Monday, August 25, 2025

Aulas (61-65)

Aula 61-62 (19/dez [2.ª, 3.ª], 5/jan [1.ª]) Em O amor acontece (Love actually) há um passo que me lembra o texto mais conhecido da Crónica de D. João I, «Do alvoroço que foi na cidade cuidando que matavom o Meestre, e como aló foi Alvoro Paaez e muitas gentes com ele» (parcialmente na p. 380 do manual), com o povo de Lisboa a ser conduzido aos paços da rainha (restaurante), por ação de um pajem (Sofia) estimulado por Álvaro Pais (Barros), para defender o Mestre (Aurélia), que, alegadamente, o Conde Andeiro (Jamie) queria matar (comprar), acabando afinal por se festejar o triunfo do Mestre (Aurélia), que, afinal, matara o Andeiro (casa com Jamie) e sai até junto das massas (clientes do restaurante, portugueses), que aplaudem deliciadas.

Nesse trecho do filme, as personagens secundárias (ou mesmo figurantes) portuguesas — não incluo, portanto, Aurélia — são uma espécie de personagem coletiva, plana, ingenuamente caricaturada, talvez um estereótipo do português aos olhos dos estrangeiros. A caracterização desta «personagem» é, como é costume em cinema, indireta, já que decorre sobretudo das suas atitudes, da sua linguagem.

Inscreve [já inscrevi] no quadro os adjetivos qualificativos correspondentes à característica psicológica que os comportamentos à direita sugerem.

portugueses são...

comportamentos no trecho de O amor acontece

interesseiros, oportunistas, materialistas

Veem o casamento da filha, ou irmã, como possibilidade de melhoria das condições materiais.

informais, espontâneos

Barros vem abrir a porta em camisola interior; não hesita em confiar em desconhecido; chama a filha de imediato.

grosseiros, rudes, vulgares

Barros diz a Sofia que até pagava para se desenvencilhar dela.

indelicados, descorteses

Sofia trata o pai por «estúpido».

prestáveis, diligentes

Pai e filha tentam resolver o pedido do estrangeiro.

desbragados, desbocados

Pai e filha vão pelas ruas a contar a todos o que se está passar.

exagerados, levianos

«O meu pai vai vender a Aurélia como escrava!».

egoístas, apegados, insensatos

«É a minha melhor empregada. Não se pode casar!».

indiscretos, inconvenientes, intrometidos, curiosos

Assistem, sem desviar olhar, à declaração de amor; [na rua, não se coibiram de engrossar o pelotão em demanda de Aurélia.]

ambiciosos, irrealistas

Diz Sofia: «casa-te mas é com o príncipe William».

boçais, simples

Não percebem as mais elementares palavras inglesas (por isso ficam calados durante o assentimento de Aurélia).

comunicativos, sociáveis

Barros e Sofia beijam genro e cunhado.

românticos, generosos

Todo o restaurante fica eufórico com o sucesso da declaração de amor.

Também em Fernão Lopes a caracterização da personagem coletiva ‘povo (de Lisboa)’ é sobretudo indireta. Em vez de adjetivos, tenta nome (ou grupo nominal) que corresponda à característica de comportamento subjacente. Pus alguns, mas acrescenta.

povo mostra...

passos em «Do alvoroço [...]», Crónica de D. João I

subordinação a desígnios de outrem; cumprimento submisso de ordens mesmo que irrazoáveis; sociabilidade;

...

O Page do Meestre, [...] como lhe disserom que fosse pela vila segundo já era percebido [combinado], começou d’ir rijamente a galope [...] braadando pela rua: // — Matom o Meestre! [...] // As gentes que esto ouviam, saíam aa rua veer que cousa era; e, começando de falar uns com os outros, alvoroçavom-se nas voontades, e começavom de tomar armas cada um como melhor e mais asinha podia.

disponibilidade para adotar pontos vista que se presumem maioritários; ...

[...] e assi como viuva que rei nom tiinha, e como se lhe este ficara em logo de marido, se moverom todos com mão armada, correndo a pressa pera u deziam que se esto fazia, por lhe darem vida e escusar morte.

obstinação; ...

A gente começou de se juntar a ele, e era tanta que era estranha cousa de veer. Nom cabiam pelas ruas principaes, e atrevessavom logares escusos desejando cada um de seer o primeiro;

leviandade; ...

e preguntando uns aos outros quen matava o Meestre, nom minguava quem responder que o matava o Conde Joam Fernandez, per mandado da Rainha.

índole vingativa; ...

E per voontade de Deos todos feitos dum coraçom com talente de o vingar, como forom aas portas do Paaço que eram já çarradas, ante que chegassem, [...] com espantosas palavras começarom de dizer: // — U matom o Meestre? que é do Meestre? Quem çarrou estas portas?

individualismo; indecisão; ...

 

Ali eram ouvidos brados de desvairadas maneiras. Taes i havia que certeficavom que o Meestre era morto, pois as portas estavom çarradas, dizendo que as britassem para entrar dentro, e veeriam que era do Meestre, ou que cousa era aquela. // Deles braadavom por lenha, e que veesse lume pera poerem fogo aos Paaços, e queimar o treedor e a aleivosa. Outros se aficavom pedindo escaadas pera sobir acima, pera veerem que era do Meestre; e em todo isto era o arroido atam grande que se nom entendiam uns com os outros, nem determinavom nenhuma cousa.

cobardia; ...

[...] dizendo muitos doestos contra a Rainha.

materialismo; ...

De cima nom minguava quem braadar que o Meestre era vivo, e o Conde Fernandez morto; mas isto nom queria nenhum creer, dizendo: // — Pois se vivo é, mostrae-no-lo e vee-lo-emos. [...]

ceticismo; ...

[O mestre mostra-se] // E tanta era a torvaçam deles, e assi tiinham já em creença que o Meestre eram que taes havia i que aperfiavom que nom era aquele; porem conhecendo-o todos claramente, houverom gram prazer quando o virom, e deziam uüs contra os outros: //— Ó que mal fez! pois que matou o treedor do Conde, que nom matou logo a aleivosa com ele! Creedes em Deos, ainda lhe há de viinr algum mal per ela. [...] O aleivosa! já nos matou um senhor, e agora nos queria matar outro; leixae-a, ca ainda há mal d'acabar por estas cousas que faz!

lhaneza; ...

— O, senhor! como vos quiserom matar per treiçom, beento seja Deos que vos guardou desse treedor! Viinde-vos, dae ao demo esses Paaços, nom sejaes lá mais. // E em dizendo esto, muitos choravom com prazer de o veer vivo.

subserviência; candura; ...

[Então o Mestre] cavalgou com os seus acompanhado de todolos outros que era maravilha de veer. Os quaes mui ledos arredor dele, braadavam dizendo: // — Que nos mandaes fazer, Senhor? que querees que façamos? // E el lhe respondia, aadur podendo seer ouvido, que lho gradecia muito, mas que por estonce nom havia deles mais mester.

 

 

Explicação sobre tipo de articulação narrativa: encadeamento, encaixe, alternância (cfr. Apresentação).

Eis os textos nas contracapas de três filmes (DVD):

[Cinema Paraíso]

Esta obra-prima do realizador Giuseppe Tornatore é um olhar nostálgico sobre a vida de um jovem na Itália do pós-guerra e o seu fascínio pelo cinema, tendo vencido o Óscar para o Melhor Filme Estrangeiro e o Grande Prémio do Júri do Festival de Cannes.

“Alfredo está a morrer”. Esta notícia surpreendeu o realizador de sucesso Salvatore (Jacques Perrin), levando-o a recordar a sua infância e o tempo que passara na sala de projeção do cinema da sua vila, Cinema Paraíso.

Alfredo (Philippe Noiret), projecionista do cinema, foi um amigo inseparável do pequeno Salvatore, conhecido por “Totó”, à medida que este crescia na sua terra natal, uma vila devastada pelos horrores da guerra. O cinema oferecia fantasia e evasão aos habitantes da pequena vila, fazendo esquecer a dura realidade da fome e da pobreza.

Cinema Paraíso é um filme inesquecível e um maravilhoso tributo ao cinema que marcou uma geração inteira de espetadores.

[O Amor Acontece]

Dos criadores de Nothing Hill e O Diário de Bridget Jones chega-nos a sua mais recente comédia romântica. Um retumbante sucesso que inclui um elenco bem famoso e uma fantástica banda sonora!

A poucas semanas do Natal, este hilariante O Amor Acontece desvenda os altos e baixos de várias relações. Namorados & Namoradas, Maridos & Mulheres, Pais & Filhos, Estrelas Rock & Agentes todos se juntam para fazer de O Amor Acontece não uma mas dez histórias de amor muito diferentes.

Porque, se estiver bem atento, vai descobrir que O Amor Acontece em todo o lado.

[A Idade de Adaline]

Depois de, miraculosamente, ter ficado com 29 anos durante quase oito décadas, Adaline Bowman (Blake Lively) leva uma vida solitária, nunca se permitindo aproximar de ninguém que possa vir a descobrir o seu segredo.

Mas um encontro casual com Ellis Jones, um jovem e carismático filantropo (Michiel Huisman) reacende a sua paixão pela vida e pelo amor. Um fim de semana com os pais de Ellis (Harrison Ford e Kathy Baker) ameaça pôr a descoberto a verdade, e Adaline toma uma decisão que mudará para sempre a sua vida.

Redige sinopse para filme que aproveitasse relato feito na p. 380 (incluído na Crónica de D. João I). Esse relato é o início da revolução de 1383-85.

O filme trataria de todo esse período mas a sinopse partiria do primeiro pretexto da ação, o início do episódio (na tal p. 380).

Também criarás o título do filme, que seria inspirado nos testemunhos de Fernão Lopes.

. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .

Episódio de E o resto é História sobre «Qual a maior mentira da história de Portugal?»

TPC — (i) Se ainda não o fizeste, cumpre, na Classroom, a tarefa relativa a leitura de contos; (ii) O mesmo se diga da entrega das duas passagens a limpo pedidas de crónicas para «Fugas»; (iii) Lê esta ficha sobre atos de fala; (iv) Vai também lendo os livros combinados (logo no reinício das aulas vou querer atualizar as leituras que fizeram).

 

 

Aula 63 (5 [2.ª, 3.ª], 8/jan [1.ª])

Podes ter o manual aberto nas pp. 344-345. Depois de veres, ou reveres, «Fiscal das danças ridículas» (série Lopes da Silva), preenche a coluna do meio, relativa ao Ato ilocutório ou Ato de fala (assertivo, expressivo, diretivo, compromissivo, declarativo):

Passo de «Fiscal das danças ridículas» ou de separadores

Ato ilocutório

(ou Ato de fala)

Descrição útil para tipificar ato

[Incorreu na prática de danças ridículas.] Vai ter de abandonar o estabelecimento.

 

Frase deôntica dita por um «fiscal de danças ridículas».

Vi-o a efetuar uma espécie de um comboiinho.

 

Relato, relativamente a que o enunciador se responsabiliza, de um acontecimento anterior.

O que é que eu fiz?

 

Interrogação dirigida ao fiscal.

Não posso pactuar com comboiinhos!

 

Frase na 1.ª pessoa, dita com ênfase, com indignação.

Não vou fechar os olhos a uma situação como a que o vi fazer.

 

Frase com complexo verbal (ir + infinitivo do verbo principal) com valor de futuro próximo.

Não perca a atualização das notícias sobre a seleção nacional.

 

Frase com uso do conjuntivo, correspondente a imperativo negativo.

Ao contrário do que fora anunciado, Paulo Ferreira não jantou o prato de peixe.

 

Informação, relato de uma circunstância, negando-se informação anterior.

Vamos ter oportunidade de ouvir uma entrevista com Dona Maria da Conceição Ferradinha, uma alentejana que viu o autocarro da seleção duas vezes.

 

Frase com complexo verbal (ir + infinitivo de verbo principal) com valor de futuro próximo.

Ui, tantos episódios!

 

Frase exclamativa, com algum teor descritivo, mas sobretudo admirativa.

Agora é calcar!

 

Frase de teor apelativo, ainda que sem uso de modo imperativo.

Eu estou a perder a cabeça!

 

Descrição de estado de espírito, sublinhada com nervosismo evidente.

Itens de exame em torno de atos de fala

[2014, 1.ª fase]

2.3. Classifique o ato ilocutório presente em «Como um dia veremos.» (linha 29). [É por isso que, para além do culto que a obra de Eça legitimamente merece, por mérito próprio e grandeza genuína, se deve reconhecer, para sermos justos, que muita da admiração totalitária que Eça desencadeia nasce porventura duma espécie de preguiça e lentidão em entender, ainda nos nossos dias, a linguagem diferente daqueles que lhe sucederam. O que não parece vir a propósito, embora venha. Como um dia veremos.]

R.: ___________________

[2013, 1.ª fase]

1.7. Na frase «E, após isso, ninguém lerá uma só palavra posta por mim num pedaço de papel.» (linhas 9 e 10), o autor realiza um ato ilocutório

(A) compromissivo. | (B) declarativo. | (C) expressivo. | (D) diretivo.

[2013, 2.ª fase]

2.2. Classifique o ato ilocutório presente em «A sua poesia ainda tem segredos para si?» (linha 21).

R.: ___________________

A folha que serve para te guiar nesta tarefa será também útil, mais tarde, para estudares as cinco funções sintáticas que nela estão em causa (complemento do nome, complemento do adjetivo, complemento oblíquo, predicativo do sujeito, predicativo do complemento direto). Guarda-a e estuda-a.

Nota que nessa folha não estão exemplos das funções sintáticas mas das palavras que as costumam suscitar (ou seja, que vêm antes delas e as «exigem»).

Estou aborrecido com Camilla. || Sublinho o complemento do adjetivo (que é suscitado pelo adjetivo «aborrecido»);

Carlos III abdicará do trono. || O complemento oblíquo é selecionado pelo verbo «abdicar».

William será rei de Inglaterra. || O verbo copulativo «ser» implica haver predicativo do sujeito.

Kate acha a vida de princesa uma seca. || O verbo «achar», além de pedir complemento direto («a vida de princesa»), seleciona também predicativo do complemento direto.

O debate sobre a monarquia não está na ordem do dia. || O nome «debate» seleciona o complemento do nome.

1.           Procede como fiz. Ou seja: apoiando-te na folha com as palavras que suscitam cinco funções sintáticas — CA, CO, PS, PCD, CN —, escreve cinco frases verosímeis, cada uma com uma dessas cinco funções sintáticas, que sublinharás. (Não uses as palavras que já tenha eu aproveitado.)

Frase com CA: __________________________

Frase com CO: __________________________

Frase com PS: __________________________

Frase com PCD: __________________________

Frase com CN: __________________________

Criemos agora um texto em que estejam representadas as cinco funções sintáticas que vimos — complemento do adjetivo, complemento oblíquo, predicativo do sujeito, predicativo do complemento direto, complemento do nome —, bem como estas outras nove: sujeito, predicado, complemento direto, complemento indireto, modificador do grupo verbal, modificador restritivo do nome, modificador apositivo do nome, vocativo, complemento agente da passiva.

Em breve [MGV], Carlos [S] — o atual rei [MAN] — abdicará do trono [CO] e William será rei de Inglaterra [PS]. Kate acha a vida de princesa [CD] uma seca [PCD] e anda aborrecida com a sogra [CA]. Ouviu-lhe o seguinte [P]: «André [V], o debate sobre a monarquia [CN] vai ser exigido pela comunicação social [CAP]; não devemos dar aos jornalistas [CI] pretextos que tenham pertinência [MRN]».

2.           Também agora procede como fiz, escrevendo um texto que inclua as funções sintáticas que vimos atrás — CA, CO, PS, PCD, CN — e as restantes nove funções — S, P, CD, CI, CAP, MRN, MAN, MGV, V —, todas sublinhadas e assinaladas com as suas siglas.

. . . . . . . . . . . . . . . . . . . .. . . . . . . . .. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .

Que palavras «selecionam» as funções sintáticas de

Complemento do adjetivo,

Complemento oblíquo,

Predicativo do sujeito,

Predicativo do complemento direto,

Complemento do nome?

Alguns adjetivos que podem selecionar Complemento do adjetivo

aborrecido (com)

abundante (em)

adaptado (a)

admissível (a/em)

agradável (de)

alérgico (a)

alheio (a)

amável (com)

anexo (a)

ansioso (por)

anterior (a)

apto (a)

atento* (a)

ausente (de)

ávido (de)

baseado (em)

benéfico (a)

cansado (de)

capaz* (de)

cercado (de/por)

certo (de)

cheio (de)

compatível* (com)

conciliável* (com)

condescendente (com)

confiante (em)

conivente (com)

consciente* (de)

contemporâneo (de)

contente* (com)

convencido (de)

convergente (com)

crente (em)

desejoso (de)

difícil (de)

digno* (de)

disponível* (para)

distante (de)

divergente (de)

doente (por)

entendido (em)

estranho (a)

experiente* (em)

fácil (de)

feliz* (por)

fiel* (a)

hábil (em)

hostil (a)

ignorante (de)

iludido* (com)

impossível (de)

imune (a)

indeciso (em)

indispensável (a/para)

inerente (a)

interessado (em)

leal* (a)

livre (de)

necessário* (a/para)

nocivo (a)

orgulhoso (de)

originário (de)

parecido (com)

passível (de)

posterior (a)

predisposto (a)

prejudicial (a)

preocupado (com)

presente (em)

pronto (a)

propenso (a)

propício (a)

próximo (de)

radiante (a/com)

receoso (de)

recetivo(a)

resistente (a)

satisfeito* (com)

seguro (de)

semelhante (a)

sensível* (a)

simpático (com)

solúvel* (em)

surpreendido (com)

suscetível (a/de)

triste (com)

unânime (em)

útil* (a)

* E respetivos antónimos derivados por prefixação (“desatento (a)”, “incapaz (de)”, “incompatível (com)”, ...)

Alguns verbos que selecionam Complemento oblíquo

abdicar (de)

concorrer (a)

entrar (em)

precisar (de)

abster-se (de)

confiar (em)

esquecer-se (de)

recordar-se (de)

abusar (de)

contar (com)

falar (de)

recorrer (a)

acabar (com)

convencer-se (de)

fugir (de)

renunciar (a)

aceder (a)

crer (em)

gostar (de)

residir (em)

acreditar (em)

cuidar (de)

importar-se (com)

sair (de)

aderir (a)

delegar (em)

insistir (em)

simpatizar (com)

afastar-se (de)

depender (de)

interessar-se (por)

sofrer (de)

aludir (a)

descer (de)

interferir (em)

subir (a)

apaixonar-se (por)

desconfiar (de)

investir (em)

suspeitar (de)

apoderar-se (de)

descrer (de)

ir (a/para)

transformar (em)

aspirar (a)

desistir (de)

livrar (de)

vir (de)

assistir (a)

dirigir-se (a/para)

munir-se (de)

viver (em)

atrever-se (a)

discordar (de)

necessitar (de)

voltar (a/de)

candidatar-se (a)

dispor (de)

olhar (por)

votar (em)

cansar-se (de)

dispor-se (a)

participar (em)

zelar (por)

chegar (a)

dotar (de)

partir (para)

 

concordar (com)

duvidar (de)

pensar (em)

 

Verbos copulativos (selecionam Predicativo do sujeito)

ser, estar, continuar, ficar, parecer, permanecer, revelar-se, tornar-se, andar [no sentido de ‘estar’], ...

Verbos transitivos predicativos (selecionam Predicativo do complemento direto)

achar, chamar, considerar, declarar, deixar [“deixou aberta a porta”], designar, eleger, julgar, nomear, proclamar, supor, ter (por), tornar, tratar (por), ...

Alguns nomes que podem selecionar Complemento do nome

Nomes que podem precisar de complemento do nome

Exemplos

Nomes deverbais (derivados de um verbo), que referem situações localizadas no espaço e no tempo (que «ocorrem» ou «acontecem», tal como os verbos de que estes nomes derivam).

corrida, invenção, interesse, receio, respeito, conquista, oferta, debate, explosão, promessa, assalto, tradução, ...

Nomes derivados através do sufixo -dor de um verbo transitivo (referem o agente da ação expressa pelo verbo de que derivam).

comprador, colecionador, produtor, vendedor, possuidor, ...

Nomes derivados de um adjetivo (deadjetivais).

humildade, eficácia, lealdade, beleza, ...

Nomes que classificam a situação descrita pelo complemento do nome.

possibilidade, hipótese, facto, certeza, probabilidade, ...

Nomes de parentesco (ligados ao complemento do nome através da preposição de).

filho, pai, irmã, prima, tio, avó, ...

Nomes de relações institucionais ou sociais (ligados ao complemento do através da preposição de).

diretor, professor, sócio, amigo, chefe, instrutor, porteiro, ...

Nomes que expressam estados psicológicos (acerca dos quais o complemento do nome pode referir o experienciador, introduzido pela preposição de, ou o conteúdo do estado psicológico, introduzido pelas preposições de, a, com, contra ou em).

alegria, amor, ódio, angústia, simpatia, medo, temor, vontade, fúria, orgulho, desejo, receio, pena, ...

Nomes que referem obras culturais (acerca dos quais o complemento do nome pode referir o autor, iniciado pelas preposições de ou por, ou o assunto, regido pelas preposições sobre ou de).

filme, livro, capítulo, história, peça, conto, sinfonia, trabalho, poema, ...

Nomes que referem representações visuais (nomes icónicos) ou gráficas (acerca dos quais o complemento do nome pode referir o autor/agente, introduzido pelas preposições de ou por, ou aquilo que é representado, regido pela preposição de).

descrição, desenho, fotografia, radiografia, retrato, quadro, imagem, caricatura, serigrafia, ...

Nomes coletivos, que referem um todo constituído por partes (introduzidas pelo complemento do nome), e nomes fragmentadores, que designam partes (estruturais ou materiais) de um todo (identificado através do complemento do nome).

grupo, série, equipa, pilha, coleção, fila... parcela, porção, pedaço, tira, dose, fatia, centro, ponta, ... [e nomes de partes estruturais de objetos,  como pernas e tampo da mesa, capa e lombada de um livro, ...]

Classifica as orações sublinhadas (com espaço para tal à direita):

«A escola» (Jorge Palma)

Eu nasci lá para os lados do rio, | coordenada

Passava os dias a jogar à bola, |coordenada assindética

Mas eu não era exceção | coordenada adversativa

E, antes que desse por isso, | _________________

Já estava na escola. | coordenada copulativa (e subordinante) [começa no «E»]

 

O programa era elementar, | _________________

Entre o Euclides e o Arquimedes,

Mas, sempre que a informação | subordinada adverbial temporal

Dá uma volta no espaço,

Eu quero sintonizar.| coordenada adversativa [começada no «Mas»]

 

A escola ainda não acabou,

Há sempre tanta matéria a estudar,

Que eu chego mesmo a ter medo | __________________

De, em qualquer momento,

Já não ter lugar,

Já não ter lugar,

Para mais conhecimento.

 

Já consigo filosofar,

Sei uma ou duas palavras em grego.

Enquanto o tempo deixar | ___________________

E a escola não se afundar,

Vou alterando o meu ego, | ___________________

 

Vou deixando as moscas pairar,| coordenada assindética

Vou vendo se o Godot já chegou | ___________________

E, quando me dá na tola, | subordinada adverbial temporal

Dou um chuto na bola, | coordenada copulativa (e subordinante) [começa no «E»]

Só para me aliviar. | subordinada adverbial final

 

A escola ainda não acabou, | coordenada

Há sempre tanta matéria a estudar, | _________________ (e coordenada assindética)

Que eu chego mesmo a ter medo

De, em qualquer momento,

Já não ter lugar,

Já não ter lugar,

Para mais conhecimento.

TPC — Lê o conto «Famílias desavindas», de Mário de Carvalho (pp. 163-165 do manual). Quanto às leituras de livros, proximamente vou querer saber o que tem sido lido (o que implica que tenhas suficiente conhecimento do que leste).

 

 

Aula 64-65 (6 [1.ª, 2.ª], 8/jan [3.ª]) Correções de tarefas de aulas anteriores.

Com exemplares de Mensagem (da coleção «iagora»), preenchimento de grelha acerca do paratexto e da estrutura da obra.

Fernando Pessoa, Mensagem

Paratexto e estrutura

Faz a referência bibliográfica (autor, título, cidade da editora, editora, ano da edição).

A primeira fonte destes elementos deve ser o frontispício (página [3], neste caso). Quando haja dados de que não possamos certificar-nos pelo rosto (o referido frontispício), recorreremos ao colofão (na última folha), à ficha técnica, à capa:

___________________________

Este livro não numera a edição. Se o fizesse, esse elemento poderia constar logo após o título. E poríamos a seguir à data da edição e entre parênteses o ano da 1.ª edição, 1934.

Verifica estas partes do livro (matéria que se integra no estudo do paratexto):

Capa: tem um ________ (poema visual) que usa versos de Pessoa e desenha a efígie do poeta.

Contracapa: reproduz o poema «________», o primeiro texto de Mensagem; em baixo, vêm os logótipos dos ________.

Lombada: tem só o ______ da obra.

Colofão (ou, à latina, colofon): em vez do tradicional «Acabou de imprimir-se a […]», contém uma espécie de __________.

O anterrosto repete o desenho caligramático da capa. No entanto, há na p. ____ o que poderia ser o verdadeiro anterrosto, já que a página tem apenas o título, como é característico das páginas três. Terá sido lapso (e a ordem das pp. 5 e 3 ter saído mal, sendo a p. 1 uma mera folha de guarda)?

No miolo do livro há, no cabeçalho, o título corrente, nas páginas ímpares, e nome do autor, nas _____. Nesse espaço, dito dos «títulos correntes», vem «Índice» na parte do livro que lhe corresponde.

Na p. [7], temos a epígrafe: «_________» (‘Bendito Deus Nosso Senhor que nos deu o Sinal’).

Preenche as quadrículas vagas da tábua seguinte, sobre a estrutura de Mensagem:

Primeira parte / Brasão

Os Campos

O dos Castelos

 

 

Ulisses

Viriato

O Conde D. Henrique

D. Tareja

D. Afonso Henriques

D. Dinis

D. João o Primeiro

D. Filipa de Lencastre

As Quinas

 

D. Fernando, Infante de Portugal

D. Pedro, Regente de Portugal

D. João, Infante de Portugal

D. Sebastião, Rei de Portugal

A Coroa

Nun’Álvares Pereira

 

[A Cabeça do Grifo:] O Infante D. Henrique

[Uma Asa do Grifo:] D. João o Segundo

[A Outra Asa do Grifo:] Afonso de Albuquerque

Segunda parte / Mar Português

O Infante

 

Padrão

O Mostrengo

Epitáfio de Bartolomeu Dias

Os Colombos

Ocidente

Fernão de Magalhães

Ascensão de Vasco da Gama

 

A Última Nau

Prece

 

Os Símbolos

 

O Quinto Império

O Desejado

As Ilhas Afortunadas

 

 

O Bandarra

António Vieira

«Screvo meu livro à beira-mágoa»

Os Tempos

Noite

Tormenta

Calma

Antemanhã

 

De que tratam as três partes de Mensagem?

A 1.ª parte, «Brasão», trata da fase de _______ de Portugal e seu crescimento. A 2.ª parte, «Mar Português», versa a ______ de Portugal, os Descobrimentos. A 3.ª parte, «O Encoberto», trata da estagnação da pátria e, profeticamente, do seu ressurgimento.

«Brasão» tem _______ {numeral, mas por extenso} poemas, repartidos por cinco partes, que aproveitam classificações heráldicas (campos; castelos, quinas; coroa; timbre). A primeira destas sub-partes funciona como introdução às dezassete _________, abordadas em cada poema, que representam características do povo português. A epígrafe de «Brasão» é «________», um oxímoro (‘Guerra sem guerra’).

A parte «Mar Português» é constituída por _____ poemas e não tem outra repartição. A epígrafe desta parte, «________» (‘Posse do mar’), alude à saga dos descobrimentos. Desta parte já referimos em aula um dos poemas, precisamente o homónimo da secção, «__________», a propósito da frase tornada proverbial «Tudo vale a pena, se a alma não é pequena».

A parte «O Encoberto» implica a visão esotérica de Pessoa, uma síntese de história, mito e profecia. Esta parte situa-se depois do desastre de _______. Está aliás toda centrada na figura do rei ______, o encoberto. Logo pelos títulos se vê que a organização, agora, decorre mais do simbolismo, não se adotando tanto o formato ‘galeria de personagens’. A epígrafe é «________» (‘Paz nos céus’), que corresponderá ao estado ideal conseguido com o profetizado Quinto Império.

Pelo índice, repara nas datas predominantes da elaboração dos poemas. Os poemas da primeira parte são quase todos posteriores a ______, ou deste exato ano. Os textos de «Mar Português» são maioritariamente de _____-_____, a época do sidonismo. Finalmente, o ano mais representado na terceira parte é 1934 (precisamente, o ano da publicação de Mensagem, penúltimo da vida de Pessoa, quando o Estado Novo se implantava).

Vejamos a estrutura formal, em termos de versificação, de Mensagem.

Que tipo de estrofe predomina? {circunda os quatro tipos que consideres mais presentes, após folheares o livro sem grandes demoras} Dísticos, tercetos, quartetos ou quadras, quintilhas, sextilhas, sétimas, oitavas, nonas ou novenas, décimas, centésimas.

Os versos {escolhe} são brancos / têm rima / são amarelos.

O metro (o número de sílabas métricas) predominante deve ser o {escolhe} monossílabo, dissílabo, trissílabo, tetrassílabo, pentassílabo (ou redondilha menor), hexassílabo, heptassílabo (ou redondilha maior), octossílabo, eneassílabo, decassílabo, hendecassílabo, dodecassílabo (alexandrino).

O único poema que não tem título é o terceiro aviso, que está na p. ____. É o único texto em que o assunto parece ser o próprio poeta.

O último verso de Mensagem é «______», seguindo-se-lhe a fórmula de despedida latina, «_________» (‘Saúde [Força, Felicidade], Irmãos’).

Na tábua da p. 109 do manual, os poemas que são reproduzidos estão identificados pela indicação da página, entre parênteses retos e a azul.

Classifica as orações sublinhadas.

Efeito do observador

(Os Azeitonas)

A ciência, aos dezasseis,
Desafia algumas leis
E, já que Saturno tem anéis, | ______________
Pode a Lua encher só para mim.

Já vi um arco-íris circular,
Já dei dois tiros no mesmo lugar,
Mas o que considero singular
É que a Lua insiste em se encher assim.

Já fiz as equações,
Determinei as funções.
A ciência comprovou | _____________
[Que] somos todos iguais
Lá no fundo,
Pó de estrela e nada mais.

Somos todos condutores de carrosséis,
Não lemos mapas, andamos aos papéis, | _____________
Então deitamos fora a sorte deste Norte, | _____________
Fazemo-nos reis,
Já que a Lua se pode comportar assim.

Sou dos do bem,

Mas não sei bem o que é do mal. | ______________
Sou um cético otimista, hipócrita ocasional,
E, se observo mudo o resultado experimental, | _____________
Então que a Lua sorria só porque sim.

Já fiz as equações,
Determinei as funções.
A ciência comprovou
[Que] somos todos iguais  | ____________
Lá no fundo,
Pó de estrela e nada mais.

E, se o espaço curva para ti, | ____________
Vou aos esses até chegar aí
E fico a contar que um dia, ao luar,
Tudo vá mudar e, só porque sim, | ____________
Mude o nosso spin
E consiga provar
Que estamos entrelaçados no fim... | ____________
No fim!

Já fiz as equações, | _____________
Determinei as funções.
A ciência comprovou
[Que] somos todos iguais
Lá no fundo,
Pó de estrela e nada mais.

Vejamos o grupo III da prova de exame do ano passado (2025, 1.ª fase):

III

Para uns, é o indivíduo que faz a sociedade; para outros, é a sociedade que faz o indivíduo. Num texto de opinião bem estruturado, com um mínimo de duzentas e um máximo de trezentas e cinquenta palavras, defenda uma perspetiva pessoal sobre o conteúdo da afirmação.

No seu texto:

− explicite, de forma clara e pertinente, o seu ponto de vista, fundamentando-o em dois argumentos, cada um deles ilustrado com um exemplo significativo;

− utilize um discurso valorativo (juízo de valor explícito ou implícito);

− formule uma conclusão adequada à argumentação desenvolvida.

Os parágrafos a seguir também poderiam suscitar um texto de opinião, em que, como se pede nestes grupos III de exame, apresentasses a tua perspetiva sobre o assunto (fundamentada em dois argumentos, cada um deles respaldado em um exemplo):

Para a deputada Joana Mortágua, é intolerável a disparidade salarial entre as futebolistas e os futebolistas que representam a seleção nacional. O Bloco de Esquerda apresentou uma proposta no Orçamento do Estado para garantir a igualdade de remuneração nas seleções nacionais.

Na sua mensagem de Natal, Luís Montenegro defendeu que os portugueses deveriam adotar a «mentalidade de Cristiano Ronaldo», superando a atitude «do deixar andar». (Entretanto, o ex-líder da Iniciativa Liberal tuitou que o próprio governo tinha uma performance ao estilo de Ricardo Esgaio.)

A juíza Ana Barão ordenou a remoção dos cartazes com a frase «Os ciganos têm de cumprir a lei», por visarem um grupo específico com base na sua etnia, sendo ofensivos para a dignidade da comunidade cigana, e não se enquadrarem no exercício legítimo da liberdade de pensamento.

Donald Trump assinou uma ordem executiva para impedir que atletas transgénero compitam em categorias femininas em instituições de ensino que recebam financiamento federal.

Em Paris, as trotinetas elétricas de aluguer foram proibidas e retiradas das ruas em 1 de setembro de 2023, dado o elevado número de atropelamentos e o constante abandono das trotinetes nos passeios.

Escolhe um dos temas e redige o que seriam o segundo e terceiro parágrafos do teu texto de opinião (ou seja, o primeiro argumento e respetivo exemplo, o segundo argumento e respetivo exemplo).

[ Sublinha a tese que defenderás: (1) as futebolistas (não) devem receber o mesmo que os futebolistas; (2) Cristiano Ronaldo (não) deve servir de modelo à atitude dos portugueses; (3) os cartazes com a mensagem sobre ciganos (não) devem ser proibidos; (4) atletas trans (não) devem competir nas provas femininas; (5) o uso das trotinetas nas cidades (não) deve ser incentivado. ]

. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .

TPC — Lê a ficha corrigida sobre Crónica de D. João I, de Fernão Lopes, em Gaveta de Nuvens.

 

 

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