Aula 86-87
Aula 86-87 (10 [1.ª], 13(fev [2.ª, 3.ª]) Não saias, por favor, das pp.
173-175. Vamos debruçar-nos sobre as ll. 1-88 do conto de Manuel
da Fonseca que há uns tempos te pedira lesses em casa.
O
título do conto — «Sempre é uma companhia» — remete para
a) uma das personagens.
b) as duas personagens.
c) alguma coisa que
ainda não surge nestas linhas.
d) personagem que ainda
não surge nestas linhas.
No primeiro parágrafo
(ll. 1-2), Batola é caracterizado
a) indiretamente (pelas
suas ações), como personagem aventureira.
b) diretamente pelo
narrador, como personagem egoísta.
c) como indolente,
preguiçoso.
d) alguém que dorme
muito.
No segundo parágrafo
(ll. 3-5), a mulher de Batola é caracterizada
a) direta e
indiretamente, física e psicologicamente.
b) só quanto à sua
psicologia.
c) diretamente (por
outras personagens) e indiretamente (pelo narrador).
d) só indiretamente.
O terceiro parágrafo
(ll. 6-13)
a) centra-se na figura
da mulher do Bitola.
b) foca-se no Batola mas
aproveita para fazer contraste com a mulher.
c) aborda com relevo
semelhante os dois elementos do casal.
d) centra-se no Batola.
No
terceiro parágrafo (ll. 6-13), entrevemos o espaço em que decorre a ação do
conto, que é
a) citadino mas
monótono.
b) rural.
c) litoral.
d) montanhoso.
No
final da l. 14, o termo anafórico «a» («coloca-a») tem como antecedente (termo
referencial)
a) «venda».
b) «vinho».
c) «a medida».
d) «meia volta».
Quanto ao processo de
formação de palavras, «rapazito» (l. 19) é
a) palavra composta por
derivação.
b) palavra derivada por
sufixação.
c) palavra formada por
derivação não afixal.
d) palavra formada por
composição morfológica.
«O chapeirão redondo
volta-se» (l. 21) integra uma
a) metáfora, que
significa ‘interroga-se’.
b) metonímia, porque
quem se volta é o Batola.
c) personificação,
porque o chapéu não se volta, antes o seu possuidor.
d) hipálage, porque se
transfere para o chapéu qualidades do Batola.
A interrogação «Hã?...»
(l. 22) visa
a) mostrar que Batola
ouve mal.
b) sublinhar a inércia
de Batola.
c) indiciar que Batola
estava bêbado.
d) revelar a estranheza
de Batola por uma criança querer café.
O segmento entre aspas
nas ll. 25-26
a) foi pensado e dito
efetivamente.
b) foi só pensado.
c) não foi dito nem
pensado.
d) foi apenas dito.
As ll. 24-29 mostram que
Batola
a) enganava os clientes
ao medir os produtos.
b) mentia à mulher.
c) costumava deixar o
trabalho para a mulher.
d) deu ao rapaz, à
revelia da mulher, mais café do que o devido.
As ll. 30-42 desvendam a
relação entre Batola e a mulher, em que
a) há submissão,
conformada, do marido à mulher.
b) se vê a autoridade do
homem sobre a mulher (ilustrada até por violência ocasional).
c) prevalecem as
decisões da mulher, o que leva Batola a acumular ressentimento.
d) sai vencedor o
arbítrio do Batola dado o apagamento da mulher.
O parágrafo das ll.
43-47 acentua
a) a sonolência de
Batola.
b) o cansaço de todos os
habitantes.
c) a dormência da
aldeia.
d) a falta de novidade
no quotidiano do protagonista.
O parágrafo das ll.
48-51 permite-nos situar o conto
a) na montanha.
b) no Alentejo.
c) no Rato.
d) longe de Beja.
O Rata era um
a) sem-abrigo que se
suicidaria.
b) mendigo com cujos
relatos Batola se animara.
c) aventureiro, viajado,
contador de histórias.
d) ex-jogador de futebol
muitas vezes fintado por Neymar.
No parágrafo das linhas
73-75, que vinca a monotonia da vida naquele espaço, recorre-se a
a) hipérboles,
personificações.
b) metáforas, antíteses.
c) anáforas,
aliterações.
d) alegorias, oxímoros.
O nome «atalho» (cfr.
l. 76, «atalhos»), que vem da forma verbal «atalhar», é
a) derivado por
sufixação.
b) derivado não afixal.
c) formado por
conversão.
d) uma extensão
semântica.
«sem
pressentir que aquela noite é a véspera de um extraordinário acontecimento»
(ll. 86-87) é
a) analepse que remete
para o aniversário do casamento de Batola.
b) prolepse que anuncia
a chegado de um novo meio de comunicação.
c) augúrio de desastre
importante na economia da tragédia.
d) prenúncio do fim da
venda.
Resume em menos de cem palavras o que se passa entre as ll. 89 e 123 (pp.
175-176):
Um
carro . . . .
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Passa
para discurso indireto
as falas do vendedor nas linhas 124-134:
O
vendedor referiu que . . . . . . . . . . . . .
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Ray-dee-oh (Os Azeitonas)
Smartphone, syncronize
Mac, rec, hypnotise
Download, download
Chat, chat, chat, chat, já te chamo
Cá
te espero, que eu te quero
E quero bem, quero bem
Liga a ficha e fecha a porta
Nada mais importa agora
Quem
vem lá? Quem vem lá?
Mando logo porta fora
Mãe, já vou, pai, já vou
Que isto já sincronizou
E
que música era aquela que ainda agora deu no meu?
E que música era aquela que ainda agora deu?
Ray-dee-oh
Acabou de dar no meu Ray-dee-oh
E, se não me engano, era em stereo
Ouvi eu, lá no meu Ray-dee-oh
Smartass,
iOS
Sai daqui, desaparece
Upgrade, upgrade
Ai, meu Deus, como é que hei-de?
Mãe,
já vou, pai, já vou
Que isto já descarregou
É low kit e é low-fi
Fica logo, logo fine
Kit
kit kit, kit-kat, tablete
Disca sete, discoteca
Diz que não quis a cassete
Ainda nem rebobinou
Diz
mas é que música era a que ainda agora deu no meu
Diz mas é que música era a que ainda agora deu
Ray-dee-oh
Acabou e o meu pai não odiou
Quase que garanto que era em stereo
Ouvi eu, e o meu pai gostou
Ray-dee-oh
Acabou de dar no meu Ray-dee-oh
E, se não me engano, era em stereo
Ouvi eu, lá no meu Ray-dee-oh
Se
Marte fosse já aqui, eu iria já p’ra lá
Dá um dó, dá um dó
Saber que não é p’ra já
Já que quero, já que espero ficar para lá do céu
Surfo as ondas, rádio, e é para lá que eu vou
Mãe,
já vou, pai, já vou
Que isto já descarrilou
Descarrega noutra conta
Diz que a regra é contra ti
Diz
que a música era aquela que ainda agora deu no teu
Diz que a música era aquela que ainda nem rebobinou
Ray-dee-oh
Acabou de dar no meu Ray-dee-oh
E, se não me engano, era em stereo
Ouvi eu, lá no meu Ray-dee-oh
Vamos até à p. 181, «Gramática». [Veja-se o resto na Apresentação.]
Itens
sobre tipos de coesão em exames
[2021, 2.ª fase]
7. A utilização da expressão «de facto» (l. 5) e do
pronome «tua» (l. 28) contribui para a coesão
(A) gramatical interfrásica, no primeiro caso, e
gramatical referencial, no segundo caso.
(B) gramatical interfrásica, no primeiro caso, e
lexical por reiteração, no segundo caso.
(C) gramatical frásica, no primeiro caso, e
gramatical referencial, no segundo caso.
(D) gramatical frásica, no primeiro caso, e
lexical por reiteração, no segundo caso.
[2018, 2.ª fase]
7. Indique o processo de coesão textual assegurado
pelas expressões «No passado» (linha 1), «a pouco e pouco» (linha 5), «Já»
(linha 7), «Hoje, a pouco e pouco» (linha 24) e «ainda» (linha 27).
R.:
__________________________________
[2016, 1.ª fase]
6.
O uso das
palavras «dele» (linha 28) e «os» (linha 29) [«O risco, correta ou
incorretamente percecionado, está por todo o lado nas nossas vidas, sendo
várias as interrogações que se podem colocar em face dele. A ciência traz-nos
constantemente novos riscos, assim como maneiras de os minimizar»] contribui
para a coesão
(A) lexical.
| (B) aspeto-temporal. | (C) frásica. | (D) referencial.
[2015, 1.ª fase]
7. No contexto em que ocorre, a palavra «Dessas»
(linha 15 [«E dá dois exemplos: na época de Dürer, existiam na língua alemã
mais de cento e cinquenta e oito palavras para designar cheiros diferentes.
Dessas, apenas trinta e duas hoje subsistem, e frequentemente como formas
dialetais muito localizadas.»]) contribui para a coesão
(A)
temporal. | (B) referencial. | (C) frásica. | (D) interfrásica.
[2014, época especial]
1.5. A utilização de «pois» (linha 4) e de «Por isso»
(linhas 25-26) contribui para a coesão
(A)
frásica. | (B) interfrásica. | (C) temporal. | (D) lexical.
[2013,
1.ª fase]
1.6. No contexto em que que ocorrem [«Sai um livro em
2012, para o ano uma coleção destes textozitos, em 2014 o que agora terminei e
uma última coleção destas prosinhas e acabou-se»], as palavras «textozitos»
(linha 7) e «prosinhas» (linha 8) [contribuem para a coesão
(A)
temporal. | (B)
frásica. | (C) interfrásica. | (D) lexical.
e dois itens para identificação de
referentes
[2012, 2.ª fase]
2.2. Indique o antecedente do determinante possessivo
que ocorre em «a sua subordinação à hegemonia das imagens» (linhas 15 e 16).
[«É, por isso, inteiramente lícito que nos interroguemos sobre a relação
possível entre o esvaziamento das palavras e a sua subordinação à hegemonia das
imagens, das quais se diz agora valerem, cada uma delas, mais do que mil
palavras, num câmbio tão duvidoso quanto sugestivo.»]
R.:
__________________________________
[2011, 1.ª fase]
2.1. Indique o antecedente dos determinantes
possessivos que ocorrem em «A sua grande vegetação, o seu grande triunfo de
flora» (linhas 12 e 13). [«As terras não se cultivavam. Faziam, inertes, as
suas despedidas da fertilidade, suportavam aquela pausa intermédia entre a
morte e a inumação. A sua grande vegetação, o seu grande triunfo de flora, era
o cardo. Se lhe davam folga, o cardo cobria de verde-cinzento a paisagem.»]
R.:
__________________________________
Vamos procurar analogias entre Cantar 2 e Os Lusíadas. (Com esta menção de Os Lusíadas lembro-lhes que está em curso trabalho de vídeo a partir de texto(s) de Camões, lírico ou épico, cujas instruções devem ler com cuidado.)
|
Início
de Cantar 2 |
Os
Lusíadas, canto I |
|
No começo há um encaixe: estamos a assistir a um
______. Só depois, quando nos é dada uma imagem dos bastidores e de Moon,
percebemos que aquelas peripécias (de uma adaptação de Alice no país das maravilhas,
de Lewis Carroll) não pertenciam ao _____ nível narrativo. |
No começo também ainda não temos a ação propriamente
dita. Primeiro, há a ______ (poeta anuncia o que vai «cantar»), a Invocação
(pede inspiração às Tágides, ninfas do Tejo) e a Dedicatória (a D. Sebastião).
Só na estância 19 é que entramos na Narração, e ficamos a saber que as ______
navegam já no Índico. |
|
O tópico desta parte é a presença entre a
assistência ao espetáculo de uma caça-talentos, a cadela ____, estando Buster
Moon e o seu grupo ansiosos com o veredito da importante crítica. ______ vai anotando
os gestos da canina «scouter», informando Moon. A certa altura, porém, Suki
abandona a sala, o que preocupa Moon, que ainda procura convencê-la a ficar
e, depois a irá seguir no meio do trânsito, com risco de algum acidente _____. |
O tópico desse começo da
Narração, porém, nem vai ser bem a viagem, porque, a partir do final da
oitava 19, passamos ao ‘plano da mitologia’ e assistimos ao Consílio dos
deuses no _____ (convocados por Mercúrio, por ordem de Júpiter), com o debate
entre _____ (que não quer que os portugueses cheguem à Índia, por recear perder
o seu estatuto no Oriente) e Vénus (que defende os portugueses, que lhe _____
o seu amado povo romano, dadas a coragem e a língua). |
|
O passo termina com Moon a não se ______ com a
sentença, exarada pela cadela «olheira», de que o seu grupo não era suficientemente
bom, e mostrando-se decidido a provar que não era assim, o que vai obrigar a troupe
a viajar para outra ______, a sofisticada Redshore. |
O Consílio (estrofes 19-41) termina com Marte,
antigo apaixonado de Vénus, a ______ igualmente os portugueses, sustentando que
se cumprisse a determinação de Júpiter, que reafirma que os portugueses, povo
valoroso, seriam ajudados na «costa ______ como amigos», e seguiriam depois a
«sua longa rota». |
TPC — No manual, lê o que há nas pp. 351-352 sobre mecanismos de coesão textual: coesão lexical, coesão gramatical — referencial, temporal, frásica, interfrásica. Relanceia também a ficha corrigida do Caderno de atividades em Gaveta de Nuvens sobre Reprodução do discurso. Lembro ainda leituras de livros e trabalho de vídeo com Camões.
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Português / 12.º 1.ª; 12.º 2.ª; 12.º 3.ª / Escola Secundária José Gomes Ferreira / 2025-2026
(O nome do blogue aproveita título de um livro do patrono da escola.)
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