Sunday, September 14, 2008

Aulas (1.º período)

Aula 1 (15 e 16/Set) Os parágrafos que se seguem tratam dos autores de que este ano mais falaremos: António Vieira — ou seja, o Padre António Vieira, que é quase sempre assim que ele é citado —, Almeida Garrett, Eça de Queirós, Cesário Verde. Deves assinalar a sua veracidade (V) ou falsidade (F). Algumas frases escondem subtis impossibilidades, anacronias; mas também é preciso contar que os escritores são muitas vezes excêntricos.
O aluno que tiver melhor resultado receberá uma parvoíce qualquer de que me lembre entretanto (tipo sineta da Tia Albertina).


António Vieira (1608-1697)

O Padre António Vieira, que, aos seis anos, partira para o Brasil com os pais — os portugueses Cristóvão Vieira Ravasco e Maria Azevedo —, era mestiço.

O Padre António Vieira atravessou o Atlântico sete vezes, tendo morrido na Baía.

Nas suas actividades evangelizadoras dos índios, no Brasil, os jesuítas — a Companhia de Jesus, a que pertencia o Padre Vieira — usavam a variante sul-americana do português.

Para assistir aos sermões do Padre António Vieira, ia-se de madrugada à igreja, a fim de reservar o lugar. Havia até quem acampasse à frente da igreja, nos dias anteriores.

Um dos mais famosos sermões de Vieira, o «Sermão de Santo António aos Peixes», foi feito no Oceanário de Lisboa, em frente às carpas e aos atuns.


Almeida Garrett (1799-1854)

Garrett era filho de António Bernardo da Silva e de Ana Augusta de Almeida Leitão.

Careca, Garrett usava uma peruca, mas tinha o cuidado especial de que o seu cabelo parecesse natural e, por isso, ia periodicamente trocando de cabeleira, simulando o crescimento natural do cabelo.

Garrett usava um espartilho, para parecer ter a cintura muito fina, e um sutiã, para parecer ter um peito bem proporcionado.

Aos vinte e tal anos, Garrett namorou uma rapariga de onze.

Garrett tinha pernas — ou parte das pernas — postiças, mas movia-se com assinalável elegância.

A casa que Garrett habitava quando morreu — em Campo de Ourique e recentemente demolida — pertenceu a Manuel Pinho, actual ministro da Economia, um dos responsáveis pelo neologismo publicitário, piroso, «Allgarve».

Frei Luís de Sousa, de Almeida Garrett, é uma peça que, fantasiando-os, se inspirou em factos da vida do escritor cujo nome Garrett pôs no título, Manuel de Sousa Coutinho (1555-1632).

A primeira representação de Frei Luís de Sousa foi feita no Jardim Zoológico de Lisboa, perto da zona dos elefantes.


Eça de Queirós (1845-1900)

Eça de Queirós, aclamado em Vila do Conde como natural desta cidade, nasceu na Póvoa de Varzim.

Ramalho Ortigão (1836-1915) — co-autor, com Eça, do Mistério da Estrada de Sintra — foi professor do amigo, quando este tinha cerca de dez anos.

Na Relíquia, romance de Eça de Queirós, o protagonista tem o azar de fazer uma troca na prenda que queria oferecer à sua tia beata (cuja fortuna queria herdar): em vez de uma relíquia da Terra Santa embalou a camisa de dormir da mulher com quem estivera.

Em Os Maias há pelo menos quinze refeições completas, algumas narradas em três páginas mas outras em vinte e seis.

Dois dos romances de Eça aproveitam situações de incesto. Em A Tragédia da Rua das Flores, o incesto envolve mãe e filho; em Os Maias, o incesto é entre irmãos.


Cesário Verde (1855-1886)

Em casa dos pais de Cesário Verde, aos serões, saboreavam-se doçarias de cocó.

Na loja de ferragens, negócio da família, Cesário Verde, vestido de azul, tinha à venda camisolas de algodão e chinelas de tranças. Chegou a vender calda de tomate.

Cesário Verde, já muito doente, esteve, a conselho do médico-santo Sousa Martins, a aproveitar os ares do campo em Caneças e, depois, no Lumiar, onde aliás morreria.

O conto O Berloque Vermelho, escrito por Silva Pinto na 1.ª pessoa e precisamente no ano em que conhecera Verde, descreve uma paixão entre dois rapazes, o que já se tem interpretado como sintomático do tipo de relação que haveria entre os dois escritores. Silva Pinto veio a ser o editor do póstumo O Livro de Cesário Verde.



Quis trazer os sketches que acabámos de ver — Monty Python: «RAF banter» e «Woody and Tinny Words» —, porque nos servem de revisão de uns tantos termos, já conhecidos do ano passado, relacionados com semântica e léxico.

Vai completando com: denotativo / neologismo / conotativos / monossémicas / acepção / gíria / figurado / polissemia / conotações / campo lexical / acepções

Na primeira cena, dois aviadores usam expressões e palavras que eles supõem terem uma ________ diferente do seu significado comum. Acreditam que se trata de palavras que, na _______ da sua profissão, teriam um significado especial. Seriam palavras com _________ (ou, pelo menos, com um segundo sentido, mais _________, além do seu valor primeiro, o _________). No entanto, os colegas não reconhecem os alegados segundos sentidos, _________, na linguagem profissional: para eles, aquelas expressões são _________.
Na cena passada em família, o homem da casa vai avaliando palavras pela sua aparência, pelo som. Cria uma palavra — um ________, portanto —, «gorn», que lhe agrada particularmente. Entretanto, atribui _______ às expressões que elenca, embora esses segundos sentidos pareçam inesperados. Na verdade, não estaremos bem perante conotações, e ainda menos ________ de uma dada palavra, mas perante associações de ideias, por idiossincrasias do falante. A dada altura, procede a uma série que consitui um ________ (da ‘pornografia’, ou das «palavras marotas», como vem no filme): «sexo», «coxas firmes», «rabo», «zona erógena», «concubina».


O inquérito a famosos — e, sobretudo, o inquérito sobre o Verão — é quase um sub-género jornalístico.
Um dado formulário é submetido a pessoas mais ou menos conhecidas. Em geral, percebe-se que as respostas não foram recolhidas em entrevista directa: o enunciado terá sido enviado e o famoso pode demorar-se a procurar soluções que parecessem inteligentes. As perguntas vão desde o fútil e inócuo até à tentativa de desvendar algum aspecto pretensamente melindroso.
O inquirido pode esquivar-se ao que considere constrangedor, mas deve fazê-lo através de resposta humorada. É também de regra não mentir. Cabe ainda ao respondente tornar interessantes as insignificâncias que lhe são perguntadas.
Enfim, vai lendo as respostas de José Luís Peixoto e responde tu mesmo a, pelo menos, umas dez perguntas. (Depois dessa dezena, se sobrar tempo, resolverás as restantes). Copia as perguntas na tua folha. Ordem das respostas não é fundamental.


TPC — Pôr endereço do blogue em lugar acessível. Passar a trazer sempre o manual Antologia e o auxiliar Práticas. Em Práticas, ler definições de «denotação» e «conotação» (p. 46), «monossemia» e «polissemia» (p. 41).

Apresentação usada: http://www.slideshare.net/luisprista/apresentao-para-dcimo-primeiro-ano-aula-1-presentation/

Soluções
V // O Padre António Vieira, que, aos seis anos, partira para o Brasil com os pais — os portugueses Cristóvão Vieira Ravasco e Maria Azevedo —, era mestiço.
V // O Padre António Vieira atravessou o Atlântico sete vezes, tendo morrido na Baía.
F // Nas suas actividades evangelizadoras dos índios, no Brasil, os jesuítas — a Companhia de Jesus, a que pertencia o Padre Vieira — usavam a variante sul-americana do português.
F // Para assistir aos sermões do Padre António Vieira, ia-se de madrugada à igreja, a fim de reservar o lugar. Havia até quem acampasse à frente da igreja nos dias anteriores.
F // Um dos mais famosos sermões de Vieira, o «Sermão de Santo António aos Peixes», foi feito no Oceanário de Lisboa, em frente às carpas e aos atuns.
V // Garrett era filho de António Bernardo da Silva e de Ana Augusta de Almeida Leitão.
V // Careca, Garrett usava uma peruca, mas tinha o cuidado especial de que o seu cabelo parecesse natural e, por isso, ia periodicamente trocando de cabeleira para simular o crescimento natural do cabelo.
F // Garrett usava um espartilho, para parecer ter a cintura muito fina, e um sutiã, para parecer ter um peito bem proporcionado.
F // Aos vinte e tal anos, Garrett namorou uma rapariga de onze.
V // Garrett tinha pernas — ou parte das pernas — postiças, mas movia-se com assinalável elegância.
V // A casa que Garrett habitava quando morreu — em Campo de Ourique e recentemente demolida — pertenceu a Manuel Pinho, actual ministro da Economia, um dos responsáveis pelo neologismo publicitário, piroso, «Allgarve».
V // Frei Luís de Sousa, de Almeida Garrett, é uma peça que, fantasiando-os, se inspirou em factos da vida do escritor cujo nome Garrett pôs no título, Manuel de Sousa Coutinho (1555-1632).
F // A primeira representação de Frei Luís de Sousa foi feita no Jardim Zoológico de Lisboa, perto da zona dos elefantes.
V // Eça de Queirós, aclamado em Vila do Conde como natural desta cidade, nasceu na Póvoa de Varzim.
V // Ramalho Ortigão (1836-1915) — co-autor, com Eça, do Mistério da Estrada de Sintra — foi professor do amigo, quando este tinha cerca de dez anos.
V // Na Relíquia, romance de Eça de Queirós, o protagonista tem o azar de fazer uma troca na prenda que queria oferecer à sua tia beata (cuja fortuna queria herdar): em vez de uma relíquia da Terra Santa embalou a camisa de dormir da mulher com quem estivera.
V // Em Os Maias há, pelo menos, quinze refeições completas, algumas narradas em três páginas, mas outras, em vinte e seis.
V // Dois dos romances de Eça aproveitam situações de incesto. Em A Tragédia da Rua das Flores, o incesto envolve mãe e filho; em Os Maias, o incesto é entre irmãos.
V // Em casa dos pais de Cesário Verde, aos serões, saboreavam-se doçarias de cocó.
V // Na loja de ferragens, negócio da família, Cesário Verde, vestido de azul, tinha à venda camisolas de algodão e chinelas de tranças. Chegou a vender calda de tomate.
V // Cesário Verde, já muito doente, esteve, a conselho do médico-santo Sousa Martins, a aproveitar os ares do campo em Caneças e, depois, no Lumiar, onde aliás morreria.
V // O conto O Berloque Vermelho, escrito por Silva Pinto na 1.ª pessoa e precisamente no ano em que conhecera Verde, descreve uma paixão entre dois rapazes, o que já se tem interpretado como sintomático do tipo de relação que haveria entre os dois escritores. Silva Pinto veio a ser o editor do póstumo O Livro de Cesário Verde.

Na primeira cena, dois aviadores usam expressões e palavras que eles supõem terem uma acepção diferente do seu significado comum. Acreditam que se trata de palavras que, na gíria da sua profissão, teriam um significado especial. Seriam palavras com polissemia (ou, pelo menos, com um segundo sentido, mais figurado, além do seu valor primeiro, o denotativo). No entanto, os colegas não reconhecem os alegados segundos sentidos, conotativos, na linguagem profissional: para eles, aquelas expressões são monossémicas.
Na cena passada em família, o homem da casa vai avaliando palavras pela sua aparência, pelo som. Cria uma palavra — um neologismo, portanto —, «gorn», que lhe agrada particularmente. Entretanto, atribui conotações às expressões que elenca, embora esses segundos sentidos pareçam inesperados. Na verdade, não estaremos bem perante conotações, e ainda menos acepções de uma dada palavra, mas perante associações de ideias, por idiossincrasias do falante. A dada altura, procede a uma série que constitui um campo lexical (da ‘pornografia’, ou das «palavras marotas», como vem no filme): «sexo», «coxas firmes», «rabo», «zona erógena», «concubina».
Aula 2 (18 ou 19/Set) Abrindo o livro de Práticas na p. 41, resolve o item 1:

1.1 a = ___; b = ___; c = ___; d = ___; e = ___.

1.2 {Completa esta resposta:} Na acepção a, a palavra designa a substância sobre a qual se pode ________. Na acepção b, designa-se o que pode ser escrito nessa substância. Em c, designa-se o ________ atribuído a uma personagem e, em d, a ________ a quem é atribuído esse texto. Em f, o vocábulo significa uma atitude _______ {excrementícia / teatral / lindita}, embora praticada na vida real. A acepção g designa _______ {paraíso / dinheiro / caracol produzido por uma específica pastelaria norueguesa}; a h, aquilo que o substitui.

1.3 A expressão «por metonímia» indica que se deu uma transferência de significado de um conceito para outro que lhe é contíguo. A metonímia abarca a sinédoque, em que se substitui a parte pelo todo, ou o todo pela parte. Neste caso, passou-se do sentido ‘texto da personagem’ (a parte) para o da própria ‘_______’ (o todo).

Em 2, é escusado fazeres o item 2.1. Mas completa esta resposta ao ponto 2.2:

O termo «por extensão» indica que a palavra ganhou uma nova _____ por alargamento do conjunto de objectos a que se aplica. Assim, «jornal» significava apenas um tipo de publicação periódica (o diário), mas, «por extensão», passou a designar qualquer ____ ____ em papel e, até, os noticiários da ______ ou da televisão.

Lê os dois enquadrados na p. 42 e repara nestes dois verbetes de «jornal» (que fui buscar ao Dicionário Houaiss).


Só o _________ {primeiro / segundo} verbete se reporta à palavra que estivemos a ver. Lá estão as quatro _________ que o manual resumiu um pouco. No outro verbete, «jornal» não é uma acepção diferente do mesmo vocábulo, é antes uma palavra ________ da outra.
Na p. 9 da Antologia está a primeira página do primeiro número do Diário de Notícias. Compara-a com a primeira página de um jornal deste ano, preenchendo este quadro:

Diário de Notícias (1864) / Meia Hora (2008)
Periodicidade //
Preço //
Há títulos (de notícias ou de chamadas)? //
Há notícias completas? //
Há manchete? //
Há chamadas/destaques? //
Há fotografias? //
Número (aproximado) de notícias (DN) ou chamadas (Meia Hora) //
Assunto da notícia ou da chamada no canto inferior direito //

Vai agora até à p. 10 do manual.

O Meia Hora que te emprestei tem uma manchete, uma fotografia-legenda mais destacada e várias chamadas — duas, três ou uma, em corpo um pouco maior; de três a seis, em corpo mais pequeno. (A chamada é constituída por curto título e resumo. Quem, o ano passado, participou no concurso do Diário de Notícias lembra-se de que o resumo na manchete só podia ter até 500 caracteres e que o resumo nas chamadas só ia até às 150 letras. Os títulos só podiam ter até 50 caracteres, salvo erro.)
Escreve as chamadas (título e resumo) de uma — ou duas, se houver tempo — destas notícias da p. 10: «Uma maravilha [...]», «Progridem [...]», «Vae pôr-se [...]», «A Mocidade de Mirabeau [...]»:
Título:
Resumo:

Título:
Resumo:

Continuando na p. 10, transcreve palavras (uma para cada quadrícula com reticências) que exemplifiquem as diferenças da ortografia oitocentista e da actual:

/ 1864 / hoje seria
inexistência de acentos nas esdrúxulas / curiosissimo, titulo, ... / curiosíssimo, título, ...
duplas consoantes (mm, nn, ll) / aquella, annos, ... / aquela, anos, ...
pt (p), ct (t), cc (c) / symptomas, escripta, subscriptores, victoriados,... / sintomas, escrita, subscritores, vitoriados,...
th e ph (t e f) / ... / ...
sc (c) / ... / ciências
ditongos ae, ue / sensuaes, ... / sensuais, ...
-éa (-eia) / ... / ...
- ez (-ês) / francez / ...
z (s) ou s (z) / paizes, ... / países, ...
y (i) / ... / ...
h em hiatos / attrahido, emprehendemos / atraído, empreendemos
outros casos / ha; creança; fôr; deshonestos / há; criança; for; desonestos

(A primeira regulamentação da ortografia portuguesa é de 1911. Sobre a reforma ortográfica em curso, podemos falar um dia destes.)

Lê o relato começado por «O illustre professor [...]» (p. 10, à direita, em baixo).

No mesmo estilo — que é talvez ligeirissimamente menos conciso, menos directo, do que o de uma notícia actual —, cria um texto de dimensão semelhante que desse conta de alguma evolução — alguma novidade, algum novo episódio — no caso do doente de «ataxia locomotriz». Essa notícia destinar-se-ia a um dos números seguintes do Diário de Notícias de 1864.
(Para se seguir o exacto perfil das notícias à época, não porás título. Repara, porém, que o texto de 29-12-1864 já incluía o que hoje designaríamos «lead», correspondente ao primeiro período, que é também o primeiro parágrafo.)




O sketch que vimos (Monty Python, «Cheese shop») tem como protagonista um indivíduo que, sobretudo à chegada à loja — talvez porque esteja especialmente eufórico —, usa várias expressões figuradas.

Diz «fiquei com alguma ______», em vez de «tenho fome»; «infiltrei-me no seu estabelecimento para negociar a venda de produtos lacticínios», em vez de «quero ______»; «sou daqueles que se deleitam com todas as manifestações da musa Terpsícore», pelo mais simples «gosto de ______». No entanto, acaba por ter de recorrer a termos mais _____ {conotativos / denotativos}, já que o comerciante não percebe aquelas figuras de estilo (metáfora, perífrase, metonímia).
O miolo do episódio é constituído por um longo enunciado de tipos de queijo. Essa série pode integrar o _____ de ‘queijo’. Além disso, esses nomes de queijo são {escolhe: merónimo(s) / holónimo(s) / hiperónimo(s) / hipónimo(s)} _______ do _______ «queijo».

TPC — Em http://www.nescolas.dn.pt/?page=1pagina, faz um relance a algumas primeiras páginas de Diário de Notícias dos últimos cem anos. Revê também o glossário de termos de jornalismo no mesmo site, http://www.nescolas.dn.pt//?page=glossario. Quanto aos termos de hoje, se for caso disso, consulta o glossário na Antologia.

Apresentação usada: http://www.slideshare.net/luisprista/apresentao-para-dcimo-primeiro-ano-aula-2-presentation/

Soluções
1.1 a = A; b = B; c = E; d = H; e = F.
1.2 Na acepção a, a palavra designa a substância sobre a qual se pode escrever. Na acepção b, designa-se o que pode ser escrito nessa substância. Em c, designa-se o texto atribuído a uma personagem e, em d, a personagem a quem é atribuído esse texto. Em f, o vocábulo significa uma atitude teatral, embora praticada na vida real. A acepção g designa dinheiro; a h, aquilo que o substitui.
1.3 A expressão «por metonímia» indica que se deu uma transferência de significado de um conceito para outro que lhe é contíguo. A metonímia abarca a sinédoque, em que se substitui a parte pelo todo, ou o todo pela parte. Neste caso, passou-se do sentido ‘texto da personagem’ (a parte) para o da própria ‘personagem’ (o todo).
2.2 O termo «por extensão» indica que a palavra ganhou uma nova acepção por alargamento do conjunto de objectos a que se aplica. Assim, «jornal» significava apenas um tipo de publicação periódica (o diário), mas, «por extensão», passou a designar qualquer publicação periódica em papel e, até, os noticiários da rádio ou da televisão.

Lê os dois enquadrados na p. 42 e repara nestes dois verbetes de «jornal» (que fui buscar ao Dicionário Houaiss).

Só o segundo verbete se reporta à palavra que estivemos a ver. Lá estão as quatro acepções que o manual resumiu um pouco. No outro verbete, «jornal» não é uma acepção diferente do mesmo vocábulo, é antes uma palavra homónima da outra.

Na p. 9 da Antologia está a primeira página do primeiro número do Diário de Notícias. Compara-a com a primeira página de um jornal deste ano, preenchendo este quadro:

Diário de Notícias (1864) / Meia Hora (2008)
Periodicidade // diária / diária
Preço // 10 rs / gratuito
Há títulos (de notícias ou de chamadas)? // Não / Sim
Há notícias completas? // Sim / Não
Há manchete? // Não / Sim
Há chamadas/destaques? // Não / Sim
Há fotografias? // Não / Sim
Número (aproximado) de notícias (DN) ou chamadas (Meia Hora) // 15 / 9
Assunto da notícia ou chamada no canto inferior direito // Monstro nado-morto / —

Escreve as chamadas (título e resumo) de duas destas notícias: «Uma maravilha [...]», «Progridem [...]», «Vae pôr-se [...]», «A Mocidade de Mirabeau [...]»

Título: Obras avançam
Resumo: Já estão concluídas as arcarias. Nacional, p. 4

Título: Rei de Wurtemberg adquire cavalo autómato
Resumo: O animal a todos maravilha, mas só funciona perante os íntimos do rei Tecnologia, p. 32

Continuando na p. 10, transcreve palavras (uma ou duas para cada quadrícula) que exemplifiquem as diferenças da ortografia oitocentista e da actual:

// 1864 / hoje seria...
inexistência de acentos nas esdrúxulas / / curiosissimo, titulo, voluntario, numero / curiosíssimo, título, voluntário, número
duplas consoantes // aquella, programma, annos // aquela, programa, anos
pt (p), ct (t), cc (c) // symptomas, escripta, subscriptores, victoriados, funcciona, producção // sintomas, escrita, subscritores, vitoriados, funciona, produção
th e ph (t e f) // theatro, phantasias / teatro, fantasias
sc (c) // sciencias / ciências
ditongos ae, ue // sensuaes, vae, attribue-se / sensuais, vai, atribui-se
-éa (por -eia) // idéa / ideia
-ez (por -ês) / francez / francês
z (s) ou s (z) / paizes, visinha, quizerem / países, vizinha, quiserem
y (i) / Crystal, symptoma, estylo / Cristal, sintoma
h em hiatos // attrahido, emprehendemos / atraído, empreendemos
outros casos // ha; creança; fôr; deshonestos / há; criança; for; desonestos

O sketch que vimos (Monty Python, «Cheese shop») tem como protagonista um indivíduo que, sobretudo à chegada à loja — talvez porque esteja especialmente eufórico —, usa várias expressões figuradas.
Diz «fiquei com alguma traça», em vez de «tenho fome»; «infiltrei-me no seu estabelecimento para negociar a venda de produtos lacticínios», em vez de «quero comprar queijo»; «sou daqueles que se deleitam com todas as manifestações da musa Terpsícore», pelo mais simples «gosto de dança». No entanto, sistematicamente, acaba por ter de recorrer a termos mais denotativos [objectivos], já que o comerciante não percebe aquelas figuras de estilo (metáfora, perífrase, metonímia).
O miolo do episódio é constituído por um longo enunciado de tipos de queijo. Essa série pode integrar o campo lexical de ‘queijo’. Além disso, esses nomes de queijo são hipónimos do hiperónimo «queijo».
Aula 3 (22 ou 23/Set) Na p. 11 do manual, vê o desenho da série «Lopes, o repórter pós-moderno». Completa o comentário que ponho a seguir:

«Viragem» surge em duas das suas acepções. O repórter usa a palavra num sentido mais _______ {figurado / polissémico / denotativo / monossémico}. O surfista interpreta-a na sua acepção mais _______ {conotativa / subjectiva / docinha / denotativa}.
No título, o _________ {adjectivo / nome / verbo / advérbio} «pós-‑moderno» faz parte do _______ {vocativo / complemento directo / sujeito / aposto} «___________». Como é costume, esta função sintáctica separa-se do nome a que se reporta por um sinal de pontuação (________ ou travessão).


Resolve a questão 1.2, completando esta resposta:

«Pós-moderno» — que, em termos mais denotativos, designa uma corrente estética, cultural — é aqui usado com valor ________ {satírico / afectivo / objectivo / pejorativo}. Acaba por servir para etiquetar, ridicularizando-o, um estilo que sobrevaloriza aspectos secundários, tratando o essencial com futilidade. No desenho, faz-se a caricatura das reportagens demasiado preocupadas com a ________ da peça jornalística, mas em que se aborda qualquer assunto com idêntica ligeireza.

Agora, vai lendo, parágrafo a parágrafo, o texto das pp. 12-13 e, ao mesmo tempo, completa as minhas sínteses.

ll. 1-12: Em Relatório Minoritário, vê-se um jornal em «papel» ________.
13-16: Essa cena não é _______ {verosímil / inverosímil}: apenas antecipa o que acontecerá decerto a breve trecho.
17-25: Duas empresas criaram já um ________ semelhante.
26-37: De resto, é provável que esse tipo de material possa vir a ser aplicado a ________.
38-46: A tecnologia já permite que um jornal «tradicional» se vá ________.
47-52: As publicações em papel não desaparecerão, tornar-se-ão mais _________.
53-65: Serão mais pequenas e focar-se-ão em assuntos ________.
66-84: Mário Garcia, especialista em design de media, antecipa também que os jornais tenderão a adoptar um ________.
85-105: Quanto aos investigadores Juan António Giner e Barry Sussman, acreditam que se dará uma evolução no sentido da _______.
106-12: Entretanto, sugerem que passarão a predominar os assuntos _______.
113-25: E há autores que adivinham a proliferação de publicações de ________ muito circunscritos, as quais agregarão comunidades, por vezes, bastante exóticas.
126-42: Um público específico que terá cada vez maior importância é o dos _________, já havendo aliás publicações que lhes dedicam _________.

Veremos agora o início do filme Relatório Minoritário.

Vai lendo a p. 43 de Práticas, mas resolve apenas os itens que ponho aqui:

5.1 [Define então — de modo muito abreviado — as três palavras cujos verbetes te apresento:]


Solo — ___________
Solo — ___________
Solo — ___________

5.2 Solo — acepção 1: ______________
acepção 2: ______________
acepção 3: ______________
Solo — acepção 1: ______________
acepção 2: ______________
Solo — acepção 1: ______________

6. [Não é preciso ires ver o texto a que se alude.]
6.1 [Escolhe o antónimo na lista que, em Práticas, está à direita:]

Desanimado ___________
Agoirento ___________
Desesperado ___________
Lúgubre ___________
Derrotista ___________
Deprimido ___________
Fatalista ___________

6.2 É «auspicioso» a palavra que o manual quer que consideres _______. E, no entanto, repara que, no dicionário da Porto Editora — à direita —, a palavra tem mais do que uma _______ (portanto, é tida aí como _______).



7. [Além da frase em Práticas, vê os verbetes que copio:]


7.1 frase 1 __________
frase 2 __________
7.2 A palavra sublinhada é ________, visto que ________ {tem / não tem} mais do que uma acepção.

As palavras que ponho a seguir existem, embora não sejam das mais comuns. Transcrevo a palavra, a abreviatura que indica a classe e, por fim, a etimologia. Apaguei a parte do verbete onde estava o significado, ou as várias acepções, da palavra.
É essa parte que escreverás, em folha solta. (Gostaria que, no conjunto dos verbetes, houvesse cerca de dez acepções, o que não contende com poder ser alguma palavra monossémica. Bastaria compensar no número de significados das outras.)

garança, s.f.
Do frâncico wratjia, pelo francês garance.

exergásia, s.f.
Do grego eksergasía.

turificar, v.tr.
Do latim turificare.

turgimão, s.m.
Do árabe tarjuman.

TPC — No glossário da Antologia, ler as definições de «metonímia», «sinédoque», «perífrase», «metáfora», «polissemia», «denotação», «conotação».

Apresentação usada: http://www.slideshare.net/luisprista/apresentao-para-dcimo-primeiro-ano-aula-3-presentation/

Soluções
«Viragem» surge em duas das suas acepções. O repórter usa a palavra num sentido mais figurado. O surfista interpreta-a na sua acepção mais denotativa.
No título, o adjectivo «pós-moderno» faz parte do aposto «o repórter pós-moderno». Como é costume, esta função sintáctica separa-se do nome a que se reporta por um sinal de pontuação (vírgula, travessão ou parêntese).

1.2
«Pós-moderno» — que, em termos mais denotativos, designa uma corrente estética, cultural — é aqui usado com valor satírico/pejorativo. Acaba por servir para etiquetar, ridicularizando-o, um estilo que sobrevaloriza aspectos secundários, tratando o essencial com futilidade. No desenho, faz-se a caricatura das reportagens demasiado preocupadas com a espectacularidade/aparência/forma da peça jornalística, mas em que se aborda qualquer assunto com idêntica ligeireza.

ll. 1-12: Em Relatório Minoritário, vê-se um jornal em «papel» electrónico.
13-16: Essa cena não é inverosímil: apenas antecipa o que acontecerá decerto a breve trecho.
17-25: Duas empresas criaram já um suporte/material semelhante.
26-37: De resto, é provável que esse tipo de material possa ser aplicado a diferentes usos/objectos.
38-46: A tecnologia já permite que um jornal «tradicional» se vá actualizando.
47-52: As publicações em papel não desaparecerão, tornar-se-ão mais analíticas.
53-65: Serão mais pequenas e focar-se-ão em assuntos específicos/especializados.
66-84: Mário Garcia, um estúpido parvalhão, antecipa também que os jornais tenderão a adoptar um formato mais pequeno.
85-105: Quanto aos investigadores Juan António Giner e Barry Sussman, acreditam que se dará uma evolução no sentido da simplificação, já que os leitores são muito burrinhos.
106-12: Entretanto, sugerem que passarão a predominar os assuntos locais.
113-25: E há mesmo autores que adivinham a proliferação de publicações de nichos/interesses/grupos muito circunscritos, as quais agregarão comunidades, por vezes, bastante exóticas.
126-42: Um tipo de público específico que terá cada vez maior importância é o dos idosos, já havendo aliás publicações que a lhes dedicam suplementos especiais.

5.1 Solo — chão, terra
Solo — trecho de música por um só instrumento
Solo — jogo de cartas

5.2 Solo — acepção 1: superfície da crosta terrestre (chão)
acepção 2: camada superficial da terra, para a agricultura
acepção 3: conjunto de ...
Solo — acepção 1: trecho a uma só voz ou instrumento
acepção 2: composição para uma só voz ou instrumento
Solo — acepção 1: jogo de cartas
[acepção 2: determinado lance desse jogo]

6.1 Desanimado / animado
Agoirento / auspicioso
Desesperado / esperançado
Lúgubre / radiante
Derrotista / confiante
Deprimido / eufórico
Fatalista / consolado

6.2 É «auspicioso» a palavra que o manual quer que consideres monossémica. E, no entanto, repara que, no dicionário da Porto Editora — à direita —, a palavra tem mais do que uma acepção (e, portanto, é tida como polissémica).

7.1 frase 1 — Com Quim na baliza, não há risco de não sofrermos golos.
frase 2 — Paulo Bento usa, ou usava, risco ao meio.
7.2 A palavra sublinhada é polissémica, visto que tem mais do que uma acepção.
Aula 4 (25 ou 26/Set) Lê o texto «Uma questão de caudas» (Antologia, pp. 16-17) e assinala a melhor das alíneas de cada item, circundando a letra respectiva.

A instituição que, no primeiro parágrafo (ll. 1-11), se diz estarmos em risco de perder é
a) a União Europeia.
b) a União Europeia, após o seu alargamento.
c) o modo como os portugueses vêem o seu país.
d) a cauda da Europa.

A oração «Se não tomarmos medidas urgentes» (3-4)
a) exprime preocupação sincera por uma situação que é preciso alterar.
b) é pejorativa.
c) constrói um cenário caricatural com valor irónico.
d) refere a urgência de se alterar uma situação dramática.

Segundo o segundo parágrafo (12-25), a atitude miserabilista dos portugueses
a) resultou da convicção de que Portugal está na cauda da Europa.
b) encontra um pretexto para se manifestar na ideia de estarmos na cauda da Europa.
c) é irrelevante.
d) derivou da cristalização da noção de Portugal estar na «cauda da Europa».

O «nosso clube» (25) é
a) o Benfica.
b) o último lugar.
c) a selecção nacional.
d) a Europa.

No terceiro parágrafo (26-32), informa-se que
a) as estatísticas não confirmam que estejamos na cauda da Europa.
b) há razão para o pessimismo dos portugueses se manter.
c) há, desde os últimos avanços reais, a sensação de miséria que tanto nos seduz.
d) a classificação de Portugal permaneceu teimosamente.

O período «Portugal é, entre todos os estados-membros até agora, o maior sucesso de adesão» (33-35) é
a) irónico.
b) denotativo.
c) satírico.
d) pejorativo.

Em termos de crescimento a seguir à adesão à União Europeia (33-44),
a) os outros países pobres tiveram melhores resultados do que Portugal.
b) a Irlanda e a Espanha não tiveram melhores resultados do que Portugal.
c) só a Grécia teve piores resultados do que Portugal.
d) a Irlanda, a Grécia e a Espanha tiveram melhores resultados do que Portugal.

No período «Mas a nossa opinião pública nunca se preocupou com o pequeno pormenor da realidade» (45-47), «o pequeno pormenor da realidade» significa
a) ‘o detalhe insignificante da verdade’.
b) ‘o detalhe da realidade’.
c) ‘os pormenores’.
d) ‘os dados reais’.

A esperança de vida em Portugal (49-64)
a) diminuiu após a entrada na União Europeia.
b) encurtou acentuadamente.
c) aumentou após a entrada na União Europeia.
d) ultrapassou a da média da Europa.

No período «Isso não perturbou os agoirentos» (79-80), o «isso» reporta-se ao facto de
a) os portugueses já não serem os últimos.
b) a cauda ser ainda mais difícil de manter, em economia.
c) o produto português ter baixado.
d) o produto português em 1960 ser 40% da média europeia.

A estratégia adoptada pelos pessimistas foi
a) abandonarem as taxas de câmbio corrente.
b) passarem a usar as taxas de câmbio corrente.
c) adoptarem a comparação em paridades de poder de compra.
d) recuperar o cobiçado último lugar.

«Portugal prepara-se para cair num anonimato mediano» (89-90) significa que Portugal
a) vai ser esquecido.
b) vai deixar de ser o último.
c) passará para o grupo dos mais avançados.
d) vai cair nos últimos lugares.

A frase «Isto é terrível!» (90-91) é
a) denotativa.
b) irónica.
c) uma metonímia.
d) metafórica.

No último parágrafo do texto (97-100), concede-se que Portugal ficará realmente na cauda da Europa, se se considerar
a) a geografia, o actual distanciamento da Europa relativamente à América e a expressão «virar as costas a».
b) a posição de Portugal no mapa.
c) a geografia.
d) que Portugal tem os piores resultados.

«Não há almoços grátis» — o título da coluna de João César das Neves no Diário de Notícias — é uma frase, figurada, que faz alusão ao facto de
a) não haver almoços grátis.
b) se poder engordar, por muito que se tenha cuidado com as calorias.
c) de a economia tudo comandar.
d) todas as refeições serem pagas.

O texto que leste é uma
a) notícia.
b) reportagem.
c) crónica.
d) cacha.

[Fez-se relance ao programa do 11.º ano. Assistimos também ao trecho do filme Relatório Minoritário que mostra o jornal electónico de que falava o texto da aula anterior. Deram-se explicações sobre as duas redacções corrigidas. Ver sobre tudo isto a Apresentação.]



Os verbetes em baixo são do Grande Dicionário da Porto Editora. Além de «cauda» (por causa do texto de hoje), pus as palavras cujas acepções tentaste criar na última aula.



No verso desta folha, lê o texto da série «A minha fuga mais feliz». Trata-se de uma página do suplemento Fugas, do jornal Público, onde se vão publicando os textos vencedores de um concurso (cujas regras podes relancear à direita).
Escreve um texto subordinado ao mesmo título, A minha fuga mais feliz. (Um texto destes pode ser de relato, mas também pode aproximar-se do género ‘texto de apreciação crítica’ ou até da reflexão bastante subjectiva.)
Usa uma folha solta. Faz aproximadamente quinhentas palavras, o que corresponderá aos pedidos cerca de dois mil e quinhentos caracteres.



TPC — Redige um verbete de palavra inventada (criada por ti — portanto, não dicionarizada e nem mesmo conhecida de qualquer falante). Palavra deve ter aparência plausível, considerado o padrão português, e ter três acepções, pelo menos.
Não te esqueças de incluir no verbete a abreviatura da classe gramatical e uma abonação — isto é, uma frase exemplificativa, entre aspas — de cada acepção. (Nota que no dicionário que reproduzi não há abonações.) No final do verbete, podes pôr etimologia, mas esta já não será obrigatória.
Escreve a computador, não deixando de usar os tipos de ênfase encontráveis neste género de textos (itálicos, negros, etc.).

Apresentação usada: http://www.slideshare.net/luisprista/apresentao-para-dcimo-primeiro-ano-aula-4-presentation/
Chave do questionário de leitura

A instituição que, no primeiro parágrafo (ll. 1-11), se diz estarmos em risco de perder é
a) a União Europeia.
b) a União Europeia, após o seu alargamento.
c) o modo como os portugueses vêem o seu país.
d) a cauda da Europa.

A oração «Se não tomarmos medidas urgentes» (3-4)
a) exprime preocupação sincera por uma situação que é preciso alterar.
b) é pejorativa.
c) constrói um cenário caricatural com valor irónico.
d) refere a urgência de se alterar uma situação dramática.

Segundo o segundo parágrafo (12-25), a atitude miserabilista dos portugueses
a) resultou da convicção de que Portugal está na cauda da Europa.
b) encontra um pretexto para se manifestar na ideia de estarmos na cauda da Europa.
c) é irrelevante.
d) derivou da cristalização da noção de Portugal estar na «cauda da Europa».

O «nosso clube» (25) é
a) o Benfica.
b) o último lugar.
c) a selecção nacional.
d) a Europa.

No terceiro parágrafo (26-32), informa-se que
a) as estatísticas não confirmam que estejamos na cauda da Europa.
b) há razão para o pessimismo dos portugueses se manter.
c) há, desde os últimos avanços reais, a sensação de miséria que tanto nos seduz.
d) a classificação de Portugal permaneceu teimosamente.

O período «Portugal é, entre todos os estados-membros até agora, o maior sucesso de adesão» (33-35) é
a) irónico.
b) denotativo.
c) satírico.
d) pejorativo.

Em termos de crescimento a seguir à adesão à União Europeia (33-44),
a) os outros países pobres tiveram melhores resultados do que Portugal.
b) a Irlanda e a Espanha não tiveram melhores resultados do que Portugal.
c) só a Grécia teve piores resultados do que Portugal.
d) a Irlanda, a Grécia e a Espanha tiveram melhores resultados do que Portugal.

No período «Mas a nossa opinião pública nunca se preocupou com o pequeno pormenor da realidade» (45-47), «o pequeno pormenor da realidade» significa
a) ‘o detalhe insignificante da verdade’.
b) ‘o detalhe da realidade’.
c) ‘os pormenores’.
d) ‘os dados reais’.

A esperança de vida em Portugal (49-64)
a) diminuiu após a entrada na União Europeia.
b) encurtou acentuadamente.
c) aumentou após a entrada na União Europeia.
d) ultrapassou a da média da Europa.

No período «Isso não perturbou os agoirentos» (79-80), o «isso» reporta-se ao facto de
a) os portugueses já não serem os últimos.
b) a cauda ser ainda mais difícil de manter, em economia.
c) o produto português ter baixado.
d) o produto português em 1960 ser 40% da média europeia.

A estratégia adoptada pelos pessimistas foi
a) abandonarem as taxas de câmbio corrente.
b) passarem a usar as taxas de câmbio corrente.
c) adoptarem a comparação em paridades de poder de compra.
d) recuperar o cobiçado último lugar.

«Portugal prepara-se para cair num anonimato mediano» (89-90) significa que Portugal
a) vai ser esquecido.
b) vai deixar de ser o último.
c) passará para o grupo dos mais avançados.
d) vai cair nos últimos lugares.

A frase «Isto é terrível!» (90-91) é
a) denotativa.
b) irónica.
c) uma metonímia.
d) metafórica.

No último parágrafo do texto (97-100), concede-se que Portugal ficará realmente na cauda da Europa, se se considerar
a) a geografia, o actual distanciamento da Europa relativamente à América e a expressão «virar as costas a».
b) a posição de Portugal no mapa.
c) a geografia.
d) que Portugal tem os piores resultados.

«Não há almoços grátis» — o título da coluna de João César das Neves no Diário de Notícias — é uma frase, figurada, que faz alusão ao facto de
a) não haver almoços grátis.
b) se poder engordar, por muito que se tenha cuidado com as calorias.
c) a economia tudo comandar.
d) todas as refeições serem pagas.

O texto que leste é uma
a) notícia.
b) reportagem.
c) crónica.
d) cacha.

Aula 5 (29 ou 30/Set) O documento «A mensagem publicitária» (Antologia, pp. 34-35) reduz-se bem a esquema. Preenche as lacunas, à medida que fores lendo.

linhas
1-4 Eficácia da mensagem assenta no modelo AIDA:
atrair a _____
captar o ______
despertar o _____
provocar a ____

5-8 Formular a mensagem implica resolver
______
______
formato
______

8-24 Conteúdo
Qual o benefício, motivação, identificação por que se pensará no produto?
Apelos racionais
informações sobre qualidade / ____ / valor / desempenho
Apelos _____
emoções negativas
medo / culpa / ______
__________
humor / amor / ______ / divertimento
Apelos _________

25-35 __________
Conclusão
explicitada / não explicitada
Argumentação
só elogios / ______
____________
argumento mais forte no início / _____

38-44 Formato
____________
título / texto / disposição / cores
rádio
texto, voz, música
____________
o já referido
___________
expressões faciais / ______ / vestuário / postura

45-51 _________
pode ser
______
célebre
credível
se for: especialista / confiável / _____

Na p. 28, lê a publicidade ao suplemento Mil Folhas e responde às perguntas (1-7). (Escreve resposta directa e curta, mas legível em voz alta.)

1. ____________________
______________________

2. ____________________
______________________

3. ____________________
______________________

4. ____________________
______________________

5. ____________________
______________________

6. ____________________
______________________

7. ____________________
______________________






Os sketches que acabámos de ver — «Agência publicitária de Chelas» e «Pare de estalar os dedos» (ambos da série Lopes da Silva) — podem servir para exemplificarmos os dois tipos de publicidade apresentados no ponto 2.2 das pp. 32-34, «Discurso publicitário e estratégia argumentativa», que deves ir lendo agora:

«Agência publicitária de Chelas» seria um exemplo de publicidade a incitar ao ______ e, por isso, designável como publicidade _______.
Já o conjunto «Pare de estalar os dedos» ridicularizava a publicidade __________, aquela que não é encomendada por _______, mas por _________ ou por ____________, e visa informar, despertar consciências, enfim educar para a __________.

Nos três primeiros parágrafos da p. 33, fala-se-nos de estratégias seguidas na publicidade comercial. Usando alguns desses termos (o que implica ires ler agora miudamente os parágrafos), resume o que acontecia em «Agência publicitária de Chelas»:

Ao conceber a _________ para a Super Sumo, a Agência Criativa de Chelas não adaptou a sua ________ ao verdadeiro _________ do produto em causa. Essa adaptação às pessoas susceptíveis de consumir o refrigerante determinaria que se evitassem palavras de _________ muito marcados em termos sociais.
O conteúdo da publicidade veiculado na cena que imaginou a ACC comunicaria uma mensagem acerca do produto (Supersumo) pouco _________ (fiabilidade e segurança do produto não sairiam valorizadas); mas, por outro lado, até temos de reconhecer que o desenho da campanha afastaria parte dos consumidores do seu ________, fá-los-ia sonhar, criando o tal mundo perfeito referido no texto da p. 33; também se pode alegar que a personagem escolhida talvez suscitasse desejos de ________ por parte de alguns consumidores.
Quando o empresário manifesta a sua vontade de que houvesse outra linha ________ para a campanha, com mais «classe», os publicitários de Chelas limitaram-se a fazer figurar «requinte» no _______.
O episódio termina com um quiproquó, um equívoco, motivado pelas ________ policiais da expressão «está referenciada».


Procurando responder à mensagem que o empresário queria que a publicidade inculcasse — «É cool beber Super Sumo; e quem não bebe não é cool» — e mantendo um formato televisivo, cria o anúncio (enfim, melhor do que o da ACC).

Guião simplificado (descrição da cena no filme, incluindo o que haja de diálogos):

Slogan (frase que fecharia o anúncio, depois repescada para a campanha por cartazes):

Se te sobrar tempo, pensa em anúncio (televisivo) para a «Mil Folhas».

Guião simplificado (descrição da cena no filme, incluindo o que haja de diálogos):

Slogan (frase que fecharia o anúncio, depois repescada para a campanha por cartazes):

TPC — 1. Vê estes microfilmes — de publicidade sobretudo institucional — para a mensagem «É ‘cool’ ler».
http://www.youtube.com/watch?v=992g2mboXrM («O Segredo»)
http://www.youtube.com/watch?v=nNtinO8Ei_k («PlayBook»)
http://www.youtube.com/watch?v=U4ZuXeYrRiQ («Livro vs. e-book»)
http://www.youtube.com/watch?v=ASdHSmNGUoU («Incentivo à leitura»)
http://www.youtube.com/watch?v=8I_wZchkjhY («O engodo»)
http://www.youtube.com/watch?v=Kzs_Hbj8Ffc («Livro das respostas»)
2. Acaba os guiões dos anúncios televisivos iniciados na aula (Super Sumo; «Mil Folhas»).

Apresentação usada:
http://www.slideshare.net/luisprista/apresentao-para-dcimo-primeiro-ano-aula-5-presentation/
Soluções

O documento «A mensagem publicitária» (Antologia, pp. 34-35) reduz-se bem a esquema. Preenche as lacunas, à medida que fores lendo.
1-4 Eficácia da mensagem assenta no modelo AIDA:
atrair a atenção
captar o interesse
despertar o desejo
provocar a acção

5-8 Formular a mensagem implica resolver
conteúdo
estrutura
formato
emissor

8-24 Conteúdo
Qual o benefício, motivação, identificação por que se pensará no produto?
Apelos racionais
informações sobre qualidade / economia / valor / desempenho
Apelos emocionais
emoções negativas
medo / culpa / vergonha
emoções positivas
humor / amor / orgulho / divertimento
Apelos morais

25-35 Estrutura
Conclusão
explicitada / não explicitada
Argumentação
só elogios / elogios e defeitos
Ordem de apresentação
argumento mais forte no início / no fim

38-44 Formato
escrita
título / texto / disposição / cores
rádio
texto / voz / música
televisão ou pessoalmente
o já referido
indícios não verbais
expressões faciais / gestos / vestuário / postura

45-51 Emissor
Pode ser
atractivo
célebre
credível
se for: especialista / confiável / simpático

Na p. 28, lê a publicidade ao suplemento Mil Folhas e responde às perguntas (1-7). (Escreve resposta directa e curta, mas legível em voz alta.)

1. «Mil Folhas» é o nome de um suplemento de jornal (que se ocupa de muitos livros) e é um bolo (muito folhado).
2. Como o bolo na imagem, o jornal também é para saborear com gosto.
3. Aplicam-se ao jornal palavras do campo lexical da pastelaria («devorar», «creme», «alimente»). Na imagem, às camadas do bolo correspondem «literatura, música, pintura, ...».
4. «devore» = ‘leia com gosto’; «o creme do creme» = ‘o melhor do melhor’; «encher as medidas» = ‘satisfazer completamente’; «alimente a vontade de saber» = ‘desenvolva’.
5. Usa-se um provérbio, ampliando o seu sentido inicial: já não só ‘saber ler’ mas ‘ler o «Mil Folhas»’.
6. O público-alvo é quem se interesse por cultura.
7. Dirigida a um objecto de consumo, esta publicidade é comercial.

Os dois sketches que acabámos de ver — «Agência publicitária de Chelas» e «Pare de estalar os dedos» (ambos da série Lopes da Silva) — podem servir para exemplificarmos os dois tipos de publicidade apresentados no ponto 2.2 nas pp. 32-34, «Discurso publicitário e estratégia argumentativa».

«Agência publicitária de Chelas» seria um exemplo de publicidade a incitar ao consumo e, por isso, designável como publicidade comercial. Já o conjunto «Pare de estar os dedos» ridicularizava a publicidade institucional, aquela que não é encomendada por empresas, mas por ministérios ou por associações, e visa informar, despertar consciências, enfim educar para a cidadania.

Nos três primeiros parágrafos da p. 33, fala-se-nos de estratégias seguidas na publicidade comercial. Usando alguns desses termos (o que implica ires ler agora miudamente esses parágrafos), resume o que aconteceu em «Agência publicitária de Chelas»:

Ao conceber a campanha para a Super Sumo, a Agência Criativa de Chelas não adaptou a sua estratégia ao verdadeiro público-alvo do produto em causa. Essa adaptação às pessoas susceptíveis de consumir o refrigerante, determinaria que se evitassem palavras de registos de língua muito marcados em termos sociais ou situacionais.
O conteúdo da publicidade veiculado na cena que imaginou a ACC comunicaria uma mensagem acerca do produto (Supersumo) pouco tranquilizadora (fiabilidade e segurança do produto não sairiam valorizadas); mas, por outro lado, até temos de reconhecer que o desenho da campanha afastaria parte dos consumidores do seu universo, fá-los-ia sonhar, criando o tal mundo perfeito referido no texto da p. 33; também se pode alegar que a personagem escolhida talvez suscitasse desejos de identificação por parte de alguns consumidores.
Quando o empresário manifesta a sua vontade de que houvesse outra linha directora para a campanha, com mais «classe», os publicitários de Chelas limitaram-se a fazer figurar «requinte» no slogan. O episódio termina com um quiproquó motivado pelas conotações policiais da expressão «está referenciada».
Aula 6 (2 ou 3/Out) Como fizemos na última aula para um outro texto expositivo-argumentativo, vai lendo «A imagem na imprensa escrita» (Antologia, 32) e completa este esquema hierárquico:

linhas
4-11 Na imprensa, nem sempre a imagem se limita ao seu papel testemunhal.
três tipos de imagens
fotografia
_______
_______

12-19 Fotografia
processos de «orientar» a realidade
ângulo de captação ou plano
________
________

20-23 ___________
tudo é concebido para dar imagem positiva do produto
_____
cores
_____


24-34 ___________
deve
________
fazer ____ sobre acontecimentos

sociais / políticos / ____ / desportivos
socorre-se de técnicas
simplificação de traços / _____ / deformação / acumulação / _____
caricatura (= deformação até ao ridículo) consegue-se por
simplificação excessiva / ________


Percorrendo o exemplar de O Inimigo Público que te tenha calhado, vai completando.

O Inimigo Público é o suplemento humorístico do jornal Público. Sai às ____
Tem como espécie de divisa a epígrafe que está junto ao título {transcreve-a}: _______
Qual o número do teu exemplar? ___ E a data? _________
Quem é o director? __________
Quanto à ficha técnica, está no rodapé da p. ______.


«Toon», de António Jorge Gonçalves, na p. ___, é uma coluna de _______ {foto / desenho humorístico / imagem publicitária}. Neste número, satiriza __________ {indicar o assunto de modo sintético mas completo}. O desenho recorre a traços caricaturais (por exemplo, ___________).

Há mais cartoons em outras páginas do jornal? Sim, estão na(s) p(p). __, mas são/não são {risca} originais, são _______ da imprensa internacional.
Considerando os três tipos de imagem usados na imprensa — referidos no texto sobre «A imagem na imprensa escrita» (Antologia, 32, ll. 3-4) —, o que aparecerá mais no Inimigo Público é a _________. Entretanto, essas imagens aparecem muitas vezes «deliberadamente construídas», já que são ___________. Um exemplo é a imagem que ilustra a notícia «___________», na p. ___, em que a fotografia foi alterada deste modo: ___________.

A secção «Inquérito» (p. __) procura satirizar os inquéritos de rua. Um dos truques é pôr entre os entrevistados alguma figura conhecida (que seria impossível, a não ser por grande coincidência, ter sido entrevistada numa escolha aleatória, como devia ser a destas entrevistas). Isso acontece com __________{transcreve o nome}.
Algumas das profissões e epítetos sob os nomes dos entrevistados são brincalhões: ____________{escolhe só um exemplo}. Também entre os nomes dos «populares» há decerto algum estapafúrdio: ________ {transcreve-o, se for realmente o caso}.

A secção «Provedor dos leitores» (p. __) imita o que muitos números do Público propriamente dito têm na penúltima página. No suplemento humorístico, responde-se a críticas _____ {verídicas / fictícias} de leitores. Os esclarecimentos do Provedor, de nome _________, são, é claro, ________.


Quantas notícias são objecto de chamadas na p. 1 (na capa, portanto)? São ___. A manchete é sobre ________________.
A maioria das notícias do Inimigo Público ridiculariza acontecimentos verdadeiros ocorridos durante a semana. Um dos processos humorísticos usados é transpor o acontecimento para um contexto diferente (tornando-o, pelo absurdo, ainda mais risível). Outro processo a que se recorre é hiperbolizar pormenores da situação real, caricaturando o que nela já houvesse de ridículo.
Escolhe uma notícia. Indica o caso verídico de que partiu e o processo de criação de cómico que depois se usou:

Notícia no Inimigo Público
Acontecimento verdadeiro que inspirou a notícia
Brincadeira (por absurdo, por hipérbole) a que se recorreu


Cria uma notícia à Inimigo Público (ou, enfim, no estilo de qualquer jornal humorístico). Pensa primeiro num acontecimento — de preferência, que já contivesse em si algo de ridicularizável (mas, afinal, tudo tem!). Depois, usa no relato os mecanismos (de absurdo, hipérbole, ...) que vimos serem comuns nos jornais satíricos. A notícia terá título, lead e o seu desenvolvimento, nas dimensões típicas deste género jornalístico.

TPC — (1) Passa a computador «A minha fuga mais feliz», integrando já emendas ou sugestões que tenha feito, bem como novos desenvolvimentos que queiras tu inserir. Entregar-me-ás a versão a computador agrafada ao texto manuscrito que hoje te devolvi.
(2) O Inimigo Público está, por estes dias, a celebrar o seu quinto aniversário. Visita o site http://static.publico.clix.pt/ipaniversario/.

Apresentação usada: http://www.slideshare.net/luisprista/apresentao-para-dcimo-primeiro-ano-aula-6-presentation-634780/

Soluções
4-11 Na imprensa, nem sempre a imagem se limita ao seu papel testemunhal.
três tipos de imagens
fotografia
desenho humorístico
imagem publicitária

12-19 Fotografia
processos de «orientar» a realidade
ângulo de captação ou plano
efeitos de luz ou de contraste
montagem

20-23 Imagem publicitária
tudo é concebido para dar imagem positiva do produto
linhas
cores
situação

24-34 Desenho humorístico
deve
divertir
fazer reflectir sobre acontecimentos
sociais / políticos / culturais / desportivos
socorre-se de técnicas
simplificação de traços / exagero / deformação / acumulação / contraste
caricatura (= deformação até ao ridículo) consegue-se por
simplificação excessiva / amplificação de pormenores

O Inimigo Público é o suplemento humorístico do jornal Público. Sai às sextas.
Tem como espécie de divisa a epígrafe que está junto ao título: «Se não aconteceu, podia ter acontecido»
Quem é o director? Luís Pedro Nunes
Quanto à ficha técnica, está no rodapé da p. 8.

«Toon», de António Jorge Gonçalves, na p. [8], é uma coluna de desenho humorístico.

Há mais cartoons em outras páginas do jornal? Sim, estão na(s) p(p). 10 e 11, mas não são originais, são retirados/importados da imprensa internacional.
Considerando os três tipos de imagem usados na imprensa — referidos no texto sobre «A imagem na imprensa escrita» (Antologia, 32, ll. 3-4) —, o que aparecerá mais no Inimigo Público é a fotografia. Entretanto, essas imagens aparecem muitas vezes «deliberadamente construídas», já que são montagens.

A secção «Inquérito» (p. [8]) procura satirizar os inquéritos de rua.
A secção «Provedor dos leitores» (p. 10) imita o que muitos números do Público propriamente dito têm na penúltima página. No suplemento humorístico, responde-se a críticas fictícias de leitores. Os esclarecimentos do Provedor, de nome Norberto Arriaga, são, é claro, irónicos / absurdos / cómicos.
Aula 7 (6 ou 7/Out) Resolve a ficha sobre denotação e conotação (Práticas, p. 46), usando os esboços de resposta que ponho a seguir:

1. Na frase, a palavra «cola» é usada com o sentido de ‘_____________’, o que não é o seu valor ________ (‘preparado glutinoso para fazer aderir papel, madeira ou outras substâncias; grude’).

2.1. Na alínea b, a palavra «_______» é usada para caracterizar o solo, mostrando que este também é frágil, precioso e protector. Na alínea c, a palavra «_________» traduz o perigo da desertificação. Ambas as palavras citadas não estão no seu sentido ________, antes integram figuras de estilo (metáfora, comparação).

2.2 [Faz frases interessantes. As frases mais surpreendentes serão por mim muito elogiadas.]

3.1 ________.

3.2 ________.

3.3 Na frase b, «_________» e «_________», ambas palavras da náutica, são usadas em sentido figurado, para conotarem a ideia de ‘reflexão segura’. Na frase c, «________» não significa ‘substâncias que enriquecem os cozinhados’, mas aplica-se à ____________, que também pode enriquecer a vida.

4. As frases em que «luminoso» é mais subjectivo são as ________.


Agora, resolve a ficha sobre pontuação (Práticas, 44-45). Usa o que ponho a seguir.

1.
1 / 2 / 3 / 4 / 5 / 6 / 7 / 8 / 9
e / / / / / / / /

2.
1 / 2 / 3 / 4
/ / / / / / /

3. [acrescentar as vírgulas]
a. Para McLuhan a própria Grécia antigo berço da civilização ocidental foi uma consequência da invenção do alfabeto.

b. De facto tomar decisões no sentido de ter e cruzar informação com vista à obtenção de um determinado resultado e objectivo é não só um processo complicado como um jogo arriscado. Um processo complicado porque como nunca se pode saber e controlar tudo mexe-se sempre no terreno pantanoso das probabilidades. Um jogo arriscado porque verificando-se as mais desagradáveis probabilidades se entra numa zona caótica e imprevisível.

c. Chegar cinco minutos antes da hora marcada aos compromissos começar as reuniões a horas mesmo que não estejam presentes todas as pessoas censurar diplomaticamente todos os eventuais atrasos — são as propostas sugeridas para incentivar melhores hábitos e colocar «Portugal a horas».

d. Os jogos olímpicos surgiram como interregno das guerras. A boa condição física e a participação em competições completavam a formação dos guerreiros. Quando se corre a maratona é ao primeiro maratonista um soldado que prestamos homenagem. «Aquiles de pés rápidos» é epíteto usado por Homero para designar o maior dos guerreiros gregos que era também o melhor corredor.

e. Sempre achei que a pior forma de morrer seria no meio das dunas de Marte. Nasci no Texas e sei perfeitamente o que significa aridez mas nada me parece mais árido do que a paisagem de Marte descrita nos livros de ficção científica. Porém a ameaça do planeta vermelho não nos chega apenas da leitura: «A Guerra dos Mundos» de Orson Welles [segundo ideia do livro A Guerra dos Mundos, de H. G. Wells] transmitida na rádio em 1938 deixou alguns americanos convencidos de que os marcianos estavam a atacar New Jersey. Tudo isto é de esperar digo eu de um planeta cujo nome foi retirado do deus romano da guerra e que visto da Terra nos parece tingido com cor de sangue.

Vê a gravação de três sequências de publicidade e completa o que esteja em falta: poderá ser o nome do produto ou as etiquetas sobre o tipo de publicidade de que se trata: I(nstitucional), C(omercial) ou ao próprio canal (pôr sigla: TVI, RTP, SIC).
Quanto a mim, a maioria dos anúncios aposta mais numa mensagem «tranquilizadora» (podemos confiar no produto) do que no contraste pelo sonho (sugerir ao público um outro universo, a fuga ao quotidiano), ainda que, por vezes, estejam presentes as duas mensagens. Marca com um S(onho) os casos mais evidentes de aposta predominante na segunda destas estratégias.

TVI
Opel Corsa / C
Duplex ADSL Vodafone / C
Philadelphia / C
Actívia / C
_____ / C
Special Kapa / C
Renault Mégane / C
Coca-Cola / C
_____ / C
Hextril / C
Scarlet / C

RTP-1
Vodafone Casa TØ / C
Modelo / C
_____ /C
Listerine/C
Lisbon Village Festival / _____
Intercasa / _____
Compal / C
Saúde 24 / _____
Futsal Campeonato 2008 / RTP
Valorfito / _____
Renov’Air / C
Cavalia / _____
Leite Agros / _____
Tag Optimus / C
Hextril / C
Lancia Delta / C
Actimel / C
Continente / C
Carrinhas Accord / C
Ok TeleSeguro /
Minipreço / C
Corrida de Gala /
Heineken / P

SIC
Matinal / C
Logo-seguro / _____
Linic / C
BMW Berlina / C
Vanish / C
Minipreço /
Sumol Intense / C
Mazda 6 / C
AirWick / C
Danoninho / C
Zé Carlos / _____
Super Model / _____
El Corte Inglès / C
Actimel / C
Allianz / C
Colgate / _____
Sopas frescas Knorr / C
Minipreço / _____
Vanish / C
MultiÓpticas / C
Leite Agros / _____
Enciclopédia Público / _____
_____ / C
Renault Mégane / C
Kinder Surpresa / C
Banif / _____
Artic / C
Tag Optimus / C
Nívea / C
_____ /I + C


TPC — No documento do verbete com palavra inventada cuja versão em papel hoje te devolvi, incorpora as emendas que fiz (ou inclui alguma melhoria que penses ainda poder fazer). Depois envia-me por mail um anexo com esse verbete.
O nome do anexo deve ser «Verbete com neologismo forjado por [nome do aluno], do 11.º {1, 2, 4, 5, 6}». Os que estiverem a usar Word 2007/Vista, ao guardarem o documento gravem-no num word anterior.
(Como sei que não têm todos a mesma facilidade em aceder a computadores/net, não estipulo prazo muito rígido para este tepecê. Mas não o protelem indefinidamente.)


Apresentação usada: http://www.slideshare.net/luisprista/apresentao-para-dcimo-primeiro-ano-aula-7-presentation/

Soluções
1. Na frase, a palavra «cola» é usada com o sentido de ‘elemento aglutinador de pessoas’, o que não é o seu valor comum (‘preparado glutinoso para fazer aderir papel, madeira ou outras substâncias; grude’).

2.1. Na alínea b, a palavra «pele» é usada para caracterizar o solo, mostrando que este também é frágil, precioso e protector. Na alínea c, palavra «bomba-relógio» traduz o perigo da desertificação. Ambas as palavras citadas não estão no seu sentido denotativo, antes integram figuras de estilo (metáfora, comparação).

3.1 denotativo.

3.2 O meu país é a língua portuguesa.

3.3 Na frase b, «amarra» e «ancorar», ambas palavras da náutica, são usadas em sentido figurado, para conotarem a ideia de ‘reflexão segura’. Na frase c, «especiarias» não significa ‘substâncias que enriquecem os cozinhados’, mas aplica-se à diversidade social, que também pode enriquecer a vida.

4. As frases em que «luminoso» é mais subjectivo são as b e a c [e a d].

Resolve agora a ficha sobre pontuação (Práticas, 44-45). Usa o que ponho a seguir.

1.
1/2 /3/4/5/6/7/8/9
e/i/h/c/a/f/d/b/g

2.
1/2/3/4
e, h/a, g/c, f/b, d

3.
a. Para McLuhan / a própria Grécia / antigo berço da civilização ocidental / foi uma consequência da invenção do alfabeto.

b. De facto / tomar decisões / no sentido de ter e cruzar informação / com vista à obtenção de um determinado resultado e objectivo / é não só um processo complicado como um jogo arriscado. Um processo complicado / porque / como nunca se pode saber e controlar tudo / mexe-se sempre no terreno pantanoso das probabilidades. Um jogo arriscado / porque / verificando-se as mais desagradáveis probabilidades / se entra numa zona caótica e imprevisível.

c. Chegar cinco minutos antes da hora marcada aos compromissos / começar as reuniões a horas / mesmo que não estejam presentes todas as pessoas / censurar diplomaticamente todos os eventuais atrasos — são as propostas sugeridas para incentivar melhores hábitos e colocar «Portugal a horas».

d. Os jogos olímpicos surgiram como interregno das guerras. A boa condição física e a participação em competições completavam a formação dos guerreiros. Quando se corre a maratona / é ao primeiro maratonista / um soldado / que prestamos homenagem. «Aquiles de pés rápidos» é epíteto usado por Homero para designar o maior dos guerreiros gregos / que era também o melhor corredor.

e. Sempre achei que a pior forma de morrer seria no meio das dunas de Marte. Nasci no Texas e sei perfeitamente o que significa aridez / mas nada me parece mais árido do que a paisagem de Marte descrita nos livros de ficção científica. Porém / a ameaça do planeta vermelho não nos chega apenas da leitura: «A Guerra dos Mundos» / de Orson Welles [segundo ideia do livro A Guerra dos Mundos, de H. G. Wells] / transmitida na rádio em 1938 / deixou alguns americanos convencidos de que os marcianos estavam a atacar New Jersey. Tudo isto é de esperar / digo eu / de um planeta cujo nome foi retirado do deus romano da guerra e que / visto da Terra / nos parece tingido com cor de sangue.

TVI
Opel Corsa/C
Duplex ADSL Vodafone/C
Philadelphia/C
Actívia/C
Feira Nova/Pingo Doce/C
Special Kapa/C
Renault Mégane/C
Coca-Cola/C
Continente/C
Hextril/C
Scarlet/C

RTP-1
Vodafone Casa TØ/C
Modelo/C
Danacol/C
Listerine/C
Lisbon Village Festival/I
Intercasa/I (C?)
Compal/C
Saúde 24/I
Futsal Campeonato 2008/RTP
Valor fito/I
Renov’Air/C
Cavalia/C (I?)
Leite Agros/C+I
Tag Optimus/C
Hextril/C
Lancia Delta/C
Actimel/C
Continente/C
Carrinhas Accord/C
Ok TeleSeguro/C
Minipreço/C
Corrida de Gala/
Heineken/P

SIC
Matinal/C
Logo-seguro/C
Linic/C
BMW Berlina/C
Vanish/C
Minipreço/C
Sumol Intense/C
Mazda 6/C
AirWick/C
Danoninho/C
Zé Carlos/SIC
Super Model/C
El Corte Inglès/C
Actimel/C
Allianz/C
Colgate/C
Sopas frescas Knorr/C
Minipreço/C
Vanish/C
MultiÓpticas/C
Leite Agros/C
Enciclopédia Público/C
Modelo/C
Renault Mégane/C
Kinder Surpresa/C
Banif/C
Artic/C
Tag Optimus/C
Nívea/C
Feira Nova/I + C
Aula 8 (9 ou 10/Out) Resolve o ponto 1.2 da actividade 1, em torno de «Uma aposta com sucesso» (Práticas, 27-28), aproveitando o texto lacunar que pus a seguir. Trata-se de alterarmos o artigo de R.V.B. — saído no suplemento «Actual», do Expresso —, trocando-lhe o ponto de vista: de crítica elogiosa a crítica pejorativa.
Nos espaços que deixei para preencheres, podem caber uma ou mais palavras. Deves ires lendo o original e não te limitares a inscrever antónimos (raramente serão esses os vocábulos adequados). Nota ainda que, apesar de se pretender uma crítica depreciativa, o registo de língua deverá ser o de um texto cuidado, jornalístico.

Uma aposta falhada
Em Braga, todos os concertos desiludiram
O concerto final do Max Nagal Big Four mostrou quanto a ignorância da tradição do jazz pode ser perversa

Terminou no passado sábado, com um ________ concerto do quarteto de Steve Wilson e da cantora Carla Cook, o Braga Jazz 2004, que se revelou uma aposta _________. Esta edição terá mesmo sido, talvez, a mais ________ dos últimos anos, com a apresentação de uma série de concertos que tiveram sempre __________.
No primeiro dia, com o quarteto de Ugonna Okegwo, surgiu um jazz _________ com músicos _________, com destaque para o saxofonista soprano Sam Newsorne, que, com um timbre ____________, ____________, nas composições de Okego e de Monk, a __________ tantas vezes associada ao instrumento.
O concerto duplo do dia seguinte teve alguns aspectos ______________. Primeiro, a ___________ dos músicos portugueses comandados por Mário Barreiros, que, embora tendo como matéria prima uma música sem surpresas, ____________ revelar o seu _____________. No quinteto de Christophe Schweizer, se o trombonista líder pareceu melhor organizador do que improvisador, o saxofonista Dave Binney e o baterista Dan Weiss revelaram uma ____________ e uma _____________ absolutamente ____________.
O concerto final do Max Nagal Big Four mostrou quanto a ___________ tradição do jazz pode ___________, embora uma certa ___________ da execução coexistisse com ___________ de emoção. Exactamente o que não aconteceu com Steve Wilson e o seu quarteto, sobretudo depois da aparição da cantora Carla Cook, uma mulher que tem os blues, o soul e o jazz ___________, que ___________ o ____________ público, sobretudo num «espiritual» a lembrar os trágicos acontecimentos de Madrid e ele próprio um acontecimento não menos trágico.






A propósito de «Mofo ou bafio?» e «Primeiro-ministro discursa» (série Lopes da Silva), completa:



A relação que há entre os dois verbos «mofar» cujos verbetes (do Grande Dicionário, Porto Editora) te apresento é de __________ {polissemia / homonímia}. São palavras ________ {diferentes / iguais / homónimas / homógrafas / homófonas}, como se conclui do facto de terem origem diferente. O étimo de «mofar» é o germânico «_______» (‘estar mal-humorado’), enquanto «mofar» virá de «mofo» + «____». A estas palavras, que, tendo étimos diferentes, vieram a coincidir (mas apenas na aparência gráfica e fonética), chamamos __________ {divergentes / convergentes}.
Este processo nada tem que ver com o da ________: aí, temos uma mesma palavra original, que ganha vários sentidos (várias ______), num fenómeno de enriquecimento semântico (seja por _____ do sentido inicial, seja por redução).



Quanto a «mofo» e «bafio», são palavras _________ {polissémicas / monossémicas}. Aliás, têm uma acepção comum a ambas, ‘________’, e uma outra em que o sentido aparece reportado precisamente ao outro elemento do par de aqui se trata. (Há depois uma acepção popular, coloquial, de «mofo», correspondente a ‘________’, mas já distante das outras.) Ou seja, a diferença que no sketch se queria encontrar não está dicionarizada: a diferença percepcionada pelos amigos dever-se-ia apenas a uma _________ {denotação / conotação / homonímia}, de ordem puramente subjectiva.

Vejamos um outro tipo de dicionário, o de sinónimos (também da Porto Editora).



As palavras que podem ser sinónimas de «bafio» ou de «mofo» não são exactamente as mesmas. Há três vocábulos comuns aos dois verbetes — «_______», «_______», «_______» —, mas figuram como sinónimos de «mofo» três palavras que não vemos em «bafio»: «________», «________», «________». Pelo menos os dois últimos sinónimos de «mofo» são privativos da acepção popular (‘borla’).



Nos verbetes de «maniatar» e de «bloquear» reconhecemos a acepção em que o político usava as duas palavras; a acepção n.º ___ de «maniatar» e a n.º ___ de «bloquear». No entanto, as pessoas que ouvem o discurso parecem atribuir a «maniatar» _____ {conotação / denotação / polissemia} diferente da que dão a «bloquear».
É provável que a aversão a «maniatar» se relacione com o facto de esta palavra ter entre a suas outras acepções palavras do campo lexical da ‘polícia’: «______», «______». A multidão interpretaria a palavra nesse outro sentido, mais desagradável.


Reformula o começo de «Uma aposta com sucesso» (Práticas, p. 28), mantendo idêntica estrutura sintáctica, mas trocando o objecto da apreciação crítica. O assunto da recensão poderá ser agora futebol, teatro, festival de cinema, série televisiva, telenovela, desfile de moda, museu, (enfim, qualquer manifestação cultural ou desportiva).
As expressões mais genéricas, independentes do tipo de espectáculo, manter-se-ão, podendo haver ajustamentos pequenos. As partes específicas de cada arte, desporto, espectáculo é que serão mais alteradas.

Uma aposta com sucesso
Em _________, todos os _________ tiveram motivos de interesse.

Terminou no passado sábado, com ___

Trabalho para ir fazendo durante este mês

Microfilme de publicidade à Escola Secundária José Gomes Ferreira

Objectivo da mensagem [o que se pretende inculcar no público, mas não slogan]

ESJGF (‘é bom andar na ESJGF’);
Voz activa (‘vale a pena ser leitor, colaborador, do Voz Activa);
CRE e leitura (‘é bom e útil ler; na escola há bons sítios para ler, incluindo CRE’);
José Gomes Ferreira (‘é autor que vale a pena ler; cuja coragem devíamos imitar’).
[aceitarei outro tema, se adequado às celebrações do dia da escola (20/11)]

Formato e regras básicas

WMP. / Máximo de três minutos (mas admito que o tamanho médio dos filmes este ano seja mais pequeno do que o dos microfilmes feitos o ano passado). / Máximo de 100 MB. / Entregar até 3-7 de Novembro. / Pode haver trabalhos em dupla, se intervierem oralmente ambos os autores.

Conselhos vários

Estilo será mais de clip do que anúncio muito «matraqueado». Evitar elogio ingénuo e menções demasiado explícitas («ESJGF é ...») e apelos directos. Não afirmar dados discutíveis. Preferir que seja o espectador a inferir (mais do que usar o tal estilo insistente da publicidade artesanal). Não é obrigatório mostrar a escola.
Tem de haver voz (pode não percorrer todo o vídeo, mas, note-se, na maioria dos anúncios de televisão acaba por haver bastante preenchimento com texto).
Se houver dizeres escritos, zelar para que não haja erros ortográficos.
Proximamente, será útil analisar boa publicidade, para retirar o máximo de ensinamentos para o vosso caso; ver os melhores bibliofilmes e microfilmes do ano passado [Microfilmes (autobiográficos ou de relato de vivências): 10.º 1.ª; 10.º 2.ª; 10.º 4.ª; 10.º 5.ª; 10.º 6.ª; Bibliofilmes: 10.º 1.ª; 10.º 2.ª; 10.ª 4.ª; 10.º 5.ª; 10.º 6.ª]; ver outros exemplos que ainda possa pôr.

Apresentação usada: http://www.slideshare.net/luisprista/apresentao-para-dcimo-primeiro-ano-aula-8-presentation/

Soluções

Uma aposta falhada
Em Braga, todos os concertos desiludiram
O concerto final do Max Nagal Big Four mostrou quanto a ignorância da tradição do jazz pode ser perversa

Terminou no passado sábado, com um desmotivante concerto do quarteto de Steve Wilson e da cantora Carla Cook, o Braga Jazz 2004, que se revelou uma aposta sem consistência. Esta edição terá mesmo sido, talvez, a mais pobre dos últimos anos, com a apresentação de uma série de concertos que tiveram sempre equívocos e falhas técnicas.
No primeiro dia, com o quarteto de Ugonna Okegwo, surgiu umjazz incipiente com músicos ultrapassados, com destaque para o saxofonista soprano Sam Newsorne, que, com um timbre desajustado, desperdiçou, nas composições de Okego e de Monk, a força tantas vezes associada ao instrumento.
O concerto duplo do dia seguinte teve alguns aspectos caricatos. Primeiro, a incompetência dos músicos portugueses comandados por Mário Barreiros, que, embora tendo como matéria prima uma música sem surpresas, conseguiram revelar o seu amadorismo. No quinteto de Christophe Schweizer, se o trombonista líder pareceu melhor organizador do que improvisador, o saxofonista Dave Binney e o baterista Dan Weiss revelaram uma insuficiência técnica e uma insensibilidade ao ritmo absolutamente risíveis.
O concerto final do Max Nagal Big Four mostrou quanto a ignorância da tradição do jazz pode ser perversa, embora uma certa elegância da execução coexistisse com momentos de emoção. Exactamente o que não aconteceu com Steve Wilson e o seu quarteto, sobretudo depois da aparição da cantora Carla Cook, uma mulher que tem os blues, o soul e o jazz no seu próprio umbigo, que foi capaz de rechaçar o já raro público, sobretudo num «espiritual» a lembrar os trágicos acontecimentos de Madrid, ele próprio um acontecimento também trágico.

A relação que há entre os dois verbos «mofar» cujos verbetes (do Grande Dicionário, Porto Editora) te apresento é de homonímia {polissemia / homonímia}. São palavras homónimas {diferentes / iguais / homónimas / homógrafas / homófonas}, como se conclui do facto de terem origem diferente. O étimo de «mofar» é o germânico «mupfen» (‘estar mal-humorado’), enquanto «mofar» virá de «mofo» + «ar». A estas palavras, que, tendo étimos diferentes, vieram a coincidir (mas apenas na aparência gráfica e fonética), chamamos convergentes {divergentes / convergentes}.
Este processo nada tem que ver com o da polissemia: aí, temos uma mesma palavra original, que ganha vários sentidos (várias acepções), num fenómeno de enriquecimento semântico (seja por extensão do sentido inicial, seja por redução, etc.).

Quanto a «mofo» e «bafio», são palavras polissémicas {polissémicas / monossémicas}. Aliás, têm uma acepção comum a ambas, ‘bolor’, e uma outra em que o sentido aparece reportado precisamente ao outro elemento do par de aqui se trata. (Há depois uma acepção popular, coloquial, de «mofo», correspondente a ‘coisa grátis, borla’, mas já distante das outras.) Ou seja, a diferença que no sketch se queria encontrar não está dicionarizada: a diferença percepcionada pelos amigos dever-se-ia apenas a uma conotação {denotação / conotação / polissemia / homonímia}, de ordem puramente subjectiva.

Vejamos um outro tipo de dicionário, o de sinónimos (também da Porto Editora).
As palavras que podem ser sinónimas de «bafio» ou de «mofo» não são exactamente as mesmas. Há três vocábulos comuns aos dois verbetes — «mofo», «ranço», «sito» —, mas figuram como sinónimos de «mofo» três palavras que não vemos em «bafio»: «aleurisma», «borla», «molagem». Pelo menos os dois ultimos destes sinónimos de «mofo» são privativos da acepção popular (‘borla’).

Nos verbetes de «maniatar» e de «bloquear» reconhecemos a acepção em que o político usava as duas palavras; a acepção n.º 3 de «maniatar» e a n.º 4 de «bloquear». No entanto, as pessoas que ouvem o discurso parecem atribuir a «maniatar» conotação {conotação / denotação / polissemia} diferente da que dão a «bloquear». É provável que a aversão a «maniatar» se relacione com o facto de esta palavra ter entre a suas outras acepções palavras do campo lexical da ‘polícia’: «algemar», «prender». A multidão interpretaria a palavra nesse outro sentido, mais desagradável.
Aula 9 (13 ou 14/Out) Lê «Como integrar os imigrantes» (Antologia, pp. 14-15) e completa o meu esquema:

linhas
1-10 Sendo país de emigrantes e de imigração, Portugal tem mais ______ do que _______

[principal inferência a fazer: ‘temos de tratar bem os imigrantes, já que ____________’; entretanto, há uma oração concessiva, que implica fazer-se uma outra inferência (que contradiz um pouco o que era inculcado primeiro): ‘os imigrantes serão ___________ do que dizem as estatísticas’]

11-34 Os sociólogos abordam os fenómenos de contactos de culturas sob o tópico «_____________».

Há dois tipos de modelos de ________ dos imigrantes:
linear (ou ________) — processo é de assimilação, sem que haja integração
imigrantes deixam os seus valores e adoptam características da sociedade ________, que é, tendencialmente, ________ (‘só admite um princípio’)

35-53 _________ — postula-se um conjunto de alternativas
se respondidas dicotomicamente, duas perguntas (é importante o imigrante conservar _______? é importante manter relações com os outros grupos?) implicam quatro estratégias de ________:
assimilação / ________ / separação / marginalização

54-74 assimilação (favorece-se participação no país, em desfavor da _________)
integração (mantém-se, em parte, a identidade, mas promove-se ________)
_________ (o próprio indivíduo quer manter a sua identidade, sem participar)
marginalização (imigrante perde identidade, mas também não consegue ________)

76-111 estas estratégias relacionam-se com a qualidade da _________:
integração = maior sucesso
assimilação = ________ sucesso
________ = médio sucesso
marginalização = maior ________

há evidência de que ________ que impliquem
acomodação mútua (= integração) são boas
forçar mudança de cultura (= ________) são más
_______ (= separação) são más
guetização + mudança de cultura (= marginalização) são ____

mas há concessões a fazer de ambos os lados:
grupo ______ deve
adaptar ______ / serviços de saúde
grupo ________________ deve
mudar aspectos culturais _________

112-120 benefícios do pluralismo (via políticas _______) são numerosos

121-134 ________ é boa porque
é um dos condimentos da _______
traz vantagens na ________ / no comércio
favorece ______ da sociedade


À esquerda de cada parágrafo, inscreve V(erdadeiro) ou F(also), conforme o que ouviste no início da discussão em «Quadratura do Círculo» (Sic-Notícias, 9-10-2008).

Pacheco Pereira ficou indignado por se ter permitido a colocação de um cartaz com mensagens a criticar a imigração.

Pacheco Pereira acha que é legítimo as pessoas manifestarem-se contra a imigração.

O «intendente Pina Manique» a que se reporta Pacheco Pereira é o vereador Sá Fernandes.

Lobo Xavier concorda genericamente com Pacheco Pereira.

Pacheco Pereira simpatiza mais com o PNR do que com o Bloco de Esquerda.

Lobo Xavier não vê que se deva intervir policialmente por causa da divulgação de quaisquer ideias, incluindo incitamentos ao crime ou à rebelião.

António Costa reconhece que Sá Fernandes não tinha legitimidade para mandar retirar o cartaz.

António Costa considera que o cartaz contendia com o que a constituição autoriza, dado que havia uma clara mensagem de promoção da xenofobia.

Na discussão entre os três políticos, o foco foi a diferença de posição quanto à xenofobia.

Para Pacheco Pereira, a SOS Racismo é uma organização que tem grandes méritos.

Para Lobo Xavier, a profanação de cemitérios é tão negativa como a promoção da xenofobia.

Os Gato Fedorento afixaram um cartaz trocista, em resposta ao cartaz agora retirado.

O ano que corre é o ano Europeu do Diálogo Multicultural.

No Largo de S. Domingos foi inaugurado um monumento evocativo da perseguição aos judeus durante a Segunda Guerra Mundial.

Pacheco Pereira criticou os subsídios recebidos por organizações xenófobas.

Segundo António Costa, cabe a Sá Fernandes, enquanto responsável pelo pelouro das obras públicas, intervir, se houver mensagens xenófobas em cartazes afixados em Lisboa.

Em louvor do Magalhães, António Costa chamou a atenção para o que dissera Bill Gates.

Pacheco Pereira cita um almoço com Bill Gates, em que este lhe dissera ser contra a distribuição de computadores às crianças.

Lobo Xavier acha ridículo que António Costa invoque o testemunho de Steve Ballmer (que elogiou Portugal, apenas porque gostou do bacalhau).

Pacheco Pereira considera que a distribuição do Magalhães foi, sem dúvida, benéfica para a educação.


Dá um relance aos preceitos para redacção de textos de apreciação crítica (Práticas, 26-27).
Escreve um texto de apreciação crítica a um dos sketches que veremos entretanto. (Nota que ambos satirizam formatos publicitários.)





TPC — Terminar apreciação crítica começada em aula. Não esquecer de me dar a folha respectiva na próxima aula.

Apresentação usada: http://www.slideshare.net/luisprista/apresentao-para-dcimo-primeiro-ano-aula-9-presentation/

Soluções

1-10 Sendo país de emigrantes e de imigração, Portugal tem mais emigrantes do que imigrantes.

[principal inferência a fazer: ‘temos de tratar bem os imigrantes, já que também temos muitos emigrantes’; entretanto, há uma oração concessiva, que implica fazer-se uma outra inferência (que contradiz um pouco o que era inculcado primeiro): ‘os imigrantes serão mais do que dizem as estatísticas’ {«ainda que as estatísticas disponíveis relativamente aos fluxos migratórios nem sempre denotem a realidade»}]

11-34 Os sociólogos abordam os fenómenos de contactos de culturas sob o tópico «aculturação».

Há dois tipos de modelos de aculturação dos imigrantes:
linear (ou unicultural) — processo é de assimilação, sem que haja integração
imigrantes deixam os seus valores e adoptam características da sociedade dominante, que é, tendencialmente, monista (‘só admite um princípio’)

35-53 multilineares — postula-se um conjunto de alternativas
se respondidas dicotomicamente, duas perguntas (é importante o imigrante conservar a sua identidade? é importante manter relações com os outros grupos?) implicam quatro estratégias de aculturação:
assimilação / integração / separação / marginalização

54-74 assimilação (favorece-se participação no país, em desfavor da identidade)
integração (mantém-se, em parte, a identidade, mas promove-se participação)
separação (o próprio indivíduo quer manter a sua identidade, sem participar)
marginalização (imigrante perde identidade, mas também não consegue participar)

76-111 estas estratégias relacionam-se com a qualidade da adaptação:
integração = maior sucesso
assimilação = médio sucesso
separação = médio sucesso
marginalização = maior insucesso

há evidência de que políticas que impliquem
acomodação mútua (= integração) são boas
forçar mudança de cultura (= assimilação) são más
guetização (= separação) são más
guetização + mudança de cultura (= marginalização) são más

mas há concessões a fazer de ambos os lados:
grupo dominante deve
adaptar curricula / serviços de saúde
grupo em aculturação deve
mudar aspectos culturais não adaptativos

112-120 benefícios do pluralismo (via políticas integradoras) são numerosos

121-134 diversidade é boa porque
é um dos condimentos da vida
traz vantagens na diplomacia
no comércio
favorece adaptabilidade da sociedade

[A roxo, as afirmações falsas:]

Pacheco Pereira ficou indignado por se ter permitido a colocação de um cartaz com mensagens a criticar a imigração.

Pacheco Pereira acha que é legítimo as pessoas manifestarem-se contra a imigração.

O «intendente Pina Manique» a que se reporta Pacheco Pereira é o vereador Sá Fernandes.

Lobo Xavier concorda genericamente com Pacheco Pereira.

Pacheco Pereira simpatiza mais com o PNR do que com o Bloco de Esquerda.

Lobo Xavier não vê que se deva intervir policialmente por causa da divulgação de quaisquer ideias, incluindo incitamentos ao crime ou à rebelião.

António Costa reconhece que Sá Fernandes não tinha legitimidade para mandar retirar o cartaz.

António Costa considera que o cartaz contendia com o que a constituição autoriza, dado que havia uma clara mensagem de promoção da xenofobia.

Na discussão entre os três políticos, o foco foi a diferença de posição quanto à xenofobia.

Para Pacheco Pereira, a SOS Racismo é uma organização que tem grandes méritos.

Para Lobo Xavier, a profanação de cemitérios é tão negativa como a promoção da xenofobia.

Os Gato Fedorento afixaram um cartaz trocista, em resposta ao cartaz agora retirado.

O ano que corre é o ano Europeu do Diálogo Multicultural.

No Largo de S. Domingos foi inaugurado um monumento evocativo da perseguição aos judeus durante a Segunda Guerra Mundial.

Pacheco Pereira criticou os subsídios recebidos por organizações xenófobas.

Segundo António Costa, cabe a Sá Fernandes, enquanto responsável pelo pelouro das obras públicas, intervir, se houver mensagens xenófobas em cartazes afixados em Lisboa.

Em louvor do Magalhães, António Costa chamou a atenção para o que dissera Bill Gates.

Pacheco Pereira cita um almoço com Bill Gates, em que este lhe dissera ser contra a distribuição de computadores às crianças.

Lobo Xavier acha ridículo que António Costa invoque o testemunho de Steve Ballmer (que elogiou Portugal, apenas porque gostou do bacalhau).

Pacheco Pereira considera que a distribuição do Magalhães foi, sem dúvida, benéfica para a educação.
Aula 10 (16 ou 17/Out) À medida que fores lendo a crónica — ou texto de opinião — «As chamas do inferno» (Antologia, 19-21), de Vital Moreira, vai escolhendo, circundando-o ou sublinhando-o, o sinónimo mais aproximado da acepção que as palavras destacadas têm no texto.
Nota que as alternativas que ponho fazem todas parte do verbete (de um dicionário de sinónimos) da palavra em causa. Como três delas, em cada caso, dificilmente poderiam substituir o vocábulo a negro, fica mais uma vez provado que a selecção de sinónimos tem de ter muito em conta o contexto.
Por vezes, as alternativas que elenco não são do mesmo género. Portanto, não ligues ao facto de a palavra ser feminina, enquanto a palavra destacada do texto era masculina (e vice versa). Assume-se que seria admissível trocar também os determinantes.

linhas
3 combustível inflamável / combustivo / causa / lenha
8-9 inexoravelmente austeramente / implacavelmente / severamente / inumanamente
12 propícias benévolas / protectoras / bonançosas / favoráveis
21 radicais inerentes / raízes / inseparáveis / completas
24 paliativos delongas / disfarces / escusas / pretextos
26 implacavelmente obstinadamente / inflexivelmente / indomavelmente / opiniaticamente
31 canícula calor / caniço / pernícula / sírio
36 revogar desfazer / levantar / anular / destituir
42 avisadas cordatas / discretas / sensatas / convenientes
47-48 atenuadas aliviadas / magras / extenuadas / consumidas
64 dominante superior / soberano / influente / preponderante
71 sucessão herança / cadeia / perpetuação / prole
76 nativas singelas / pátrias / desafectadas / genuínas
87 fomento calor / alimento / conforto / desenvolvimento
100 regularizar ordenar / regulamentar / validar / dirigir
106 baldios agrestes / fracassados / ciosos / terréus
108 desapossamento roubo / destituição / desalojamento / privação
119 pungente picante / cruel / torturante / comovente
126 pastoris bucólicas / rústicas / pastorais / menálias
150 fruste rude / escassa / ordinária / descolorida
157 dado propenso / liberal / abonado / lhano
170 prodígio obra-prima / milagre / monstro / monstruosidade
185 servidão carro / jugo / subserviência / corredoura
197 desmazelo desalinho / desarranjo / enxovalho / negligência
205 incúria abandono / inércia / desprezo / desleixo

Enquanto alguns ainda acabam o questionário sobre o texto, dá um relance ao cartoon de Bandeira, na p. 21, e escreve um comentário que agregue os (ou alguns dos) aspectos levantados nas perguntas 1-4 na mesma página (à direita).
______________________
______________________
______________________
______________________
Regressando ao tema tratado na aula anterior, vamos ver o início do filme Duplo exílio, de Artur Ribeiro, cuja sinopse pus na página seguinte. Depois de assistires a esse trecho inicial, escolherás uma das teses seguintes (A ou B), para a qual procurarás estabelecer argumentos (redigidos em parágrafos bastante autónomos, soltos).

Tese A — O regime de repatriação de imigrantes (introduzido pela lei norte-americana de Imigração e Anti-Terrorismo de 1996) é legítimo e tem efeitos pedagógicos (e deveria ser copiado por outros países, incluindo Portugal). É aliás discutível se, à chegada aos Açores, o estado português devia providenciar apoio aos repatriados.

Tese B — O regime de repatriação de imigrantes (introduzido pela lei norte-americana de Imigração e Anti-Terrorismo, de 1996) é iníquo e desumano. Ainda bem que Portugal tem legislação que, comparada com a dos Estados Unidos, salvaguarda os imigrantes (restringindo a expulsão a condenações graves; permitindo a naturalização com mais facilidade).

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Aproveitando o que já sabes dos vinte minutos iniciais, completa esta sinopse de Duplo Exílio. Inventando-o, conclui o enredo do filme (o que numa sinopse verdadeira — para DVD, por exemplo —, nem aconteceria, porque aí a regra seria sempre não impedir a curiosidade do espectador).

David Santo nasceu nos Açores, mas, quando tinha apenas cinco meses de idade, os seus pais emigraram para a costa leste dos EUA, onde assentaram raízes, sem nunca regressar à sua terra natal. Aos vinte e quatro anos, David é um aspirante a actor, a viver em Nova Iorque, que pouco ou nenhum vínculo mantém com a comunidade, língua ou cultura portuguesas.
Porém, David vai ser inesperadamente confrontado com as suas raízes: uma noite, no restaurante em que trabalha, recebe a visita de um antigo colega de escola, Mike Sousa. O que deveria ser apenas uma curta boleia para casa transforma-se num pesadelo que irá mudar drasticamente a vida de David. Injustamente acusado e condenado por um crime que Mike cometeu, é na prisão que David descobre que está sujeito a uma controversa lei que obriga à repatriação de todos os residentes que não sejam cidadãos americanos e que tenham sido condenados a um ano ou mais de prisão.
Sem hipóteses de recurso, David é «exilado» para um lugar que lhe é totalmente estranho: a sua terra natal. Não conformado com o que lhe aconteceu, ...

TPC — Relancear tudo o que fizemos mais conteudístico (gramática, conceitos sobre media; etc.).

Apresentação usada: http://www.slideshare.net/luisprista/apresentao-para-dcimo-primeiro-ano-aula-10-presentation/

Soluções
linhas
3 combustível inflamável / combustivo / causa / lenha
8-9 inexoravelmente austeramente / implacavelmente / severamente / inumanamente
12 propícias benévolas / protectoras / bonançosas / favoráveis
21 radicais inerentes / raízes / inseparáveis / completas
24 paliativos delongas / disfarces / escusas / pretextos
26 implacavelmente obstinadamente / inflexivelmente / indomavelmente / opiniaticamente
31 canícula calor / caniço / pernícula / sírio
36 revogar desfazer / levantar / anular / destituir
42 avisadas cordatas / discretas / sensatas / convenientes
47-48 atenuadas aliviadas / magras / extenuadas / consumidas
64 dominante superior / soberano / influente / preponderante
71 sucessão herança / cadeia / perpetuação / prole
76 nativas singelas / pátrias / desafectadas / genuínas
87 fomento calor / alimento / conforto / desenvolvimento
100 regularizar ordenar / regulamentar / validar / dirigir
106 baldios agrestes / fracassados / ciosos / terréus
108 desapossamento roubo / destituição / desalojamento / privação
119 pungente picante / cruel / torturante / comovente
126 pastoris bucólicas / rústicas / pastorais / menálias
150 fruste rude / escassa / ordinária / descolorida
157 dado propenso / liberal / abonado / lhano
170 prodígio obra-prima / milagre / monstro / monstruosidade
185 servidão carro / jugo / subserviência / corredoura
197 desmazelo desalinho / desarranjo / enxovalho / negligência
205 incúria abandono / inércia / desprezo / desleixo
O título «Cravo & Ferradura» pretende dar a ideia de que o cartoonista analisará todos os aspectos de uma dada situação, como se se comprometesse a não descurar a abrangência da crítica.
Neste episódio, concretamente, consegue satirizar o facto de estarem carros de bombeiros sem uso, esquecidos num quartel, e, ao mesmo tempo, exagerar a própria extensão dos incêndios (efabulando que o próprio quartel estivesse em risco).
Aula 11 (20 ou 21/Out) Circunda a alínea correcta. (Se não tiveres razoável convicção de que estás a escolher a boa solução, nada assinales, já que darei pontuação negativa a itens mal respondidos.)



As palavras «manga[1]» e «manga[2]» são
a) monossémicas.
b) polissémicas e monossémicas.
c) homónimas e polissémicas.
d) monossémicas e homónimas.

Os cinco verbetes com «manga» correspondem a
a) cinco acepções.
b) cinco palavras.
c) cinco sentidos.
d) cinco conotações.

O étimo de «manga[2]» é
a) o malaiala.
b) «manga».
c) «idem».
d) ‘fruto comestível da mangueira’.

«Manga[5]» vem
a) do moçambicano.
b) de uma língua moçambicana.
c) do castelhano.
d) do francês, através do latim.

Estas cinco «mangas» são
a) divergentes.
b) convergentes.
c) polissémicas.
d) monossémicas.

Os verbetes com «manga» apresentam
a) abonações e etimologia.
b) representação fonética e etimologias.
c) abonações e representação fonética.
d) definições e abonações.

«s. f.» significa
a) ‘nome feminino’.
b) ‘substantivo flexionado’.
c) ‘substantivo familiar’.
d) ‘sentido familiar’.



As definições 1 a 6 de «cravo[1]» referem
a) palavras divergentes de «cravo» (do latim clavu-).
b) sinónimos.
c) acepções resultantes de processo de enriquecimento semântico.
d) seis palavras homónimas.

Entre «cravo» (do latim clavu-) e «cravo» (pelo alemão Klavier) houve um processo de
a) polissemia.
b) divergência lexical.
c) convergência lexical.
b) divergência semântica.

O sentido 4 de «cravo[1]» (de clavu-) resulta de
a) redução do sentido inicial do étimo latino.
b) metonímia do sentido 1 de «cravo».
c) metáfora do sentido inicial (‘prego’).
d) extensão do significado de «cravo» (de Klavier).

«Cravo[2]» (do alemão Klavier) é
a) palavra monossémica.
b) palavra polissémica.
c) palavra homónima.
d) uma acepção mais conotativa de «cravo[1]»

«Dar uma no cravo e outra na ferradura» significa ser
a) pouco claro.
b) directo.
c) crítico.
d) um cavalo estúpido.

A letra omitida em «Do latim clavu-» é um
a) ene.
b) eme.
c) ele.
d) ela.

O valor conotativo de uma palavra
a) tem de vir dicionarizado.
b) não é comum a todos os falantes, mas constitui um dos sentidos elencados nas entradas de dicionário.
c) é mais individual do que o valor denotativo.
d) é o seu valor figurado.

Em «Obrigado Lúcia. O milagre foi bonito»,
a) devia haver uma vírgula a seguir a «obrigado», já que «Lúcia» é um aposto.
b) devia haver uma vírgula a seguir a «obrigado», já que «Lúcia» é um vocativo.
c) não deve haver vírgula.
d) devia haver vírgula a seguir a «milagre».

A frase que, sem dúvida, está mal pontuada é
a) Quem não gosta do José Carlos, é muita estúpido.
b) O mil-folhas, comi-o com grande gula.
c) No bloco D, na sala 11, às dez horas, passam-se coisas estranhas.
d) O brilhante avançado Nuno Gomes não faleceu.

Em «Vamos para a escola quando nevar.»,
a) devia haver vírgula antes da subordinada temporal.
b) devia haver vírgula a isolar o aposto.
c) não deve haver vírgula.
d) devia haver vírgulas a isolar «para a escola».

A alínea que não apresenta erros ortográficos é
a) outrém / provem / alguém.
b) fizémos / podemos / olhamos.
c) olhámos / provém / pudemos.
d) ninguém / inglês / quisémos.

A alínea sem erros de ortografia ou de pontuação é
a) A necessidade da Câmara de Lisboa fazer obras, é evidente.
b) A necessidade da Câmara fazer obras é uma evidência.
c) Apesar da Jacinta ser minha amiga pisei o cocó do cão dela.
d) Apesar de a Jacinta ser minha amiga, pisei o cocó do cão dela.

A alínea que tem a pontuação correcta é
a) Se calhar o Papa vai chegar tarde.
b) A Isabel comprou uma catatua, a Elisabete, um carapau.
c) A notícia que leste no Expresso, já está desactualizada.
d) O cocó, que pisaste sem querer, era do Romão o avançado do Sertanense.

Assistimos a dois sketches (da série Meireles: «Dr. Godot», «Cabeleireiros que vêem morto») que culminam com apreciações críticas, por um «explicador de sketches» (descontados os traços caricaturais do explicador, quase-modelos de textos desse género).






Escreve uma apreciação crítica a um dos cartazes publicitários reproduzidos na Antologia: (i) ‘Açores’ (p. 27); (ii) ‘Páginas Amarelas’ (29); (iii) ‘Direitos Humanos’ (30).
As perguntas em «Ler», nas mesmas páginas e sob os anúncios, dar-te-ão ideias de aspectos a mencionar. Nada impede, porém, que tenhas em conta outros factores. (Se achares útil, dá um relance aos preceitos para redacção de textos de apreciação crítica, em Práticas, 26-27).

Apresentação usada:
http://www.slideshare.net/luisprista/apresentao-para-dcimo-primeiro-ano-aula-11-presentation/

Soluções
As palavras «manga[1]» e «manga[2]» são
a) monossémicas.
b) polissémicas e monossémicas.
c) homónimas e polissémicas.
d) monossémicas e homónimas.

Os cinco verbetes com «manga» correspondem a
a) cinco acepções.
b) cinco palavras.
c) cinco sentidos.
d) cinco conotações.

O étimo de «manga[2]» é
a) o malaiala.
b) «manga».
c) «idem».
d) ‘fruto comestível da mangueira’.

«Manga[5]» vem
a) do moçambicano.
b) de uma língua moçambicana.
c) do castelhano.
d) do francês, através do latim.

Estas cinco «mangas» são
a) divergentes.
b) convergentes.
c) polissémicas.
d) monossémicas.

Os verbetes com «manga» apresentam
a) abonações e etimologia.
b) representação fonética e etimologias.
c) abonações e representação fonética.
d) definições e abonações.

«s. f.» significa
a) ‘nome feminino’.
b) ‘substantivo flexionado’.
c) ‘substantivo familiar’.
d) ‘sentido familiar’.

As definições 1 a 6 de «cravo[1]» referem
a) palavras divergentes de «cravo» (do latim clavu-).
b) sinónimos.
c) acepções resultantes de processo de enriquecimento semântico.
d) seis palavras homónimas.

Entre «cravo» (do latim clavu-) e «cravo» (pelo alemão Klavier) houve um processo de
a) polissemia.
b) divergência lexical.
c) convergência lexical.
b) divergência semântica.

O sentido 4 de «cravo[1]» (de clavu-) resulta de
a) redução do sentido inicial do étimo latino.
b) metonímia do sentido 1 de «cravo».
c) metáfora do sentido inicial (‘prego’).
d) extensão do significado de «cravo» (de Klavier).

«Cravo[2]» (do alemão Klavier) é
a) palavra monossémica.
b) palavra polissémica.
c) palavra homónima.
d) uma acepção mais conotativa de «cravo[1]»

«Dar uma no cravo e outra na ferradura» significa ser
a) pouco claro.
b) directo.
c) crítico.
d) um cavalo estúpido.

A letra omitida em «Do latim clavu-» é um
a) ene.
b) eme.
c) ele.
d) ela.

O valor conotativo de uma palavra
a) tem de vir dicionarizado.
b) não é comum a todos os falantes, mas constitui um dos sentidos elencados nas entradas de dicionário.
c) é mais individual do que o valor denotativo.
d) é o seu valor figurado.

Em «Obrigado Lúcia. O milagre foi bonito»,
a) devia haver uma vírgula a seguir a «obrigado», já que «Lúcia» é um aposto.
b) devia haver uma vírgula a seguir a «obrigado», já que «Lúcia» é um vocativo.
c) não deve haver vírgula.
d) devia haver vírgula a seguir a «milagre».

A frase que, sem dúvida, está mal pontuada é
a) Quem não gosta do José Carlos, é muita estúpido.
b) O mil-folhas, comi-o com grande gula.
c) No bloco D, na sala 11, às dez horas, passam-se coisas estranhas.
d) O brilhante avançado Nuno Gomes não faleceu.

Em «Vamos para a escola quando nevar.»,
a) devia haver vírgula antes da subordinada temporal.
b) devia haver vírgula a isolar o aposto.
c) não deve haver vírgula.
d) devia haver vírgulas a isolar «para a escola».

A alínea que não apresenta erros ortográficos é
a) outrém / provem / alguém.
b) fizémos / podemos / olhamos.
c) olhámos / provém / pudemos.
d) ninguém / inglês / quisémos.

A alínea sem erros de ortografia ou de pontuação é
a) A necessidade da Câmara de Lisboa fazer obras, é evidente.
b) A necessidade da Câmara fazer obras é uma evidência.
c) Apesar da Jacinta ser minha amiga pisei o cocó do cão dela.
d) Apesar de a Jacinta ser minha amiga, pisei o cocó do cão dela.

A alínea que tem a pontuação correcta é
a) Se calhar o Papa vai chegar tarde.
b) A Isabel comprou uma catatua, a Elisabete, um carapau.
c) A notícia que leste no Expresso, já está desactualizada.
d) O cocó, que pisaste sem querer, era do Romão o avançado do Sertanense.
Aula 12 (23 e 24/Out) [Começámos por ver aspectos do trabalho de gramática que foi devolvido. Pode seguir-se por aqui: http://www.slideshare.net/luisprista/apresentao-para-dcimo-primeiro-ano-aula-12-presentation/]

À medida que fores lendo «A limpeza da floresta é um mito» (Antologia, 25-26), vai reduzindo ao essencial (à informação que pretendam passar) cada uma das respostas de Gonçalo Ribeiro Telles. Esses resumos, que manterão eventuais marcas de 1.ª pessoa atribuíveis ao respondente (ou outras expressões deícticas), não devem exceder as trinta palavras, contando também para esse número as que tenha já eu posto.

Quais são as causas desta calamidade?
A causa principal foi __________________

De onde vem essa ideia?
Nos anos trinta, __________________

Passámos a ser um país florestal?
__________________ criaram uma floresta que não havia (e que despovoou o país).

A excessiva divisão do território (em meio milhão de proprietários) dificulta as limpezas florestais?
___________________

Se as matas estivessem bem limpas, ardiam na mesma?
As matas arderiam sempre, ____________________

Defende uma mata com que tipo de madeiras?
___________________

Não são tão rentáveis...
___________________
O governo acordou tarde para os incêndios?
As culpas não cabem a _________________

Olhando para o futuro, os incêndios podem constituir uma oportunidade para se reorganizar o território?
___________________

O cartoon na p. 24, de Luís Afonso, visa satirizar uma característica da forma como tratamos os problemas: ___________

Antes de prosseguirmos com mais um trecho do excitante Duplo exílio, escolhe as conclusões que te pareçam mais verosímil (V) e mais inverosímil (I):

Conclusões possíveis / Antes de veres o trecho de hoje / Depois de veres o trecho de hoje
Ana vem estudar para Lisboa (por sinal, na Escola Superior de Comunicação Social, aqui ao nosso lado); David herda parte da fortuna da falsa mãe e regressa aos Estados Unidos; reencontrar-se-ão nos Açores. / ___ / ___
David viaja para a América, mas, a meio da viagem, sem chegar a pisar solo americano, decide regressar. Reencontra-se com Ana. / ___ / ___
David tenciona viajar para o EUA, mas, já no areoporto, é interceptado pelo director do Centro — de cujo nome não me lembro —, que o impede de viajar. / ___ / ___
Isabel foge com Manny Nunes — com quem sempre estivera conluiada —, depois de receber herança (para o que se aproveita de David, já que o testamento da mãe continha cláusula que tornava vantajoso que houvesse irmão vivo). / ___ / ___
Manny Nunes e David Santo assumem a sua homossexualidade, regressando ambos aos EUA, aproveitando o passaporte falso conseguido por Isabel. / ___ / ___
Quando se aprestava a, com passaporte falso, tomar o avião para os EUA, David Santo pisa um cocó de cão (precisamente o de Romão, o avançado do Sertanense de que já falámos). Desmoralizado, regressa ao chalé das manas cujo apelido não me ocorre, apercebendo-se de que este já fora vendido. / ___ / ___


TPC — Lança as rectificações que fiz nos textos, hoje devolvidos, sobre «A minha fuga mais feliz». Quando for possível, envia-me por mail essa versão final (já com as últimas emendas), num anexo intitulado «Fuga mais feliz de [Fulano] do 11.º [0.ª]».

Apresentação usada: http://www.slideshare.net/luisprista/apresentao-para-dcimo-primeiro-ano-aula-12-presentation/

Soluções

Quais são as causas desta calamidade?
A causa principal foi ter-se querido fazer uma florestação extensiva (ao serviço das celuloloses e da construção civil).

De onde vem essa ideia?
Nos anos trinta, dadas as dificuldades por que passava a agricultura, investiu-se nessa florestação, que passou a ser a alternativa única ao trigo (promovido depois pela chamada campanha do trigo).

Passámos a ser um país florestal?
A necessidade de madeira para o caminho de ferro e, depois, resina, indústria da madeira e celulose criaram uma floresta que não havia (e que despovoou o país).

A excessiva divisão do território (em meio milhão de proprietários) dificulta as limpezas florestais?
Há uma ideia errada acerca do que deva ser a limpeza de uma floresta, já que, ao contrário que tem acontecido, esta não deveria afectar a retenção da água.

Se as matas estivessem bem limpas ardiam na mesma?
As matas arderiam sempre, mas, se o território não estivesse despovoado (e as culturas predominantes não fossem eucaliptos e resinosas), os fogos não produziriam tanta devastação.

Defende uma mata com que tipo de madeiras?
Evitaria os eucaliptos (que exigem muita água), até porque a celulose é cada vez menos concorrencial. Optaria por madeiras de qualidade, de tipo mediterrânico, e muitos cocós de cão (que são bonitos e cheirosos.

Não são tão rentáveis...
Podem polarizar uma série de actividades rentáveis, como acontece com o carvalho.

O governo acordou tarde para os incêndios?
As culpas não cabem a um governo especificamente, vêm de trás, mas é alarmante que já se anuncie ir reflorestar tudo do mesmo modo.

Olhando para o futuro, os incêndios podem constituir uma oportunidade para se reorganizar o território?
Sim, à semelhança do que aconteceu com o terramoto de 1755, que implicou a planificação da Baixa de Lisboa.

O cartoon na p. 24, de Luís Afonso, visa satirizar uma característica da forma como tratamos os problemas: lamentamo-nos muito (e debatemos muito as soluções), mas falta-nos perseverança para concretizar as acções decididas (se é que as chegámos a planificar).
Aula 13 (27 ou 28/Out) Já não nos faltam muitos textos da unidade 1, dedicada a «Imprensa e publicidade». Lê o documento «Ler a imprensa» (Antologia, 31) e completa este esquema.



Completa o seguinte esboço de comentário crítico ao cartoon «Portugal século XXII» (Antologia, 18).

Trata-se de um cartoon que teria de ser enquadrado no contexto dos acontecimentos de Agosto de 2003, os _________________ o país. Mostra-se-nos, já no século XXII, as consequências dos incêndios (e do mau ordenamento florestal): ________________. O efeito da imagem é potenciado por ser o leitor a estabelecer essa causalidade (descodificação que decorreria da situação vivida na altura, e seria também favorecida pela notícias que recheariam as páginas do mesmo jornal).
O cartoonista retira efeitos humorísticos, por um lado, do exagero do cenário criado, por outro, do absurdo que resulta da coexistência de elementos paradoxais ou anacrónicos (________________). Em termos pictóricos, Luís Afonso aposta na ____________ e recorre _____________.



No sketch «À média e à belga», brinca-se com uma característica das expressões idiomáticas (expressões que adquiriram um significado comum, não literal, que já não resulta da soma dos lexemas originais). Na verdade, estas expressões figuradas comportam-se já como um lexema (palavra) único, independente. Por isso, se pretendermos encontrar equivalentes com base na troca de algum dos elementos que a constituíram originalmente, o resultado será ______________.
Neste caso, uma das personagens pretende graduar as expressões, julgando chegar assim a acepções atenuadas da expressão inicial. Em vez de «à grande e à francesa», que significa ‘_______________’ {consulta verbete}, executaria as acções «______________», expressão que não está dicionarizada (e, claro, não existe). Como a expressão «do bom e do melhor» significa ‘_______________’ {consulta verbete}, a personagem cria um «do mais ou menos e do ____________», que corresponderia a ‘____________’. Finalmente, em vez de «és boa!» (que corresponde à acepção n.º ____ no verbete de «bom»), exclama «_______________».
Outro idiomatismo que surge no episódio é «tirar a barriga de misérias», que significa ‘____________’ {vê verbete}. Não existe, entretanto, a expressão «ter a barriga __________», que, supostamente, teria o sentido de ‘ter comido razoavelmente’.







Apresentação usada: http://www.slideshare.net/luisprista/apresentao-para-dcimo-primeiro-ano-aula-13-presentation/

Soluções
[Para o diagrama sobre o texto, ver a apresentação em cima]

Trata-se de um cartoon que teria de ser enquadrado no contexto dos acontecimentos de Agosto de 2003, os incêndios/fogos que então assolavam/devastavam o país. Mostra-se-nos, já no século XXII, as consequências dos incêndios (e do mau ordenamento florestal): Portugal ter-se-ia tornado desértico. O efeito da imagem é potenciado por ser o leitor a estabelecer essa causalidade (descodificação que decorreria da situação vivida na altura, e seria também favorecida pela notícias que recheariam as páginas do mesmo jornal).
O cartoonista retira efeitos humorísticos, por um lado, do exagero do cenário criado, por outro, do absurdo que resulta da coexistência de elementos paradoxais/anacrónicos (as tabuletas no deserto; os portugueses conduzidos por camelos). Em termos pictóricos, Luís Afonso aposta na representação minimalista/da simplicidade do desenho/da estilização caricatural da paisagem e recorre quase só a uma cor.

No sketch «À média e à belga», brinca-se com uma característica das expressões idiomáticas (expressões que adquiriram um significado comum, não literal, que já não resulta da soma dos lexemas originais). Na verdade, estas expressões figuradas comportam-se já como um lexema (palavra) único, independente. Por isso, se pretendermos encontrar equivalentes com base na troca de algum dos elementos que a constituíram originalmente, o resultado será absurdo/desastroso/risível.
Neste caso, uma das personagens pretende graduar as expressões, julgando chegar assim a acepções atenuadas da expressão inicial. Em vez de «à grande e à francesa», que significa ‘abundantemente; com pompa’, executaria as acções «à média e à belga», expressão que não está dicionarizada (e, claro, não existe). Como a expressão «do bom e do melhor» significa ‘da mais alta qualidade; de categoria’, a personagem cria um «do mais ou menos e do razoável», que corresponderia a ‘assim-assim, de qualidade aceitável’. Finalmente, em vez de «és boa!» (que corresponde à acepção n.º 14 no verbete de «bom»), exclama «és mais ou menos!».
Outro idiomatismo que surge no episódio é «tirar a barriga de misérias», que significa ‘comer muito, depois de ter passado fome’ [‘auferir grandes vantagens, após um período de dificuldades’]. Não existe, entretanto, a expressão «ter a barriga remediada», que, supostamente, teria o sentido de ‘ter comido razoavelmente’.
Aula 14 (30 ou 31/Out) Na Antologia, lê os textos das pp. 22 e 23 e vai escolhendo a melhor das alíneas de cada item.

[Ruben de Carvalho, «Fundos»]

«1000 caracteres» será o título da
a) editoria.
b) crónica.
c) série de crónicas.
d) notícia.

«1000 caracteres» deve aludir
a) às muitas personagens sobre que escreve Ruben de Carvalho.
b) à extensão aproximada do texto.
c) à volubilidade dos seres humanos.
d) a uma rifa de mil euros.

Em «um contundente desmentido» (ll. 3-4), temos a estrutura
a) artigo + adjectivo + nome.
b) artigo + nome + adjectivo.
c) artigo + adjectivo + adjectivo
d) artigo + nome + nome.

O pronome (e anáfora) «este» (l. 5) reporta-se
a) a «desmentido do discurso do Governo».
b) ao Governo.
c) ao minstro Figueiredo Lopes.
d) a Leal Martins.

Na l. 9, «aquele» corresponde a
a) «muitos erros e descoordenações».
b) Leal Martins.
c) Figueiredo Lopes.
d) «discurso do Governo».

Leal Martins queixa-se de que
a) os bombeiros não aproveitaram o programa para aquisição de meios de combate a incêndios.
b) Portugal vai devolver dinheiro a Bruxelas por não ter adquirido os devidos Canadair.
c) Portugal não comprou o modelo de avião adequado.
d) Portugal não aproveitou a possibilidade de comprar aviões com subsídios da União Europeia.

«para além da gritaria do défice, há manifestamente mais mundo» (ll. 31-32) destina-se a
a) vincar a necessidade de controlar o défice.
b) fazer notar que a actuação política não se deve esgotar no rigor financeiro.
c) lembrar que há muitos países que não dão importância à política de finanças.
d) mostrar que não basta gritar para se ter razão.

«Como a necessidade de averiguar responsabilidades na forma como os recursos existentes têm sido geridos» (ll. 33-36) é
a) um exemplo de outras preocupações que os políticos deviam ter.
b) uma comparação com outros mundos, outros países
c) um exemplo da «gritaria do défice».
d) um exemplo da gravidade da situação económica.

[Nuno Cintra Torres, «Informação amplia fogos»]

Segundo o primeiro parágrafo (ll. 1-14), The Economist concluiu que, actualmente, há
a) mais conhecimento científico acerca da natureza dos tufões.
b) tantos tufões como sempre houve.
c) mais tufões do que antes.
d) mais informação sobre ciência.

O segundo parágrafo (ll. 15-20) diz-nos
a) que, em Agosto de 2003, já tinha ardido mais área do que em todo o ano de 1991.
b) que 2003, em termos de fogos florestais, não terá sido assim tão diferente dos outros anos.
c) que, em todo o 2003, ardeu menos área do que em 1991.
d) ter sido 1991 o ano em que ardeu mais área florestal entre 1990 e 2003 inclusivé.

Quando se escreve que «a opinião publicada e a opinião pública parecem ter diferentes percepções dos incêndios» (ll. 27-29), pretende-se significar que
a) jornais deram menos importância aos incêndios do que as pessoas.
b) imprensa noticiou muito os incêndios, o que levou a que o sentimento geral de preocupação crescesse mais.
c) a preocupação da imprensa com os incêndios não teve completa correspondência por parte do público.
d) os cronistas importaram-se mais com os incêndios do que o fizeram as notícias propriamente ditas.

Entre as linhas 30 e 65, faz-se notar, sobretudo, como
a) o acontecimento em si foi propício ao aproveitamento das televisões.
b) a evolução dos media (mercado, tecnologia, tipo de jornalismo) influenciou a cobertura dos incêndios.
c) a desgraça do povo tinha de, forçosamente, ser tema das notícias.
d) o aparecimento da televisão privada condicionou a abordagem noticiosa dos fogos.

Nas linhas 66-74, atribui-se a apetência da televisão por reportagens com incêndios
a) às características dos fogos (propícios a directos, cheios de imagens impressionantes).
b) ao facto de ser fácil noticiá-los.
c) ao facto de o público das cidades se sensibilizar com as tragédias das gentes do campo.
d) às avalanches, à facilidade das notícias, à duração (vantajosa para os directos).

Segundo as linhas 75-85,
a) os citadinos costumam comover-se com as tragédias dos camponeses.
b) houve um caso excepcional (fogo às portas de Abrantes) que teve a vantagem de interessar particularmente ao público urbano.
c) os citadinos não se comovem com as desgraças das gentes do campo.
d) o ineditismo da aproximação do fogo a uma cidade mostrou que as zonas urbanas não eram vulneráveis.

Conforme se lê no último parágrafo do texto (ll. 86-94),
a) os incêndios não tiveram grande impacto na «opinião publicada».
b) os incêndios tiveram menos impacto na opinião pública do que se julga.
c) Os Malucos do Riso tiveram bom impacto.
d) a tragédia não agravou a situação de pobreza de parte do povo.

Este texto é
a) uma crónica literária.
b) uma notícia.
c) um artigo especializado.
d) uma reportagem.


O texto que acabámos de ler chamava a atenção para uma série de características da imprensa (da imprensa «tablóide», particularmente).
A seguir, veremos uma selecção de sketches, a fim de identificar essas características da televisão mais preocupada em fixar os espectadores, em fazer crescer as audiências. (Há uns anos já usei os mesmos episódios numa abordagem semelhante. Desculpem-me os que ainda sobrevivem desses tempos.)
À medida que os episódios forem passando, assinala na tabela as alíneas que mais estejam a ser caricaturadas.

A. necessidade de dar notícia primeiro do que os outros. Havendo concorrência, cada estação quer chegar primeiro (ou até obter o exclusivo da cobertura).
B. sensacionalismo e preferência por assuntos chocantes (por imagens dramáticas, por casos escabrosos, etc.).
C. importância dada aos directos (valorizados relativamente às peças gravadas, apesar de estas serem mais elaboradas).
D. valorização dos depoimentos de «populares». Parte-se do princípio de que convém que o acontecimento seja contado enquanto narrativa, e os testemunhos de gente anónima (tantas vezes, inúteis) criam a sensação de que há realismo e movimento.
E. manipulação das emoções do «povo». Propende-se a «carpir a desgraça alheia» (explorando o desespero, a revolta, etc.).
F. indelicadeza e agressividade para com entrevistados. Pretende-se dramatizar, apanhar o passo em falso ou a frase que possa gerar polémica.
G. má gestão da tomada de palavra em entrevistas. Quer-se evitar tempos mortos (por medo de se perder audiência) e, além disso, é preciso reservar tempo para compromissos comerciais e para a entrada de peças gravadas ou de directos.
H. falta de substância, de profundidade, em debates e na informação televisiva.
I. espaço concedido a casos «humanos» ou a talentos especiais.


Sketch / / Características caricaturadas
Série Fonseca
«Testemunhas de acidente» // ____
«Cão gigante» // ____
«O que quer dizer com isso?» // ____
«Padre Carla» // ____
«Tempo de satélite» // ____
«Vai candidatar-se, sotor?» // ____
Série Lopes da Silva
Debate com muitos apartes e esclarecimentos // ____
Repositomania // ____
Tsunami de informáticos // ____
Entrevista com caçador (e primo) // ____
«É um escândalo!» // ____

O Prémio Literário Correntes d’Escritas — no valor de mil euros — é atribuído anualmente e destina-se a jovens dos 15 aos 18 anos. Em cada ano, alternadamente, o concurso premeia poesia ou prosa. Nesta edição, o prémio vai galardoar um poema. Cada concorrente pode apresentar até dois trabalhos, a enviar até 30 de Novembro. (Ver o Regulamento.)
Para já, queria que cada um começasse um texto de poesia. Podem usar esta folha — ou, se sentirem que se vão alongar desde já — folha solta vossa. Não invistam na quantidade, mas na boa escolha do caminho do texto. Evitem lugares comuns, lamechices, piroseiras. Rima não é obrigatória, como é óbvio, nem a aconselho (a não ser que se disponham a trabalhá-la rigorosamente). Para um concurso destes, o poema não deverá ser curto.

Apresentação usada: http://www.slideshare.net/luisprista/apresentao-para-dcimo-primeiro-ano-aula-14-presentation/

Soluções

[Ruben de Carvalho, «Fundos»]

«1000 caracteres» será o título da
a) editoria.
b) crónica.
c) série de crónicas.
d) notícia.

«1000 caracteres» deve aludir
a) às muitas personagens sobre que escreve Ruben de Carvalho.
b) à extensão aproximada do texto.
c) à volubilidade dos seres humanos.
d) a uma rifa de mil euros.

Em «um contundente desmentido» (ll. 3-4), temos a estrutura
a) artigo + adjectivo + nome.
b) artigo + nome + adjectivo.
c) artigo + adjectivo + adjectivo
d) artigo + nome + nome.

O pronome (e anáfora) «este» (l. 5) reporta-se
a) a «desmentido do discurso do Governo».
b) ao Governo.
c) ao ministro Figueiredo Lopes.
d) a Leal Martins.

Na l. 9, «aquele» corresponde a
a) «muitos erros e descoordenações».
b) Leal Martins.
c) Figueiredo Lopes.
d) «discurso do Governo».

Leal Martins queixa-se de que
a) os bombeiros não aproveitaram o programa para aquisição de meios de combate a incêndios.
b) Portugal vai devolver dinheiro a Bruxelas por não ter adquirido os devidos Canadair.
c) Portugal não comprou o modelo de avião adequado.
d) Portugal não aproveitou a possibilidade de comprar aviões com subsídios da União Europeia.

«para além da gritaria do défice, há manifestamente mais mundo» (ll. 31-32) destina-se a
a) vincar a necessidade de controlar o défice.
b) fazer notar que a actuação política não se deve esgotar no rigor financeiro.
c) lembrar que há muitos países que não dão importância à política de finanças.
d) mostrar que não basta gritar para se ter razão.

«Como a necessidade de averiguar responsabilidades na forma como os recursos existentes têm sido geridos» (ll. 33-36) é
a) um exemplo de outras preocupações que os políticos deviam ter.
b) uma comparação com outros mundos, outros países.
c) um exemplo da «gritaria do défice».
d) um exemplo da gravidade da situação económica.

[Nuno Cintra Torres, «Informação amplia fogos»]

Segundo o primeiro parágrafo (ll. 1-14), The Economist concluiu que, actualmente, há
a) mais conhecimento científico acerca da natureza dos tufões.
b) tantos tufões como sempre houve.
c) mais tufões do que antes.
d) mais informação sobre ciência.

O segundo parágrafo (ll. 15-20) diz-nos
a) que, em Agosto de 2003, já tinha ardido mais área do que em todo o ano de 1991.
b) que 2003, em termos de fogos florestais, não terá sido assim tão diferente dos outros anos.
c) que, em todo o 2003, ardeu menos área do que em 1991.
d) ter sido 1991 o ano em que ardeu mais área florestal entre 1990 e 2003 inclusivé.

Quando se escreve que «a opinião publicada e a opinião pública parecem ter diferentes percepções dos incêndios» (ll. 27-29), pretende-se significar que
a) jornais deram menos importância aos incêndios do que as pessoas.
b) imprensa noticiou muito os incêndios, o que levou a que o sentimento geral de preocupação crescesse mais.
c) a preocupação da imprensa com os incêndios não teve completa correspondência por parte do público.
d) os cronistas importaram-se mais com os incêndios do que o fizeram as notícias propriamente ditas.

Entre as linhas 30 e 65, faz-se notar, sobretudo, como
a) o acontecimento em si foi propício ao aproveitamento das televisões.
b) a evolução dos media (mercado, tecnologia, tipo de jornalismo) influenciou a cobertura dos incêndios.
c) a desgraça do povo tinha de, forçosamente, ser tema das notícias.
d) o aparecimento da televisão privada condicionou a abordagem noticiosa dos fogos.

Nas linhas 66-74, atribui-se a apetência da televisão por reportagens com incêndios
a) às características dos fogos (propícios a directos, cheios de imagens impressionantes).
b) ao facto de ser fácil noticiá-los.
c) ao facto de o público das cidades se sensibilizar com as tragédias das gentes do campo.
d) às avalanches, à facilidade das notícias, à duração (vantajosa para os directos).

Segundo as linhas 75-85,
a) os citadinos costumam comover-se com as tragédias dos camponeses.
b) houve um caso excepcional (fogo às portas de Abrantes) que teve a vantagem de interessar particularmente ao público urbano.
c) os citadinos não se comovem com as desgraças das gentes do campo.
d) o ineditismo da aproximação do fogo a uma cidade mostrou que as zonas urbanas não eram vulneráveis.

Conforme se lê no último parágrafo do texto (ll. 86-94),
a) os incêndios não tiveram grande impacto na «opinião publicada».
b) os incêndios tiveram menos impacto na opinião pública do que se julga.
c) Os Malucos do Riso tiveram bom impacto.
d) a tragédia não agravou a situação de pobreza de parte do povo.

Este texto é
a) uma crónica literária.
b) uma notícia.
c) um artigo especializado.
d) uma reportagem.

Sketch // Características caricaturadas
Série Fonseca
«Testemunhas de acidente» // D, E
«Cão gigante» // C, D
«O que quer dizer com isso?» // C, F
«Padre Carla» // B
«Tempo de satélite» // C, G
«Vai candidatar-se, sotor?» // A, C, F
Série Lopes da Silva
Debate com muitos apartes e esclarecimentos // G, H
«Repositomania» // D, I
«Tsunami de informáticos» // D, C, A, B
Entrevista com caçador (e primo) // I
«É um escândalo!» // E, D, I
Aula 15 (3 ou 4/Nov) Vai lendo «Como Demóstenes elevou a eloquência em defesa da liberdade de Atenas» (Antologia, 41-43). No final da leitura das linhas indicadas, resolve o que peço.

Linhas 1-3 Completa a tabela seguinte.

Tempo verbal {o nome que se dá quando se estuda a flexão dos verbos} // Valor temporal {usa «Passado», «Presente» ou «Futuro»} // Valor aspectual {usa «Pontual» ou «Durativo»}
Nascido em 384 a.C.,///Pontual
Demóstenes era gago e de compleição física débil.///
Ficou órfão de pai aos sete anos,///
tendo sido entregue a tutores // Gerúndio composto na Voz passiva/Passado/
(= e foi entregue a tutores)// Pretérito Perfeito na Voz passiva//
que lhe dilapidariam a fortuna paterna // Presente do Condicional (ou Futuro do Pretérito)//

Linhas 4-10 Sintetiza este segundo parágrafo em menos de trinta palavras, num único período.

Linhas 11-26 Aos exercícios enunciados entre as linhas 12 e 24 («treinava-se, fazendo rolar pedrinhas debaixo da língua enquanto dizia discursos [...]»; «recitava, sem respirar, [...]»; encerrava-se numa gruta [...]»; etc.), acrescenta, inventados por ti, mais uns dois (que visariam igualmente melhorar as suas performances de orador).
1 ______________
2 ______________

Linhas 27-47 Completa.

A frase de Ésquines «E se vós o tivésseis ouvido a ele!» visava _______________ e é ainda mais significativa por ter sido dita por ______________.

Linhas 48-54 Escreve um período — elegante e criativo — em que surja a palavra «sicofanta».

Linhas 55-87 Resume esta parte do texto. (No teu resumo terão de aparecer estas palavras: Demóstenes, oratória, Filipe, Macedónia, Filípicas, Olintíacas, atenienses, líder, Tebanos, Queroneia, gregos, Alexandre. E aparecerão muitas outras, é claro, ainda que devas usar menos de cem palavras.

Linhas 88-98 Completa (em cada espaço, só deves pôr uma palavra).
Acusado de ________, Demóstenes __________ a sua luta _________ a política de Filipe, que ________ em 336. Neste período, devemos _________ o discurso Sobre a Coroa, que alude a uma ________ que os Atenienses lhe ________ prestar, por ________ de Ctesifonte, e a que se ________ Ésquines.

Linhas 99-111 Reformula o período nas linhas 106-109, acrescentando-lhe mais uma qualquer acção de homenagem por ti inventada (usa o gerúndio).

Pouco depois, o povo de Atenas prestou-lhe homenagem, erguendo-lhe uma estátua de bronze, decretando que o mais velho da sua descendência seria alimentado no Pritaneu e ____________


Assistiremos ao início de Alexandre, o Grande, de Oliver Stone, para seguirmos dois dos adversários de Demóstenes, Filipe e o seu herdeiro, Alexandre.



[TPC — Lembro que a data combinada para entrega do publifilme era a da próxima aula. Se não fores capaz de cumprir esse prazo, procura entregar o trabalho no início da próxima semana.]

Apresentação usada: http://www.slideshare.net/luisprista/apresentao-para-dcimo-primeiro-ano-aula-15-presentation/
Soluções

Tempo verbal {o nome que se dá quando se estuda a flexão dos verbos} / Valor temporal {usa «Passado», «Presente» ou «Futuro»} / Valor aspectual {usa «Pontual» ou «Durativo»}
Nascido em 384 a.C., / Particípio Passado / Passado / Pontual
Demóstenes era gago e raquítico. / Imperfeito do Indicativo/ Passado / Durativo
Ficou órfão de pai aos sete anos, / Perfeito do Indicativo / Passado / Pontual
tendo sido entregue a tutores / Gerúndio composto na Voz passiva / Passado / Pontual
(= e foi entregue a tutores) / Pretérito Perfeito na Voz passiva
que lhe dilapidariam a fortuna paterna / Presente do Condicional (ou Futuro do Pretérito) / Futuro [do Passado] / Pontual/Durativo

Linhas 4-10
Tendo ouvido grandes oradores, cedo sentiu vontade de aprender a arte da oratória e de ler os mestre da Retórica.

Linhas 27-47
A frase de Ésquines «E se vós o tivésseis ouvido a ele!» visava elogiar Demóstenes e é ainda mais significativa por ter sido dita por um rival do grande orador.

Linhas 55-87
A partir de 351 a.C., vemos Demóstenes a usar a sua arte oratória contra Filipe da Macedónia, como sucede nas várias Filípicas e nas Olintíacas. Nem sempre compreendido pelos atenienses, Demóstenes torna-se, no entanto, seu líder político. É o mentor da aliança com os Tebanos, o que não impede a derrota em Queroneia, com os gregos a serem vencidos pela cavalaria macedónia comandada pelo filho de Filipe, Alexandre.

Linhas 88-98
Acusado de cobardia, Demóstenes continua a sua luta contra a política de Filipe, que morre em 336. Neste período, devemos destacar o discurso Sobre a Coroa, que alude a uma homenagem que os Atenienses lhe queriam prestar, por proposta de Ctesifonte, e a que se opunha Ésquines.
Aula 16 (6 e 7/Nov) Vai até às pp. 44-48 da Antologia, para relanceares o «Discurso aos participantes na Marcha sobre Washington pelo Emprego e pela Liberdade», de Martin Luther King.
Não lerás agora o texto, apenas farás uma rápida passagem na diagonal, para reconhecer as partes do texto, assinalando na tabela as linhas em que começam e acabam.



linhas 1-__ // Enunciador refere o local da enunciação e usa outras marcas deícticas relativas também à audiência e ao momento, criando empatia com o público.
linhas __-__ // Rápido historial do assunto de que se vai ocupar o discurso.
linhas __-__ //Anúncio do objectivo — «viemos aqui hoje denunciar uma situação vergonhosa» — e caracterização da situação actual, terminando-se com apelo a que se confie em que tudo vai mudar.
linhas __-___ //Antecipação de um cenário novo («Tenho um sonho»), que funciona como esboço da política que se defende.
linhas ___-156 // Fechada a proposta, prepara-se a euforia dos aplausos («É esta a nossa esperança»). Predominam frases imperativas, períodos curtos e anafóricos («Que soe [...]»).

A seguir, há bastante probabilidade de seres chamado a fazer leitura em voz alta de algum trecho. Nessa leitura, usarás um estilo menos dramatizado do que aquele a que recorreu Martin Luther King em 1963. Será, portanto, uma leitura menos inflamada do que a de um discurso por político e, ainda que expressiva, deve ser mais natural do que a que aconteceria num comício.
(«Eu» és tu: assinala nessa coluna a classificação que fores dando aos colegas.)




Liga dos Campeões (leitura em voz alta)

Como se trata de fase em poule, a classificação de cada grupo resultará das pontuações de vários «jogos», incluindo leitura em voz alta de improviso, leitura em voz alta treinada antes, leitura mais ou menos expressiva. A pontuação máxima será 5 + 5 + 5 + 5 (= 20). São apurados para a fase final os quatro primeiros de cada grupo, quais Sporting ou Barcelona, seguindo-se eliminatórias, segundo estrutura muito inteligente (A1 × B4; B1 × A4; ...).
Restantes clubes (isto é, alunos) ficam apurados para a Taça Demóstenes, quais Benfica, Paços de Ferreira ou Cluj. Este troféu será disputado logo em eliminatórias, definidas também segundo as classificações obtidas na fase preliminar da Liga dos Campeões. (Na Taça Demóstenes, os concorrentes terão de ler com pequenos calhaus na boca e fingirão um tique no ombro. Equipamento será uma túnica ateniense.)

Potes para determinar composição dos grupos

Pote 1 — semi-finalistas de 2007
Turma 1 — Carolina, Joana II, Gonçalo, Luís
Turma 2 — Marta, Inês, Sara C., Joana I
Turma 4 — Ana, Daniel, José, Gil
Turma 5 — Filipa, Catarina, João B., Pedro
Turma 6 — Ana M., [Sara (Joana I, melhor dos ¼)], Inês, Raquel

Pote 2 — os dos quartos-de-final de 2007 [ou substitutos, vencedores de Tia Albertina]
Turma 1 — Sílvia, Eliana, Pedro I, [Mariana (Joana I)]
Turma 2 — Catarina I, [Matilde (Catarina II)], Jorge, Pedro I
Turma 4 — Margarida, Tiago S., David, Gonçalo
Turma 5 — Susana, Júlia, Carolina, [Filipa L. (Beatriz)]
Turma 6 — [Joana I (Cátia)] [Sofia (Joana C.)], Mónica, João II

Pote 3 — os dos oitavos-de-final de 2007
Turma 1 — João Af., Mariza, Diogo, Micaela, [Ana (Cláudia)], Raquel, Brigitta, Ricardo I
Turma 2 — Miguel I (ex-II), [Amanda (Alexis)], Mariana, Carla, Pedro S., Carlota, Joana II, Pedro G.
Turma 4 — Xavier, Duarte, João Maria, [Guilherme (Bruno)], Bernardo, Filipa, António, Maria.
Turma 5 — Marta M., Joana B., Dulce, Enoque, Bárbara, Ana, João G., Marta F.
Turma 6 — João I, [Bárbara (Filipa I)], Joana O., Pedro, Tomás, [Tânia (Vranda)], Vanessa, João III

Pote 4 — os que não estiverem nos anteriores
Turma 1 — Gonçalo II, Ricardo II, Zé, Tiago I, Tiago II, Soraia, Rui, Pedro II, João G.,
João A., Hugo, Alexandra
Turma 2 — Bernardo, Cláudia, Francisco D., Francisco I, Francisco Ch., José, Nuno, Ricardo, Sara III, Sara M., Tiago, Miguel II
Turma 4 — Afonso, Rodrigo, João C., Cosme, Carlos, Tiago G.
Turma 5 — Guilherme, Tiago, Patrícia, João M., Diogo, Augusto, Ricardo, Marta M., Mafalda, André, Rita
Turma 6 — Catarina, Filipa II, Zé, Ricardo, Tiago, Norman, Tlaloc

[Seguiram-se algumas leituras em voz alta, cujas notas foram lançadas aqui]




Usando como âncoras as expressões cruciais do discurso de Luther King (que realço a seguir; revê-as porém nas pp. 44-48, para poderes lembrar o estilo de texto que iniciam), escreve discurso — verosímil, não paródico nem estapafúrdio — correspondente a uma destas situações:

Presidente de clube, dirigindo-se aos sócios no início de nova época.
Presidente de Associação de Estudantes, na tomada de posse.
Presidente de partido, aos militantes de uma secção concelhia.
Presidente de uma ordem/associação profissional, num congresso/colóquio.
[Outra situação de que te lembres, em que alguém se dirija a um grupo de apaniguados, consócios, ...]

linhas
1-2 Sinto-me feliz por estar hoje em... / Considero-me recompensado por ter vindo até ... / ...
[Enunciador refere o local da enunciação e usa outras marcas deícticas relativas também à audiência e ao momento, criando empatia com o público.]

3-15 Há um século... / Nestes anos em que... / Desde que... / ...
[Rápido historial do assunto de que se vai ocupar o discurso, iniciado por ccircunstância de tempo (modificador temporal).]

16-94 Por isso viemos aqui hoje... / A nossa presença significa que... / ...
[Caracterização da situação actual — decepcionante —, terminando-se com apelo a que se confie em que tudo vai mudar.]

95-121 Não nos deixemos afundar no desespero. Eu ainda tenho um sonho.
[Antecipação de um cenário novo, que funciona como esboço da política que se defende. Usar várias vezes como começo de períodos o exacto «Tenho um sonho».]

122-156 É esta a nossa esperança. Que ... / É por isto que lutamos. Vamos conseguir que ... / ...
[Fechada a proposta, prepara-se a euforia dos aplausos. Usar frases imperativas, em paralelismo, similares às que no texto se iniciam com «Que soe [...]», mas talvez adoptando outra fórmula.]

Usa esta folha ou folha tua. Título indicará a circunstância do discurso.

TPC — Retoma o poema manuscrito que hoje entreguei, integrando emendas e prosseguindo o texto no sentido que tiver sugerido (ou arriscando novo poema, se for essa a minha proposta). Desta vez, faz o texto em computador (mas agrafa a versão manuscrita, mesmo nos casos de se tratar de texto completamente diferente). Darei nota ao conjunto.
Esta tarefa, porém, é menos urgente que o publifilme, que, caso não o tenhas feito hoje, deves procurar entregar na próxima semana.

Apresentação usada: http://www.slideshare.net/luisprista/apresentao-para-dcimo-primeiro-ano-aula-16-presentation/

Soluções
linhas 1-2 // Enunciador refere o local da enunciação e usa outras marcas deícticas relativas também à audiência e ao momento, criando empatia com o público.
linhas 3-15 //Rápido historial do assunto de que se vai ocupar o discurso.
linhas 16-94 // Anúncio do objectivo — «viemos aqui hoje denunciar uma situação vergonhosa» — e caracterização da situação actual, terminando-se com apelo a que se confie em que tudo vai mudar.
linhas 95-121 // Antecipação de um cenário novo («Tenho um sonho»), que funciona como esboço da política que se defende.
linhas 122-156 // Fechada a proposta, prepara-se a euforia dos aplausos («É esta a nossa esperança»). Predominam frases imperativas, períodos curtos e anafóricos («Que soe [...]»).
Aula 17 (10 ou 11/Nov) Na p. 50 do caderno de Práticas, lê as definições de Tempo, Aspecto, Modalidade, e vai resolvendo os exercícios 1 a 8.2. (até meio da p. 53). Responde nesta folha:

1. [Além de pores V ou F, bastará justificares mentalmente a eventual falsidade de algumas afirmações; não escrevas essa justificação.]
a) _____; b) _____; c) _____ d) _____; e) _____; f) _____; g) _____; h) _____; i) _____.

2.
Indicativo
Pretérito perfeito / (Ontem) _________ / Escrevi / __________
Pretérito mais-que-perfeito /([Ontem, acordei, mas] antes disso) Sonhara / ________ / ______
Futuro (do presente) /(Amanhã) _________ / ________ / Repetirei

Conjuntivo
Imperfeito /(Se, dantes,) Sonhasse / _________ / ________

3.
forma verbal / modo / tempo / pessoa
Esperasse / Conjuntivo / Pretérito imperfeito / 1.ª ou 3.ª do singular
Soubermos /_____ /_____ / _____ do plural
Sonhámos /_____ /_____ / _____ do plural
Subirá /_____ /_____ / _____ do singular
Esquecesses /_____ /_____ / _____ do singular
Subira /_____ /_____ / _____ do singular
Procuravam/_____ /_____/ _____ do plural
Procurarão/_____ /_____ / _____ do plural

4. a) _____; b) _____; c) _____; d) ______; e) ______.

5. a) _____; b) ____; c) _____; d) _____; e) _____; f) _____.

6.
Pretérito Perfeito do Indicativo
Valores temporais
indica que a acção ou estado de coisas se verificou num tempo anterior ao tempo em que se fala.
Valores aspectuais
indica que a acção ou estado de coisas se _______ antes do momento em que se fala.
Pretérito Imperfeito do Indicativo
Valores temporais
indica que a acção ou estado de coisas se verificou num tempo _______ ao tempo em que se fala.
Valores aspectuais
indica que a acção ou estado de coisas ocorreu repetidamente num tempo anterior ao mesmo tempo em que se fala.

7.1. Formas no pretérito perfeito simples do indicativo: ________, «fiz», ________, «sofreu», ________, ________, _______. Estas formas traduzem a localização temporal própria deste tempo: a acção ou estado de coisas verificou-se num tempo ________ ao tempo em que se fala.

7.2. Formas que se encontram no pretérito imperfeito do indicativo: «gemiam», _________, __________, __________. As duas primeiras formas referidas indicam que a acção ou estado de coisas ocorreu __________ num tempo anterior ao tempo em que se fala (valor iterativo). A terceira forma tem um valor ________ ao de um condicional. A última forma indica que o estado de coisas se verificou _________ no passado.

7.3. Formas do presente do indicativo: «encontram-se», _______, _______, ______. A primeira, a terceira e a quarta localizam a acção num intervalo de tempo que se sobrepõe ao tempo em que se fala. A segunda equivale a um ________ do indicativo, isto é, localiza a acção num intervalo de tempo posterior àquele em que se fala.

7.4. «fareis» — __________; «prouver» — ___________.

8.1.
Pretérito perfeito / Mais-que-perfeito / Imperfeito do Conjuntivo / Futuro do Conjuntivo
Estudámos / Estudáramos / Estudássemos / Estudarmos
_____ / Argumentáramos / _____ / _____
_____ / _____ / Escrevêssemos / _____
_____ / _____ / _____ / Repetirmos
Dormimos / _____ / _____ / _____
_____ / Soubéramos / _____ / _____
_____ / _____ / Prevíssemos / _____
_____ / _____ / _____ / Pudermos

8.2.
_________
_________
_________
_________

Nas pp. 85-86 de Antologia, lê os primeiros cinco parágrafos de «O ‘corpo que fala’: um saber antigo redescoberto pela televisão». Faz deles uma curta síntese:

Através dos célebres _________ entre __________ e ___________, nas eleições americanas de ________, ilustra-se a importância que na oratória têm também os aspectos não _________.







TPC — Para compreensão global, lê a cena II [do Acto III] de Júlio César, de William Shakespeare (Antologia, 50-55).

Apresentação usada: http://www.slideshare.net/luisprista/apresentao-para-dcimo-primeiro-ano-aula-17-presentation/

Soluções
1. a) V; b) V; c) F (Na conjugação composta, há indicativo; também a perifrástica e a conjugação na voz passiva têm indicativo); d) F («come a sopa»; «comei»; «comam»; «não comas»); e) F (imperfeito do conjuntivo); f) V; g) F (A, E, I; O pertence à 2.ª conjugação: «Poer»); h) F (Imperfeito do conjuntivo; terminações do Mais-que-Perfeito: -ra, -ras, etc.); i) V.

Tema (Radical + Vogal temática) + Desinência
Cant + a + r
Vend + e + rei
Sub + i + ríamos

T (R + VT) + D (DMT + DNP)

Tempos primitivos // Tempos derivados
Presente Indicativo — Presente do Conjuntivo / Imperativo
Perfeito — Mais-que-perfeito / Imperfeito do Conjuntivo / Futuro do Conjuntivo
Infinitivo — Futuro / Condicional / Imperfeito do Indicativo

2.
Indicativo
Pretérito perfeito: (Ontem) Sonhei / Escrevi / Repeti
Pretérito mais-que-perfeito: ([Ontem, acordei, mas] antes disso) Sonhara / Escrevera / Repetira
Futuro (do presente): (Amanhã) Sonharei / Escreverei / Repetirei
Conjuntivo
Imperfeito: (Se, dantes,) Sonhasse / Escrevesse / Repetisse

3.
forma verbal / modo / tempo / pessoa
Esperasse / Conjuntivo / Pretérito imperfeito / 1.ª ou 3.ª do singular
Soubermos / Conjuntivo / Futuro / 1.ª do plural
Sonhámos / Indicativo / Pretérito perfeito / 1.ª do plural
Subirá / Indicativo / Futuro / 3.ª do singular
Esquecesses / Conjuntivo / Pretérito imperfeito / 2.ª do singular
Subira / Indicativo / Pretérito mais-que-perfeito / 1.ª ou 3.ª do singular
Procuravam / Indicativo / Pretérito imperfeito / 3.ª do plural
Procurarão / Indicativo / Futuro / 3.ª do plural

4. a) esforcei-me; b) tomei [porco!]; c) fui; d) dormi; e) preocupei-me [vaidosão estúpido!].

5. a) apressava-me; b) ouvia; c) fazia; d) experimentava; e) escrevia; f) conversava.

6.
Pretérito Perfeito do Indicativo
Valores temporais
indica que a acção ou estado de coisas se verificou num tempo anterior ao tempo em que se fala
Valores aspectuais
indica que a acção ou estado de coisas se concluiu antes do momento em que se fala

Pretérito Imperfeito do Indicativo
Valores temporais
indica que a acção ou estado de coisas se verificou num tempo anterior ao tempo em que se fala
Valores aspectuais
indica que a acção ou estado de coisas ocorreu repetidamente num tempo anterior ao mesmo tempo em que se fala.

7.1. Formas que se encontram no pretérito perfeito simples do indicativo: «ofendi», «fiz», «mereceu», «sofreu», «matei», «trouxe», «encheu». Estas formas traduzem a localização temporal própria deste tempo: a acção ou estado de coisas verificou-se num tempo anterior ao tempo em que se fala.

7.2. Formas que se encontram no pretérito imperfeito do indicativo: «gemiam», «chorava», «devia», «era». As duas primeiras formas referidas indicam que a acção ou estado de coisas ocorreu repetidamente num tempo anterior ao tempo em que se fala (valor iterativo). A terceira forma tem um valor equivalente ao de um condicional. A última forma indica que o estado de coisas se verificou sempre no passado.

7.3. Formas do presente do indicativo: «encontram-se», «vou», «conservo», «diz», «é». A primeira, a terceira e a quarta localizam a acção num intervalo de tempo que se sobrepõe ao tempo em que se fala. A segunda equivale a um futuro do indicativo, isto é, localiza a acção num intervalo de tempo posterior àquele em que se fala.

7.4. fareis — futuro do indicativo; prouver — futuro do conjuntivo.

8.1.
Estudámos / Estudáramos / Estudássemos / Estudarmos
Argumentámos / Argumentáramos / Argumentássemos / Argumentarmos
Escrevemos / Escrevêramos / Escrevêssemos / Escrevermos
Repetimos / Repetíramos / Repetíssemos / Repertirmos
Dormimos / Dormíramos / Dormíssemos / Dormirmos
Soubemos / Soubéramos / Soubéssemos / Soubermos
Previmos / Prevíramos / Prevíssemos / Previrmos
Pudemos / Pudéramos / Pudéssemos / Pudermos

Através dos célebres debates entre Richard Nixon e J. F. Kennedy, nas eleições americanas de 1961, ilustra-se a importância que na oratória têm também os aspectos não discursivos / verbais.

Aula 18 (13 ou 14/Nov) Viste uma representação da última cena do segundo acto e da primeira do terceiro acto de Júlio César, de Shakespeare. (Segue-se-lhes a parte da peça que tens na Antologia, 50-55, a cena II do terceiro acto.) Marca V(erdadeiro) ou F(also), à esquerda de cada período:

Pórcia, mulher de Bruto, pede a um jovem criado que vá ao Capitólio saber notícias do amo.

O adivinho que fala com Pórcia acerca da ida de César ao Senado tem bons pressentimentos.

Antes de César entrar no Senado, são-lhe apresentadas várias petições, que não lê.

A morte de César resulta de um equívoco, já que Cássio, Bruto e os outros conspiradores não a tinham planeado (tinham pensado apenas detê-lo).

César profere a frase «Também tu, Bruto?» (significando a surpresa por estar a ser vítima de um seu protegido).

Ao velho Públio é recomendado que se retire e passe despercebido.

António (Marco António) assiste à morte de César.

César é assassinado a punhaladas.

Bruto pede aos outros conjurados que tinjam as mãos com o sangue de César, o que estes não fazem.

Bruto e os outros conspiradores tentam disfarçar o homicídio que ocorrera, limpando as armas.

Um criado é enviado por Marco António para informar os conjurados de que não os hostilizava e de que com eles pretendia conversar.

Diante dos conspiradores, António — dirigindo-se, retoricamente, a César — exprime a sua vergonha por estar a pactuar com os seus assassinos.

Bruto aperta as mãos ensaguentadas de cada um dos conspiradores.

Bruto resolve deixar António discursar nas cerimónias fúnebres de César, ainda que contra o conselho de um outro conspirador.

Bruto decide nada explicar ao povo quanto às razões da morte de César, não assumindo o assassinato havido.

Bruto autoriza que António, no discurso que fará ao povo, o culpe (e aos outros conspiradores) pela morte de César.

Fica combinado que falará primeiro Bruto; só depois, António.

Marco António não concorda com Bruto e recusa-se a discursar ao povo.

No final da cena, António dirige-se a um criado de Octávio César (e, imediatamente, o jovem sai para narrar ao amo o que ali se passara).

O corpo de César fica com António.




Em casa, já terás lido as pp. 50-55 de Antologia, correspondentes a quase toda a cena 2 do acto III da tragédia Júlio César, de Shakespeare.
Resolve as perguntas 2 a 8 da p. 55, completando as respostas já esboçadas aqui em baixo (as lacunas correspondem a uma palavra ou a um sintagma nominal):

2. O tema central é ________, representado por António, que consegue, através de estratégias retóricas, levar uma multidão, inicialmente desconfiada, a apoiá-lo.

3. O texto centra-se na figura de Bruto e na sua relação com a multidão, pondo em realce a ________ da personagem, bem como o _______ que suscita no povo.

4. O povo aceita ouvir António, apenas porque Bruto lho _______, mas manifesta desconfiança e expressa a vontade de não admitir quaisquer palavras contra _______. Por outro lado, reitera o _______ à conspiração contra César, vendo nela a libertação de Roma.

5.1. A estratégia de António para captar a atenção e benevolência do público é a da humildade: diz que o seu objectivo não é ________ César, mas fazer-lhe, como amigo, o funeral; ao mesmo tempo, finge _________ a Bruto. Em suma, tranquiliza a multidão, e parece ________ os novos líderes.

5.2. António tem como objectivo refutar a _________, feita por Bruto, de César ser _________. Começa por concordar que César incorrera numa falta merecedora de castigo. Este aparente reconhecimento da razão dos _________ é reforçado pela referência a Bruto como «um homem respeitável». Simultaneamente, António lança outra linha de raciocínio, a do testemunho da sua experiência de amigo pessoal de César. A partir daqui, a frase «Bruto é um homem respeitável» é repetida três vezes, predispondo o público a ouvir os argumentos seguintes, já contra _______ {Bruto /César}. Esses argumentos são apresentados como testemunhos descomprometidos (advindos da amizade por César). A repetição da frase «Bruto é um homem respeitável» mantém a ilusão de que António esteja do lado de Bruto, quando o orador já está a defender uma linha _______.

5.3. As reacções da multidão mostram-no: as convicções do povo sobre a ambição de César e a justeza da sua morte ficaram ________, manifestando-se agora uma crescente empatia por ________.

6. No segundo momento do seu discurso, António revela a existência do testamento de César, que mostra à multidão, mas afirmando não ser sua intenção lê-lo. O suspense assim criado torna-se um dos instrumentos com que António ________ o auditório, a quem comunica (negando fazê-lo) que César os tornou seus ________. Só mesmo no final, dizendo-se obrigado a isso pelo auditório, António acede a ler o testamento, mas pede licença para descer da tribuna e fazê-lo junto do _____ de _____. Ao pedir licença, acalenta na multidão a ilusão de ser ela que dirige os acontecimentos.

7. A intervenção de António junto do corpo de César visa incitar o povo à revolta. Vai, por isso, fazer apelo ao desencadear de paixões violentas, através da dramatização do seu discurso perante o cadáver, evocando a _____ de César e o acto de traição de que foi vítima, com relevo para a intervenção de Bruto, «o bem amado Bruto», ligando cada uma das feridas abertas no cadáver ao nome de um dos ______, uma forma de criar um clima fortemente emotivo, dirigido contra os agora apontados como «traidores». O clímax é atingido pelo retirar do manto, mostrando o corpo de César (a multidão clama por vingança e prepara-se para incendiar, matar, assassinar aqueles mesmos que, no início da cena, reconhecia como _______).

8. Mostrando ter consciência da volubilidade da multidão, António não deixa sair o seu auditório logo após os primeiros apelos à vingança. Sabe que tem de dar ao povo razões mais pessoais para se mover. Toma a palavra e incita à revolta (negando, mais uma vez, fazê-lo), apresentando-se como homem _________, incapaz de grandes discursos, sem a ______ de Bruto. Recorda então ao auditório o testamento e revela, finalmente, o seu conteúdo. Estavam criadas as condições para o golpe de estado.

O texto-resumo de Júlio César — ou A Tragédia de Júlio César, como preferiu a companhia Teatro da Cornucópia — tem alguns lapsos de pontuação. Com um X marca os locais onde deveria haver vírgula (que terá sido esquecida).

A TRAGÉDIA DE JÚLIO CÉSAR de William Shakespeare de 21 de Março a 22 de Abril de 2007 / Teatro São Luiz, Lisboa / Tradução José Manuel Mendes, Luís Lima Barreto e Luis Miguel Cintra Encenação Luis Miguel Cintra Cenário e figurinos Cristina Reis Desenho de luz Daniel Worm d’Assumpção Elenco André Silva, Dinarte Branco, Dinis Gomes, Edgar Morais, Filipe Costa, Hugo Tourita, Ivo Alexandre, Joaquim Horta, José Manuel Mendes, Luís Lima Barreto, Luis Miguel Cintra, Luís Lucas, Martim Pedroso, Pedro Lamas, Nuno Lopes, Nuno Gil, Pedro Lacerda, Ricardo Aibéo, Rita Durão, Tiago Matias, Teresa Sobral, Tónan Quito e Vítor de Andrade.

A Roma antiga do século I a.c. reinventada por Shakespeare. A vida política nas mãos de heróis de tragédia que são grandes como gigantes e humanos como nós.
O povo quer coroar Júlio César imperador. Nasce a conspiração. Por boas ou más razões, Cássio e Casca convencem Bruto a unir-se a eles para eliminar César. Bruto que ama César mas também ama Roma, deixa-se convencer, e no dia fatídico dos idos de Março participa no assassinato do grande general no Senado. Marco António, jovem protegido de César, depois de um breve discurso de Bruto junto do cadáver crivado de punhais, pronuncia a sua oração fúnebre e, graças à sua habilidade retórica, levanta as massas populares contra os conjurados que são obrigados a fugir. Marco António, unindo-se a Octávio e Lépido, desencadeia a guerra civil. Na noite anterior à batalha final, o fantasma de César aparece a Bruto e no dia seguinte Cássio e Bruto, vendo-se vencidos, suicidam-se. Octávio e Marco António tomam o poder fazendo justiça à memória de Bruto e reconhecendo nele um justo.
A tragédia de Shakespeare fala de tirania, da cegueira do povo, das sangrentas lutas pelo poder, de vida privada e responsabilidade pública, de paz e de guerra, fala de política e da imensa tensão entre política e moral. Com estas peripécias de uma Roma antiga fantasiada pelo princípio do século XVII, devolve aos espectadores de hoje os jogos políticos de sempre, mas desenha uma visão do Homem e do poder político com valores que o nosso tempo já esqueceu.

Responde a «Ler e comparar» (Antologia, 55).

[TPC — Trata de trabalhos atrasados: publifilme; passagem de poema a computador para concurso Corrente d’Escritas]

Apresentação usada: http://www.slideshare.net/luisprista/apresentao-para-dcimo-primeiro-ano-aula-18-presentation/

Soluções
V / Pórcia, mulher de Bruto, pede a um jovem criado que vá ao Capitólio saber notícias do amo.
F / O adivinho que fala com Pórcia acerca da ida de César ao Senado tem bons pressentimentos.
V / Antes de César entrar no Senado, são-lhe apresentadas várias petições, que não lê.
F / A morte de César resulta de um equívoco, já que Cássio, Bruto e os outros conspiradores não a tinham planeado (tinham pensado apenas detê-lo).
V / César profere a frase «Também tu, Bruto?» (significando a surpresa por estar a ser vítima de um seu protegido).
V / Ao velho Públio é recomendado que se retire e passe despercebido.
F / António (Marco António) assiste à morte de César.
V / César é assassinado a punhaladas.
F / Bruto pede aos outros conjurados que tinjam as mãos com o sangue de César, o que estes não fazem.
F / Bruto e os outros conspiradores tentam disfarçar o homicídio que ocorrera, limpando as armas.
V / Um criado é enviado por Marco António para informar os conjurados de que não os hostilizava e de que com eles pretendia conversar.
V / Diante dos conspiradores, António — dirigindo-se, retoricamente, a César — exprime a sua vergonha por estar a pactuar com os seus assassinos.
F / Bruto aperta as mãos ensaguentadas de cada um dos conspiradores.
V / Bruto resolve deixar António discursar nas cerimónias fúnebres de César, ainda que contra o conselho de um outro conspirador.
F / Bruto decide nada explicar ao povo quanto às razões da morte de César, não assumindo o assassinato havido.
F / Bruto autoriza que António, no discurso que fará ao povo, o culpe (e aos outros conspiradores) pela morte de César.
V / Fica combinado que falará primeiro Bruto; só depois, António.
F / Marco António não concorda com Bruto e recusa-se a discursar ao povo.
F / No final da cena, António dirige-se a um criado de Octávio César (e, imediatamente, o jovem sai para narrar ao amo o que ali se passara).
V / O corpo de César fica com António.


2. O tema central é o poder da palavra, representado por António, que consegue, através de estratégias retóricas, levar uma multidão, inicialmente desconfiada, a apoiá-lo.

3. O texto centra-se na figura de Bruto e na sua relação com a multidão, pondo em realce a dignidade da personagem, bem como o respeito que suscita no povo.

4. O povo aceita ouvir António, apenas porque Bruto lho solicita, mas manifesta desconfiança e expressa a vontade de não admitir quaisquer palavras contra Bruto. Por outro lado, reitera o apoio à conspiração contra César, vendo nela a libertação de Roma.

5.1. A estratégia de António para captar a atenção e benevolência do público é a da humildade: diz que o seu objectivo não é louvar César, mas fazer-lhe, como amigo, o funeral; ao mesmo tempo, finge submissão a Bruto. Em suma, tranquiliza a multidão, e parece aceitar os novos líderes.

5.2. António tem como objectivo refutar a acusação, feita por Bruto, de César ser ambicioso. Começa por concordar que César incorrera numa falta merecedora de castigo. Este aparente reconhecimento da razão dos conjurados é reforçado pela referência a Bruto como «um homem respeitável». Simultaneamente, António lança outra linha de raciocínio, a do testemunho da sua experiência de amigo pessoal de César. A partir daqui, a frase «Bruto é um homem respeitável» é repetida três vezes, predispondo o público a ouvir os argumentos seguintes, já contra Bruto {Bruto / César}. Esses argumentos são apresentados como testemunhos descomprometidos (advindos da amizade por César). A repetição da frase «Bruto é um homem respeitável» mantém a ilusão de que António esteja do lado de Bruto, quando o orador já está a defender uma linha contrária.

5.3. As reacções da multidão mostram-no: as convicções do povo sobre a ambição de César e a justeza da sua morte ficaram abaladas, manifestando-se agora uma crescente empatia por António.

6. No segundo momento do seu discurso, António revela a existência do testamento de César, que mostra à multidão, mas afirmando não ser sua intenção lê-lo. O suspense assim criado torna-se um dos instrumentos com que António manipula o auditório, a quem comunica (negando fazê-lo) que César os tornou seus herdeiros. Só mesmo no final, dizendo-se obrigado a isso pelo auditório, António acede a ler o testamento, mas pede licença para descer da tribuna e fazê-lo junto do corpo de César. Ao pedir licença, acalenta na multidão a ilusão de ser ela que dirige os acontecimentos.

7. A intervenção de António junto do corpo de César visa incitar o povo à revolta. Vai, por isso, fazer apelo ao desencadear de paixões violentas, através da dramatização do seu discurso perante o cadáver, evocando a grandeza de César e o acto de traição de que foi vítima, com relevo para a intervenção de Bruto, «o bem amado Bruto», ligando cada uma das feridas abertas no cadáver ao nome de um dos conspiradores, uma forma de criar um clima fortemente emotivo, dirigido contra os agora apontados como «traidores». O clímax é atingido pelo retirar do manto, mostrando o corpo de César (a multidão clama por vingança e prepara-se para incendiar, matar, assassinar aqueles mesmos que, no início da cena, reconhecia como líderes).

8. Mostrando ter consciência da volubilidade da multidão, António não deixa sair o seu auditório logo após os primeiros apelos à vingança. Sabe que tem de dar ao povo razões mais pessoais para se mover. Toma a palavra e incita à revolta (negando, mais uma vez, fazê-lo), apresentando-se como homem simples/franco, incapaz de grandes discursos, sem a eloquência de Bruto. Recorda então ao auditório o testamento e revela, finalmente, o seu conteúdo. Estavam criadas as condições para o golpe de estado.

A Roma antiga do século I a.c.[,] reinventada por Shakespeare. A vida política nas mãos de heróis de tragédia[,] que são grandes como gigantes e humanos como nós.
O povo quer coroar Júlio César imperador. Nasce a conspiração. Por boas ou más razões, Cássio e Casca convencem Bruto a unir-se a eles para eliminar César. Bruto[,] que ama César mas também ama Roma, deixa-se convencer, e[,] no dia fatídico dos idos de Março[,] participa no assassinato do grande general[,] no Senado. Marco António, jovem protegido de César, depois de um breve discurso de Bruto junto do cadáver crivado de punhais, pronuncia a sua oração fúnebre e, graças à sua habilidade retórica, levanta as massas populares contra os conjurados[,] que são obrigados a fugir. Marco António, unindo-se a Octávio e Lépido, desencadeia a guerra civil. Na noite anterior à batalha final, o fantasma de César aparece a Bruto e[,] no dia seguinte[,] Cássio e Bruto, vendo-se vencidos, suicidam-se. Octávio e Marco António tomam o poder[,] fazendo justiça à memória de Bruto e reconhecendo nele um justo.
A tragédia de Shakespeare fala de tirania, da cegueira do povo, das sangrentas lutas pelo poder, de vida privada e responsabilidade pública, de paz e de guerra, fala de política e da imensa tensão entre política e moral. Com estas peripécias de uma Roma antiga fantasiada pelo princípio do século XVII, devolve aos espectadores de hoje os jogos políticos de sempre, mas desenha uma visão do Homem e do poder político com valores que o nosso tempo já esqueceu.
O poema mostra aversão àqueles que se servem da palavra para dominar os outros — os demagogos, que conseguem, por truques retóricos, convencer em proveito de estratégias políticas. A esse uso «capitalista», interesseiro, da língua, opõe-se a limpidez dos poetas («nomeou a pedra a flor a água»). Na cena que lemos, prevalece o tal uso demagógico da palavra (o que não impede que se reconheçam as capacidades oratórias da personagem).
Aula 19 (17 ou 18/Nov) Começa por resolver «Ler e comparar» (Antologia, 55).
(Se já o fizeras na última aula, passa para aqui a tua resposta — sim, sim, é suposto trazeres as folhas das aulas mais recentes, pelo menos —, melhorando-a talvez, e passa à minha pergunta seguinte.)

O poema de Sophia de Mello Breyner não tem pontuação. Insere-a tu:

Com fúria e raiva

Com fúria e raiva acuso o demagogo
E o seu capitalismo de palavras

Pois é preciso saber que a palavra é sagrada
Que de longe muito longe um povo a trouxe
E nela pôs sua alma confiada

De longe muito longe desde o início
O homem soube de si pela palavra
E nomeou a pedra a flor a água
E tudo emergiu porque ele disse

Com fúria e raiva acuso o demagogo
Que se promove à sombra da palavra
E da palavra faz poder e jogo
E transforma as palavras em moeda
Como se fez com o trigo e com a terra
Junho de 1974, Sophia de Mello Breyner Andresen, Obra poética II, 3.ª ed., Lisboa, Caminho, 1998

Assistiremos agora a trecho do filme da encenação de Júlio César, de Shakespeare, correspondente a parte da parte lida na última aula (o discurso de Marco António).



Completa:

Um verbo é ______ {regular/irregular}, quando segue o modelo da sua conjugação (a primeira, de tema em a; a segunda, em e; a terceira, em i). Se o verbo apresentar modificações no radical (exemplo: «ouço», apesar de «ouvir») ou na flexão das pessoas («estou» [cfr. «cantas»]; «estás» [cfr. «cantas»]), é _________.
Verbos ________ {impessoais/unipessoais/defectivos} são os que, na sua flexão, não se apresentam em algumas pessoas ou tempos (por exemplo, os verbos «abolir» e «falir» não têm 1.ª pessoa do singular do ___________ do Indicativo).
Há também verbos __________ {impessoais/unipessoais/defectivos} — exemplo: «chover», «haver», «amanhecer» —, que são os que não têm __________ {sujeito/pessoa/tempos}.
Há ainda os verbos ________ {impessoais/unipessoais/defectivos}, os que, dado o seu sentido, só se costumam usar na ___ pessoa (exemplo: «cacarejar», «grasnar»).
Por fim, pode igualmente aparecer o termo «verbo abundante», que designa os verbos que têm mais que uma forma possível (em geral, duas formas no ____ ____ — «pago»/«pagado»; «aceite»/«aceitado» —, ou, mais raramente, em outros tempos: «ele _______»/«ele construi»; «comprazesse»/«comprouvesse»; «requere»/«requer»; «_______»/«dize»).

Completa, depois de veres os sketches da série Lopes da Silva:






Em «Debate sobre malbaratar», a estranheza de certas formas verbais não se deve apenas aos seus sons — como diz o comentador que, a dada altura, intervém —, antes se pode atribuir ao facto de se tratar de verbos que, na língua actual, se fossilizaram em poucas expressões ________ {idiomáticas/idiotas}, em fórmulas circunscritas a registos e contextos específicos («alijar responsabilidades»; «colmatar falhas»; «enveredar por maus ________ ou por uma carreira»; «untar as mãos»). Acabamos por estranhar a flexão desses verbos, sempre que surjam fora daquelas frases feitas e, ainda por cima, em diálogo (em registo literário, seria diferente). Sem as palavras que os costumam acompanhar, esses verbos parecem-nos quase _________ {agramaticais/correctos}.
Em «Não faleci nada», o caso é parecido. O verbo «falecer» não é defectivo (tem as várias pessoas e tempos), mas, utilizado como verbo intransitivo e em situação de conversa banal, a sua flexão na ___ e na ___ pessoas do Pretérito _______ do _______ («faleci», «faleceste») torna-se inverosímil.

Há vantagens em conhecer os três tempos ________ {primitivos/derivados}, uma vez que estes nos permitem chegar à flexão dos tempos ________ {primitivos/derivados}.
Nas tabelas seguintes, preenche as quadrículas vagas.

Tempos derivados do Presente

Presente do Conjuntivo

Verbo / 1.ª pessoa do singular do Presente do Indicativo / - Vogal final / + E (1.ª conjugação) ou + A (2.ª e 3.ª) [= 1.ª pessoa do singular do Presente do Conjuntivo]
_____ / Colmato / Colmat- / Colmate
Malbaratar / _____ / Malbarat- / Malbarate
Intuir / Intuo / _____ / Intua
Falecer / Faleço / Faleç- / _____

Excepções: ser, dar, estar, haver, ir, querer, saber (cujas primeiras pessoas do singular do Presente do Conjuntivo são: «seja», « _______ », «esteja», «haja», «_______», «queira», «saiba»).

Imperativo

Verbo / 2.ª pessoa do singular do Presente do Indicativo / - S final [= 2.ª pessoa do singular do Imperativo]
Alijar / Alijas / _____
Untar / _____ / Unta
Verbo / 2.ª pessoa do plural do Presente do Indicativo / - S final [= 2.ª pessoa do plural do Imperativo]
Enveredar / _____ / Enveredai
Esbanjar / Esbanjais / _____

(Para imperativo negativo ou para outras pessoas, ver Presente do Conjuntivo.)

Tempos derivados do Perfeito

Mais-que-Perfeito

Verbo / 1.ª pessoa do plural do Perfeito do Indicativo / -desinência pessoal / + RA [= 1.ª pessoa do Mais-que-Perfeito]
Fazer / Fizemos / Fize- / _____
Ir / Fomos / _____ / Fora
Colmatar / _____ / Colmata- / Colmatara

Imperfeito do Conjuntivo

Verbo / 1.ª pessoa do plural do Perfeito do Indicativo / - desinência pessoal / + SSE [= 1.ª pessoa do Imperfeito do Conjuntivo]
Trazer / Trouxemos / Trouxe- / _____
Vir / Viemos / _____ / Viesse
Ver / _____ / Vi- / Visse

Futuro do Conjuntivo

Verbo / 1.ª pessoa do plural do Perfeito do Indicativo / - desinência pessoal / + R [= 1.ª pessoa do Futuro do Conjuntivo]
Poder / Pudemos / Pude- / _____
_____ / Coubemos / Coube- / Couber
Vislumbrar / _____ / Vislumbra- / Vislumbrar

Tempos derivados do Infinitivo

Futuro

Verbo / Infinitivo / + EI [= 1.ª pessoa do Futuro]
Untar / Untar / _____
Vislumbrar / _____ / Vislumbrarei

Condicional (ou Futuro do Pretérito)

Verbo / Infinitivo / + IA [= 1.ª pessoa do Condicional]
_____ / Intuir / Intuiria
Almejar / Almejar / _____

Imperfeito do Indicativo

Verbo / Infinitivo / - Vogal temática e R / + AVA (1.ª conj.) ou + IA (2.ª ou 3.ª) [= 1.ª pessoa do Imperfeito]
Almejar / Almejar / Almej- / _____
Falecer / Falecer / Falec- / _____
Intuir / Intuir / Intu- / _____

Excepções: ser, ter, vir, pôr (cujas primeiras pessoas do Imperfeito são: «era», «_____», «vinha», «_____»).

Reescreve em português actual (colocando as frases na sua ordem mais natural, trocando as palavras que pareçam antiquadas, traduzindo as partes latinas, pondo referências segundo o uso contemporâneo) toda a didascália que introduz o texto do «Sermão de Santo António aos Peixes» (Antologia, 56, primeiro terço da página).


TPC — Prepara a leitura em voz alta da parte I do «Sermão de Santo António aos Peixes», escrito e pregado pelo Padre António Vieira em 1654, em São Luís do Maranhão (Antologia, 56-58).

Apresentação usada: http://www.slideshare.net/luisprista/apresentao-para-dcimo-primeiro-ano-aula-19-presentation/

Soluções

Com fúria e raiva

Com fúria e raiva, acuso o demagogo
E o seu capitalismo de palavras,

Pois é preciso saber que a palavra é sagrada,
Que, de longe, muito longe, um povo a trouxe
E nela pôs sua alma confiada;

De longe, muito longe, desde o início,
O homem soube de si pela palavra
E nomeou a pedra, a flor, a água[,]
E tudo emergiu, porque ele disse.

Com fúria e raiva, acuso o demagogo[,]
Que se promove à sombra da palavra
E da palavra faz poder e jogo[,]
E transforma as palavras em moeda,
Como se fez com o trigo e com a terra.

Um verbo é regular {regular/irregular} quando segue o modelo da sua conjugação (a primeira, de tema em a; a segunda, em e; a terceira, em i). Se o verbo apresentar modificações no radical (exemplo: «ouço», apesar de «ouvir») ou na flexão das pessoas («estou» [cfr. «canto»]; «estás» [cfr. «cantas»]), é irregular.
Verbos defectivos {impessoais/unipessoais/defectivos} são os que, na sua flexão, não se apresentam em algumas pessoas ou tempos (por exemplo, os verbos «abolir» e «falir» não têm 1.ª pessoa do singular do Presente do Indicativo).
Há também verbos impessoais {impessoais/unipessoais/defectivos} — exemplo: «chover», «haver», «amanhecer» —, que são os que não têm sujeito {sujeito/pessoa/tempos}.
Há ainda os verbos unipessoais {impessoais/unipessoais/defectivos}, os que, dado o seu sentido, só se costumam usar na 3.ª pessoa (exemplo: «cacarejar», «grasnar»).
Por fim, pode igualmente aparecer o termo «verbo abundante», que designa os verbos que têm mais que uma forma possível (em geral, duas formas no particípio passado — «pago»/«pagado»; «aceite»/«aceitado» —, ou, mais raramente, em outros tempos: «ele constrói»/«ele construi»; «comprazesse»/«comprouvesse»; «requere»/«requer»; «diz»/«dize»).
Em «Debate sobre malbaratar», a estranheza de certas formas verbais não se deve apenas aos seus sons — como diz o comentador que, a dada altura, intervém —, antes se pode atribuir ao facto de se tratar de verbos que, na língua actual, se fossilizaram em poucas expressões idiomáticas {idiomáticas/idiotas}, em fórmulas circunscritas a registos e contextos específicos («alijar responsabilidades»; «colmatar falhas»; «enveredar por (maus) caminhos ou por uma carreira»; «untar as mãos»). Acabamos por estranhar a flexão desses verbos, sempre que surjam fora daquelas frases feitas e, ainda por cima, em diálogo (em registo literário, seria diferente). Sem as palavras que os costumam acompanhar, esses verbos parecem-nos quase agramaticais {agramaticais/correctos}.
Em «Não faleci nada», o caso é parecido. O verbo «falecer» não é defectivo (tem as várias pessoas e tempos), mas, utilizado como verbo intransitivo e em situação de conversa banal, a sua flexão na 1.ª e na 2.ª pessoas do Pretérito Perfeito do Indicativo («faleci», «faleceste») torna-se inverosímil.

Há vantagens em conhecer os três tempos primitivos {primitivos/derivados}, uma vez que estes nos permitem chegar à flexão dos tempos derivados {primitivos/derivados}.
Nas tabelas seguintes, preenche as quadrículas vagas.

Tempos derivados do Presente

Presente do Conjuntivo

Verbo / 1.ª pessoa do singular do Presente do Indicativo / - Vogal final / + E (1.ª conjugação) ou + A (2.ª e 3.ª) [= 1.ª pessoa do singular do Presente do Conjuntivo]
Colmatar / Colmato / Colmat- / Colmate
Malbaratar / Malbarato / Malbarat- / Malbarate
Intuir / Intuo / Intu- / Intua
Falecer / Faleço / Faleç-/Faleça

Excepções: ser, dar, estar, haver, ir, querer, saber (cujas primeiras pessoas do singular do Presente do Conjuntivo são: «seja», «dê», «esteja», «haja», «vá», «queira», «saiba»).

Imperativo

Verbo/2.ª pessoa do singular do Presente do Indicativo / - S final [= 2.ª pessoa do singular do Imperativo]
Alijar / Alijas / Alija
Untar / Untas / Unta
Verbo / 2.ª pessoa do plural do Presente do Indicativo / - S final [= 2.ª pessoa do plural do Imperativo]
Enveredar / Enveredais / Enveredai
Esbanjar / Esbanjais / Esbanjai

(Para imperativo negativo ou para outras pessoas, ver Presente do Conjuntivo.)

Tempos derivados do Perfeito

Mais-que-Perfeito

Verbo / 1.ª pessoa do plural do Perfeito do Indicativo / -desinência pessoal / + RA [= 1.ª pessoa do Mais-que-Perfeito]
Fazer / Fizemos / Fize- / Fizera
Ir / Fomos / Fo- / Fora
Colmatar / Colmatámos / Colmata- / Colmatara

Imperfeito do Conjuntivo

Verbo / 1.ª pessoa do plural do Perfeito do Indicativo / - desinência pessoal / + SSE [= 1.ª pessoa do Imperfeito do Conjuntivo]
Trazer / Trouxemos / Trouxe- / Trouxesse
Vir / Viemos / Vie- / Viesse
Ver / Vimos / Vi- / Visse

Futuro do Conjuntivo

Verbo / 1.ª pessoa do plural do Perfeito do Indicativo / - desinência pessoal / + R [= 1.ª pessoa do Futuro do Conjuntivo]
Poder / Pudemos / Pude- / Puder
Caber / Coubemos / Coube- / Couber
Vislumbrar / Vislumbrámos / Vislumbra- / Vislumbrar

Tempo derivados do Infinitivo

Futuro

Verbo / Infinitivo / + EI [= 1.ª pessoa do Futuro]
Untar / Untar / Untarei
Vislumbrar / Vislumbrar / Vislumbrarei

Condicional (ou Futuro do Pretérito)

Verbo / Infinitivo / + IA [= 1.ª pessoa do Condicional]
Intuir / Intuir / Intuiria
Almejar / Almejar / Almejaria

Imperfeito do Indicativo

Verbo / Infinitivo / - Vogal temática e R / + AVA (1.ª conj.) ou + IA (2.ª ou 3.ª) [= 1.ª pessoa do Imperfeito]
Almejar / Almejar / Almej- / Almejava
Falecer / Falecer / Falec- / Falecia
Intuir / Intuir / Intu- / Intuía

Excepções: ser, ter, vir, pôr (cujas 1.ªs pessoas do Imperfeito são: «era», «tinha», «vinha», «punha»).

O autor pregou este sermão — todo ele alegórico — três dias antes de embarcar, escondido, para a metrópole, com o objectivo de encontrar solução para o problema dos índios, em consequência dos factos a que se alude no «Sermão da Sexagésima» (volume 1 dos Sermões). Como se deduz da alegoria em que assenta o texto, no «Sermão de Santo António aos Peixes», o orador abordou todos os pontos do programa que, ainda que impopular, considerava ser o mais adequado, em termos espirituais e práticos, à colónia.

Aula 20 (20 ou 21/Nov) Talvez já tivesses feito a tarefa que se segue na última aula. Se sim, põe à mão a folha em que tenhas escrito essa adaptação a português moderno. Se não, começa o texto agora.
Reescreve em português actual (colocando as frases na sua ordem mais natural, trocando as palavras que pareçam antiquadas, traduzindo as partes latinas, pondo referências segundo o uso contemporâneo) de toda a didascália que introduz o texto do «Sermão de Santo António aos Peixes» (Antologia, 56, primeiro terço da página).



As palavras «pregado» e «pregou» são formas do verbo «_______» {indica também o número que identifica a cabeça do verbete}. O étimo deste verbo é a palavra latina (aliás, do latim falado por religiosos) «________». Não se confunde este verbo com o seu __________ {homógrafo / homónimo / homófono} «________», já que, tal como o nome que dele deriva, «pregador», se pronuncia com E aberto (é), cuja representação fonética é ___, enquanto o verbo cuja primeira acepção é ‘__________’ e cujo étimo, também latino, é «_______» se diz com um E que quase não se ouve (e), representado no alfabeto fonético por um ___.

Como já terás percebido, as palavras que no manual estão asteriscadas — marcadas com um asterico (*) — são objecto de explicação no glossário das páginas finais ou no Práticas. Para já, faz uma leitura rápida das explicações para alegoria, conceito predicável, captatio benevolentiae (Antologia, 291-302) e exórdio (Práticas, 18).
No caso do Sermão de Santo António aos Peixes, o conceito predicável corresponde à frase latina que serve de epígrafe («________»). A captatio benevolentiae (estratégia comum no exórdio, a parte introdutória dos discursos) vimo-la muito no discurso de Marco António — por exemplo, quando, em jogada de falsa modéstia, assumia não ser tão bom _______ como Brutus. A alegoria, que fica já anunciada neste capítulo I do «Sermão» (Antologia, 56-58) e depois será desenvolvida, é toda a situação, «metafórica», figurada, que o orador criou (e ficou até no título), em torno de a sua audiência serem _________.

Em relance ao texto, completa:
[linhas 1-18] Cristo diz serem os pregadores o ________. Tal como o sal preserva (os alimentos), os pregadores deviam na terra impedir a ________. Mas, se há tantos _________, como se justifica que haja tanta corrupção? Várias hipóteses (e bifurcadas): ou os pregadores não pregam a _______ ou os _______ não a querem; ou os pregadores não fazem o que _______ e os seus ouvintes preferem imitá-los nas ________ e não nas palavras; ou os pregadores pensam mais neles do que em _______ ou os ouvintes, em vez de seguirem os preceitos da religião, preferem reger-se pela sua _______ imediata.
[ll. 19-30] Então, o que se há-de fazer aos _______, que não evitam a corrupção, e aos ouvintes, que não se deixam _______? Como disse Cristo, se os pregadores não cumprem bem, pelas palavras ou pelos ________, o melhor será ________.
[ll. 31-53] E que se há-de fazer aos ________? Santo António, perante um público que não lhe ligava, abandonou-o e foi pregar aos _______.
[ll. 54-73] Retomando o ‘conceito predicável’: Santo António foi até mais do que «sal da terra», foi também «sal do _____», já que pregou a ______. Mas o autor não quer relatar o que se passou com Santo António, antes acha que nos dias dos santos — lembremos: era dia 13 de Junho, dia de Santo António — se deve é ________-los.
[ll. 74-83] Por isso, o orador, o Padre António Vieira, vai também _______ aos peixes; para tanto, invoca _______, cuja etimologia, supostamente, se ligaria ao mar (na verdade, esta etimologia é falsa).

O contexto que envolve o «Sermão de Santo António aos Peixes» — 1654, São Luís de Maranhão, a defesa dos índios por parte dos jesuítas, contra a posição dos colonos — tem semelhanças óbvias com a história narrada no filme A Missão (que decorre mais tarde, note-se). Vê o comentário a este filme, na p. 93 de Antologia.




TPC — Corrige o poema que hoje te devolvi, passa-o a limpo (e, eventualmente, dá-mo de novo, se ainda forem significativas as emendas que te caiba lançar). Pondera — e, mais ainda, se eu tiver gabado o teu texto — enviar o poema ao concurso Correntes d’Escritas. (Se queres ainda tentar outro poema, talvez ainda dê tempo.)
É preciso enviar o texto por correio. O regulamento está aqui e o prazo termina em 30 de Novembro.

[Excerto do regulamento:
12 – Cada Concorrente poderá apresentar o máximo de dois trabalhos.
13 – Os textos deverão ser apresentados por escrito e sob pseudónimo.
14 – As obras a concurso deverão ser enviadas, em envelope fechado. Dentro deste envelope deve ser enviado o trabalho dactilografado e outro sobrescrito, devidamente fechado, contendo os seguintes elementos:
• Fotocópia do Bilhete de Identidade;
• Indicação de morada, n.º de telefone e e-mail;
• Estabelecimento de ensino que frequenta, se for caso disso.
No exterior deste sobrescrito, o concorrente deve escrever o seu nome, morada e pseudónimo.
15 – Os trabalhos deverão ser enviados, até 30 de Novembro de 2008, para a seguinte morada:
PRÉMIO LITERÁRIO CORRENTES D’ ESCRITAS / PAPELARIA LOCUS,
ao c/ de Manuela Ribeiro,
Câmara Municipal da Póvoa de Varzim,
Praça do Almada,
4490 – 438, Póvoa de Varzim]


Apresentação usada: http://www.slideshare.net/luisprista/apresentao-para-dcimo-primeiro-ano-aula-20-presentation/

Soluções
As palavras «pregado» e «pregou» são formas do verbo «pregar 2». O étimo deste verbo é a palavra latina (aliás, do latim falado por religiosos) «PRAEDICARE». Não se confunde este verbo com o seu homógrafo «pregar 1», já que, tal como o nome que dele deriva, «pregador», se pronuncia com E aberto (é), cuja representação fonética é ε, enquanto o verbo cuja primeira acepção é ‘fixar ou segurar com prego’ e cujo étimo, também latino, é «PLICARE» se diz com um E que quase não se ouve (e), representado no alfabeto fonético por um [e ao contrário].

No caso do Sermão de Santo António aos Peixes, o conceito predicável corresponde à frase latina que serve de epígrafe («Vos estis sal terrae / Vós sois o sal da terra»). A captatio benevolentiae (estratégia comum no exórdio, a parte introdutória dos discursos) vimo-la muito no discurso de Marco António — por exemplo, quando, em jogada de falsa modéstia, assumia não ser tão bom orador como Brutus. A alegoria, que fica já anunciada neste capítulo I do Sermão (Antologia, 56-58) e depois será desenvolvida, é toda a situação, «metafórica», figurada, que o orador criou (e ficou até no título), em torno de a sua audiência serem peixes.

[linhas 1-18] Cristo diz serem os pregadores o sal da terra. Tal como o sal preserva (os alimentos), os pregadores deviam na terra impedir a podridão/corrupção. Mas, se há tantos pregadores, como se justifica que haja tanta corrupção? Várias hipóteses (e bifurcadas): ou os pregadores não pregam a verdade ou os ouvintes não a querem; ou os pregadores não fazem o que defendem/dizem e os seus ouvintes preferem imitá-los nas práticas/acções e não nas palavras; ou os pregadores pensam mais neles do que em Cristo ou os ouvintes, em vez de seguirem os preceitos da religião, preferem reger-se pela sua vontade/propensão imediata.
[ll. 19-30] Então, o que se há-de fazer aos pregadores, que não evitam a corrupção, e aos ouvintes, que não se deixam influenciar/catequizar? Como disse Cristo, se os pregadores não cumprem bem, pelas palavras ou pelos actos, o melhor será espezinhá-los.
[ll. 31-53] E que se há-de fazer aos ouvintes? Santo António, perante um público que não lhe ligava, abandonou-o e foi pregar aos peixes.
[ll. 54-73] Retomando o ‘conceito predicável’: Santo António foi até mais do que «sal da terra», foi também «sal do mar», já que pregou a peixes. Mas o autor não quer relatar o que se passou com Santo António, antes acha que nos dias dos santos — lembremos: era dia 13 de Junho, dia de Santo António — se deve é imitá-los.
[ll. 74-83] Por isso, o orador, o Padre António Vieira, vai também pregar aos peixes; para tanto, invoca Maria, cuja etimologia, supostamente, se ligaria ao mar (na verdade, esta etimologia é falsa).
Aula 21 (24 ou 25/Nov) Na última aula (aula 20), vimos o início do «Sermão de Santo António aos Peixes», do Padre António Vieira. Esse primeiro capítulo corresponde ao exórdio, cujos objectivos são captar a benevolência do público e motivar para o assunto a tratar.
Partindo da citação «Vós sois o sal da terra» (Vos estis sal terræ), o Padre António Vieira começava por constatar que os pregadores não exerciam bem o seu papel (ou os ouvintes não se deixavam catequizar por eles). Assim — e porque se estava a 13 de Junho, dia de Santo António —, o Padre Vieira decide imitar o que fizera o grande santo português (que pregara a peixes, quando os homens não o queriam ouvir). Também Vieira, no seu sermão de 13-6-1654, proferido em São Luís do Maranhão, se dirige aos peixes.

Vamos ver o segundo capítulo. Vai lendo as linhas que indicar e, de imediato, respondendo.

linhas 1-8
Passa para português contemporâneo: «pelos encaminhar sempre à lembrança destes dois fins» (ll. 7-8):

___________ sempre à lembrança destes dois fins (Céu e Inferno).

linhas 9-28

Sintetiza todo este segundo parágrafo (9-28), completando a resposta a seguir. (Nota que uma síntese, ao contrário do resumo, muda o enunciador e escusa de seguir os exactos passos do texto-fonte.)

Em função de duas qualidades que tem o sal — conservar e _______ —, também o autor divide o seu sermão em ___________. Na primeira, elogiará ___________.

Refere a função das várias citações.

As citações (ll. 9, 17-19, 21-23) — da Bíblia e de teólogos — servem para dar ao texto _____________.

linhas 29-143
Esta parte do texto é um rol de qualidades dos peixes. Preenche os itens em falta, sintetizando os louvores (elogios) aos peixes, na mesma sintaxe que uso.

ll. 2-3: ouvem e não falam
31-33: foram criados ______________
36-37(-42): estão em ______________
36-37-(56): são ______________ {embora, note-se, a baleia não seja um peixe}
61-63(-74): acudem _____________
63-64(-74): ouvem com ____________
78-79: têm _______________
(80-)86(-90): ajudam à ________________
94-95(-123): ____________________
103: nenhum _______________
104: todos ________________
127-128: _________________
128-129: _________________

[Pergunta 3.1, Antologia, 61]

linhas 144-160
A parte final do capítulo 2 serve para evocar uma semelhança entre os peixes e Santo António:

Tal como os peixes, também ____________

Ao leres, não queiras decifrar todas as palavras, tenta inferir o sentido de algumas das que desconheças. De qualquer modo, ficam aqui os significados mais difíceis:

20: «senão também» ‘mas também’ 51: «fornalha» ‘forno grande’ 59: «adulação» ‘acto de louvar’ 59: «púlpito» ‘tribuna, na igreja, onde se prega’ 63: «quietação» ‘sossego, tranquilidade’ 71: «assenso» ‘assentimento, acordo’ 87: «vanglória» ‘vaidade’ 91: «Omnipotência» ‘poder absoluto e supremo, Deus’ 96: «bugio» ‘macaco’ 98: «afora aquelas aves» ‘além daquelas aves’ 102: «pegos» ‘sítios mais fundos’ 113: «bufonerias» ‘fanfarronices’ 116: «cerviz» ‘parte posterior do pescoço’ 120: «cortesanias» ‘maneiras de homem da corte’ 137: «infeccionados» ‘infectados, contaminados’ 153: «Hábito» ‘veste de homem religioso’

Na p. 38 de Práticas tens uma minuta de reclamação. (Também na p. 37, em «aspectos gerais», há uma lista de aspectos a ter em conta nas reclamações.) Alguns de vocês, em anos anteriores, já contactaram com este tipo de texto. Lembro-me que chegámos a ver cartas a empresas — de reclamações ou com sugestões despropositadas — do engraçado Cartas de um louco, de Ted L. Nancy (aliás, Jerry Seinfeld), Gradiva, 2005.
Usando como guia a referida minuta em Práticas (p. 38), escreve uma carta de reclamação. O artigo sobre que reclamarás terá alguma relação com peixe ou mar: refeição num restaurante, compra num supermercado, aquário adquirido numa loja de animais, uma visita ao oceanário, uma embalagem de óleo de fígado de bacalhau, etc. (Enfim, haverá muitos outros produtos enquadráveis aqui; não ligues aos meus exemplos.)
Quanto à minuta, não é preciso segui-la sempre. Prefiro que te inspires no registo, assumas uma ou outra fórmula, mas recries tudo bastante e não te cinjas ao fraseado aí proposto. Dentro do verosímil numa carta de reclamação — e sem beliscar o estilo directo típico do género —, confere ao teu texto certa elegância descritiva.

TPC — Prepara a leitura das pp. 63-68 de Antologia (o capítulo 3 do «Sermão»).

Apresentação usada: http://www.slideshare.net/luisprista/apresentao-para-dcimo-primeiro-ano-aula-21-presentation

Soluções

linhas 1-8

por os encaminhar sempre à lembrança destes dois fins (Céu e Inferno).

linhas 9-28

Em função de duas qualidades que tem o sal — conservar e preservar —, também o autor divide o seu sermão em duas partes. Na primeira, elogiará as virtudes dos peixes; na segunda, repreender-lhe-á os vícios.

As citações (ll. 9, 17-19, 21-23) — da Bíblia e de teólogos — servem para dar ao texto autoridade.

linhas 29-143

ll. 2-3: ouvem e não falam
31-33: foram criados primeiro do que os outros animais
36-37(-42): estão em maior número
36-37-(56): são maiores {embora, note-se, a baleia não seja um peixe}
61-63(-74): acudem obediententemente
63-64(-74): ouvem com quietação e atenção
78-79: têm respeito e devoção aos pregadores
(80-)86(-90): ajudam à salvação dos homens
94-95(-123): não se deixam domar nem domesticar
103: nenhum confia nos homens
104: todos fogem dos homens
127-128: escaparam do Dilúvio
128-129: ficaram mais «largos»


Não se sujeitarem aos homens era uma qualidade dos peixes que o Padre António Vieira queria salientar, já que lhe oferecia uma analogia com o que defendia para os índios.

linhas 144-160

Tal como os peixes, também Santo António se afastou dos homens.
Aula 22 (27 ou 28/Nov) Segue-se um resumo do capítulo 3 do «Sermão de Santo António aos Peixes», de adaptação para crianças (Padre António Vieira, Sermão de Santo António aos Peixes, adaptado para os mais novos por Rui Lage; ilustrações de André Letria; Quasi, 2008). À esquerda, pus as linhas de Antologia (63-68), correspondentes ao resumo. Lê-o e completa o quadro.

[linhas 1-5] Apenas de alguns de vós, irmãos peixes, falarei agora.
[6-46] {este trecho é omitido na adaptação. Trata-se de um peixe bíblico, o «Peixe Santo de Tobias»}
[47-91] Quem haverá que não louve e admire muito a rémora, peixinho tão pequeno no corpo e tão grande na força, que, não sendo maior que um palmo, quando se pega ao leme de uma nau da Índia a prende e amarra mais que as próprias âncoras? Oh, se houvesse uma rémora na terra que tivesse tanta força como a do mar, menos perigos haveria na vida e menos naufrágios no Mundo!
[92-137] Não menos admirável é a tremelga, ou raia eléctrica, a que os latinos chamaram torpedo. Cá a conhecemos mais de fama que de vista. Mas com as grandes virtudes é assim: quanto maiores são, mais se escondem. O pescador segura a cana na mão e deixa o anzol ir ao fundo; mal a raia morde o isco começa a tremer-lhe o braço. De maneira que passa a força da boca do peixe ao anzol, do anzol a linha, da linha à cana e da cana ao braço do pescador. Oxalá aos padres, pescadores da terra, lhes tremesse assim o braço do esforço de tanto pescarem almas! Tanto pescar e tão pouco tremer!
[138-187] Navegando daqui para o Pará, vi correr pela tona da água, aos saltos, um cardume de peixinhos que não conhecia. Disseram-me que lhes chamavam quatro-olhos, e na verdade me pareceu que eram quatro os seus olhos, em tudo perfeitos. «Dá graças a Deus», disse a um destes peixes, pois às águias, que são os linces do ar, deu-lhes a natureza somente dois olhos, e aos linces, que são as águias da terra, também dois; e a ti, peixinho, quatro.
A razão dos quatro-olhos é a de que estes peixinhos, que andam sempre na superfície da água, não só são perseguidos por outros peixes mas também por aves marítimas que vivem na costa. Como têm inimigos no mar e inimigos no ar, dobrou-lhes a natureza as sentinelas e deu-lhes quatro olhos. Ensinou-me esse peixinho que tanto devo olhar para cima, onde há o azul do céu e nuvens que passam, cheias de sonhos, como para baixo, onde há terra, respeitando a natureza e vivendo em harmonia com bichos e homens.
[188-205] {este trecho não é aproveitado na adaptação. Louva(m)-se o(s) peixe(s) por ser(em) alimento(s) mesmo nos dias de penitência — ao contrário da carne —, etc.}
[206-218] Por fim, irmãos peixes, dou-vos graças porque ajudais os mais pobres. Elogiem-se na mesa dos ricos as aves e os animais terrestres com que se fazem esplêndidos banquetes, mas vós, peixes, continuai a alimentar os pobres, e sereis recompensados. Tomai o exemplo das irmãs sardinhas. Porque cuidais que as multiplica o Criador em tão grande número? Porque são sustento de pobres. As solhas e os salmões são raros, porque se servem à mesa dos reis e dos poderosos, mas o peixe que sustenta a fome dos pobres, a esse, Cristo o multiplica e aumenta.


Peixe // Característica boa (que deve servir de exemplo aos homens)
Peixe de Tobias // As suas entranhas deitavam um fel que curava a cegueira.
Rémora // Apesar de pequeno, fixando-se ao leme de um barco, _____________
Torpedo (raia eléctrica) // Quando toca no isco, ____________
Quatro-olhos // Os seus quatro olhos permitem que ____________

Leitura em voz alta do mesmo capítulo III do «Sermão» (Antologia, 63-68), já preparada em casa (para a Liga dos Campeões).

Resolve os exercícios 1 a 9 de «Tempo, aspecto e modalidade: o modo conjuntivo e o modo imperativo» nas páginas 54-56 de Práticas. Antes, lê as definições de «Conjuntivo» e «Imperativo» (Práticas, 53). Lança as tuas respostas nesta matriz que se segue:

1.1. Frases com indicativo: a), ___, ___; frases com conjuntivo: b), ___, ___, ___, h).

1.2. [Põe a alínea da frase (que esteja no conjuntivo) à frente destas caracterizações de atitudes do sujeito:]

probabilidade: b), ___; dúvida: ___, ___; certeza e desilusão: ___.

2. b) ____________; c) _____________; d) ___________; e) __________; f) sinta.

3. b) __________; c) __________; d)___________; e) ____________; f) ____________.

4. b) ____________; c) _____________; d) _____________; e) tenha sabido; f) tenha convocado.

5.1. Em todos os casos se pode usar «eventualmente» antes da forma verbal do conjuntivo. Exemplo: «Qualquer dúvida que, _________, nós tenhamos, é esclarecida nesse dicionário.»

5.2. [Dou as frases já começadas:]

Se _________ (Futuro do Conjuntivo), arranjas um problema de __________.

Na hipótese de que __________ (Presente do Conjuntivo) ___________, estou lá à tua espera.

Naqueles bons tempos, quem ___________ (Imperfeito do Conjuntivo) era punido.

___________ (Presente do Conjuntivo) o que __________ (Futuro do Conjuntivo), acabarás por, mais tarde ou mais cedo, morrer.

6.1. a) ______________; b) _____________; c) _____________; d) ______________; e) _____________; f) ______________.

6.2. Nas frases d) e f) foi usado o ____________ do conjuntivo; nas restantes, o _____________ do conjuntivo.

7. [Basta pores as formas verbais, não é preciso classificá-las:]
a) __________________;
b) __________________;
c) __________________;
d) __________________;
e) __________________.

8. [Põe dentro dos parênteses a(s) alínea(s) das frases:]
expressão da probabilidade (______); expressão da hipótese (_____)

9.

Modo e Tempo / Escrever / Repetir / Dormir

Presente do Conjuntivo
escreva
escrevas
____________
____________
escrevais
____________

__________
__________
repita
__________
__________
repitam

durma
___________
durma
___________
durmais
___________

Imperativo (2.ª pessoa)
____________
escrevei
__________
__________

dorme
___________

Imperativo, a partir do Presente do Conjuntivo (3.ª pessoa e 1.ª pessoa do plural)
____________
escrevamos
____________

__________
__________
repitam

durma
___________
___________

TPC — Trata de saber flexionar verbos. Para treinar esta matéria, aproveita, em manuais anteriores ou em gramáticas, modelos de conjugação.

Soluções

Peixe /Característica boa (que deve servir de exemplo aos homens)
Peixe de Tobias / As suas entranhas deitavam um fel que curava a cegueira.
Rémora / Apesar de pequeno, fixando-se ao leme de um barco, consegue prendê-lo.
Torpedo (raia eléctrica) / Quando toca no isco, faz tremer o braço do pescador.
Quatro-olhos / Os seus quatro olhos permitem que esteja sempre vigilante.

1.1. Frases com indicativo: a), d), f); frases com conjuntivo: b), c), e), g), h).
1.2. Põe a alínea da frase (que esteja no conjuntivo) à frente destas caracterizações de atitudes do sujeito:
probabilidade (b; e); dúvida (c; g); certeza e desilusão (h).

2. b) conheça; c) apareça; d) seja; e) saiba; f) sinta.

3. b) conhecesse; c) aparecesse; d) fosse; e) soubesse; f) sentisse.

4. b) tenha aparecido; c) tenha sentido; d) tenha atrevido; e) tenha sabido; f) tenha convocado.

5.1. Em todos os casos se pode usar «eventualmente» antes da forma verbal do conjuntivo. Exemplo: «Qualquer dúvida que, eventualmente, nós tenhamos, é esclarecida nesse dicionário.»

6.1. a) comentem; b) vamos; c) visitem; d) regressares; e) tenham; f) vieres.
6.2. Nas frases d) e f) foi usado o futuro do conjuntivo; nas restantes, o presente do conjuntivo.

7. [Basta pores as formas verbais, não é preciso classificá-las:]
a) estivéssemos; b) tratasse; c) tivesse atravessado; d) dissessem; e) tivesse vindo/ tenha vindo.

8. [Põe dentro dos parênteses a(s) alínea(s) das frases:]
expressão da probabilidade (a); expressão da hipótese (b, c, d, e)

9.

Modo e Tempo / Escrever / Repetir / Dormir
Presente do Conjuntivo
escreva
escrevas
escreva
escrevamos
escrevais
escrevam

repita
repitas
repita
repitamos
repitais
repitam

durma
durmas
durma
durmamos
durmais
durmam

Imperativo (2.ª pessoa)
escreve
escrevei
repete
repeti
dorme
dormi

Imperativo, a partir do Presente do Conjuntivo (3.ª pessoa e 1.ª pessoa do plural)
escreva
escrevamos
escrevam

repita
repitamos
repitam

durma
durmamos
durmam
Aula 23 (2 ou 5/Dez) Nas pp. 67-68 de Antologia, vamos rever o resto dos elogios aos peixes, os dois parágrafos finais da parte III do «Sermão de Santo António aos Peixes» — já víramos os louvores ao peixe de Tobias, à _______, à _______ (ou torpedo), ao _______.

No penúltimo parágrafo desse capítulo III (ll. 188-205), elogia-se aos peixes o serem, ao contrário dos animais terrestres e das aves, o alimento dos dias de ________, bem como o alimento exclusivo de certas ________ religiosas.
O último parágrafo (ll. 206-218) volta a debruçar-se sobre uma espécie de peixes em particular, a das ______, que existem em grande ______ (ao contrário dos escassos _______ e ______) e servem de sustento aos ______.

Continuaremos agora neste miolo do «Sermão», que abrange os capítulos II a V. (O capítulo I correspondia ao ______; e o capítulo VI, vê-lo-emos, à peroração.)

Como o Padre António Vieira já anunciara (cap. II, p. 59, l. 26), o capítulo IV (Antologia, 68-73) vai ser de ________ dos peixes. São dois os motivos dessa crítica:
1. {ll. 5-6} os peixes ______________.
2. {ll. 165-173} os peixes ____________.

Depois de apresentar estas características dos peixes, o orador mostra que os homens incorrem nos mesmos erros:
1. Os homens são comidos por outros homens, quando ________ {ll. 23-36} e quando ___________ {ll. 43-51}.
2. Os homens seguem cegamente os seus engodos, quando ____________ {ll. 174-186} e quando ___________ {ll. 193-209}.

A parte final deste cap. IV (ll. 210-220) critica um desses engodos dos homens, a __________, contrapondo-se à vaidade dos homens o exemplo de Santo António, que, como vestuário, se contentava com ___________ {ll. 220-226}.

Responde às três primeiras perguntas em Antologia (p. 69), completando estes esboços:

1. Traça-se uma analogia entre os peixes que se comem (os maiores comem os mais pequenos, o que aliás torna o caso mais grave) e os homens que também estão sempre a procurar «comer» o seu semelhante (entenda-se: ____________). Também se infere que são os mais __________ a prejudicar os mais ___________.
2. Quando se diz «peixes [...] vos comeis uns aos outros» (l. 4), a acepção de «comer» que se pode considerar mais próxima é ‘___________’ {‘devorar’ / ‘ter relações sexuais com’ / ‘enganar, trair, explorar’}; quando se pergunta «Cuidais que só os Tapuias se comem uns aos outros?» (ll. 21-22), «comer» equivale a ‘___________’ {‘devorar’ / ‘ter relações sexuais com’ / ‘enganar, trair, explorar’}; em «andarem buscando os homens [...] como se hão-de comer» (ll. 26-27), «comer» tem o sentido de ‘___________’{‘devorar’ / ‘ter relações sexuais com’ / ‘enganar, trair, explorar’}.

3. No contexto do sermão — pregado no Maranhão, em 1654, a uma audiência de __________ —, a referência ao sertão e aos índios (dizendo aos ouvintes que não julgassem serem os índios aqueles que o orador estava a __________) visava culpabilizar os _________ e aludir à __________ que exerciam sobre os nativos.

Põe as formas verbais do «Sermão de Santo António aos Peixes» (p. 68) no tempo que usaríamos hoje e, se for caso disso, troca também a pessoa e identifica os tempos:



Assistimos a trecho de A Missão.

TPC — (1) Ler — para compreensão global — o capítulo V do «Sermão de Santo António aos Peixes», do Padre António Vieira (Antologia, 74-81). Neste capítulo, o orador continua as repreensões aos peixes (mas foca-se agora em algumas espécies em particular: os roncadores, os pegadores, os voadores e o polvo). // Tenta perceber qual é a característica que o autor mais critica a cada uma destas quatro espécies; e como essas características, segundo o Padre António Vieira, também se manifestam nos homens. (2) Como já pedira também, convinha que revisses verbos (e, em geral, matérias gramaticais ou mais «conteudísticas» que tenhamos estudado nesta segunda parte do período). (3) Caso não tenhas entregado o trabalho de publifilme (que correspondeu aos tepecês de um mês), trata disso ainda. (E, em última instância, se o problema tiver a ver com dificuldades técnicas, faz um anúncio apenas «radiofónico», assumindo que se destinaria a transmissão por canal de rádio.)

Apresentação usada: http://www.slideshare.net/luisprista/apresentao-para-dcimo-primeiro-ano-aula-23-presentation/

Solução
Nas pp. 67-68 de Antologia, vamos rever o resto dos elogios aos peixes, os dois parágrafos finais da parte III do «Sermão de Santo António aos Peixes» — já víramos os louvores ao peixe de Tobias, à rémora, à raia eléctrica (ou torpedo), ao quatro-olhos.
No penúltimo parágrafo desse capítulo III (ll. 188-125), elogia-se aos peixes o serem, ao contrário dos animais terrestres e das aves, o alimento dos dias de penitência, bem como o alimento exclusivo de certas ordens religiosas.
O último parágrafo (ll. 206-218) volta a debruçar-se sobre uma espécie de peixes em particular, a das sardinhas, que existem em grande quantidade (ao contrário dos escassos salmões e solhos) e servem de sustento aos pobres.
Continuaremos agora neste miolo do «Sermão», que abrange os capítulos II a V. (O capítulo I correspondia ao exórdio; e o capítulo VI, vê-lo-emos, à peroração.)
Como o Padre António Vieira já anunciara (cap. II, p. 59, l. 26), o capítulo IV (Antologia, 68-73) vai ser de repreensão dos peixes. São dois os motivos dessa crítica:
1. {ll. 5-6} os peixes comem-se uns aos outros.
2. {ll. 165-173} os peixes investem cegamente ao isco.
Depois de apresentar estas características dos peixes, o orador mostra que os homens incorrem nos mesmos erros:
1. Os homens são comidos por outros homens, quando morrem {ll. 23-36} e quando são julgados {ll. 43-51}.
2. Os homens seguem cegamente os seus engodos, quando combatem (por galardões) {ll. 174-186} e quando se deixam explorar em troca de vestuário/por pura vaidade {ll. 193-209}.
A parte final deste cap. IV (ll. 210-220) critica um desses engodos dos homens, a moda, contrapondo-se à vaidade dos homens o exemplo de Santo António, que, como vestuário, se contentava com burel e corda {ll. 220-226}.

Responde às três primeiras perguntas em Antologia (p. 69), completando estes meus esboços:
1. Traça-se uma analogia entre os peixes que se comem (os maiores comem os mais pequenos, o que aliás torna o caso mais grave) e os homens que também estão sempre a procurar «comer» o seu semelhante (entenda-se: enganar ou dominar os outros). Também se infere que são os mais poderosos a prejudicar os mais frágeis.
2. Quando se diz «peixes [...] vos comeis uns aos outros» (l. 4), a acepção de «comer» que se pode considerar mais próxima é ‘devorar’ {‘devorar’ / ‘ter relações sexuais com’ / ‘enganar, trair, explorar’}; quando se pergunta «Cuidais que só os Tapuias se comem uns aos outros?» (ll. 21-22), «comer» equivale a ‘devorar’ {‘devorar’ / ‘ter relações sexuais com’ / ‘enganar, trair, explorar’}; em «andarem buscando os homens [...] como se hão-de comer» (ll. 26-27), «comer» tem o sentido de ‘enganar, trair, explorar’{‘devorar’ / ‘ter relações sexuais com’ / ‘enganar, trair, explorar’}.
3. No contexto do sermão — pregado no Maranhão, em 1654, a uma audiência de colonos brancos —, a referência ao sertão e aos índios (dizendo aos ouvintes que não julgassem serem os índios aqueles que o orador estava a criticar) visava culpabilizar os colonos e aludir à exploração que exerciam sobre os nativos.

Põe as formas verbais do «Sermão de Santo António aos Peixes» (p. 68) no tempo que usaríamos hoje e, se for caso disso, troca também a pessoa:; identifica os tempos:

linha / forma verbal no sermão / forma verbal no tempo que usaríamos hoje / forma verbal na pessoa que usaríamos hoje / tempo(s) e modo(s)
1 / vades / vades / vão / Presente do Conjuntivo
1 / ouvistes / ouvistes / ouviram / Perfeito do Indicativo
2 / ouvi / ouvi / ouçam / Imperativo / Presente do Conjuntivo
2 / servir-vos-ão / servir-vos-ão / servir-lhes-ão / Futuro do Indicativo
3 / [já que não] seja / [se não] for / [se não] for / Presente do Conjuntivo / Futuro do Conjuntivo
3 / desedifica / desedifica / desedifica / Presente do Indicativo
4 / vos comeis / vos comeis / se comem / Presente do Indicativo
6 / comem / comem / comem / Presente do Indicativo
6 / fora / fosse / fosse / Mais-que-Perfeito / Imperfeito do Conjuntivo
7 / era / era / seria / era / seria / Imperfeito do Indicativo / Condicional
7 / comeram / comessem / comessem / Mais-que-Perfeito / Imperfeito do Conjuntivo
7 / bastara / bastava / bastaria / bastava / bastaria / Mais-que-Perfeito / Imperfeito do Ind. / Condicional
8 / comem / comem / comem / Presente do Indicativo
9 / bastam / bastam / bastam / Presente do Indicativo
9 / olhai / olhai / olhem / Imperativo / Presente do Conjuntivo
10 / estranha / estranha / estranha / Presente do Indicativo
12 / vêm a ser / vêm a ser / vêm a ser / Presente do Indicativo Perifrástico
14 / sendo criados / sendo criados / sendo criados / Gerúndio da Passiva
15 / vivais / vivais / vivam / Presente do Conjuntivo
16 / comer / comer / comer / Infinitivo impessoal

Aula 24* (4/Dez) [esta aula é privativa das turmas 4.ª e 5.ª — para evitar desfasar as cinco turmas, e havendo dois feriados seguidos num mesmo dia de semana, usou-se esta aula para tarefas soltas de consolidão de conteúdos, as quais, nas turmas 1.ª, 2.ª e 6.ª, serão feitas como tepecês ou reservadas para mais tarde] No caderno Práticas, resolve os exercícios 10-12 da p. 56, as perguntas que nos faltavam da ficha «Tempo, aspecto, modalidade: o modo conjuntivo e o modo imperativo». Para responderes, preenche o que já fui adiantando:

10.1 As formas verbais que estão no Imperativo (incluindo também as pessoas do Imperativo que adoptam formas do Presente do Conjuntivo) são «não entremos»; «_________»; «________»; «_______». Estas formas exprimem o valor modal de conselho, sugestão.
10.2 A oração «________» (que selecciona a oração completiva «moderá-la).

11.1 Formas verbais no imperativo (incluindo as formadas com o Presente do Conjuntivo): «________»; «não _______»; «______»; «________»; «_______»; «_________»; «______».
11.2 Exprimem ordem as que são dirigidas aos criados (eg Miranda); sugestão, as que são dirigidas aos familiares (a Madalena, a _______ e a ________).
11.3 {Prenche as quadrículas vagas.}




12. a) Não te detenhas! // Não se _______!
b) ________ ao cocheiro! // Entregue-os ao cocheiro!
c) Prossegue sem mim! // ________ sem mim!
d) _________ sem demora! // Traga-mo sem demora!
e) Avisa a abadessa! // ________ a abadessa!
f) Não te ________ da missiva! // Não se esqueça da missiva!
g) Lança-a para longe! // ______ para longe!
h) _______ nas tochas! // Pegue nas tochas!
Com as iniciais dos teus (três? quatro?) nomes principais, escreve formas verbais nas pessoas e tempos que indico a seguir (respeitando a ordem em que estão). Se, por teres um nome grande, a lista de tempos se esgotar, continua com infinitivos impessoais.
Escolhe sempre verbos diferentes e que, de certo modo, te retratem ou contigo se relacionem. (No exemplo, usei o nome do texto que temos estado a ler e só escrevi os verbos para as três primeiras letras.)
S / 3.ª pessoa do singular do Futuro do Indicativo Sarará ____________
E / 1.ª pessoa do singular do Presente do Indicativo Escrevo ____________
R / 2.ª pessoa do singular do Presente do Conjuntivo Reajas ____________
M / 3.ª pessoa do plural do Imperfeito do Indicativo ____________
à / 2.ª pessoa do singular do Perfeito do Indicativo ____________
O / 1.ª pessoa do plural do Condicional ____________

D / 2.ª pessoa do plural do Perfeito do Indicativo ____________
E / 2.ª pessoa do plural do Imperativo ____________

S / 3.ª pessoa do plural do Mais-que-Perfeito do Indicativo ____________
A / 1.ª pessoa do plural do Presente do Conjuntivo ____________
N / 2.ª pessoa do plural do Imperfeito do Conjuntivo ____________
T / 3.ª pessoa do singular do Imperfeito do Conjuntivo ____________
O / 3.ª pessoa do singular do Futuro do Conjuntivo ____________

A / 3.ª pessoa do singular do Condicional ____________
N / Gerúndio ____________
T / Particípio Passado ____________
Ó / 2.ª pessoa do plural do Infinitivo Pessoal (ou Flexionado) ____________
N / Infinitivo Impessoal ____________
I / 1.ª pessoa do plural do Futuro do Indicativo ____________
O / 3.ª pessoa do plural do Presente do Indicativo ____________

A / 2.ª pessoa do singular do Imperativo ____________
O / 1.ª pessoa do plural do Imperfeito do Indicativo ____________
S / 1.ª pessoa do plural do Perfeito do Indicativo ____________

P / 3.ª pessoa do plural do Condicional ____________
E / 1.ª pessoa do plural do Futuro do Indicativo ____________
I / 2.ª pessoa do singular do Presente do Indicativo ____________
X / 3.ª pessoa do plural do Presente do Conjuntivo ____________
E / 1.ª pessoa do plural do Imperfeito do Conjuntivo ____________
S / 1.ª pessoa do singular do Perfeito do Indicativo ____________




Completa, no estilo das frases que já lancei, usando o que saibas acerca do «Sermão de Santo António aos Peixes», do Padre António Vieira, de oratória, aspectos históricos, ...

S olho (esturjão) — e não «solha» — é um dos peixes que Vieira opõe às sardinhas (dos pobres).
E xórdio. Constitui a abertura dos discursos; corresponde-lhe o capítulo I do «Sermão».
R _______________
M _______________
à _______________
O _______________

D _______________
E _______________

S _______________
A _______________
N _______________
T _______________
O _______________

A _______________
N _______________
T _______________
Ó _______________
N _______________
I _______________
O _______________

A _______________
O _______________
S uscitar a benevolência dos ouvintes e o interesse pelo assunto é objectivo do Exórdio.

P _______________
E xposição e Confirmação (caps. II-V do «Sermão»). Partes dos discursos, como o Exórdio e a Peroração.
I _______________
X avier (São Francisco), o «apóstolo do Oriente», era jesuíta, tal como o Padre Vieira.
E _______________
S _______________

TPC — (1) Ler — para compreensão global — o capítulo V do «Sermão de Santo António aos Peixes», do Padre António Vieira (Antologia, 74-81). Neste capítulo, o orador continua as repreensões aos peixes (mas foca-se agora em algumas espécies em particular: os roncadores, os pegadores, os voadores e o polvo). // Tenta perceber qual é a característica que o autor mais critica a cada uma destas quatro espécies; e como essas características, segundo o Padre António Vieira, também se manifestam nos homens. (2) Como já pedira também, convinha que revisses verbos (e, em geral, matérias gramaticais ou mais «conteudísticas» que tenhamos estudado nesta segunda parte do período). (3) Caso não tenhas entregado o trabalho de publifilme (que correspondeu aos tepecês de um mês), trata disso ainda. (E, em última instância, se o problema tiver a ver com dificuldades técnicas, faz um anúncio apenas «radiofónico», assumindo que se destinaria a transmissão por canal de rádio.)

Apresentação usada: http://www.slideshare.net/luisprista/apresentao-para-dcimo-primeiro-ano-aula-24-presentation/

Soluções
10. 1. As formas verbais que estão no Imperativo (incluindo também as pessoas do Imperativo que adoptam formas do Presente do Conjuntivo) são «não entremos»; «deixemo-nos; «deixemo-nos»; «vamos». Estas formas exprimem o valor modal de conselho, sugestão.
10. 2. A oração «é preciso» (que selecciona a oração completiva «moderá-la).
11.1. Formas verbais no imperativo (incluindo as formadas com o Presente do Conjuntivo): «façam»; «não apaguem»; «encostem-nos»; «vinde»; «senta-te»; «sentemo-nos»; «sabei».
11.2. Exprimem ordem as que são dirigidas aos criados (eg Miranda); sugestão, as que são dirigidas aos familiares (a Madalena, a Maria e a Jorge).
11.3. [Ver apresentação]
12. a) Não te detenhas! // Não se detenha!
b) Entrega-os ao cocheiro! // Entregue-os ao cocheiro!
c) Prossegue sem mim! // Prossiga sem mim!
d) Traz-mo sem demora! // Traga-mo sem demora!
e) Avisa a abadessa! // Avise a abadessa!
f) Não te esqueças da missiva! // Não se esqueça da missiva!
g) Lança-a para longe! // Lance-a para longe!
h) Pega nas tochas! // Pegue nas tochas!
Aula 25 (9 ou 12/Dez) Ouvimos gravação de excertos do cap. IV do «Sermão [...]», para relembrar capítulo lido na penúltima aula e enquadrar capítulo seguinte.

O capítulo V do «Sermão [...]» (Antologia, 74-81) — que te pedira fosses lendo em casa — aborda o que o orador tem contra quatro tipos de «peixes».
Relanceando o texto, marca as linhas em que começam e em que acabam os trechos sobre cada um dos animais (incluindo as comparações com os homens):

os roncadores (ll. 2-____);
os pegadores (ll. ____-____);
os voadores (ll. ____-____);
o polvo (ll. ____-____).

Transcreve o passo em que está a queixa principal sobre cada um dos «peixes»:

Peixe / Repreensão / Linhas
roncadores / «É possível que[,] sendo vós _______________» / 4-5
pegadores / «sendo pequenos, não só se chegam a outros maiores, mas[,] de tal sorte ___________» / 53-55
voadores / «____________ Pois porque vos meteis a ser aves?» / 128-129
polvo / «Se está nos limos, __________; se está na areia, ______________; se está no lodo, ____________; e[,] se está em alguma pedra, como mais ordinariamente costuma estar, ____________» / 214-217

Os quatro animais servem para se aludir a pecados humanos; ao contrário, Santo António seria um bom exemplo a seguir pelos homens. Preenche:

Peixe / Característica dos homens que está a ser criticada / Exemplo de Santo António / Linhas a consultar
roncadores /________ / Apesar do seu saber e poder, nunca deles fazia alarde, preferia calar-se. / 30-49
pegadores / oportunismo, parasitismo /_______ / 60-114
voadores/________ / Tendo «asas» — a sabedoria — para «subir», preferiu _________: apagar-se, passar por leigo e sem ciência. / 159-202
polvo/_________ /António foi o mais puro exemplar de ___________; nele nunca houve _________./ 229-250

Assistimos a início de Palavra e Utopia, filme de Manoel de Oliveira sobre o Padre António Vieira.



[tarefa nas turmas 4.ª e 5.ª; nas restantes turmas fez-se trabalho em torno de gramática e de oratória (que reproduzo na aula 26):]
Escolhe um animal. Escreve um texto paralelo à parte do Polvo no «Sermão de Santo António aos Peixes» (Antologia, 79, l. 203-80, l. 250), mas que repreenda o animal que escolheste.
Naturalmente, esse retrato crítico servirá para fazeres uma analogia com algum defeito dos homens. Além disso, inventarás uma acção de Santo António, ilustrativa do comportamento que os homens deviam ter (e, portanto, contrastante com o que se criticou ao animal escolhido e aos homens em geral).

Vai vendo o «Sermão» (p. 79, l. 203), para perceberes qual é a sintaxe que deve ter o teu texto na parte que deixei para criares. Dentro das chavetas fui também dando ideia do que deverás pôr nos espaços por preencher.
Mas já que estamos _______{preposição mais sintagma nominal, referindo-se assim um lugar apropriado ao animal em causa}, antes que daí saiamos, temos lá o irmão/a irmã {escolhe} ___________{animal}, contra o qual têm suas queixas, e grandes, não menos que S. Basílio e S. Ambrósio. O/A __________ {animal}, com __________ {demonstrativo e característica}, parece ___________ {sintagma nominal}; com ____________ {demonstrativo e característica}, parece __________ {sintagma nominal}; com _________ {demonstrativo + infinitivo afirmativo ou negativo}, parece a mesma/o mesmo {escolhe} ____________ {nome abstracto}, a mesma/o mesmo {escolhe} __________ {nome abstracto}. E debaixo desta aparência tão __________ {adjectivo}, ou desta ________ {nome abstracto} tão __________ {adjectivo}, testemunham constantemente os dois grandes Doutores da Igreja Latina e Grega que o dito __________ é o maior __________ do __________. Consiste esta _________ do ____________, primeiramente, em ___________ {oração começada por infinitivo}
{A partir desta zona o texto será mais livre em termos de sintaxe: dirigir-te-ás à audiência — «também vós ....» —, para salientar que o defeito que atribuiste ao animal nela se observa também. Inventarás, por fim, uma idiossincrasia qualquer de Santo António (pode ser brincalhona esta parte), que mostre o comportamento exactamente contrário daquele que estás a criticar ao animal (e, por analogia, à tua audiência). Se for caso disso, usa a segunda pessoa do plural. Não ficaria mal que aparecesse alguma das figuras de estilo que vemos no «Sermão» (apóstrofe, enumeração, gradação, interrogação retórica, ... [para estes termos, ver glossário de Antologia]).}

TPC [para turmas 1.ª, 2.ª e 6.ª / nas turmas 4.ª e 5.ª a tarefa foi feita em aula]
Escolhe um animal. Em folha solta, escreve um texto paralelo à parte do Polvo no «Sermão [...]» (Antologia, 79, l. 203 a 80, l. 250), mas que repreenda o animal que escolheste.
Naturalmente, esse retrato crítico servirá para fazeres uma analogia com algum defeito dos homens. Além disso, inventarás uma acção de Santo António, ilustrativa do comportamento que os homens deviam ter (e, portanto, contrastante com o que se criticou ao animal escolhido e aos homens em geral).
Vai vendo o «Sermão» (p. 79, l. 203), para perceberes qual é a sintaxe que deve ter o teu texto na parte que deixei para criares. Dentro das chavetas fui também dando ideia do que deverás pôr nos espaços por preencher.

Mas já que estamos _______ {preposição mais sintagma nominal, referindo-se assim um lugar apropriado ao animal em causa}, antes que daí saiamos, temos lá o irmão/a irmã {escolhe} _________ {animal}, contra o qual têm suas queixas, e grandes, não menos que S. Basílio e S. Ambrósio. O/A __________ {animal}, com __________ {demonstrativo e característica}, parece ___________ {sintagma nominal}; com ____________ {demonstrativo e característica}, parece __________ {sintagma nominal}; com _________ {demonstrativo + infinitivo afirmativo ou negativo}, parece a mesma/o mesmo {escolhe} ____________ {nome abstracto}, a mesma/o mesmo {escolhe} __________ {nome abstracto}. E debaixo desta aparência tão __________ {adjectivo}, ou desta ________ {nome abstracto} tão ___________{adjectivo}, testemunham constantemente os dois grandes Doutores da Igreja Latina e Grega que o dito __________ é o maior __________ do __________. Consiste esta _________ do ____________, primeiramente, em ___________ {oração começada por infinitivo}
{A partir desta zona o texto será mais livre em termos de sintaxe: dirigir-te-ás à audiência — «também vós ....» —, para salientar que o defeito que atribuiste ao animal nela se observa também. Inventarás, por fim, uma idiossincrasia qualquer de Santo António (pode ser brincalhona esta parte), que mostre o comportamento exactamente contrário daquele que estás a criticar ao animal (e, por analogia, à tua audiência). Se for caso disso, usa a segunda pessoa do plural. Não ficaria mal que aparecesse alguma das figuras de estilo que vemos no «Sermão» (apóstrofe, enumeração, gradação, interrogação retórica, ... [para estes termos, ver glossário de Antologia]).}

Apresentação usada: http://www.slideshare.net/luisprista/apresentao-para-dcimo-primeiro-ano-aula-25-presentation

Soluções
os roncadores (ll. 2-48);
os pegadores (ll. 49-126);
os voadores (126-202);
o polvo (203-250).

Peixe / Repreensão / Linhas
roncadores / «É possível que[,] sendo vós uns peixinhos tão pequenos, haveis de ser as roncas do mar?!» / 4-5
pegadores / «sendo pequenos, não só se chegam a outros maiores, mas[,] de tal sorte se lhes pegam aos costados, que jamais os desferram.» / 53-55
voadores / «Dizei-me, Voadores, não vos fez Deus para peixes? Pois porque vos meteis a ser aves?» / 128-129
polvo / «Se está nos limos, faz-se verde; se está na areia, faz-se branco; se está no lodo, faz-se pardo; e[,] se está em alguma pedra, como mais ordinariamente costuma estar, faz-se da cor da mesma pedra.» / 214-217

Peixe / Característica dos homens que está a ser criticada / Exemplo de Santo António / Linhas a consultar
roncadores / arrogância, soberba / Apesar do seu saber e poder, nunca deles fazia alarde, preferia calar-se. / 30-49
pegadores / oportunismo, parasitismo / Pegou-se a Deus. / 60-114
voadores / ambição, vaidade / Tendo «asas» — a sabedoria — para «subir», preferiu «descer»: apagar-se, passar por leigo e sem ciência. / 159-202
polvo / dissimulação, fingimento / António foi o mais puro exemplar de candura, sinceridade, verdade; nele nunca houve dolo, fingimento ou engano / 229-250


Aula 26* [específica do 11.º 4.ª e do 11.º 5.ª (nas outras turmas esta aula será diluída em outras, a pouco e pouco, e num tepecê)] (11/Dez) Circunda a melhor alínea. Não há pontuações negativas, mas serei duríssimo com tentativas de copianço.

[Este primeiro questionário procura verificar se foste seguindo o que tratámos no domínio da oratória.]

Em aula, lemos textos de oratória de
a) Martin Luther King, Demóstenes, Padre António Vieira, Nixon.
b) Martin Luther King, Demóstenes, Padre António Vieira.
c) Demóstenes, Padre António Vieira, Nixon.
d) Martin Luther King, Padre António Vieira.

A certa altura, lemos um texto de Sophia de Mello Breyner Andresen, em que se
a) elogiava o uso complexo da palavra nos discursos.
b) criticava o poder que tem o malabarismo linguístico num discurso.
c) criticava a excessiva simplicidade de alguma poesia.
d) elogiava o carácter incisivo que costumam ter os discursos.

O exórdio ocorre
a) no início de um discurso, sendo a peroração a parte final.
b) no final de um discurso, correspondendo a peroração ao início.
c) a meio de um discurso, sendo a peroração o final.
d) no início de um discurso, seguindo-se logo a peroração.

Como vimos no chamado «Discurso aos participantes na Marcha sobre Washington», nos discursos, o uso de deícticos (expressões que remetem para o próprio espaço e momento da enunciação) é
a) mais predominante nos trechos finais.
b) mais predominante nos trechos iniciais.
c) mais predominante a meio.
d) absolutamente de evitar.

Os debates Nixon/Kennedy serviram-nos para notarmos
a) a importância dos aspectos não verbais na acção do orador.
b) como é essencial a argumentação no discurso.
c) os aspectos sobretudo retóricos do discurso destes dois americanos.
d) os efeitos de simetria no discurso barroco.

Em aula, lemos trecho de
a) Shakespeare, sobre Marco António.
b) Júlio César, sobre Marco António.
c) Alexandre, sobre Demóstenes.
d) Júlio César, sobre Shakespeare.

Considerada a estrutura de um discurso, a captatio benevolentiæ ocorre
a) no desenvolvimento.
b) no exórdio.
c) na peroração.
d) na refutação.

Na sua edição deste ano, a competição que reunirá os leitores não apurados para a fase de eliminatórias da Liga dos Campeões, em homenagem a figura da oratória, adoptou o nome de
a) Taça Tia Albertina.
b) Taça Demóstenes.
c) Taça Marco António.
d) Taça Bruto.

«Pregar» e «Pregar» são palavras
a) divergentes.
b) convergentes.
c) homógrafas.
d) homónimas.

«À grande e à francesa», «do bom e do melhor», entre outras, são
a) expressões idiomáticas.
b) expressões de gíria.
c) neologismos.
d) estrangeirismos.

O «Sermão de Santo António aos Peixes» foi pregado
a) por Santo António, no Brasil.
b) pelo Padre António Vieira, em São Luís do Maranhão, em meados do século XVII.
c) pelo Padre António Vieira, em Lisboa, na Igreja de São Roque, no século XVII.
d) por Santo António, em São Luís do Maranhão.

O verdadeiro auditório do «Sermão» era constituído por
a) índios.
b) colonos.
c) D. João IV e restante corte.
d) peixes.

No final do cap. I do «Sermão» diz-se que
a) o étimo de «Maria» é «Senhora do mar», o que é verdade.
b) «Maria» vem de «Senhora do mar», o que é uma falsa etimologia.
c) «peixe» vem de «pé», o que não é verdade.
d) «sal» vem de «sol», o que é uma etimologia correcta.

A série que apresenta «peixes» que são «protagonistas» do «Sermão» é
a) cão, atum, peixe de Tobias.
b) peixe de Tobias, torpedo, roncador.
c) pescadinha de rabo na boca, massada de garoupa, baleia.
d) rémora, três olhos, raia electrónica.

A acção de A Missão (de Roland Joffé) — filme que foca o trabalho de missionários jesuítas junto dos índios —
a) é anterior às experiências vividas pelo Padre António Vieira.
b) é contemporânea das experiências vividas por Vieira.
c) é posterior às experiências vividas por Vieira.
d) é posterior às experiências de Vieira, mas passa-se no mesmo local.

Nos capítulos II-VI do «Sermão», temos (segundo esta ordem)
a) elogio dos peixes, em geral; repreensão dos peixes, em geral; elogio a algumas espécies de peixes; repreensão a algumas espécies de peixes.
b) elogio dos peixes, em geral; elogio a algumas espécies de peixes; repreensão dos peixes, em geral; repreensão a algumas espécies de peixes.
c) repreensão dos peixes, em geral; repreensão a algumas espécies de peixes; elogio dos peixes, em geral; elogio a algumas espécies de peixes.
d) elogio a algumas espécies de peixes; elogio dos peixes, em geral; repreensão a algumas espécies de peixes; repreensão dos peixes, em geral.

Segundo Vieira, nos dias dos santos, os pregadores devem
a) tê-los como assunto dos seus sermões.
b) imitá-los.
c) criticá-los.
d) pregar a peixes.

O «Sermão de Santo António aos Peixes» tem
a) cinco capítulos.
b) três capítulos.
c) dez capítulos.
d) seis capítulos.

As citações (da Bíblia; de teólogos) que enxameiam o «Sermão» funcionam como
a) perorações.
b) argumentos de autoridade.
c) falácias.
d) ironias.

O conceito predicável do «Sermão de Santo aos Peixes» é
a) «Vós sois o sol da terra».
b) «Vós sois o sal do mar».
c) «Vós, sol, sois a terra».
d) «Vós sois o sal da terra».



[Neste questionário trata-se de verificar os conteúdos mais propriamente gramaticais.]

Segundo a sua vogal temática, as conjugações classificam-se como
a) 1.ª (-ar), 2.ª (-ir), 3.ª (-ur).
b) 1.ª (-ar), 2.ª (-er), 3.ª (-or).
c) 1.ª (-ar), 2.ª (-er), 3.ª (-ir).
d) 1.ª (-uj), 2.ª (-có), 3.ª (-ufa).

O Presente do Conjuntivo corresponde, se exceptuarmos poucos verbos, ao radical do Presente do Indicativo, bastando que se lhe acrescente um
a) e (1.ª conjugação) ou um a (2.ª e 3.ª conjugações).
b) a (1.ª conjugação) ou um e (2.ª e 3.ª conjugações).
c) a (1.ª e 2.ª conjugação) ou um e (3.ª conjugação).
d) e (1.ª e 2.ª conjugação) ou um a (3.ª conjugação).

As desinências nas formas verbais do Pretérito Mais-que-perfeito são
a) -va, -vas, -va, -vamos, -veis, -vam.
b) -ra, -ras, -ra, -ramos, -reis, -ram.
c) -ia, -ias, -ia, -íamos, -íeis, -iam.
d) -sse, -sses, -sse, -ssemos, -sseis, -ssem.

São tempos primitivos
a) Futuro do Indicativo, Presente do Indicativo, Perfeito do Indicativo.
b) Gerúndio, Imperativo, Perfeito do Indicativo.
c) Presente do Indicativo, Infinitivo, Perfeito do Indicativo.
d) Presente do Conjuntivo, Presente do Indicativo, Imperfeito do Indicativo.

Em frases negativas, o Imperativo socorre-se das formas do
a) Presente do Conjuntivo (excepto na segunda pessoa).
b) Presente do Indicativo.
c) Presente do Conjuntivo.
d) Presente do Indicativo (excepto na segunda pessoa).

As formas do Imperativo afirmativo (incluindo as que são emprestadas pelo Presente do Conjuntivo) são:
a) 1.ª, 2.ª e 3.ª do singular; 1.ª, 2.ª e 3.ª do plural.
b) 2.ª e 3.ª do singular; 1.ª, 2.ª e 3.ª do plural.
c) 2.ª e 3.ª do singular; 2.ª do plural.
d) 2.ª e 3.ª do singular; 2.ª e 3.ª do plural.

O verbo «ganhar» é
a) defectivo.
b) impessoal.
c) abundante.
d) unipessoal.

A forma «atrofiaríamos» pertence ao
a) Futuro do Pretérito.
b) Futuro do Indicativo.
c) Futuro do Conjuntivo.
d) Imperfeito do Indicativo.

O Imperfeito do Conjuntivo adopta o tema do
a) Presente do Indicativo.
b) Presente do Conjuntivo.
c) Perfeito do Indicativo.
d) Imperfeito do Indicativo.

O Futuro do Conjuntivo segue o tema do
a) Futuro do Indicativo.
b) Perfeito do Indicativo.
c) Presente do Indicativo.
d) Infinitivo.

O valor aspectual durativo costuma estar mais presente em formas do
a) Futuro do Conjuntivo do que do Presente do Indicativo.
b) Presente do Conjuntivo do que do Presente do Indicativo.
c) Imperfeito do Indicativo do que do Perfeito do Indicativo.
d) Perfeito do Indicativo do que do Presente do Indicativo.

O valor temporal ‘futuro’ (localização da acção num momento posterior ao da enunciação) pode conseguir-se através de
a) Futuro do Indicativo.
b) Futuro do Indicativo; Presente do Indicativo; Perifrástica com «Ir».
c) Futuro do Indicativo; Perifrástica.
d) Futuro do Indicativo; Condicional.

O valor aspectual de que a acção está acabada encontra-se sobretudo em formas do
a) Futuro do Indicativo.
b) Pretérito Perfeito do Indicativo.
c) Pretérito Imperfeito do Indicativo.
d) Presente do Indicativo.

Utilidade típica do Pretérito Mais-que-perfeito é
a) transmitir o valor aspectual durativo.
b) localizar uma acção num momento posterior ao tempo do verbo-base.
c) conotar um valor aspectual progressivo.
d) localizar uma acção antes de outra (também passada).

A série que só tem formas do Conjuntivo é
a) fazer, ande, parta.
b) houver, amássemos, digais.
c) comas, puder, quisera.
d) avançarei, bochechasse, considerarem.

Todas as formas são do Imperfeito do Conjuntivo na série
a) comesse, deva, contribua.
b) lê-se, desse, viesse.
c) olhasse, destinásseis, fizessem.
d) comprar, disser, ditar.

A série que só tem formas do Indicativo é
a) opusera, dizia, acabasse.
b) andávamos, haverá, escreveu.
c) punha, quis, puder.
d) evoluíra, jante, reunissem.

São formas do Imperativo
a) come, parai, bebi.
b) parti, ama, defecai.
c) lembrei, falai, diz.
d) consigamos, colhe, meto.

São formas do Presente do Conjuntivo
a) leva, diga, ponha.
b) morresse, prossiga, fique.
c) fuja, ponhas, reúne.
d) cantarole, parta, façamos.

A série que só tem formas no Imperfeito do Indicativo é
a) via, lia, gostaria.
b) mia, leva, andava.
c) desova, avaliava, fazia.
d) ia, era, encadernava.


Assistiu-se a mais um trecho de A Missão.



Continuou-se a redacção segundo modelo do trecho do Polvo (no capítulo V do «Sermão de Santo António aos Peixes»).
Aula 27 (15 ou 16/Dez) Ouvimos uma gravação do exórdio do «Sermão de Santo António aos Peixes», em leitura de Ary dos Santos.

Vamos ver o que nos falta do «Sermão de Santo António aos Peixes». Lê o cap. VI (Antologia, 81-82), para completares as sínteses nesta página. Usa uma sintaxe irrepreensível: não te quero ouvir titubeante, se fores chamado a ler o que escreveste.

Entre as linhas 1 e 21, o orador assume que os peixes teriam ficado desconsolados por ______________.
Nas linhas 21-24 dá-se-nos a justificação dessa discriminação: os peixes _________________.
Nas ll. 36-46, faz-se contraste entre os homens — «eu» — e os peixes (para o orador esse confronto é sempre favorável aos ____________):

Peixes / Homem
________ / razão
instinto / _________
não ofendem Deus com as ______ / fala
não ofendem Deus com as memórias / ________
não ofendem Deus com o ________ /discorre
não ofendem Deus com a vontade / _________
foram criados por Deus para servir ao homem e cumprem o fim para que foram criados / Deus criou-o para que o _________ mas ele não cumpre o fim para que foi criado
não hão-de ver a Deus, e poderão aparecer diante dele muito confiadamente, porque o não _________ / tem esperança em chegar a vê-lo, mas tem __________ desse momento, já que muito o ________

Nas linhas 52-64, predomina o ________ {indicar um tempo/modo verbal}.

Correcção dos trabalhos sobre oratória e sobre gramática, feitos na aula anterior. [Ver apresentação.]

Assistência a trechos finais de A Missão. // Na turma 5, conclusão das redacções segundo o modelo do trecho do «Polvo».

TPC [férias] — Com isto, chegámos ao final da secção azul do livro, que corresponde à Oratória. Faltou lermos parte dos documentos de referência. Pedia-te que, em casa, se ainda não o fizeras, lesses os textos sobre «Oratória» (Antologia, 83-85) e «Características gerais do Barroco português» (89-91).
(Sugiro também que vás tratando de ter à mão um exemplar de Os Maias, de Eça de Queirós, embora no começo do período nos vamos ocupar com a unidade 3, Teatro, incluindo Frei Luís de Sousa, de Almeida Garret, cujo texto está no manual.)
Porei comentários (de avaliação) e conselhos para melhorar em Gaveta de Nuvens. Tentarei pôr também conselhos para leituras.

Apresentação usada: http://www.slideshare.net/luisprista/apresentao-para-dcimo-primeiro-ano-aula-27-presentation/

Soluções
Entre as linhas 1 e 21, o orador assume que os peixes teriam ficado desconsolados por Deus não os ter indicado como animais passíveis de serem sacrificados.
Nas linhas 21-24 dá-se-nos a justificação dessa discriminação: os peixes não podiam ir vivos para o altar onde seriam sacrificados.
Nas ll. 36-46, faz-se contraste entre os homens — «eu» — e os peixes (para o orador esse confronto é sempre favorável aos peixes):

Peixes / Homem
bruteza / razão
instinto / alvedrio
não ofendem Deus com as palavras / fala
não ofendem Deus com as memórias / lembra-se
não ofendem Deus com o entendimento / discorre
não ofendem Deus com a vontade / quer
foram criados por Deus para servir ao homem e cumprem o fim para que foram criados / Deus criou-o para que o servisse mas ele não cumpre o fim para que foi criado
não hão-de ver a Deus, e poderão aparecer diante dele muito confiadamente, porque o não ofenderam / tem esperança em chegar a vê-lo, mas tem vergonha/receio desse momento, já que muito o ofende
Nas linhas 52-64, predomina o imperativo presente.
Aula 28* [específica das turmas 4 e 5] (18/Dez) Explicação, usando apresntação usada numa das primeiras aulas e agora completada, acerca das várias áreas de se ocupa a disciplina de Português e como estas se traduziram em termos de ensino ao longo do 1.º período. (Ver Apresentação)

[Turma 5: Enquanto se foi vendo o final do filme A Missão,] conversa com cada um dos alunos sobre avaliação.

Apresentação usada: http://www.slideshare.net/luisprista/apresentao-para-dcimo-primeiro-ano-aula-28-presentation/


TPC [férias] — Com isto, chegámos ao final da secção azul do livro, que corresponde à Oratória. Faltou lermos parte dos documentos de referência. Pedia-te que, em casa, se ainda não o fizeras, lesses os textos sobre «Oratória» (Antologia, 83-85) e «Características gerais do Barroco português» (89-91).
(Sugiro também que vás tratando de ter à mão um exemplar de Os Maias, de Eça de Queirós, embora no começo do período nos vamos ocupar com a unidade 3, Teatro, incluindo Frei Luís de Sousa, de Almeida Garret, cujo texto está no manual.)
Durante as férias, porei comentários (de avaliação) e conselhos para melhorar em Gaveta de Nuvens. Tentarei pôr também conselhos para leituras.