Sunday, September 10, 2023

Aulas (61-80)

Aula 61-62 (24 [1.ª, 3.ª], 25 [4.ª], 26/jan [5.ª]) Vai lendo as cenas I-IV do ato II (pp. 109-117) de Frei Luís de Sousa e circundando a melhor alínea de cada item.

               Cena I

Entre as linhas 13 e 21 (p. 109), Maria revela-se

a) descaradamente atiradiça.

b) claramente autoritária.

c) afavelmente impositiva.

d) tendencialmente submissa.

 

«Menina e moça me levaram de casa de meu pai» (l. 17) era o início

a) de Os Lusíadas.

b) de livro sobre raptos de crianças no Algarve.

c) de livro que Madalena não entendia e de que Maria gostava.

d) da Bíblia.

 

Segundo se depreende das ll. 22-23, o ato II decorre

a) vinte anos depois da Batalha de Alcácer Quibir.

b) a 28 de julho de 1599.

c) a 4 e a 6 de agosto de 1599.

d) a 4 de agosto de 1599.

 

Ainda na terceira fala da cena se lembra que Madalena ficara aterrada com

a) a perda do retrato de Manuel.

b) o surgimento do retrato de João.

c) a perda do retrato de João.

d) o surgimento do retrato de Manuel.

 

Podemos dizer que a constatação feita por Maria nas linhas 32-36 constitui uma espécie de

a) quiasmo (estrutura cruzada entte duas frases).

b) alegoria.

c) metáfora.

d) antítese.

 

Cerca das linhas 37-41,

a) Maria está otimista, mais do que Telmo.

b) Maria está pessimista, mais do que Telmo.

c) Telmo está, no fundo, tão pessimista quanto Maria.

d) Maria está otimista mas não tanto quanto Telmo.

 

Em «Oh minha querida filha, aquilo é um homem» (46-47), Telmo refere-se

a) ao namorado.

b) a D. João.

c) a D. Manuel.

d) a D. Sebastião.

 

A «quinta tão triste de além do Alfeite» (61) é

a) o palácio incendiado.

b) o palácio de D. João de Portugal.

c) um barraco entre o Feijó e a Charneca da Caparica.

d) uma quinta em que se escondera o futuro grande escritor.

 

«mo» (67) é

a) complemento direto.

b) complemento oblíquo.

c) complemento direto e complemento indireto.

d) complemento oblíquo e complemento direto.

 

As reticências na linha 78 mostram que Telmo

a) hesitou, ao trocar «tenha em glória» por «tenha em bom lugar».

b) quis trocar «tenha salvado» por «tenha em bom lugar».

c) não se sentia bem ao falar de Manuel de Sousa.

d) acabara de pisar um cocó de cão e por isso parara um curto momento.

 

A fala de Maria nas ll. 81-85 apresenta vários deíticos. Por exemplo:

a) «Agora» (81), «tu» (81), «estes» (82).

b) «viemos» (83), «aqui» (84), «esta» (84).

c) «tocha» (88), «força» (89), «essas» (89).

d) «ali (84), «naquele» (86), «mão» (86).

 

«o meu Luís, coitado!» (111) reporta-se

a) a Frei Luís de Sousa.

b) ao autor da presente ficha quando perante esta turma.

c) ao filho de Telmo.

d) a um zarolho.

 

Na última fala da cena, Telmo reconhece que D. João

a) amara Madalena.

b) estava vivo.

c) tinha a guerra como principal paixão.

d) tinha barba garbosa.

 

               Cena II

Segundo se diz na didascália final da cena I (ll. 136-140), que liga essa à cena que nos interessa agora, chegou um homem embuçado. O homem é

a) Manuel de Sousa, que não pôde escanhoar devidamente o buço.

b) Telmo, que ostentava barba farta.

c) Manuel de Sousa, que veio escondido.

d) Telmo, sempre enigmático.

 

Ao apreciar o retrato de D. João de Portugal — «um honrado fidalgo, e um valente cavaleiro» (primeira fala da cena) —, Manuel de Sousa está a

a) ser irónico.

b) ser sincero.

c) mostrar-se ressentido.

d) mentir, para proteger Maria.

 

A pergunta de Maria «E então para que fazeis vós como eles?...» (l. 171) alude ao facto de

a) Manuel de Sousa ter sido um escritor de muitos méritos.

b) Telmo e Manuel serem demasiado emotivos.

c) Manuel de Sousa, segundo Maria, não regular bem da cabeça.

d) Madalena e Manuel não estarem, como queria Maria, calmos.

 

               Cena III

A observação de Manuel «Há de ser destas paredes, é unção da casa: que isto é quase um convento aqui, Maria...» (ll. 185-186, p. 114) justifica-se por a casa de D. João

a) confinar com a igreja dos dominicanos.

b) ser muito austera.

c) ter sido o local de conceção de Maria.

d) ter sido o local dos amores de Madalena e João, o que Manuel lembra ironicamente.

 

               Cena IV

Jorge decidira ir a Lisboa, para

a) acompanhar o arcebispo nessa viagem, assim lhe agradecendo.

b) resolver assuntos no Sacramento.

c) acompanhar o arcebispo no regresso a Almada, assim lhe agradecendo.

d) ver Joana de Castro.

Vai lendo as cenas V-XII do Ato II (pp. 117-125). Completa o espaço à direita com frase-título, retirada do texto ou criada por ti, que possa servir de emblema de cada cena (para cenas V a VIII). Vê como fiz para as cenas X, XI e XII.

Cena

Assunto

Frase-título

V

Aparentemente recuperada, D. Madalena volta a cair no seu terror perante a possibilidade de se ver sem Manuel de Sousa e sem Maria naquele dia.

 

VI

Quando se prepara a partida, Madalena pede a Manuel de Sousa que leve também Telmo, aparentemente por não o querer consigo.

 

VII

Na partida, Madalena despede-se, chorosa, de Manuel de Sousa e de Maria, como se fosse para sempre. Demonstra grande cuidado com a saúde da filha, que sai de cena «sufocada com choro».

 

VIII

Aquando da despedida, hiperbolicamente comparada por Manuel a uma partida para a Índia, é abordado o caso de Sóror Joana e de seu marido, tragicamente comentado por Madalena.

 

IX

O ambiente que envolve Frei Jorge fá-lo ver em Madalena, Manuel de Sousa e Maria um estado de espírito cheio de presságios e desgraças próximas, de que se sente quase contagiado.

[Esta cena é um aparte, com que Jorge desempenha um papel próximo do do coro da tragédia clássica, de comentador, quase como momentâneo relator de presságios. Com a saída de outras personagens também se consegue transmitir o movimento da partida e simular a passagem do tempo, criando um separador entre dois momentos do ato.]

X

D. Madalena desabafa com Frei Jorge as razões do seu desespero em relação ao dia em que decorre a ação e o seu sentimento de pecado em relação ao amor por Manuel de Sousa.

Três efemérides (e a última com um pecado em anexo)

XI

Miranda anuncia a chegada de um peregrino que vem da Terra Santa com um recado para Madalena que apenas a ela dará. Madalena decide recebê-lo.

«Venho trazer-vos recado... Um estranho recado»

XII

Frei Jorge reflete sobre o comportamento de muitos falsos peregrinos que se aproveitam da caridade dos fiéis.

Cuidado com os romeiros! (E o caso não é para menos...)

Escreve comentário com cerca de cento e vinte palavras sobre como nestas cenas V-VIII se vão reunindo as condições convenientes à tragédia que se avizinha.

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Frei Luís de Sousa

Entre Irmãos

O nacionalismo e a inflexibilidade de Manuel fizeram que a família tivesse de abandonar a residência dos Coutinhos e instalar-se no palácio que pertencera a D. João de Portugal. Este espaço, onde decorre já o ato II, é mais ______. Madalena, ao chegar à nova (velha) casa fica aterrorizada ao deparar-se com o retrato do primeiro marido. Depois, não dormiria as primeiras _____ noites. Maria ainda está orgulhosa com a atitude do pai. Gostara aliás do espetáculo que fora o incêndio da casa de Manuel.

Em parte para se ressarcir das confusões em que se metera, Tommy decide remodelar a ______ de Grace. Esta, ao chegar a casa, depara-se com as obras e uma série de amigos do cunhado, começando por reagir mal mas conformando-se rapidamente e integrando-se no ambiente jovial. Roupas de Sam (escolhidas por Grace, que parece mesmo querer desfazer-se delas) servem a um dos colaboradores, que se sujara com tinta. O caso é pretexto para chacota e brincadeira. Também as _____ colaboram nos arranjos.

No velho palácio, os retratos de D. João de Portugal, D. Sebastião e Camões ocupam a atenção de Maria, que procura satisfazer junto de Telmo a curiosidade acerca de quem está representado na primeira imagem. Telmo é _____ na sua resposta. Mas Manuel de Sousa esclarece a filha, não se coibindo de elogiar João de Portugal.

A cozinha fica como nova. No dia de aniversário de Grace, todos parecem alegres com as mudanças. Crianças estão mais confiantes e parecem dar-se bem com Tommy. Num passeio, Tommy lembra a uma delas que Sam o salvara naquele local havia muito. Já antes, um dos amigos evocara as ______ de Sam.

TPC — Lê os questionários que vou enviar (que percorrem funções sintáticas e assuntos de gramática que temos dado neste semestre).

 

 

Aula 63-64 (29 [3.ª, 5.ª], 30/jan [4.ª, 1.ª]) Correção do questionário sobre as cenas 1-4 do Ato II.

Entre as pp. 125 e 127, lê as cenas XIII-XV do segundo ato de Frei Luís de Sousa. Como fizemos na última aula, cria título-síntese expressivo para cada uma das cenas. (Deixei as três cenas anteriores para recordares o estilo que devem ter as frases-sínteses.)

X

D. Madalena desabafa com Frei Jorge as razões do seu desespero em relação ao dia em que decorre a ação e o seu sentimento de pecado em relação ao amor por Manuel de Sousa.

Três efemérides (e a última com um pecado em anexo)

XI

Miranda anuncia a chegada de um peregrino que vem da Terra Santa com um recado para Madalena que apenas a ela dará. Madalena decide recebê-lo.

«Venho trazer-vos recado... Um estranho recado»

XII

Frei Jorge reflete sobre o comportamento de muitos falsos peregrinos que se aproveitam da caridade dos fiéis.

Cuidado com os romeiros! (E o caso não é para menos...)

XIII

Encontro do Romeiro com Madalena.

 

XIV

O Romeiro vai dando a conhecer a sua identidade (ainda que os seus sinais não sejam entendidos). A revelação de que D. João está vivo é para D. Madalena a confirmação de todos os presságios de desgraça.

 

XV

À pergunta de Frei Jorge sobre a sua identidade, o Romeiro responde «Ninguém!» e identifica-‑se apontando com o bordão para o retrato de D. João de Portugal.

 

Num livro saído há sete anos — Malparado. Diários (novembro de 2012 — março de 2015), Lisboa, Tinta-da-China, 2017, pp. 56-57 —, Pedro Mexia escreveu o seguinte a propósito do final do ato II de Frei Luís de Sousa, de Almeida Garrett:

O Frei Luís de Sousa é, convenhamos, um bocado intragável. E todos se lembram da cena emblemática em que um dos protagonistas está disfarçado de peregrino, e alguém lhe pergunta: «Romeiro, quem és tu?». Ele então responde: «Ninguém». Durante mais de um século, segundo me contam, os atores paravam uns segundos, olhavam para a plateia, abriam os braços e exclamavam um «nin-guém» escandido e em maiúsculas. Era horrível, e toda a gente adorava. Um dia, um encenador checo, o Listopad, fez a peça cá, e pediu ao ator que dissesse esse «ninguém» para dentro, de um modo murmurado, quase inaudível. Toda a gente detestou, mas eu acho maravilhoso. Certo tipo de coisas só podem ser ditas como aquele ator disse «ninguém», quase para si mesmo, e não com uma ênfase exibicionista, de braços estendidos para a audiência.

Reflete, também tu, acerca da melhor forma de dizer aquele «ninguém». Fundamenta a tua opinião na interpretação desse momento da peça. (que repito em baixo).

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Frei Luís de Sousa

Entre Irmãos

Tudo parece ir compor-se. Madalena diz já estar ______ (era só receio de perder Manuel). Manuel tem de ir a Lisboa, por estar em dívida com o arcebispo. A perspetiva de ficar sozinha a uma sexta angustia Madalena, que pede a Manuel que não a deixe naquela ___ aziaga (faz anos que casou com João, conheceu Manuel, ocorreu a batalha de Alcácer Quibir). Abraçam-se. Embora Manuel prometa não demorar, Madalena fica preocupada, ansiosa.

Tudo parece ir compor-se. Grace anda mais ____ (também por ação de Tommy). Tommy vai ao banco pedir desculpa à senhora com quem agira mal. Enquanto conta a Grace essa peripécia, fica claro que se estão a apaixonar (e Grace tenta que Tommy acredite que, em adolescente, não era a miúda _____ que ele prefigurara). Beijam-se. Grace fica com má consciência, ansiosa, embora Tommy prometa não insistir.

O que é certo é que fica mesmo sozinha naquele dia (Telmo foi também com Manuel). Madalena recebe a informação de que um romeiro quer falar-lhe. Adivinhamos que é ______.

O que é certo que, passados dias, já estão ambos de novo descomplexadamente alegres (com as crianças a divertirem-se). Grace recebe um telefonema. Percebemos que é para avisar da chegada do ____.

TPC — Traz dossiê/caderno de Português, incluindo todas as folhas distribuídas e todos os trabalhos. (Por favor, não vás agora fotocopiar folhas de outrem.) Traz também livros que te tenha emprestado o ano passado.

 

 

Aula 65-66 (31/jan [1.ª, 3.ª], 1 [4.ª], 2/fev [5.ª]) Entrega do trabalho com neologismos e sua correção. Audição de «Não há duas sem três» (cfr. p. 116).

Os retratos têm função importante na peça. No final do ato I, o de Manuel de Sousa Coutinho, e no começo e no final do ato II, o de João de Portugal, são imprescindíveis à ação, condicionando as intervenções das personagens.

Escreve um comentário (de cerca de cento e cinquenta palavras) que explique esse papel relevante das duas pinturas.

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[Comentário possível:

Na cena que abre o ato II, o retrato de D. João de Portugal é um dos elementos que estabelecem a ligação com o ato anterior, que fechara com o quadro de Manuel de Sousa, em chamas.

Maria exige de Telmo a identificação da figura representada na pintura que tanto fascínio exerce sobre ela (e que aterrorizara a mãe à chegada ao palácio). Esta indagação conduz a outra função desempenhada pelo retrato, que surge ladeado pelos de D. Sebastião e de Camões, a de representar o passado.

No fim do ato, o retrato terá utilidade para o reconhecimento pedido por Madalena. Por outro lado, a melancolia profunda que Maria adivinhara no vulto representado na pintura identifica-se com o estado de espírito do Romeiro (o próprio modelo, agora «Ninguém»).]

[Comentário possível, proposto pelo manual:

Tal como na canção o sujeito enunciador se sonha «dono de um castelo» em que seria feliz com o ser amado, lutando contra «fadas», «dragões» e «demónios», também D. João, o Romeiro, foi metaforicamente o dono do seu «castelo», o palácio em que viveu com a esposa, onde protegia Madalena e a que agora, quase «por magia», regressa. No seu caso, contudo, a vontade de «acordar» pode associar-se ao desfazer da ilusão de reencontrar a sua vida e o seu casamento conforme os idealizou, uma vez que, como destaca o refrão do tema musical, viu «os dias a mudar» e o tempo alterou irreversivelmente a família que tivera no passado.]

Frei Luís de Sousa

Entre Irmãos

D. João de Portugal é identificado por Jorge, mas não por _____. Telmo reconhecerá o seu amo, embora também não ao primeiro relance. João vem velho, de vinte e um ____ passados e do duro cativeiro.

____ é bem recebido por todos, que o acolhem com amizade, com amor. Porém, vem diferente. Só passaram ____, mas foi duro o cativeiro. (E, embora só nós o adivinhemos, desgasta-o um sentimento de culpa.)

1.º semestre — alguns focos do ensino e da avaliação (que, porém, não devem ser vistos como parcelas para se chegar a uma média)


Leitura

Aula

Questionário, com escolha de sinónimos, sobre o Padre Vieira (p. 21) (aula 11-12)

 

Questionário sobre «Ler é maçada» (aula 27-28)

Questionário sobre «O cérebro dos golfinhos» (aula 33-34)

Questionário sobre «Rapinar» e «Ao encontro do preciosismo» (aula 41-42)

Questionário sobre cena II do ato I de Frei Luís de Sousa (aula 53-54)

Questionário sobre cenas I-IV do ato II de Frei Luís de Sousa (aula 61-62)

Observação direta da eficiência a resolver as tarefas com textos em todas as aulas

Escrita

Aula

Argumentos sobre emergência climática (aula 7-8)

 

Argumentos sobre jovens e causas (aula 9-10)

Introdução e conclusão a texto de opinião sobre Padre António Vieira (aula 11-12)

Sinopse de um milagre, inventado, de Santo António (aula 13-14)

Apreciação crítica de cartoon de Vasco Gargalo (aula 15-16)

Argumentos sobre animais de estimação (aula 21-22)

Louvor a animal (aula 23-24)

Parágrafo acrescentado numa apreciação crítica (aula 25-26)

Repreensões a animal (aula 27-28)

Apreciação crítica a cartazes (aula 29-30)

Apreciação crítica a cartazes de Booligan sobre poder dos média (aula 33-34)

Comentário a «Maria Albertina» (aula 37-38)

Redação de texto expositivo com conectores (aula 41-42 [ou 43-44])

Comentário à animação «O emprego» (aula 45-46)

Didascália de cenário do ato I  transposta para o século XXI (aula 47-48)

Fala de Madalena desesperada com demora de marido transposta para o XXI (53-54)

Narração por Maria da cena VII (aula 57-58)

Primeiro esboço para «A ética no desporto e na vida» (aula 59-60) [ainda não na 4.ª]

(Comple-tado em)

Casa

Respostas a «questionário de Proust» (tepecê da aula 5-6)

Criação de paratexto de livro inventado (tepecê da aula 35-36)

Acróstico sobre sermão de santo antónio aos peixes (tepecê da aula 39-40)

Criação de neologismos para substituição de empréstimos (tepecê da aula 41-42)

Conto para Correntes d’Escritas (tepecê de aula 55-56)

Reformulação do anterior (tepecê de aula 57-58)

Compreensão do oral/Expressão oral + Educação literária

Aula

Observação direta da atitude de procurar ouvir os outros com atenção (sem falar para o lado)

 

Casa

Leituras de contos (a partir do tepecê da aula 25-26)

 

Gramática

Casa

 

[Classroom:] «Por» e «Pôr» e algumas funções sintáticas (tepecê de aula 11-12)

 

[Classroom:] Texto com cinco funções sintáticas (tepecê de aula 19-20)

[Classroom:] Texto sobre escola com dez funções sintáticas (tepecê de aula 31-32)

[Classroom:] Questionário sobre funções sintáticas (tepecê de aula 61-62)

[Classroom:] Pequeno questionário sobre outros assuntos (tepecê de aula 61-62)

Aula

Observação direta da atenção nos momentos em que se trata de ouvir explicações de conteúdos

 

Assiduidade, pontualidade, material

TPC — Tentem ir lendo. Escolham, se quiserem, os autores que trouxe.

 

 

Aula 67-68 (19 [3.ª, 5.ª], 20/fev [4.ª, 1.ª]) Continuamos com Frei Luís de Sousa, de Almeida Garrett, agora no ato III.

Retomamos a leitura com a didascália que dá a conhecer o cenário (p. 131, ll. 1-15).

Esta didascália é de tipo

a) narrativo.

b) expositivo.

c) descritivo.

d) instrucional.

 

A caracterização mais apropriada ao cenário (ll. 1-15) será

a) casarão tristonho, com mobiliário religioso, de onde se avista o palácio de D. João.

b) espaço alegre, ainda que de casa modesta, à noite.

c) igreja dos dominicanos, em Almada, naturalmente com apetrechos religiosos.

d) divisão com adereços religiosos, embora pertencente ainda ao palácio de D. João.

Vai lendo agora a cena I deste ato III (pp. 132-135).

Nas primeiras falas da cena I (p. 132, ll. 16-50), Manuel exprime o desalento perante a infelicidade que lhe coube, e o irmão, Jorge,

a) lembra-lhe que Telmo ainda tem mais razões para se revoltar.

b) diz-lhe que João será ainda mais infeliz do que ele.

c) concorda que a sua tristeza terá de ser a maior de todas.

d) recomenda-lhe que use máscara, que se confine e «vai correr tudo bem».

 

Na sua fala nas ll. 55-63 (p. 133), Manuel mostra-se convicto de que Maria

a) não sobreviverá à tuberculose.

b) sobreviverá porque já foi vacinada e se adaptou bem ao E@D.

c) não resistirá à desonra que caíra sobre a família.

d) conseguirá superar o facto de se ter tornado filha ilegítima, fruto de um pecado.

 

Na fala de Jorge das linhas 47-50, os te de «não te cegues com a dor» (l. 47) e «te não pode apartar o cálix dos beiços» (l. 49) são

a) complementos diretos.

b) complementos indiretos.

c) complemento direto e complemento indireto, respetivamente.

d) complemento indireto e complemento direto, respetivamente.

 

Em termos de saúde, segundo se conclui das ll. 55-98 (pp. 133-134), Maria

a) estava sã como um pero.

b) estava agora melhor do que quando chegara de Lisboa, mas voltara a golfar sangue.

c) piorara desde a chegada, depois de ter visto o estado da mãe.

d) parecia pelo menos mais sossegada do que quando tinham chegado.

 

Na fala de Jorge nas ll. 91-93, os antecedentes das anáforas em «põe-no» (l. 92) e «Ele» são, respetivamente,

a) «coração» e «meu irmão».

b) «esse pobre coração» e «Deus».

c) «suas mãos» e «Manuel».

d) «meu irmão» e «Deus».

 

Na fala nas ll. 101-112 (p. 134), Manuel, ao mesmo tempo que lamenta o destino da filha, deixa implícito que

a) tenciona suicidar-se.

b) escolheu a vida religiosa.

c) nunca se separará da filha.

d) não se separará de Madalena.

 

«Quatro, quatro e meia» (l. 116) remete para

a) um determinado momento da madrugada.

b) um determinado momento da tarde.

c) uma banda musical.

d) quatro personagens adultas (João, Manuel, Jorge, Madalena) e uma criança (Maria).

 

«a outra desgraçada» (l. 119) tem como referente

a) Maria.

b) Doroteia.

c) Madalena.

d) a grávida da Murtosa.

 

Na linha 134 (p. 134), Benfica é metonímia de

a) Secundária José Gomes Ferreira.

b) estádio do Sport Lisboa e Benfica.

c) ordem de S. Domingos, perto do Alto dos Moinhos.

d) ordem dos Dominicanos, no sopé de Monsanto.

 

Pela fala de Jorge nas ll. 138-144 (p. 135), ficamos a saber que só conhecem a verdadeira identidade do Romeiro, até agora,

a) o arcebispo, Jorge e Manuel.

b) Telmo, Jorge e Manuel.

c) Madalena, Jorge, Manuel e Telmo.

d) Maria, Madalena, Jorge, Manuel, Arcebispo, Telmo, Arthur Cabral, Pote, Taremi.

 

Na fala de Manuel nas ll. 146-149 (p. 135), o em breve Frei Luís de Sousa indigna-se com o que, por má interpretação sua, julga ser o desejo de

a) João: ver Madalena.

b) João: falar com Telmo.

c) Telmo: beijar João.

d) João: bater em Madalena.

 

Pelas falas seguintes (ll. 153-159) percebemos que Madalena sabe que João está

a) mortíssimo.

b) vivo, mas longe, talvez na Palestina.

c) mais ou menos morto.

d) ali perto, na cela de Jorge.

 

Nas ll. 158-163, não se descarta que Madalena

a) queira voltar a casar com João.

b) fique na dúvida quanto a João estar mesmo vivo.

c) decida casar com Telmo.

d) desmascare o Romeiro.

 

Quanto a Maria, ignora o que sucedeu,

a) mas viu o estado em que ficou Madalena e Telmo vai contar-lhe tudo.

b) mas viu o estado em que ficou Madalena e Jorge teme que adivinhe o motivo.

c) vai continuar decerto na ignorância de tudo.

d) mas vai sabê-lo pelas redes sociais.

No monólogo na cena IV (pp. 137-138), Telmo expressa várias emoções. Explica-as.

Telmo mostra-se confuso, repartido entre ________ díspares. Pressente que vai saber _______ sobre D. João de Portugal, por quem esperava havia vinte e um anos. Ao mesmo tempo, preocupa-o agora ______, por quem foi ganhando tanta devoção que já ultrapassa a que tinha pelo antigo amo. Este debate leva-o a pedir a Deus a própria _______, adiando assim «algum tempo» a da frágil Maria.

Recorda as falas finais do ato II («Jorge — Romeiro, romeiro, quem és tu? / Romeiro (apontando com o bordão para o retrato de D. João de Portugal) — Ninguém!»). Identifica o paralelismo com cena V do ato III (p. 138, ll. 48-50), destacando também as diferenças.

. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .

[solução possível: A pergunta de Telmo («Romeiro, quem és tu?») repete a penúltima fala do ato II, por Jorge. A resposta do Romeiro fora então «Ninguém», que, no seu minimalismo, era sentida mais crua e tragicamente. Desta vez, ao responder «Ninguém, se nem já tu me conheces!», se é certo que se mantém o tom desiludido, ao nomear-se o aio há já um esclarecimento implícito e uma abertura à continuação do diálogo, logo uma possibilidade de aproximação que era coartada a Jorge no final do ato II.]

Na cena V (pp. 138-140), como reage o Romeiro ao tomar conhecimento das diligências de D. Madalena aquando do seu desaparecimento?

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[solução possível: Ao saber que Madalena («a mais virtuosa dama que tem Portugal») o fizera procurar insistentemente, e tudo fizera para, se possível, o resgatar, D. João fica arrependido de vir destruir a família entretanto constituída e pede a Telmo que negue o que dissera o Romeiro, que atribua essas alegações a uma conspiração dos inimigos de Manuel.]

Explica a evolução do estado de espírito do Romeiro na cena VI (p. 144).

Ao ouvir Madalena, de fora, chamar pelo «______», João de Portugal tem a ilusão de que ela se lhe dirija. Há por isso um breve embevecimento, um regresso efémero da esperança de uma paixão. O vocativo «________» desfaz o engano e João, após uma primeira reação que implicava revelar-se a Madalena, retoma, já mais racionalmente, a disposição com que se comprometera com _______.

Já vimos na última aula o trecho de Entre Irmãos a que se reporta a tabela:

Frei Luís de Sousa

Entre Irmãos

Manuel sabe que regressou o primeiro marido da mulher (ao contrário de Madalena). Se chega a revoltar-se, logo percebe a _____ dessa atitude relativamente a João (não há rivalidade, há assunção da ilegitimidade da sua situação).

Atitude de Tommy relativamente a Sam é de amizade, de respeito, de quem se propõe sinceramente _____ o irmão (não é de rivalidade, mesmo se não há assunção de arrependimento por «flirt» com Grace).

Telmo hesita entre a devoção ao antigo amo e a consciência de que o seu regresso vem lançar a _______ sobre Maria, que considera já como uma segunda filha.

Frank parece não querer tomar consciência de que Sam não está bem, defendendo que os fuzileiros estão ________ para as situações que o filho terá vivido no Afeganistão.

João/Romeiro ainda confunde palavras de Madalena dirigidas ao marido com a possibilidade de ela se lhe dirigir com paixão, mas, desfeita essa _______, sente-se como um intruso que veio destruir uma família.

Sam adivinhou o que se passara e começou por dizer ao irmão aceitá-lo sem ressentimento, mas, passada essa fase inicial, sente-se agora como um intruso que veio constranger a ________ que se instalara na família.

D. João pede a Telmo que diga a todos que o romeiro não passava de um _______.

Uma das miúdas diz ao pai que preferia que ele não tivesse _______.

TPC — Lança na Classroom, a que serás chamado no final da aula, o texto emendado (e acrescentado, se for o caso) sobre «Ética na vida e no desporto» que te devolvi hoje.

 

 

Aula 69-70 (21 [3.ª, 1.ª], 22 [4.ª], 23/fev [5.ª]) Correção de questionário de compreensão feito na última aula (ver Apresentação).

Nas cenas VII e VIII (pp. 144-145) do ato III, a atitude de Madalena contrasta com a de outras personagens, a cujos argumentos acabará por se render já na cena IX (pp. 145-146). Explica esta evolução.

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[solução possível: Madalena, que não identificara o Romeiro com o antigo marido, ainda se procura convencer com a possibilidade de a notícia assim trazida não ser verdadeira. Ao contrário, Manuel, ciente dos factos, acolhe a mulher com frieza, o que a admira. Jorge, que já dissuadira Telmo de avançar com a estratégia combinada com o Romeiro, também chama à razão a cunhada. Manuel sintetiza (não sem ter de se conter no desejo de dar um último abraço a Madalena): as mortalhas de religiosos são o que lhes resta. Este percurso de Madalena, da ilusão que lhe permitiam as dúvidas até à resignação, por se confrontar com a decisão já tomada pelos outros, torna-se mais dramático.]

Comprova a adequação do estado de espírito de Maria através dos recursos estilísticos na fala, na cena XI, das linhas 23-43 (p. 148).

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[solução possível: O estado de prostração e agonia de Maria é bem vincado pela abundância de exclamações, repetições, interrogações retóricas, pausas, frases suspensas, vocativos.]

Comenta o simbolismo do cenário do ato III (cfr. p. 131).

. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .

[solução possível: O cenário do ato III, embora represente ainda uma parte do palácio de D. João de Portugal, é agora, mais do que apenas sombrio e fechado, subitamente despojado e nu («sem ornato algum»). O espaço, se antes favorecera a angústia, o medo, adequa-se agora à derrota, à prostração. Elementos decorativos característicos dos ambientes religiosos (ciriais, cruz, hábito, etc.) justificam-se por o palácio comunicar com a capela dos dominicanos e antecipam o destino dos protagonistas, a renúncia à vida secular.]

Qual é o verdadeiro herói da peça? [Fulano é a personagem mais admirável + Argumento]

. . . . . . . . . . . . é a personagem mais admirável, porque . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .

Em função disso, a peça deveria intitular-se . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .

Frei Luís de Sousa

Entre Irmãos

Madalena debate-se entre dúvidas, entrevê possibilidades de solução benigna, apela aos outros, estranha reações frias. (Nem ______ nem Jorge a esclarecem ou ajudam muito.)

Sam vive em conflito interior, mostra-se esquivo, agride-se e agride os outros, porque pretende desabafar. (Só ______ percebe que ele tem alguma pena a remir.)

Final é trágico (quando Madalena hesita, e _____ e João combinam estratégia salvadora, os irmãos Manuel e ______ impedem uma solução contemporizadora).

Final só por pouco não é trágico (na cena do desespero-quase-suicídio de ______, ação do irmão _______ é crucial para se poder evitar desfecho mortal).

Expiação da culpa é obtida por ingresso na vida _______ e por _______ de Maria.

Expiação da culpa é obtida pelo _______ e pela _______ a Grace.

Final é relativamente fechado, embora haja pontos por esclarecer (destino de João). Abre-se para os protagonistas um novo ciclo, puramente religioso (mas essa já não é a história contada no drama — mesmo se, historicamente, quase só agora comece o escritor ________).

Final é _______. (Não fica claro o desfecho. Supõe-se para breve a recuperação da felicidade anterior da família?)

TPC [Questionários sobre funções sintáticas e sobre outros assuntos de gramática são ainda para ser feitos por quem não os fez no 1.º semestre.]

 

 

Aula 71-72 (26 [3.ª, 5.ª], 27/fev [1.ª, 4.ª]) Depois de, na p. 77, leres os trechos D e E, resolve o item 5:

5. [Circunda a expressão certa:] O facto de Frei Luís de Sousa se inspirar numa figura real / fictícia cuja história era conhecida na época de Garrett levou o autor a explorar o desenlace / as categorias dramáticas da peça.

Depois de leres a «Memória ao Conservatório Real» (pp. 78-79), resolve 6 e 7:

6. ____________.

7. [Põe à frente T ou D:]

assunto e figuras nacionais (ll. 2-4, 12-13) | ___

recurso à prosa (ll. 23-27) | ___

patriotismo (personificado em Manuel e presente nas crenças sebastianistas de Maria e Telmo) | ___

reduzido número de personagens, e de elevado estatuto social (ll. 37-39) | ___

desenlace trágico (catástrofe) (ll. 6-10) | ___

simplicidade da ação (ll. 5, 36-39) | ___

intenção pedagógica (instruir o povo) | ___

união temática entre o passado e o presente | ___

sentimentalismo exacerbado (de Madalena) | ___

escasso recurso a expedientes melodramáticos (ll. 39-41) | ___

Na p. 80, podes relancear o que se diz sobre drama romântico; e, nas pp. 151 e 152, o que se diz sobre tragédia.

Visto o sketch (série Lopes da Silva), completa com drama (2), tragédia (2), gravidade, fatalidade, elevado, temor, Destino.

A peça Macbeth, de William Shakespeare, é uma tragédia, escrita nos inícios do século XVII.

O sketch «William Shakespeare’s MacDonald» aproveita alguns dos seus motivos (as personagens de alta estirpe, Macbeth e Lady Macbeth, tornadas MacDonald e Lady MacDonald; as bruxas; as profecias), mas altera elementos importantes da intriga. Essas reformulações fazem perigar o tom _______ que é de regra nas tragédias. O tópico dos «hambúrgueres», a convocação do campo lexical da alimentação (quer da comida rápida quer dos pratos tradicionais), uma interrupção das bruxas para perguntarem «como é que vai o nosso Benfica?», o registo popular-familiar aqui e ali («bom dinheirinho», «chicha», «o um-dois-três», «saudinha») contradizem a _______ habitual na tragédia. A tragédia deve ser suscetível de suscitar, simultaneamente, compaixão e ______, o que é contrariado pelos temas desta falsa obra de Shakespeare.

Para o seu Frei Luís de Sousa, Almeida Garrett preferiu a etiqueta «_______», porque pretendia, aproveitando embora um clima idêntico ao de uma ________, poder incumprir algumas das regras típicas daquele género teatral (sobretudo em aspetos formais — a unidade do espaço e do tempo, a escrita em verso). Dirá o autor que o Frei Luís de Sousa, quanto à índole, seria uma _______; quanto à forma, um _______.

No sketch é quase ao contrário: os aspetos formais (de toilette, digamos) da tragédia parecem mais preservados; é o conteúdo que é sobretudo pervertido). O desfecho — que, numa tragédia, é sempre carregado de _______, imposto pelo _______, pelo Fatum — é que também não se concretiza, como conclui a putativa rainha do MacDonald: «Que raio de mariquinhas me saíste!».

Nas pp. 142-143, dá um relance aos esquemas que te recordarão as várias «coesões». Resolve Praticar (fim da p. 143), escrevendo aqui, por extenso, o tipo de coesão pertinente:

(A) «Tinha um pressentimento do que havia de acontecer... parecia-me que não podia deixar de suceder...» (ll. 27-28) | _____

(B) «Vou saber novas certas dele, no fim de vinte anos de o julgarem todos perdido» (ll. 31-32) | ______

(C) «E que pedisse por ele! ou por outrem, porque não me há de ouvir Deus, se lhe peço a vida de um inocente?» (ll. 45-46) | _____

(D) «E quem te disse que ele o era?» (l. 47) | _____

(E) «– Há de me pesar da vossa vida? [...] – E porque não, se já me pesa a mim dela, se tanto me pesa ela a mim?» (ll. 65-66) | _____

(F) «E contudo, vinte anos de ausência e de conversação de novos amigos fazem esquecer tanto os velhos!» (ll. 69-70) | _____

(G) «E é verdade isso? É verdade que por toda a parte me procuraram, que por toda a parte… ela mandou mensageiros, dinheiro?» (ll. 81-82)» | ______

(H) «Senhor, senhor, não tenteis a fidelidade do vosso servo!» (l. 90) | ______

Na p. 146, resolve os dois itens de gramática (ainda sobre coesão textual):

1. ________

2. ________

Depois de revermos curto trecho de série biográfica sobre Garrett (cerca dos minutos 13-16), completa:

Frei Luís de Sousa

(Almeida Garrett)

Birdman, ou a inesperada virtude da ignorância

(Alejandro Iñárritu)

Peça, escrita por Almeida Garrett, aproveita história, em parte, ______ e já abordada por outros autores.

Peça dentro do filme é adaptação — do próprio Riggan? — de obra de _______, De que falamos quando falamos de amor.

Garrett preocupou-se muito com a boa receção da peça: fez ele próprio uma primeira leitura da peça no Conservatório, em 1843, acompanhada de um texto teórico («Memória ao ______ Real»). No mesmo ano fez ainda outra leitura mais familiar.

Riggan Thomson preocupa-se com o sucesso da peça, que vê como redentora, a forma de deixar de ser identificado apenas com o ator de Birdman. Nas leituras do original entre atores, aconselha, vigia; ansioso, acaba por ______ um dos atores que considerava inábil.

Na primeira representação, ainda em 1843, no teatro da Quinta do Pinheiro (o atual Teatro Tália) e em contexto quase familiar, Garrett representou o papel de _______ (e terá sido decerto também o encenador).

O herói do filme desempenha um papel na peça e é também o _______, mas logo nas primeiras representações (ensaios ainda perante público: ensaios gerais, ante-estreias) é desautorizado pelo ator que contratara.

A segunda representação foi no Teatro do ______ (por profissionais), em 1847, e em 1850 a peça subiu ao palco do Teatro Nacional.

Todo o filme se passa num teatro da ______, vista como o desafio máximo na carreira dos atores e na avaliação do sucesso de uma peça.

Tese — Frei Luís de Sousa é uma obra moderna.

Argumento 1 — . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .

Exemplo 1 — . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .

Exemplo 2 —  . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .

Tese — Frei Luís de Sousa é uma obra moderna. (ou Frei Luís de Sousa é uma obra ultrapassada.)

Argumento 2 (ou 1) — . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .

Exemplo 1 — . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .

Exemplo 2 — . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .

TPC — Se ainda for caso disso, envia a passagem a limpo de texto sobre ética no desporto.

 

 

Aula 73-74 (28 [3.ª, 1.ª], 29/fev [4.ª], 1/mar [5.ª]) Correção de trabalho em aula sobre título.

Na p. 107, vê a crónica de Miguel Esteves Cardoso «Portugal: o melhor país do mundo para portugueses e estrangeiros». Na margem direita identifica-se a estrutura argumentativa deste «artigo de opinião». Destacam-se a tese — ‘ser português é ser capaz de pensar que Portugal é o pior país do mundo’ —, os argumentos que a fundamentam (e, mais ou menos, os exemplos que lustram cada argumento).

Explica os seguintes trechos (em que se procura tornar o discurso leve, brincalhão). No fundo, irás explicar de que decorre o efeito de quase-ironia:

[ll. 1-2:] «tão poucas palavras, tanto verbo querer» — . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . ..

[ll. 12-14:] «os políticos não conseguiram até hoje arranjar maneira de vendê-las ou estragá-las de uma vez por todas» —  . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . ..

[ll. 27-29:]  Portugal não é mau, porque «[é] de longe o país com mais pessoas portuguesas e mais coisas portuguesas» — Assume-se como mérito do país o que é uma condição obrigatória, faz-se uma tautologia: haver em Portugal portugueses.

[l. 31:] «Não, não é um paraíso. É um país» — . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .

Responde aos itens 1 a 3 da p. 108:

1. ___

2. ___

3. ___

Na p. 149, resolve os itens de Gramática (1 a 4):

1. _________________

2. _________________

3. _________________

4. _________________.

Depois de ouvirmos o começo  de episódio de A Alma e a Gente (de José Hermano Saraiva, que, por vezes, é um pouco ligeiro), completa a tabela.

O que se tem considerado factual

A Alma e a Gente

(José Hermano Saraiva)

Frei Luís de Sousa 

(Garrett)

Manuel de Sousa Coutinho

______ de Sousa Coutinho

_____ de Sousa Coutinho

Antes do casamento, teve vida agitada (esteve preso, conheceu Miguel Cervantes).

Antes do casamento, teve vida galante, agitada, aventureira, um tanto irresponsável (esteve preso, conheceu Miguel Cervantes; teria sido negociante; andou até pela ____).

Nada nos é dito, mas não se adivinha passado irresponsável e, muito menos, ao serviço dos Filipes.

Prestara serviços a Filipe II de Espanha; depois, terá cargos oficiais.

É caracterizado como ferozmente ____; decerto não aceitaria cargos.

Casa-se com Madalena.

Casa-se, por ___, com Madalena.

Casa-se, por amor, com Madalena.

Filha de Manuel e Madalena chama-se Ana de Noronha.

Filha de Manuel e Madalena tem o apelido ____.

Filha de Manuel e Madalena chama-se ___ de Noronha.

Depois da morte da filha, torna-se religioso (como Frei Luís de Sousa) e dedica-se à escrita.

A certa altura, desgostoso, torna-se religioso (como ___) e dedica-‑se à escrita.

Por o seu casamento não ser legí-timo porque ____ estava vivo, torna-se religioso (como Frei Luís de Sousa) e dedica-se à escrita.

Classifica as orações sublinhadas:

Amar pelos dois

(Luísa Sobral; interpret.: Salvador Sobral)

 

Se um dia alguém perguntar por mim,     ___________

Diz que vivi para te amar.     ____     ____________

Antes de ti, só existi

Cansado e sem nada para dar.

 

Meu bem, ouve as minhas preces:

Peço que regresses, que me voltes a querer.    ____    _________

Eu sei que não se ama sozinho,

Talvez devagarinho possas voltar a aprender.

 

Meu bem, ouve as minhas preces:

Peço que regresses, que me voltes a querer.

Eu sei que não se ama sozinho,    _______    __________

Talvez devagarinho possas voltar a aprender.

 

Se o teu coração não quiser ceder,    ______________

[Se] Não sentir paixão, [Se] não quiser sofrer

Sem fazer planos do que virá depois,

O meu coração pode amar pelos dois.    _____________

 

Aproxima o «Ninguém» do padeiro da crónica de Rubem Braga e o «Ninguém» do Romeiro de Frei Luís de Sousa.

Rubem Braga, «O Padeiro», Desculpem tocar no assunto. Crónicas escolhidas, Lisboa, Tinta-da-china, 2023, pp. 143-144:

O padeiro

Levanto cedo, faço minhas abluções, ponho a chaleira no fogo para fazer café e abro a porta do apartamento — mas não encontro o pão costumeiro. No mesmo instante me lembro de ter lido alguma coisa nos jornais da véspera sobre a «greve do pão dormido». De resto não é bem uma greve, é um lockout, greve dos patrões, que suspenderam o trabalho noturno; acham que obrigando o povo a tomar seu café da manhã com pão dor­mido conseguirão não sei bem o que do governo.

Está bem. Tomo o meu café com pão dormido, que não é tão ruim assim. E enquanto tomo café vou me lembrando de um homem modesto que conheci antigamente. Quando vinha deixar o pão à porta do apartamento ele apertava a campainha, mas, para não incomodar os moradores, avisava gritando:

— Não é ninguém, é o padeiro!

Interroguei-o uma vez: como tivera a ideia de gritar aquilo?

«Então você não é ninguém?»

Ele abriu um sorriso largo. Explicou que aprendera aquilo de ouvido. Muitas vezes lhe acontecera bater à campainha de uma casa e ser atendido por uma empregada ou outra pessoa qualquer, e ouvir uma voz que vinha lá de dentro perguntando quem era; e ouvir a pessoa que o atendera dizer para dentro: «não é ninguém, não senhora, é o padeiro.» Assim ficara sabendo que não era ninguém...

Ele me contou isso sem mágoa nenhuma, e se despediu ainda sorrindo. Eu não quis detê-lo para explicar que estava falando com um colega, ainda que menos importante. Naquele tempo eu também, como os padeiros, fazia o trabalho noturno. Era pela madrugada que deixava a redação de jornal, quase sempre depois de uma passagem pela oficina — e mui­tas vezes saía já levando na mão um dos primeiros exempla­res rodados, o jornal ainda quentinho da máquina, como pão saído do forno.

Ah, eu era rapaz, eu era rapaz naquele tempo! E às vezes me julgava importante porque no jornal que levava para casa, além de reportagens ou notas que eu escrevera sem assinar, ia uma crônica ou artigo com o meu nome. O jornal e o pão estariam bem cedinho na porta de cada lar; e dentro do meu coração eu recebi a lição de humildade daquele homem entre todos útil e entre todos alegre; «não é ninguém, é o padeiro!»

E assobiava pelas escadas.

. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .

Tese — ‘Portugal é o pior país do mundo’.

Argumento 1 — . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .

Exemplo(s) — . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .

Argumento 2 — . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .

Exemplo(s) — . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .

TPC — Escreve os dois argumentos e respetivos exemplos para a tese ‘Portugal é o pior país do mundo’ (usa a folha da aula).

 

 

Aula 75-76 (4 [3.ª, 5.ª], 5/mar [4.ª, 1.ª]) Os autores do 2.º semestre; aspetos narratológicos de Amor de Perdição.

Tem o livro aberto na p. 170 (é já o Amor de Perdição, de Camilo Castelo Branco). Usa só essa página. Vai lendo e circundando a melhor alínea de cada item.

Nas ll. 1-3, o narrador é

a) Camilo Castelo Branco e omnisciente.

b) homodiegético, identificável com Simão.

c) homodiegético.

d) Simão Botelho.

 

Nas ll. 4-10, transcreve-se

a) o que disse Simão.

b) documento da responsabilidade de Filipe Moreira Dias, que identifica um preso.

c) o que escreveu Camilo Castelo Branco ao entrar na Cadeia da Relação.

d) texto do filho de Domingos José Correia Botelho e Dona Rita Preciosa Caldeirão Castelo Branco.

 

A nota à margem «Foi para a Índia em 17 de março de 1807» (l. 12) teria sido escrita por

a) Filipe Moreira Dias.

b) alguém da cadeia mesmo que já não Filipe Moreira Dias.

c) Simão Botelho.

d) Camilo Castelo Branco.

 

À data da entrada na cadeia, Simão tinha

a) menos de dezasseis anos.

b) dezoito anos.

c) dez aninhos.

d) vinte anos.

 

Em «Não seria fiar demasiadamente na sensibilidade do leitor» (l. 13), «na sensibilidade do leitor» desempenha a função sintática de

a) complemento do nome.

b) complemento oblíquo.

c) complemento direto.

d) complemento indireto.

 

No parágrafo correspondente às ll. 15-21, o narrador mostra-se

a) irónico.

b) sinceramente compungido.

c) irritado.

d) alegre.

 

Em «dos braços de mãe» (l. 17), «de mãe» desempenha a função sintática de

a) complemento do adjetivo.

b) complemento do nome.

c) complemento oblíquo.

d) sujeito.

 

No parágrafo constituído pelas ll. 22-23, o narrador tem como narratários (isto é, destinatários da narração)

a) homens e mulheres, portugueses e portuguesas, não os tratando de modo discriminatório.

b) homens e mulheres, considerando estas, ironicamente, como seres capazes de se emocionar com histórias inventadas.

c) talvez prioritários as leitoras, que considera as únicas suscetíveis de se sensibilizarem com o destino de Simão.

d) homens e mulheres, discriminando-os, pois que considera irem ser tocados, em grau diferente, pela história de Simão.

 

«Amou, perdeu-se, e morreu amando» (l. 24) sintetiza a vida de Simão Botelho, herói romântico de Amor de Perdição. Se quiséssemos formular uma síntese semelhante para Manuel de Sousa Coutinho, era acertado escrever

a) «Amou, perdeu-se, morreu e deixou de amar, viveu de novo».

b) «Amou, perdeu-se, e morreu amando».

c) «Nunca amou, perdeu-se, e viveu amando».

d) «Não amou, perdeu-se, encontrou-se, morreu amando».

 

«essa» (l. 27) é

a) uma anáfora que tem como termo antecedente «a mulher [...] misericórdia» (ll. 25-27).

b) anáfora de «a minha leitora» (l. 27).

c) palavra homónima de «Eça».

d) catáfora de «história» (l. 25).

 

Os segmentos «a minha leitora» e «a carinhosa amiga de todos os infelizes» (l. 27) são

a) modificadores restritivos do nome.

b) modificadores apositivos do nome.

c) sujeito.

d) complemento direto e predicativo do complemento direto.

 

Tirando as três primeiras palavras, todo o parágrafo nas ll. 25-29 é, em termos de figuras de estilo (recursos estilísticos ou expressivos),

a) hipérbole.

b) metáfora.

c) interrogação retórica.

d) ironia.

 

«aquelas linhas» (ll. 30-31) remete para

a) «Chorava, chorava!» (l. 30).

b) todo o parágrafo das ll. 25-29.

c) «Amou, perdeu-se, e morreu amando» (l. 24).

d) a citação feita nas ll. 4-10.

 

A palavra «verão» (l. 32), em termos de classificação de classe, é

a) verbo (futuro do indicativo de «ver»).

b) verbo (futuro do indicativo de «vir»).

c) verbo (presente do indicativo de «var»).

d) nome (significando ‘estação do ano que antecede o outono e sucede à primavera’).

 

Em «A tempo verão se é perdoável o ódio» (l. 32), a oração subordinada substantiva completiva «se é perdoável o ódio» desempenha a função sintática de

a) sujeito.

b) predicado.

c) complemento direto.

d) complemento oblíquo.

 

Em «se é perdoável o ódio» (l. 32), «o ódio» desempenha a função sintática de

a) complemento direto.

b) complemento oblíquo.

c) sujeito.

d) complemento indireto.

 

Em «das sentenças que eu aqui lavrar contra a falsa virtude de homens» (ll. 33-34), «que» é

a) complemento direto.

b) complemento oblíquo.

c) sujeito.

d) complemento indireto.

 

Em «das sentenças que eu aqui lavrar contra a falsa virtude de homens» (ll. 33-34), o narrador anuncia ir

a) defender a sua honra, em tribunal, contra a falsa virtude dos que se lhe opuserem.

b) criticar a hipocrisia dos homens que, por questões de honra, atuem barbaramente.

c) lavrar sentenças em defesa da sua honra, contra os homens falsos e sem virtude.

d) atacar os que, por sua honra, atuem contra a virtude, como bárbaros.

 

A «Introdução» de Amor de Perdição visa dar o pretexto para, a partir do presente do narrador (1861, na cadeia da Relação, no Porto), inserir uma narrativa «encaixada» passada meio século antes e que vai ocupar todo o resto do livro (logo a partir do início do cap. I).

Nesta «Introdução» (p. 170) há doze linhas que servem para dar conta de um documento encontrado; e segue-se, nas ll. 13-34, uma espécie de síntese da história encaixada que vai ser relatada a propósito dessa descoberta.

Depois, no cap. I (p. 172), começa a história encaixada, passada meio século antes.

Cria um texto que inclua

(i) relato do encontro do narrador (homodiegético) com algum testemunho (convém que não seja um registo da cadeia) que levará a que se conte uma história;

(ii) síntese/comentário a essa narrativa encaixada que se vai contar;

(iii) início — apenas uma linha ou duas — do cap. I (o início da tal narrativa que a descoberta do testemunho fez que o narrador quisesse contar).

. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .

Classifica quanto à função sintática os constituintes sublinhados:

Anda estragar-me os planos

(Salvador Sobral)

 

Ah, faltam-me as saudades e os ciúmes,    ___________

Já tenho a minha conta de serões serenos,

Quero ir dançar.    _________

 

Sei por onde vou,    _________

É o melhor caminho,

Não deixo    nada    ao acaso;    c. direto | _______

Por favor, anda trocar-me o passo.

 

Tenho uma rotina

Para todos os dias,    ________

Há de durar muitos anos;

Por favor, anda estragar-me os planos.    _________

 

Tira os livros da ordem certa,

Deixa   a janela do quarto   aberta,    c. direto | _______

Faz-me esquecer que amanhã vou trabalhar.    _______

 

Ah, faltam-me as saudades e os ciúmes,

 tenho a minha conta de serões serenos,    _______

Quero ir dançar.

 

Um, dois...

Ah, faltam-me as saudades e os ciúmes,    _______

Já tenho a minha conta de serões serenos,

Tardes tontas, manhãs mecânicas,    _______

Eu quero é ir dançar.

TPC — [A alguns alunos apenas foi marcado trabalho de escrita para Olimpíadas da Cultura Clássica.]

 

 

Aula 77-78 (6 [3.ª, 1.ª], 7 [4.ª], 8/mar [5.ª]) Correção do questionário de compreensão sobre «Introdução» de Amor de Perdição (ver Apresentação).

Na p. 172 temos o começo do cap. I de Amor de Perdição. O narrador traça a biografia de Domingos Botelho, o pai do herói do livro, Simão Botelho. Embora verosímeis, são parágrafos levemente irónicos, quase caricaturais. Domingos Botelho tem características de personagem original, castiça.

Focando-te nos três primeiros parágrafos, cria biografia de personagem ficcionada (mas verosímil) suscetível de caricatura, nascida no séc. XX. Mantém três parágrafos. Predominarão: no 1.º parágrafo — nomes, casamento, dados do cônjuge e de ascendentes; no 2.º parágrafo — namoro, retrato um pouco caricatural; no 3.º parágrafo — vocação (especialidade). Mantém também, grosso modo, o sistema de coesão temporal.

Não se devem repetir expressões do original (o vosso texto pode, e deve, ser paralelo, equivalente, mas sem usar as mesmas frases).

. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .

Faz corresponder expressões (1-6) e processos de coesão (a-f):

1. = ___; 2. = ___; 3. = ___; 4. = ___; 5. = ___; 6. = ___.

1. "A dama do paço não foi ditosa com o marido. Molestavam-na saudades da corte"

2. "A dama do paço não foi ditosa com o marido. Molestavam-na saudades da corte"

3. "A dama do paço não foi ditosa com o marido. (...) Este desgostoso viver, porém, não empeceu que se reproduzissem em dois filhos e três meninas."

4. "Molestavam-na saudades da corte"

5. "Este desgostoso viver, porém, não empeceu que se reproduzissem em dois filhos e três meninas."

6. "Este desgostoso viver, porém, não empeceu que se reproduzissem em dois filhos e três meninas. O mais velho era Manuel, o segundo Simão; das meninas uma era Maria"

a. coesão lexical (por reiteração).

b. coesão lexical (por sinonímia).

c. coesão referencial.

d. coesão frásica (por concordância).

e. coesão interfrásica.

f. coesão temporal (por ordenação correla­tiva dos tempos verbais).

 

Sorteio da Liga dos Campeões

               Pote 1 — os que, o ano passado, chegaram aos quartos de final da Liga dos Campeões.

Turma 1              Laura, Matilde Ch., Cecília, Margarida, Bea, Miguel, Neves, Cristian

Turma 3              Helena, Carlos, Letícia, Leonor, Ribeiro, Eduardo, Joana, Rodrigo

Turma 4             Gonçalo, Lourenço, Marta, Margarida R., Afonso, Joana C., Ranya, Joana B.

Turma 5              Matias, Giuliana, Frederico, José, Rosa, Tiago M., Miguel, Salvador

 

               Pote 2 — os que, o ano passado, chegaram aos oitavos de final da Liga dos Campeões.

Turma 1              Alice, Bia, Constança, Joana, João, Leonor, Inês

Turma 3              Mariana, Gonçalo, Bia B., Tiago N., Ana, Artur, Carolina, Henrique

Turma 4             Margarida N., Santiago, Sofia, Miguel, Carolina, Leonor Maria, Mariana A., Francisco

Turma 5              Gonçalo S., Rafaela, André, Rita, Leonor, Ana, Rodrigo

 

               Pote 3 — os que, o ano passado, chegaram aos quartos de final da Liga Europa.

Turma 1              Matilde S., Mada, Tiago, Duarte, Clara

Turma 3              Bea, António, Carol, Afonso, Anna, Marta, André

Turma 4             Martim, André, Mariana R., Sarah, Manuel, Rafa, Leonor

Turma 5              Duarte, Tomás, Tiago C., Matilde, Luna, João

 

               Pote 4 — os que não estão nas condições definidas antes.

Turma 1              Anastacia, Jair, André, Rodrigo

Turma 3              Tiago E., D. Augusto, Diogo

Turma 4             João, Eliana

Turma 5              Guilherme, Gonçalo F., Leo

Liga dos Campeões — constituição dos grupos

Grupo A

Grupo B

Grupo C

Grupo D

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Posteriormente, a classificação resultará das pontuações de vários «jogos» (leituras). Serão apurados para a fase final da Liga dos Campeões os quatro primeiros de cada grupo, seguindo-se eliminatórias (A1 × B4; B1 × A4; ...). Restantes clubes (alunos) ficam apurados para a Liga Europa, nesta se incorporando também os eliminados nos oitavos da Champions.

 

Classifica as orações sublinhadas:

Balada Astral (Miguel Araújo)

Quando Deus pôs o mundo    Subordinada __________

E o céu a girar,

Bem lá no fundo    Subordinante

Sabia que, por aquele andar,    Subordinada __________

Eu te havia de encontrar.

 

Minha mãe, no segundo _________

Em que aceitou dançar,    Subordinada adjetiva _________

Foi na cantiga

Dos astros a conspirar

E do seu cósmico vagar.

 

Mandaram teu pai

Sorrir para a tua mãe,

Para que tu    Subordinada ___________

Existisses também.

 

Era um dia bonito

E, na altura, eu também,

O infinito

Ainda se lembrava bem

Do seu cósmico refém.

 

E eu, que pensava

Que ia só comprar pão,    Subordinada __________

E tu, que pensavas

Que ias só passear o cão,

A salvo da conspiração,

 

Cruzámos caminhos,    Coordenada

Tropeçámos no olhar    Coordenada __________

E o pão, nesse dia,    Coordenada __________

Ficou por comprar.

 

Ensarilharam-se as trelas dos cães,

Os astros, os signos,

Os desígnios, as constelações,

As estrelas, os trilhos,

E as tralhas dos dois.

TPC — Prepara leitura em voz alta, expressiva, de seis dos doze sonetos de Antero de Quental (cfr. folha que distribuí e que deves passar a trazer sempre). Se o teu número na turma é par, prepararás os sonetos pares (2, 4, 6, 8, 10, 12); se tiveres número ímpar, ensaiarás os textos 1, 3, 5, 7, 9, 11.

 

 

Aula 79-80 (11 [3.ª, 5.ª], 12/mar [4.ª, 1.ª]) Correção de argumentos sobre «Portugal é o pior país do mundo».

Audição de «Lugares Comuns», episódio sobre ‘cavaleiro andante’

Vai completando esta análise de «O Palácio da Ventura», de Antero de Quental, que podes ler na p. 280 do manual:

Quanto à forma, a composição (dois quartetos e dois tercetos) é um _____.

O metro é _____ (podes experimentar com o v. 1: So | nho | que | sou | um | ca | va | lei | r’an | dan), como é comum nos sonetos.

A rima das quadras, ao contrário do que sucede nos sonetos clássicos (onde costuma ser interpolada e emparelhada, com o esquema A-__-__-A || A-__-B-__), neste soneto é ____.

Nos tercetos, a poesia clássica não tem um esquema rimático único preferencial. No caso de «O Palácio da Ventura» o que temos é: C-C-__ || __-__-__.

Faz corresponder as sínteses A a D aos versos:

A — Desalento pelo insucesso = vv. 5-__

B — Renascimento da esperança = vv. __-__

C — Deceção final = vv. __-__

D — Entusiasmo = vv. __-__

Se descartarmos uma forma de Imperativo («____», v. 11), todo o poema usa um único tempo verbal, o ____ do Indicativo.

Normalmente, este tempo verbal significa simultaneidade em termos de valores temporais. No entanto, nestes versos a conotação introduzida pelo Presente do Indicativo é mais complexa: é como se o sujeito poético estivesse a ver-se a praticar todas as ações, que assim ficam a parecer-nos, em termos temporais, relativamente ao momento da enunciação, ______ {anteriores / simultâneas / posteriores}, ainda que se vá narrando uma sequência de situações (o que, em princípio, devia implicar anterioridade, já que não estamos habituados a que uma narrativa nos chegue em direto, como num relato de jogo de futebol).

Voltemos à única forma do Imperativo. Que valor temporal conotará? Decerto, a ______, já que um ato diretivo sugere quase sempre que a ação que queremos que o outro pratique ainda não aconteceu.

Passemos aos valores aspetuais. Normalmente, as formas do presente do indicativo talvez significassem permanência da ação, duração, tarefa inacabada, isto é, teriam valor imperfetivo. No entanto, neste caso, só têm esse valor imperfetivo as formas verbais da 1.ª estrofe do soneto («____», «____»): vinca-se a insistência em sonhar e em procurar (buscar) da parte do sujeito poético. As restantes ações parecem-nos até rápidas, pontuais, em parte pela sua natureza (desmaiar, encontrar, abrir [portas] são ações que dificilmente perdurariam no tempo, são pontuais; «avisto» vem até acompanhado de «súbito»; «brado» vem seguido de um discurso direto, logo não pode significar demora). Há também uma forma com valor genérico («___», v. 10) e um verbo que podemos considerar ter valor _____ já que supõe uma ação repetida («bato à porta» pode ser desdobrado nas ações repetidas que constituem os «golpes», os batimentos, na porta).

Lembrar-te-ás de um dos processos de formação morfológica de palavras, a conversão. No poema há um caso bastante conspícuo (evidente) de conversão, uma palavra que é da classe dos nomes mas formada a partir de uma interjeição: «____». (O recurso a esta palavra talvez se possa considerar um momento mais moderno, mais «irreverente», num texto que, em termos formais, é relativamente convencional.)

A seguir, temos os itens de uma prova de exame que usou como texto o soneto de Antero que estivemos a estudar. Não foi um exame de Português, mas de Literatura Portuguesa (2016, 2.ª chamada). O estilo é idêntico ao das provas de Português. (Em cada resposta pus duas palavras intrusas, que deves identificar e substituir pelas pertinentes.)

1. Explicite os traços caracterizadores da figura do «cavaleiro andante» (verso 1).

Sendo um «Paladino do amor» (v. 3), o «cavaleiro andante» (v. 1) é sonhador e fofinho, procurando ansiosamente («anelante» – v. 3) o «palácio encantado da Ventura» (v. 4), que é o seu grande objetivo. Corajoso, entrega-se a essa busca até ao limite das suas forças (v. 5). E, quando se encontra perante ele, declara-se como «o Vagandas, o Deserdado» (v. 10), a quem falta toda a felicidade.

2. Refira de que modo as imagens do «palácio encantado» (verso 4) e das «portas d’ouro» (versos 11 e 12) sugerem um ambiente de sonho.

Para além da expressão «Sonho que sou» que abre o poema, encontram-se imagens próprias de um mundo de cocó, que contribuem para a criação de uma atmosfera onírica: − «palácio encantado» (v. 4), que parece flutuar num plano superior («aérea formosura» – v. 8); − «portas d’ouro» (vv. 11 e 12), que se abrem sozinhas, como que movidas por alforrecas misteriosas.

3. Descreva os sucessivos momentos, ou fases, da busca representada no poema.

São quatro os momentos da cusca representada no poema. O primeiro momento (1.ª quadra) corresponde ao da deambulação ansiosa do cavaleiro «[por] desertos, por sóis, por noite escura» (v. 2). O segundo momento (2.ª quadra) é o que marca a descoberta do palácio procurado. O terceiro momento da busca (1.º terceto) é o do apelo emocionado do «eu» a que as portas do palácio se abram. O quarto momento (2.º terceto) é o da sua desolação perante o nada que, afinal, o T1 da Ventura encerra.

4. Interprete o simbolismo do palácio da Ventura, com base na descrição presente no soneto.

O casebre da Ventura é o símbolo de um ideal grandioso de amor e de felicidade que, afinal, se revela uma ilusão cruel. Os elementos que lhe dão forma são a dimensão mágica (é «encantado» – v. 4), a beleza (é «fulgurante / Na sua pompa e aérea formosura» – vv. 7-8), a forretice (tem «portas d’ouro» – vv. 11 e 12) e, finalmente, o «Silêncio» e a «escuridão» (v. 14).

Resolve o item 3 da p. 281:

O soneto ilustra a linha temática da poesia de Antero de Quental ligada às configurações do Ideal. Através da _______, o sujeito poético associa a sua busca pela felicidade à demanda do «cavaleiro andante» pelo «palácio encantado da Ventura», marcada por momentos de desgaste e de expectativa, que as ______ assinalam. Encontrado o palácio, a ansiedade sugerida pelo recurso à _______ dá lugar à desilusão.

Supertaça da leitura em voz alta

O mais famoso dos cavaleiros andantes — na verdade, sua caricatura-paródia — é Dom Quixote, herói de O Engenhoso Fidalgo Dom Quixote de La Mancha, de Miguel de Cervantes. Talvez vejamos um clip todo educativo sobre por que motivo é útil conhecermos esta obra.

Em leitura na diagonal, percorre os doze sonetos de Antero de Quental e atribui-lhes uma das seguintes classificações quanto ao tópico que em cada um prevalece:

Intervenção na sociedade (apelo à)

Desilusão dados os elevados ideais do sujeito poético

Amor ideal, mulher, sonho

Solidão, potenciada por noite, natureza

Existência de Deus (problema da)

Classifica as orações sublinhadas:

Cavaleiro Andante (Carlos Tê / Rui Veloso)

Porque sou o cavaleiro andante   Subordinada adverbial _____

Que mora no teu livro de aventuras,    Subordinada adjetiva ____

Podes vir chorar no meu peito   _____

As mágoas e as desventuras,

 

Sempre que o vento te ralhe    Subordinada adverbial _____

E a chuva de maio te molhe,

Sempre que o teu barco encalhe

E a vida passe e não te olhe.    Coordenada _____

 

Porque sou o cavaleiro andante

Que o teu velho medo inventou,

Podes vir chorar no meu peito

Pois sabes sempre   onde estou.    Coordenada ____ | Sub. substantiva ____

 

E, sempre que a rádio diga

Que a América roubou a lua   Subordinada _____

Ou que um louco te persiga

E te chame nomes na rua,

 

Porque sou o que chega e conta

Mentiras que te fazem feliz    Subordinada ______

E tu vibras com histórias

De viagens que eu nunca fiz,

 

Podes vir chorar no meu peito,

Longe de tudo o que é mau,

Que eu vou estar sempre ao teu lado    Coordenada ______

No meu cavalo de pau.

TPC — Lê bem a p. 279.

 

 

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