Saturday, August 29, 2020

Aula 97-98

 

Aula 97-98 (19 [1.ª], 20 [5.ª, 2.ª, 4.ª], 21/abr [3.ª]) Correção da biografia de personagem castiça (segundo o modelo dos primeiros parágrafos do cap. I de Amor de Perdição).

Vamos ler partes do cap. IV de Amor de Perdição. Começamos pelo trecho nas pp. 206-207 e continuamos com o texto nas pp. 208-209. Escolhe a melhor alínea de cada item:

[pp. 206-207]

«de bons humores para dar ao autor de seus dias um resto de velhice feliz» (ll. 3-4) significa

a) ‘com sentido de humor para dar a Camilo Castelo Branco um fim de vida agradável’.

b) ‘com disposição para cumprir a vontade do pai’.

c) ‘de bom humor para conceder a Camilo uns últimos dias aceitáveis’.

d) ‘com vontade de corresponder a um apelo de Deus’.

 

O parágrafo «O silêncio de Teresa era interrogador.» (l. 5) quer dizer que

a) Teresa a si própria se perguntava das razões daquele silêncio.

b) Teresa falava com a colega ao lado durante a secante atividade «Ouvindo o silêncio, lendo».

c) a filha de Tadeu de Albuquerque usara uma interrogação retórica.

d) Teresa não percebera a situação.

 

Na l. 6, «minha filha» desempenha a função sintática de

a) vocativo.

b) sujeito.

c) modificador apositivo do nome.

d) complemento direto.

 

O advérbio «cegamente» (l. 7) significa

a) ‘de olhos vendados’.

b) ‘como se não houvesse amanhã’.

c) ‘com confiança em outrem’.

d) ‘tipo Stevie Wonder’.

 

«e talvez com o desfalque do teu grande património» (l. 11) alude à possibilidade de Tadeu

a) deserdar a filha.

b) tirar do banco joias que pertenciam à filha.

c) atirar um cocó de cão à cara da sonsa da filha.

d) roubar a Teresa a coleção de Barbies e Nenucos e a filmografia anotada de Violetta.

 

«desassombrada do diabólico prestígio do maldito que acordou o teu inocente coração» (ll. 12-13) significa

a) ‘sem influência do sacana do Simão’.

b) ‘sem o espírito do diabo assombrar a sua ingenuidade’.

c) ‘liberta do fascínio das ideias malditas do Diabo’.

d) ‘com o coração puro livre das más influências dos infiéis’.

 

O determinante possessivo «seu» (l. 16) tem como referente

a) Tadeu de Albuquerque.

b) o primo Baltasar.

c) Simão.

d) Domingos Botelho.

 

Para Albuquerque, Baltasar é um «composto de todas as virtudes» (l. 24),

a) só lhe faltando a beleza.

b) quer quanto às relevantes (ser rico, sabedor, bom cristão), quer nas acessórias (não ser um emplastro).

c) tanto no domínio sexual como no espiritual.

d) só comparável a compostos como CaCO3 ou COCÓ2.

 

Em termos de classificação de orações podemos descrever «Quero que cases!» (l. 35) assim:

a) Subordinante + Subordinada adjetiva relativa explicativa.

b) Subordinante + Subordinada consecutiva.

c) Subordinante + Subordinada substantiva completiva.

d) Subordinante + Subordinada adjetiva relativa restritiva.

 

Segundo o que se lê no parágrafo das ll. 45-50, o conselho que Baltasar deu a seu tio foi

a) que não pusesse Teresa num convento e mandasse matar Simão.

b) que deixasse Simão a seu cargo e permitisse a Teresa ficar em casa.

c) que fizesse Teresa entrar num convento e esperasse que Simão chegasse de Coimbra.

d) esquecer tudo e avançar bastante na leitura de Os Maias ou a Ilustre Casa de Ramires.

[pp. 208-209]

Ainda antes de terminada a leitura da carta de Teresa (ll. 1-5), Simão pensou

a) em matar Baltasar, por um ímpeto resultante da paixão.

b) em apunhalar o primo de Teresa, por um imperativo do seu amor pela fidalga de Viseu.

c) que era urgente começar a preparar leitura expressiva de sonetos de Antero.

d) em matar Baltasar, mais por feitio do que pelo amor a Teresa.

 

No período que começa  com «Nenhuma daquelas páginas» (l. 11), diz-se-nos que

a) Simão lera com paixão todas as cartas enviadas por Teresa.

b) Simão, assim que lia as cartas de Teresa, ficava fortalecido, vencia os seus ímpetos mais irracionais.

c) as páginas da história do coração de Simão eram as cartas que recebia de Teresa.

d) Simão, ao estudar, pensava sempre em Teresa.

 

No último período do primeiro parágrafo (ll. 18-19), Simão

a) procura convencer-se de que as afrontas de Baltasar não seriam assim tão graves.

b) atribui as ameaças de Baltasar a má interpretação por Teresa.

c) atinge o auge da sua fúria, dadas as ameaças e os insultos que lhe relata Teresa.

d) decide-se pela vingança (que horrorizará a própria Teresa).

 

Em «Perguntou ao arrieiro se conhecia alguma casa em Viseu onde ele pudesse estar escondido uma noite ou duas, sem receio de ser denunciado» (ll. 27-29), a oração começada por «se» é

a) subordinada substantiva completiva e a começada por «onde» é subordinada adjetiva relativa explicativa.

b) subordinada substantiva relativa e a começada por «onde» é subordinada adjetiva relativa restritiva.

c) subordinada adverbial condicional e a começada por «onde» é subordinada adjetiva relativa explicativa.

d) subordinada substantiva completiva e a começada por «onde» é subordinada adjetiva relativa restritiva.

 

No último parágrafo, «arrieiro» (ll. 25, 28, 29) e  «homem» (31) concorrem para a coesão

a) lexical (por reiteração e por hiperonímia).

b) referencial.

c) lexical (por sinonímia).

d) interfrásica.

 

O uso de «e» (31) é um processo de coesão

a) interfrásica.

b) lexical.

c) frásica.

d) referencial.

 


Amor de Perdição. Memórias duma família (novela de Camilo Castelo Branco)

Um Amor de Perdição (filme de Mário Barroso)

 

Tempo

[Camilo:] Ação decorre no século ___, em dois momentos. Na moldura introdutória estávamos nos anos sessenta do século XIX — quando o narrador lê os registos da Cadeia da Relação —; a intriga propriamente dita decorre sessenta anos antes, nos inícios do XIX (1801-1807), se descartarmos o resumo dos antecedentes da família.

[Barroso:] Ação decorre no século ___.

Espaço

[Camilo:] Ação decorre em ___ (e em Coimbra e, mais tarde, no Porto).

[Barroso:] Ação decorre em ___.

 

Narrador

[Camilo:] Embora de 1.ª pessoa, não é ____, exceto na moldura do 1.º nível narrativo, quando nos diz como chegou à história que vai contar. Depois, só esporadicamente usa a 1.ª pessoa (mas há alusões aos «leitores» e às «leitoras», o que reforça o caráter subjetivo da narração) e a focalização parece quase omnisciente. A certa altura (cap. XII), transcreve-se carta de Rita com os «tristes acontecimentos da minha mocidade». (É aliás comum o recurso a cartas para preencher o relato da narrativa.)

[Barroso:] É homodiegético, já que é a voz de ____ que vamos ouvindo.

Personagens

Simão

[Camilo:] É rebelde mas genial. Em Coimbra, onde estuda Humanidades, arranja desacatos por defender ideias da Revolução Francesa, mas passa nos exames. Em Viseu, luta sozinho contra o povo para defender um criado que fora atacado no ____.

[Barroso:] É rebelde mas genial. No colégio, a que aliás vai pouco, tem vintes e só um dezasseis, mas agride professor. Na noite de Lisboa, luta sozinho para defender Zé Xavier, que fora atacado numa _____.

Pai

[Camilo:] Domingos Botelho, corregedor, inicialmente ____ Simão, mas é frio, inconstante, impiedoso. Tem características ridicularizadas pelo narrador.

[Barroso:] Domingos Botelho, juiz, inicialmente defende Simão, mas quer sobretudo que o filho não o _____. Não é tão castiço como a personagem do livro.

Mãe

[Camilo:] Rita Preciosa, nobre decadente e pretensiosa, preocupa-se com Simão, mesmo que se aborreça com o desprezo a que este vota os Caldeirões e prefira o filho ___.

[Barroso:] [Rita] Preciosa, burguesa rica, fútil no seu quotidiano, tem comportamentos quase incestuosos com ____, mas não deixa de se preocupar com Simão.

Manuel

[Camilo:] É personagem quase instrumental. Queixa-se do irmão. É visto como mais fraco. Estuda Direito, em ____; por sugestão da mãe, tentará ser cadete de cavalaria, em Bragança; depois, regressará a Coimbra para Matemáticas. Reconcilia-se com Simão, mas foge com uma açoriana casada. (Terá de novo intervenção só no cap. XVI.)

[Barroso:] É personagem mais saliente do que no livro. Queixa-se do irmão. É o estereótipo do fraco. Parece amante da mãe; estuda no mesmo colégio que o irmão, mas, por sugestão da mãe, prefere ser transferido para o Colégio ___. Tem má relação com Rita.

Irmãs & Zé

[Camilo:] As três irmãs (Maria, Ana, Rita) «são o prazer e a vida toda do coração de sua mãe». A mais nova, Rita, é a ___ de Simão.

[Barroso:] Rita e Simão dão-se muito bem. Rita, que detesta Manuel, está a ler Amor de Perdição. (Não há mais irmãs.) Zé Xavier é, para já, personagem instrumental (desempenha funções que, no livro, cabem a criados). Parece interessar-se por ___.

Teresa

[Camilo:] É ___ de Tadeu de Albuquerque, grande inimigo do pai de Simão (magistrado sentenciara em desfavor de Tadeu).

[Barroso:] É filha de Tadeu de Albuquerque, grande inimigo do pai de Simão (segundo a mãe, porque o Albuquerque o impedira de ser ___).

 

Amor

[Camilo:] Simão vê Teresa na ___ em frente e logo se apaixona. Comunicação entre os dois será feita sobretudo por carta.

[Barroso:] Simão vê Teresa num vídeo da equipa de ___ de Rita e logo se apaixona. Comunicação entre os dois será feita sobretudo por telemóvel.

 

Assistência a curtos momentos de filme de 1943 (minutos 30-32,15; 35-38,15):

e a dois minutos do filme de Manoel de Oliveira (2-4):

«A submissão é uma ignomínia, quando o poder paternal é uma afronta» é uma frase célebre de uma das cartas de Simão a Teresa (cap. VIII). Discute a sua modernidade, num breve texto de opinião (180-220 palavras) que tenha em conta o que já conheces da obra.

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TPC — Continua a procurar avançar na leitura da obra de Eça que tenhas escolhido (A Ilustre Casa de Ramires ou Os Maias).

 

 

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