Sunday, September 16, 2012

Seis


Mariana O.



Mariana O. (16,5) Pontos fortes Leitura em voz alta muito competente (só num virar de folha se falhou a entoação devida e, já perto do final, no par «maiores e... mais perigosos»), a vários títulos (exata velocidade, clareza, ...) . Na escrita, realço o início com aproveitamento do paratexto (a capa), o recurso às palavras dos protagonistas e o fecho do texto. Cumpriu o prazo mais recomendado. Aspetos melhoráveis A Mariana arrisca bastante no léxico, o que é interessante mas pode implicar trocas de palavras um tanto ingénuas: «vi-me deparada» era «vi-me confrontada»; «apuração», «apuramento»; «assassinado», «asassinato». O uso do pretérito mais-que-perfeito também levou a lapsos: «sabera», «havera» e «dara» são «soubera», «houvera» e «dera». E uma má regência: «dentro dos outros» seria «relativamente aos outros». Tanta extensão ocupada com um resumo é estratégia que não aconselho, mas a boa leitura e certos momentos mais criativos do texto disfarçam o que, quanto a mim, seria problemático.


João Almendra



João Almendra (13,5) Pontos fortes Ter-se conseguido intuir alguns dos elementos mais distintivos dos romances, contos, de Rubem Fonseca, mesmo se a exposição desses aspetos característicos não está suficientemente estruturada (creio que o João, que costuma escrever com bastante limpeza, deveria ter planificado, organizado, mais este texto, o que facilitaria a que chegasse facilmente à extensão mínima de três minutos). Gosto por um autor de escrita já relativamente complexa. Ter-se cumprido o prazo mais recomendado. Aspetos melhoráveis Há duas ou três falhas de coesão textual: «como se ele os presenciasse ou mesmo ter praticado» [«tivesse praticado»]; «mostra uma ideia errada» («dá uma ideia errada»); «dois lados: o lado do vilão onde [..]» (tenho dúvidas acerca deste onde). Leitura em voz alta saiu apenas regular, embora sem erros localizáveis (percebe-se mal «é este [que] aqui exponho»).


Mariana L.



Mariana L. (15,7) Pontos fortes Há equilíbrio na escrita, proporcionalidade na abordagem, poucas falhas de coesão textual notei (estas: «a maneira que Doyle descreve» — seria: «a maneira como Doyle descreve»; «através do protagonista» — era «por causa do protagonista»; «obras sobre o detetive» — melhor: «obras cujo herói é o detetive»), até alguns bons achados («olhos de Watson são, na verdade, os nossos»; e final do texto). Leitura em voz alta quase sempre correta (embora com poucos riscos). Gostei da imagem, que é das poucas, até agora, a tentar inclusão de elementos da narrativa (ou da experiência própria de leitura). Mariana cumpriu o prazo mais recomendado. Aspetos melhoráveis Em geral, a abordagem é de resumo, precedido de dados biográficos do autor. Ora, eu pedira que fugissem a este formato. (É verdade que o fiz mais vincadamente no dia em que os mais pontuais estavam a entregar o trabalho...)


Lara



Lara (13,5) Pontos fortes Leitura em voz alta, dada até a extensão do texto, tem mérito (e há de ter sido bem ensaiada). Quanto a erros de expressão oral localizáveis, só me lembro de «exce[p]to» — o não tem de ser dito; e em português do Brasil seria «exce[pit]o») — e de «Roberts» (esse não foi lido). Embora tivesse desaconselhado o formato de resumo, este revela leitura cuidadosa (que o livro em causa talvez não merecesse). Cumpriu o prazo mais recomendado. Aspetos melhoráveis A própria escolha do livro (sim, eu aceitei, por ser vagamente policial, mas Nora Roberts escreve a metro — os seus livros não são literatura). Na redação da Lara há falhas: «que eu gostasse» (de que eu gostasse); «este livro não me atraía muito a leitura» («este livro não me atraía» ou a «leitura deste livro não me atraía»); «livro alusivo à leitura» (?); «ardente ladrão de obras de arte» («ardente» dá para « amante», mas para «ladrão»?); e evitaria abusar de «deveras». Há confusão no uso de «romance» (em aula, já expliquei que «romance», em literatura, não é sinónimo de «romance passional»: «romance é uma narrativa maior do que o conto e do que a novela — e os policiais, na verdade, são «romances policiais» ou, se pequenos, «novelas e contos policiais»).


Catarina





Catarina (13) Pontos fortes Leitura em voz alta mostra boas capacidades (embora, a velocidade, que aliás só acrescenta dificuldades que a Catarina até consegue vencer, devesse ser menor — mais calma —, para que pudéssemos seguir a trama muito imbricada do enredo; houve também as más pronúncia «*sacrófago», para «sarcófago», e «*degreni-la», para «denegri-la»). Prazo que recomendei foi cumprido (ao contrário, o tempo mínimo não foi aproveitado). Aspetos melhoráveis Pedira que evitassem a abordagem sobretudo de resumo da intriga. Redação merecia ser revista, ser trabalhada. Exemplo: em poucos segundos (de 15’ a 28’), temos três vezes «este livro» (era fácil tentar uma pronominalização, uma substituição lexical, ...); «Era apaixonado» (melhor: «Estava apaixonado»; «Era amante»); «Este matou-a» (bastaria: «Matara-a»); «O Sir Mortimer» («Sir Mortimer»); «lhe tinha lhe pedido» («lhe tinha pedido»); «muito confusa ao que iria ler» («muito indecisa quanto ao que iria escolher»); alguns perfeitos (foi) ficavam melhor no mais-que perfeito (fora).


Karim





Karim (11) Pontos fortes Na leitura em voz alta há boa «definição» das palavras, há calma, embora a fluência seja menor do que a de Karim seria capaz (há demasiada lentidão, como se se quisesse prolongar o texto, por este ser escasso). Aspetos melhoráveis Tempo mínimo não foi cumprido. Demasiada demora com aspetos biográficos, gerais, em detrimento de abordagem da obra e, sobretudo, pessoal. No fundo, não houve texto suficiente. Quase não há apreciação das histórias em causa (apenas um «gostei bastante»). Algumas falhas de redação: não se pode pôr um «cujo» tão afastado do referente (e duvido que se possa dizer o ‘narrador da escrita’): «*a escrita de Conan Doyle é [adjetivos vários] cujo narrador é Watson».


Carolina





Carolina (17) Pontos fortes Consegue dosear-se bem a apreciação do livro (quer quanto à intriga quer quanto a aspetos mais narratológicos) e o enquadramento pessoal. Leitura em voz alta sem falhas.  Aspetos melhoráveis Leitura em voz alta escusava de ser tão «gritada» (como se a Carolina estivesse a expor para uma audiência presente mas numa plateia); a leitura gravada consente um tom mais intimista. Duas ou três incorreções de redação: «o leitor vê-se deparado» («o leitor vê-se confrontado»; «o leitor depara-se»); «derivado do autismo» («por causa do autismo»); «Para C. esta descoberta levou-o a» («Esta descoberta levou C. a»). Não se cumpriu à letra a regra de uma única imagem fixa.

 

Daniel



Daniel (11,8) Pontos fortes Algumas boas ideias na abordagem (por exemplo, referir o percurso paratextual: ir primeiro à contracapa). Leitura em voz alta pausada (talvez até demasiado pausada). Aspetos melhoráveis Incorreções de redação: «foi pela simples razão que eu...» (seria: «foi pela simples razão de que eu...»); «morera há dez anos antes» («morrera dez anos antes» ou «morrera há dez anos»); «E é com esta frase que a história se vai desenrolar» («E é a partir desta frase...», «E é sob o signo desta frase...»); todo o último período do texto merecia revisão. Tempo mínimo não foi cumprido.

 

João F.



João F. (13,5) Pontos fortes Pirilampo (isto é: solução encontrada para fugir à imagem só da capa e, ao mesmo tempo, associar o slide à expressão pessoal que vai ser assumida quase no final do texto). Aspetos melhoráveis Ritmo irregular (ora mais calmo, ora mais rápido) da leitura em voz alta (que aliás não é má). Tempo mínimo não foi aproveitado. Abordagem é sobretudo de resumo ou sobre Conan Doyle. Problemas de redação: usos de «em» em «do seu método de observação, em cujo culpado era...»; «estas confissões são deixadas numa carta em que ? lhes deixou antes de morrer»; «quaisqueres» (é «quaisquer» o plural de «qualquer»).

 

Maria



Maria (9) Pontos fortes Há? (Maria, com franqueza, esperava maior esforço — quase que preferia que não houvesse entrega da tarefa  a ver um trabalho que se afasta tanto daquilo que pedira e do que a sua autora seria capaz de fazer, se se tivesse empenhado. Foram lidas as minhas instruções?)  Aspetos melhoráveis Não foram cumpridas regras de tempo mínimo (tempo não chega a metade do estipulado e, mesmo assim, há pausas e separadores) nem de slide único (aliás, a capa que vejo é da net, o que me leva à pergunta: houve mesmo leitura de livro?). Texto é mero resumo. Pronúncia de «Hercule Poirot» tem de ser à francesa: «Herc[ü]le P[ua]rot»; grafia de «Christie» é esta; numa «música», falta o acento.

 

Mariana C.



Mariana C. (17,5) Pontos fortes Estilo confessional, irónico, leve e fácil de seguir. Leitura em voz alta, expressiva e correta (à exceção dos nomes franceses e de uma pausa excessiva já perto do final). Aspetos melhoráveis Na segunda parte, houve demasiado resumo. Confusão entre «romances» (género narrativo maior do que a novela e o conto; os policiais, por exemplos, são romances policiais ou, se pequenos, novelas policiais) e ‘paixão’ ou ‘narrativa passional’. Pronúncias francesas («Florentin» lê-se, aproximadamente, «Florent[ã]»; e «Georges», «Simenon», «Maigret» não têm de ser lidos à inglesa — bastava ter estado com mínima atenção à minha gravação-exemplo para se ouvir uma pronúncia mais próxima da correta); também a pronúncia italiana («Modign[=ñ]ani») não está boa. Em vez de «elaboração do caso», «desvendar do caso» ou «elaboração do dossiê do caso».

 

Marta G.



Marta G. (14) Pontos fortes Leitura em voz alta muito razoável. Abordagens inicial e final, por serem mais pessoais, resultam bem. Aspetos melhoráveis Abordagem, maioritariamente, de resumo (e até num resumo se poderia fugir ao mero relato). Não se chegou ao tempo mínimo. Há pequenas falhas de redação (em geral, por adoção de registo mais informal do que o que aconselha uma apreciação crítica): «mandar» (por «atirar»); «ao início» («no início»); «prefiro ... do que» («prefiro ... a»); «questiona-se como é que...» («questiona-se sobre como...»). Pronúncia de «eucarístico» (é uma palavra esdrúxula).

 

Raffaella



Raffaella (16) Pontos fortes Leitura em voz alta, com a calma devida e quase sem hesitações (notei só uma troca: «pormenores necessárias»); boas pronúncias dos nomes ingleses. Estruturação do texto (prejudicada, porém, pela interrupção no final). Aspetos melhoráveis Algumas falhas de redação: «este livro é relatado por Watson» (melhor: «o narrador é Watson»); «conclui desde já» («conclui desde logo»); «após uma intervenção de ambos a este médico» («interpelação»?); «desvendando... desvendar» (por exemplo: «desvendando... esclarecer»); «este livro é uma semelhança ao diário de Watson» («assemelha-se ao diário de Watson»; «assume a forma de...»); «finais quarenta páginas» («quarenta páginas finais»). Corte abrupto, quando parecia ir surgir crítica à edição em causa.

 

Sofia R.



Sofia R. (17,8) Pontos fortes Ter-se percebido o exato formato aconselhado (memória de outras leituras, leve alusão à(s) história(s) do livro escolhido, consideração da experiência de leitura, num género que mistura a abordagem pessoal com um módico de informação — própria, não wikipédica — acerca do livro lido). (Vê-se que a Sofia leu bem as instruções, teve atenção ao modelo dado, exercendo a sua criatividade sem deixar de cumprir as regras estipuladas.) Boa redação e boa leitura em voz alta; slide suficientemente apelativo. Aspetos melhoráveis Ligeiras falhas de redação: «a maioria dos capítulos são» (seria preferível: «a maioria dos capítulos é»); «me apercebi que» («me apercebi de que»); «no único capítulo com o mesmo nome do livro» («no capítulo que dá o nome ao livro» [não teria lógica haver mais do que um conto com o mesmo nome; é comum, nas coletâneas de contos, o nome de uma das histórias servir para título de toda a obra]). A pronúncia de «[Cornelia] Funke», nome alemão, será, aproximadamente, «f[u]nk[α]». «minuciosas» saiu quase como «minu[n]ciosas» (por assimilação, dados os dois sons nasais anteriores).

 

Filipa



Filipa (14,5) Pontos fortes Escrita, em estilo leve, juntando uma opinião dada coloquialmente e a informação básica sobre o livro. Leitura em voz alta (exceto a longa hesitação em «a enigmática ... charada que»). Slide garrido. Aspetos melhoráveis Tempo mínimo não foi esgotado. Uma falha de redação: «numa igreja que serviu de seu refúgio» («numa igreja que lhe serviu de refúgio»); e «não faz o meu género» é talvez demasiado juvenil-oral («não é o tipo de livros que prefiro»), tal como «dei por mim a imaginar na minha cabeça» (dei comigo a imaginar várias hipóteses»).

 

Tiago



Tiago (14,7) Pontos fortes Leitura em voz alta sem erros. Slide apelativo. Menção comparativa dos dois protagonistas dos romances de A. C. (Poirot e Marple). Aspetos melhoráveis A abordagem podia ser menos de resumo; valia a pena entretecerem-se essas alusões à intriga com reflexões pessoais (como se fez um pouco já no final, a propósito do gosto por policiais) ou analíticas (como se tentou com a menção das analepses). Na redação: «acidentes onde sobreviveu» (talvez: «acidentes a que sobreviveu»); «surpreendendo o autor com o seu desfecho» (creio que é «o leitor»); «A.C. nos agarrar ao enredo» («A.C. conseguir que fiquemos agarrados ao enredo»); «A. C., nas suas obras, possui sempre um investigador dos crimes» («Nas obras de C. há sempre quem investigue os crimes — o que ele aliás é inesperadíssimo num romance policial [estou a brincar, é claro]»). Coesão lexical e referencial poderiam ter sido mais trabalhadas: quantas vezes se repete «Agatha Christie» (a autora; a escritora inglesa; a genial inglesa; [simples elipse]; ...).

 

Aurélio





Aurélio (12) Pontos fortes Abordagem inicial, em estilo levemente irónico, não caindo no erro de se fazer sobretudo resumo da história (ou uma biografia da autora). Aspetos melhoráveis Na leitura em voz alta, demasiada rapidez, algumas hesitações e entoações discutíveis, embora se deva gabar também o esforço, relativamente conseguido, de se buscar expressividade. Erros de redação: «Com a perícia que o detetive já nos habituou» («Com a perícia a que o detetive já nos habituou»); «Com a sua brilhante capacidade elementar» (?); «brilhantemente bem escrito» (evitaria tanta superlativação; o próprio crítico deve ser modesto nas suas valorações). Tempo mínimo não foi esgotado.

 

Miguel T.





Miguel T. (17) Pontos fortes Abordagem mais focada na experiência de leitura do que no enredo da obra lida (sobretudo no primeiro minuto; no segundo minuto já haverá biografia de A. C. a mais ). Redação em tom agradável (ao mesmo tempo, lúdico e elaborado). Leitura correta e segura (talvez demasiado calma a certa altura). Slide. Aspetos melhoráveis Algumas falhas de redação: em vez de «da Agatha Christie», «de Agatha Christie»; em vez de «chamada de rainha...», que é brasileirismo, «chamada rainha»; «os livros dela» («os seus livros»); «a fazer pressão no tempo» (talvez: «a apressar tudo»); «descobre uma reviravolta» («descobre um elo perdido (que implica uma reviravolta na investigação)»; «II Guerra, onde» («II Guerra, durante a qual», «em que».

 

Miguel G.





Miguel G. (14) Pontos fortes Slide com cromo do grande guarda-redes Conhé (que, efetivamente, talvez tenha que ver com policiais, já que «Conhé» era alcunha de infância, que aludiria ao facto de o jovem José António Mendonça Ferreira andar habitualmente à luta com as outras crianças: étimo seria o fr. cogner, ‘bater em alguém’ — mas porque é que no Barreiro dos anos quarenta se iria buscar uma palavra francesa para ações facilmente encontráveis no bom vernáculo barreirense? Esta etimologia parece-me demasiado rebuscada embora seja alegada pelo próprio Conhé). Leitura bastante razoável. Aspetos melhoráveis Estratégia é demasiado centrada no resumo (da net?), quase não havendo perspetivas pessoais ou alguma análise da obra. Era preciso optar por anáfora ou por hiperónimo em «Que a chantageou a senhora». Há uma série de situações em que era conveniente o Pret. mais-que-perfeito, em vez do Pret. perfeito (só um exemplo: «P. disse a Sh. que desvendou [desvendara] o crime»).

 

Pedro F.





Pedro F. (17) Pontos fortes Aproveitamento do paratexto (capa, título) para a primeira aproximação ao livro. Ter-se conseguido passar do mero resumo a um esboço de análise estrutural. Leitura em voz alta foi calma e correta (há só um «aspe(c)tos» lido «aspe[k]tos»). Aspetos melhoráveis Há demasiados cortes na gravação, o que incomoda quem ouve e facilita a tarefa de quem lê em voz alta. Algumas pequenas falhas de redação: «o símbolo nazi com o que parece ser... levaram-me» (teria de ser «levou-me» — para o sujeito ser plural era preciso que estivesse, por exemplo, «o símbolo e uma paisagem...»); «com quem teve» («com quem tivera»); «dá-lhe» («dá-lhes [às asneiras]»); «sempre relacionando» («sempre relacionando-as» [as personagens]»; «dá-lhes mais piada» («torna-as mais engraçadas» correspoonderia melhor ao registo do resto do texto); «de como esteve» («de como estivera»).

 

Pedro S.



Pedro S. (15,8) Pontos fortes Leitura em voz alta boa (com as exceções que aponto a seguir). Início prometedor, porque pessoal e criativo, embora se passasse logo depois ao resumo da intriga (que me pareceu, aqui e ali, recorrer porventura a segmentos wikipédicos). Aspetos melhoráveis Tempo mínimo não foi atingido. Algumas falhas de redação (ou de leitura): «nenhuma[s] das várias obras»; «devido a [à] uma pressão»; «pondo fim à lenda [pausa espúria] do cão dos Baskervilles». Lugar comum: «extremamente bem conseguido».

 

Salomé



Salomé (17,3) Pontos fortes Dada a extensão da gravação, é meritório não haver falhas notórias de coesão textual. Boa leitura em voz alta (ainda que me parecesse que, decerto pela consciência de que o texto ficara grande, Salomé tenha sido progressivamente mais rápida; notei apenas uma hesitação em «transmitia», perto de 5.07; e ênfase demasiada numa interrogação retórica ainda na parte inicial). Slide criativo. Aspetos melhoráveis Abordagem acaba por ser maioritariamente de resumo do enredo (o que, porém, deve reconhecer-se, é bem contrariado quando se consegue interessante articulação com referências à experiência enquanto leitora — boa estratégia que fica um tanto escondida entre a miríade de dados da intriga). As tais poucas falhas de coesão: «procurei um de que me viesse a interessar» («por que me viesse a interessar»); «numa viagem que fez» («numa viagem que fizera»); cerca de 2.10 notei problema de sintaxe (ou corte no som?); «o tipo de pessoas que a rodeiam» («o tipo de pessoas que a rodeavam»). Tempo máximo não foi cumprido.

 

Sofia A.



Sofia A. (14,5) Pontos fortes Boa leitura em voz alta, muito clara e na velocidade adequada. Momentos inicial e final, com escrita mais pessoal (menos focada no resumo). Slide elegante. Aspetos melhoráveis Abordagem ser sobretudo de resumo. Confusão entre «romance» (= género narrativo) e «romance» (no sentido corrente de ‘história passional’) — esclareço isto, salvo erro, no comentário de Mariana C. Pronúncias à inglesa dos nomes franceses. Alguns problemas de coesão textual: «o tão desejoso final» («desejado» — o leitor é que estará desejoso de o ler); «foi encontrado morto, que se veio a descobrir que» («foi encontrado morto e veio-se a descobrir que); «com as suas suspeitas; à qual..» («com as suas suspeitas. D. admitiu...»); «do crime, do qual explicou o sucedido» («do crime, cujo processo/desnvolvimento explicou»); «já o caso de J. foi...» («já no caso de J. foi»); algumas repetições evitáveis.

 

Sol





Sol (13) Pontos fortes Leitura em voz alta, bastante clara (porém, a pronúncia de «Lupin» deveria ser «Lup[ã]»; e Maurice Leblanc é, aproximadamente, «M[ôrr]ice Lebl[ã]»). Escolha da obra, com um protagonista um pouco diferente dos mais corriqueiros Poiroit, Holmes, Marple. Aspetos melhoráveis Tempo mínimo ficou por atingir. Até por isso — mas, sobretudo, porque se insistiu demasiado no resumo —, acaba por não haver uma reflexão mais pessoal sobre o livro (ou enquadramento nas experiências enquanto leitora). Uma falha de sintaxe: «é um ladrão delicado, em que o único crime...» (seria: «é um ladrão delicado, cujo único crime...).

 




Gonçalo C.



Gonçalo C. (12) Pontos fortes Algumas ideias criativas quanto à abordagem a seguir (exemplos: comparação do título com a qualidade do escritor; caracterização de Mandrake pelos seus gostos), que, porém, não são constantes (por não ter o Gonçalo consagrado tempo suficiente à tarefa). Aspetos melhoráveis Tempo mínimo não foi cumprido (e, mesmo assim, ainda houve citações...). Apesar das boas ideias, houve pouca maturação, pouco trabalho, creio. Pelo menos, esta falha de sintaxe: «que a acompanhava» («que o acompanhava» [a arma acompanhava-o, a ele]).Comentário mais tarde

 

Marta A.





Marta A.  (Insuficiente) Praticamente todo o texto (até 1.40) é o resumo que se encontra no site da editora brasileira. A própria leitura também está bastante mais fraca do que a Marta conseguiria fazer. Há ainda várias falhas relativamente às indicações que dei (tempo mínimo não fui cumprido; slide não inclui capa do livro; e já não falo do prazo de entrega). «Não foge à exceção» será «Não foge à regra». Os segundos (uns vinte) cujo texto é da autora estão muito desleixados.


 

Rita G.




Rita G. (Insuficiente) Há demasiados trechos tirados da net (http://refugio-dos-livros.blogspot.pt/2012/08/a-suspeita-agatha-christie-opiniao.html; http://booksandliving.blogspot.pt/2012/08/a-suspeita-agatha-christie-opiniao.html). Como é óbvio, isto desvaloriza completamente o trabalho. É pena, porque, como lê bem e escreve muito razoavelmente, a Rita seria capaz de fazer boa gravação se nisso tivesse investido algum tempo.

 

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