulo I do «Sermão».

R     oncador. Pedro Nuno Santos, ao prometer deixar os banqueiros alemães a tremerem de medo.

M    ______________________________

à     o-ão: «O cão que faz ão-ão/ É bom para os que o são», mas Vieira prefere os peixes, que não se deixam domesticar.

O     ______________________________

 

D     ______________________________

E     ______________________________

 

S     ______________________________

A     ______________________________

N     ______________________________

T     ______________________________

O     ______________________________

 

A     ______________________________

N     ______________________________

T     ______________________________

Ó     ou Oh? Em Vieira, «oh» serve ora como interjeição (oh!) ora em vocativos (ó fulano, …).

N     ______________________________

I      ______________________________

O     ______________________________

 

A     ______________________________

O     ______________________________

S     uscitar a benevolência dos ouvintes e o interesse pelo assunto é objetivo do Exórdio.

 

P     ______________________________

E     ______________________________

I      ______________________________

X     avier (São Francisco), o «apóstolo do Oriente», era jesuíta, tal como o Padre Vieira.

E     ______________________________

S     ______________________________

TPC — Em «Coerência e coesão textuais» (Gaveta de Nuvens), lê a parte sobre ‘Coesão’ (as páginas iniciais, sobre coerência, podes olhá-las com menos atenção).

 

 

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